Os senhores de Zaron
16 Lenda Vs Deusa - Parte 01
Notas iniciais
Narração de Vriska
Quantos são os visitantes que me procuram para uma audiência? Por mais 100 anos (me acostumei com essa contagem de tempo) que estou nessa estranha terra chamada de Zaron e esses estrangeiros são os primeiros a me procurarem. Eu daria logo um ‘foda-se’ para todos, afinal como a deusa pirata desses seres de pretos chamado góticos (eu não sei como Kanaya aguentava aquela humana Rose).
E por falar nos góticos eu não entendo esse grupo. Eu já conheci os humanos antes de vim para cá, mas aqui ainda tem ho88it e tem anão? Que lugar é esse? Pelo menos são fáceis de manipular, tanto que me acham sua deusa. Eu sou uma troll, a descendente de Mindfang, e pirataria está no meu sangue. Ainda me dou o luxo de me achar que virei uma pirata melhor que minha ancestral.
O estranho que meu corpo parou de envelhecer. De inicio pensei que estava morta, já que minha ultima lem8rança foi ter sido morta por Terezi. Por quatros anos vaguei por uma dimensão estranha longe do mundo dos sonhos quando foi invocada para esse mundo. Ganhei vida novamente (se estava realmente morta, eu não sa8ia). Parece que os góticos veneram entidades com aparência de troll. O mais estranho que meu 8raço que foi amputado e meu olho perdido retornaram do nada. Que mundo escroto. Sorte que é fácil dominar. Só não entendo porque que um gru8 ou como todos os seres aqui chamam de ‘meu filho’ veio comigo. Ótimo, longe do meu universo, sem tecnologia avançada e o único contato de um outro troll que tenho é apenas o fruto do meu ‘kismesis’.
Pelo menos posso ser pirata nesse universo primitivo e já poderia ter conquistado tudo se não fosse aquele elfo estranho parasita. Um verme que anda me incomodando. É uma pedra do meu sapato que preciso eliminar. Se eu tivesse a tecnologia do meu universo ao meu favor esse mundo estaria na palma da minha mão. Só esses malditos elfos que impede disso.
Agora com a família real dos humanos pode acelerar essa conquista. Olho para todos os presentes para tentar adivinhar que é o príncipe Kenneth McCormick. Pela qualidade das roupas é que está usando.
– Seja 8em vindo em meus domínios, príncipe Kenneth — 8ato meu ca8elo e sorriso de forma pouco convidativo. Esse príncipe tem uma característica estranha de se vestir como as fêmeas de sua espécie. Poucos da minha raça fazem isso. Eu não vejo pro8lema nisso, só acho frescura o costume de todas as raças de Zaron de serem seletivos em 8usca do parceiro. A maioria acha nojento ficar com o mesmo sexo e aqueles que possuem esse gosto acham nojento fica com o sexo oposto. Qual é a merda do pro8lema em gostar de tudo?
– Perdão senhorita Vriska, mas eu sou uma garota — responde ela. Quase não entendo nada com mascara que usa.
– Tanto faz. E que eu posso ajudá-la?
– Eu posso falar pela princesa — disse um mago que estava perto da loira — eu sou Eric Cartman.
– Eu não te perguntei nada — não resisto em da uma 'patada' nele. Encaro esse mago que ousou me encarar quando estava meditando. Ele é tão… humano. Praticamente não tem nada diferente dele, exceto dois olhos diferentes. Eu não tinha o cegado um olho dele? Como ele está vendo com os dois olhos?
– Ele é meu porta voz, toda autoridade que tenho ele tam8ém – responde a princesa.
– Certo – passeio com meus olhos em toda equipe do reinado, vendo a orc, os humanos... espera um pouco.
– Que merda de raça é você? – aponto meu dedo para o ser que se parece com humano. Eu sei que os humanos variam muito de cor de pele, mas marrom? Isso é passar dos limites.
A maioria arregala os olhos. Como se tivesse falado algo improprio. Eu não sa8ia que comentar a cor de pele é algo ofensivo. Mesmo se eu sou8esse não estava nem aí. Parece que o único que está tranquilo é o mago que está fazendo um esforço para não rir.
– Ele é um humano. Tam8ém temos humanos de cor amarela e variações de 8ranco. Para humanos desse jeito a gente chama de criolo. Só tenha cuidado de usar as expressões “aquele tal” junto com a expressão “do criolo” – parece que os outros arregalam mais os olhos. O mago parece que falou algo improprio e diferente de mim, sa8ia muito 8em que estava falando. Eu ri. Tenho que admitir que foi engraçado.
– Princesa Kenny. Eu vou me retirar, preciso cuidar da carruagem – diz o ‘criolo’.
– Sim, Token, pode ir – responde a princesa.
Eu vi que ‘Token’ saiu não porque estava preocupado com seu transporte, mas sim por não resistiu as ligeiras ‘piadas negras’. Que irônico. Se ele fosse aonde eu vim não duraria cinco minutos.
– Então ‘porta voz’ — me digiro para o mago — tu tens experiência politica?
– Um ano de conselheiro e três anos de reinado.
– Só isso? Eu tenho mais de 100 anos que consigo ter um reinado marítimo – eu digo orgulhosa. Eu estou gostando de humilhar o mago.
– Já ouviu falar da lenda do “Mago Lendário”? – ele pergunta com calma.
– Sim, já ouvir. É uma história chata de um mago que foi o melhor rei para os humanos.
– Sim, ele foi. Veja com que em quatro anos conseguir ser lem8rado em toda Zaron e poucos dias que estou de volta o máximo que escutei foi histórias de uma entidade do mar.
Mas o que? Esse humano está questionando a minha autoridade.
– Nossa que fora. Ai, tomou – disse a princesa com de8oche.
Maldito. Da pra ver que esse mago sa8e morder. Ele ainda vai me pagar. Contudo a patada que rece8i me revelou alguma coisa. Que esse mago é o famoso “Mago Lendário”. A história que até os góticos contam entre si. O rei que desafiou os elfos e matou seu deus. Nunca me interessei nessa história até agora. Encontrei uma ótima oportunidade agora. Minha conquista de Zaron vai ser 8em mais fácil do que pensei.
– Então você é o “Mago Lendário”, né? – eu sorrio.
– Sou.
– O que vem fazer em meus domínios?
– Pedir a cooperação dos góticos contra os elfos.
– Interessante. Eu tam8ém tenho pro8lemas com essa raça de orelhudos, mas me diga qual a vantagem de eu vou te ajudando?
– Muitas vantagens políticas e o auxilio da capital para seus assuntos interno.
– Até que é uma 8oa, mas posso tomar a capital na hora quiser.
– Correção, podia. Agora que estou presente é impossível.
– Isso está soando como desafio.
– Encare como uma advertência.
Aca8ou de ter uma ideia.
– Por que não façamos o seguinte: se me derrotar em uma luta vai ter todo o apoio da força dos góticos, mas se você perder considere meu escravo pessoal – vejo que os visitantes, exceto o mago ficam 8astante agitados. O que estranho todo é que a maga, a princesa, a orc e assassina ficam mais a8aladas que os outros. Nossa, esse cara tem quatro mulheres? Se fosse um troll já teria todos seus quadrantes.
– Feito – responde sem nenhum receio.
– Ótimo.
Se eu tiver o “Mago Lendário” como escravo posso estender meus domínios para toda Zaron. Destruirei a esperança dos humanos (até tô parecendo Eridan) e intimidarei os elfos. Todos nessa dimensão irão me adorar.
Narração de Token
Caminho para perto da carroça e sem ninguém ver saco uma esfera mágica de comunicação muito utilizada no passado, mas nos dias atuais está obsoleto cujo nome é “msn”.
– O mago está negociando com os góticos nesse exato momento – entro em comunicação com meu mestre.
– Ótimo. Me mantenha informado a cada passo dele – diz o meu mestre.
Não me orgulho de ser um espião, mas é questão de sobrevivência. Ou está a favor no deu mestre ou está contra e a segunda opção significa a morte.
– Outra pode ficar no meu lugar? É frustrante escutar as os comentários racistas – na verdade eu não me incomodo, mas estou com muito medo que me descubram.
– Eu posso te dar poderes que permitam que cumpram sua missão com segurança.
– Sério. Muito obrigado mestre. Que seu futuro reinado seja eterno.
– E vai ser eterno. Tem um colar perto da carroça que outro dos meus servos deixou pendurado, enquanto você estava sendo guiado pela troll.
Troll? Aquele demônio em forma de mulher é um tipo de troll? Já ouvir falar de lendas, mas nenhuma lenda descrevia como demônio em forma de homem, mas sim seres gigantes e grotescos. Como meu mestre sabe disso?
Não importa. Eu vejo um colar em uma estranha forma que desconheço. Parece uma superfície branca, com numeração de 1 a 12 dispostos em uma circunferência com dois ponteiros (um pequeno mais grosso e um fino maior apontado para o numero doze que encontra no topo). É impressão minha ou tem algo na carruagem que está pesando?
– Sim mestre. Estou com colar. O que faço agora?
– Coloque-o. Só não tire o colar, enquanto não cumprir a missão.
– Sim senhor.
Quando coloco sinto meu corpo estranho.
Narração de Tammy
Sei que foco de todos estão no Eric e a rainha dos góticos com nome estranho, Vriska, mas não deixo de focar na princesa Kenny que agora é uma mulher. Consigo reparar a leve dificuldade de andar e um leve balançar das pernas. Que lindo e que inveja. Lindo porque não só perdeu a virgindade, mas foi com a pessoa que ela o ama (Kenny pode não admitir em publico, mas percebo do seu olhar que ama aquele mago com todas as forças) e que conseguiu ter vantagens da Jenny. Sinto um pouco de inveja da Kenny por ter feitor amor com Cartman e inveja do Eric por ter tirado a virgindade da princesa.
Só me sinto um pouco culpada agora por não ter ensinado para Kenny tudo que sei sobre sexo. Imagino que ela ficou muito perdida na primeira vez, mas pelo sorriso que reparo em seu rosto (mesmo com mascara consigo saber que ela está sorrindo) foi uma experiência incrível. Eu sempre conto minhas experiências pra ela, mas não conto dicas sobre o sexo como fazer sexo oral, como agradar um homem na cama e entre outros... ‘conhecimentos’. Só ensinei pra ela como seduzir e provocar um homem. Eu acho que a princesa muito pura para mim e mesmo sendo a melhor amiga me sinto que não a mereço como amiga e guardiã. O irônico que ensinei muito mais para Karen, porque também ensinei algumas técnicas de furtividade e luta.
Voltando a minha atenção para a luta que está preste acontecer, Eric está com seu cajado, enquanto Vriska ainda não tirou nenhuma arma. E por falar nela, a rainha tem uma beleza bem exótica. É como se tivesse aparência de anjo e característica de demônio, além de ter uma das bundas mais perfeitas que já vi em toda minha vida. Grande, redondinha e durinha... nossa, não é a toa que seja considerado uma deusa aqui. Vendo o moleque que enfrentei ter o símbolo de libra na camisa e ela tendo o símbolo de escorpião parece que ela é uma representação viva do signo de escorpião do zodíaco. Por isso que ela tem uma bunda grande: os escorpiões sempre têm características fortes pela calda.
Vriska tira em um bolso oito objetos pequenos. Parece que são dados azuis de oito faces com números brancos. O que ela pretende?
Sem um aviso prévio. Vriska joga os dados no chão e corre em direção do Eric em alta velocidade. Ela não usou nenhuma técnica para aumentar velocidade usando apenas seu físico. Ela tem velocidade superior até dos elfos puros. Ela não é desse mundo. Pelo menos reconheci qual é sua classe. Parece que é uma ladina. Vejo seu braço direito brilhando em azul até sair um tipo de garra.
Eric consegue se defender criando uma espada magica que manipula no ar. Pelo impacto vejo que também possui uma força superior e nenhum receio em infligir um dano letal. Parece que sua frieza é proporcional ao tamanho de sua bunda. Para contra-ataca, o mago materializa uma segunda espada e ataca rainha que da um mortal para trás para escapar. Logo a garra se transforma nos oito dados novamente.
Entendi esse lance dos dados. Ela os joga no chão e dependendo do resultado sai uma arma diferente. Essa arma pode ser muito perigosa, mas tem a fraqueza de depender com a sorte. Nosso herói estala os dedos três vezes e aponta para seu alvo. Só que não entende porque não aconteceu nada.
– Estranho que o mestre tenha errado essa magia – fala Jenny.
– Que magia? – pergunta Shelly. Eu não sei porque, mas fico incomodada pela voz dela. Parece que não estou indo com a cara. Que ótimo, a rivalidade discreta entre Kenny e Jenny parece que está me afetando. Só falta a orc me odiar para iniciar mais contenda.
– Ele usa uma magia de fogo para ter uma rajada. Só que essa magia tem uma falha mesmo que baixa de falhar.
Uma magia de um mago lendário falhar? Parece que Vriska tem um grande fator de sorte. A rainha aterrissa, joga os dados e desta vez materializa uma lança. Parece a luta não vai ser tão fácil.
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