Os senhores de Zaron

17 Lenda Vs Deusa - Parte 02


Narração de Shelly

Fazia um tempo que não assistia uma boa luta e essa está sendo de cair o queixo. Sempre pensei que os magos só atacassem de longe, mas Eric está mudando toda minha opinião dessa classe acomodada e pederasta. Ainda sim aquela chifruda está lutando muito bem. Pelo estilo de luta dela é uma ladina, nunca pensei ver uma ladra lutar tão bem. Eu não sou de ficar falando para Eric que é o mago lendário, mas essa luta pode ser chamada de lendária.

A chifruda com a lança se encontra parada como se tivesse calculando o próximo passo. Eric está parado com os olhos fechados. Eu não entendo muito de magia, mas do jeito que ele está parece se concentrando para soltar uma magia.

Para uma surpresa de todos ladra aparece por trás, como se tivesse teletransportado, preste para apunha-lo nas costas. O mago joga o cajado para cima, mas não impede de se apunhalado. Eric perdeu a luta?

Não pode ser. Os góticos comemoram e posso ver Jenny segurando as lagrimas, a princesa abraçando a assassina em busca de conforto. Parece que a esperança dos humanos acabou. Eu não estou acreditando. Ele não pode morre. Se existir um deus que possa me ouvir quero que Eric Cartman não morra.

Nunca foi de orar, mas parece que vou pegar habito, já que de repente o corpo do mago some em forma de energia. O cajado que está no ar aparece Cartman. Parece que ele deixou um clone de energia, assim como a chifruda deixou um clone ilusório para pensar que estava parada. Estando em cima, o mago solta um raio de gelo. Agora quero ver que ela escapa. E não é que a desgraçada conseguiu escapar? Um martelo pesado passou no seu lado que segura o cabo e pega a carona da força do martelo.

– Quando joguei meu martelo? – diz o paladino chamando atenção de todos.

– Parece que ela manipulou sua mente – responde Jenny pensativa – como ela consegue fazer isso tão rápido.

– Como ela consegue ter tanta sorte, isso sim – diz Bebe levando uma questão interessante. Mesmo que a chifruda esteja lutando bem parece que está mais contando com a sorte do que com as próprias habilidades.

Eric dispara alguns tiros energéticos, só que seu alvo usa o martelo de Butters para se defender. Agora vejo os olhos dela brilharem em azul. Olho em volta e cinco gótico com arco e flecha atiram. Então é assim que ela manipula as mentes das pessoas. É como se esse dom fosse nascido dela. Eric cria uma esfera em torno do corpo para se proteger.

Aproveitando a defesa e queda do mago, a chifruda joga o martelo que destrói a barreira, mas segura o martelo com uma mão. Quando aterrissou no chão, sua adversária ataca com a lança e para se defender rebate a ponta com o martelo com uma mão e outra aponta o cajado para soltar uma esfera magica. Pior que ainda conseguiu desviar. Isso está sendo muita sorte.

– Magnifico. Parece que não é fraco – disse a chifruda.

– Parece que não mede esforços para conseguir o quer – disse Eric devolvendo o martelo para o Butters.

– O importante são os fins e não os meios.

–Gosto do seu jeito de pensar. Já encontrei muitos ladinos experientes, mas você é a primeira que consegue roubar a sorte de suas vitimas.

Roubar a sorte isso é possível?

Narração de Butters

– Parece que você adivinhou meus talentos – responde a ‘Visca’ (ainda não consigo pronunciar seu nome direito) ou a rainha dos góticos – como adivinhou.

– Quando eu errei em fazer uma magia de fogo. Só alguém para roubar minha sorte que pode impedir da minha magia funcionar. E também é muito estranho você usar uma arma que precisa de sorte para funcionar.

– Meus parabéns. Você é a primeira pessoa que descobriu que eu roubo a sorte dos outros.

– Precisa mais de roubar a minha sorte para me vencer.

– Com sua sorte baixa meus golpes ficam mais precisos e seus mais imprecisos, sem contar que aumenta as chances de eu sacar minha arma mais poderosa e diminui suas chances de resistir minha dominação de mente.

De repente um tipo de fantasma de um coelho aterrissa encima do Eric que faz brilhar branco alguns instantes.

– Pronto. Agora você não vai conseguir diminuir minha sorte. Estou sobre efeito da benção do espirito da sorte. Quero ver se meus golpes vão falhar – oh hambúrguer. Eric consegue fazer isso?

Pensava que aumentar a sorte, assim como outros atributos é só uma arte dos paladinos. Parece que a classe dos magos consegue realizar algumas façanhas de outras classes com magia. Fazer parecido, porem os paladinos usa a áurea para realizar seus golpes, diferente dos magos que usam a mana.

– Sorte infinita? Está querendo que eu fique mais forte?

– Eu vou mostrar que é força de verdade – os olhos do Eric brilha e bate o cajado do chão manifestando 8 grande rochas que estão levitando. As rochas giram em torno dele como se tivesse pressas em um redemoinho.

– Quero ver isso – ‘Visca’ joga seus oito dados e tira uma pequena force e uma esfera de metal ligado por uma corrente (parece uma arma do oriente fora de Zaron).

Eric manipula uma rocha em direção a ‘Visca’ que usa a esfera de metal para aplica um golpe e quebra a rocha em muitos pedaços. Seria uma defesa ótima, mas os pedaços da rocha ainda a perseguem que induz esquiva. Consegue evitar os ferimentos, exceto um arranho na face arrancando um pouco de sangue dela. O mais estranho que a cor do sangue não é vermelho, mas sim azul escuro. Que tipo de ser ela é?

Para Eric não importa, manipula as restantes rochas em direção dela, enquanto as rochas pequenas retornam persegui-la. Parece que a vitória é certa. Não há como ‘Visca’ escapar. Ainda Eric se senta no chão com as pernas cruzadas e invoca um dragão energético (a mesma magia que ele usou contra o rei elfo) e dispara uma forte rajada de fogo que acerta as rochas e sua adversária. Ele a matou? Pelo jeito sim, já que está um amontoado rocha e fogo.

– Essa era sua deusa? – Eric se vira para os góticos. Incrível que eles não estão nem um pouco abalados. Parece que os boatos deles não terem sentimentos é real.

De repente um raio de luz sai do amontoado de rocha e fogo ficando alguns metros acima. O que revela é a rainha dos góticos viva. Só que desta vez está com uma roupa diferente. Está com uma calça laranja, botas de cano longo vermelho, uma camisa folgada laranja pouco mais claro que com tipo de desenho simples em amarelo que lembra um sol e uma capa com capuz alaranjado vermelho. O mais estranho que agora ‘Visca’ tem asas azul parecendo borboleta que da impressão que ela é uma fada. É bom saber que Eric não matou, mas vendo os góticos vibrarem isso é um sinal de problemas.

Narração de Vriska

Faz muito tempo que não revelo minha forma “God Tier”. Quando cheguei em Zaron só usei para enfrentar exércitos de piratas elfos, mas é a primeira vez que uso contra só um individuo. Só podia ser alguém considerado lendário para me forçar a isso. Meus para8éns, Mago Lendário, por me forçar ao limite.

Tenho que admitir que você foi primeiro em muita coisa. Foi o primeiro que causei algum dano e não recuou ou chiou. É insuportável quando você induz a morte de alguém, faz alguém ficar paraplégico e outra cega escutar reclamação que eu estava errada. Dane-se todo mundo. E ainda não reclamou quando tentei mata-lo, pelo contrário me fez pagar pela mesma moeda. Ele vai ser mais útil vivo do que morto.

Sou rápida em chegar perto dele pega-lo com minha corrente pelo pescoço e ergue-lo no ar. Ele mal deu tempo de reagir já que estava distraído intimidando os góticos. Gostei do estilo dele. Ele coloca medo nos seus adversários.

–Sim, sou a deusa deles. Vai se acostumando porque você será meu servo pessoal – digo erguendo mais ainda – sei que os magos precisam de concentração para utilizar suas magias, será que você é capaz de fazer isso? – como é lindo vê-lo tentando sair do ‘laço’ que fiz pra ele.

Já sinto o sa8or da vitória, só esperar ele desfalecer que eu terei meu escravo lendário pessoal. Parece que a sorte está no meu lado e olha que nem precisei rou8ar muito para isso. De repente a corrente se que8ra e uma luz vermelha volta para o chão. Ele consegue usar magia mesmo quando luta para so8reviver? Estou espantada.

De repente dois furações aparecem do nada perto de mim. Por um momento fico paralisada por uma memória veem na minha mente. Não me esqueço daqueles ca8elos negros cortado de maneira estranha que só os humanos gostam de ter, óculos nerd e dentes acima da média.

– John? – deixo o nome daquele humano escapar dos meus lá8ios encanto esquivo dos furações. Ele costumava usar muito esse ataque.

Quando olho para o mago vejo que está com uma roupa diferente. Está usando uma calça e colete preto fosco, uma 8lusa 8ranca com sím8olo se não me engano é a cruz gamada, uma capa vermelha e 8otas negras. Agora seus olhos estão 8rilhando entre preto e 8ranco, tem a cruz gamada tatuado na testa com linhas pretas e 8rilhando como 8ranco, sem contar que tem um tipo de duas esferas (uma negra e outra 8ranca) voando no seu lado. Ele tem tam8ém tem uma forma “God Tier”. Não vale.

– Nunca pensei que usaria tão cedo essa forma – disse o mago assim quando os furações cessaram.

– Você tam8ém tem atinge “God Tier”.

– Sim, afinal essa é a evolução de toda classe. Só não entendo porque você tem asas.

– Aonde eu vim quando alguém atinge a forma “God Tier” cria asas.

–Só de sua espécie?

– Não. Tinha uns 4 a 8 humanos que criavam asas tam8ém.

– Que tipo de raça é você.

– Aqui em Zaron sou uma deusa, aonde eu vim sou uma troll.

– Troll. Diferente das lendas de trolls em Zaron que são criaturas gigantescas e irracionais.

– Com certeza algumas de suas lendas são 8em mentirosas.

– E eu sou real?

– Ta chegando perto mago que eu não sei o nome.

– Eric Cartman.

– Vriska Serket. Eu garanto que mesmo você com “God Tier”, não vai conseguir me vencer.

– Isso quero ver.

Ele já dispara diversas rajadas de energia como se fosse chuva em direção de mim com as mãos. Eu vôo rápido em direção do mago para poder me esquivar e contra-atacar, só está sendo difícil porque quanto mais próximo eu fico mais as rajadas se intensificam mais. Malditas magias. Parece que vou ter que usar algumas ha8ilidades que aprendi em Zaron.

Pego quatro facas do meu 8olso e uso uma ha8ilidade dos ladrões daqui de multiplicar as facas assim logo 8ato de frente com as rajadas de magia. Só que minha velocidade é muito superior e pouco a pouco supero as rajadas até que o ele para de atacar. Rápido eu aterrisso e uso outra ha8ilidade que aprendi em Zaron, faço quatro som8ras que parecem ninjas aparecerem. Esse ataque é o mais veloz que tenho. Quero ver ele defender isso. O primeiro ataque (nesse ataque o primeiro ninja é tão rápido que quase se teletransporta), ataca frontalmente, mas o mago transforma as esferas em duas espadas que defende o primeiro ataque. O ninja some parte e vem o segundo por trás, só que o mago ainda consegue se defender. Acontece num total de 16 ataques aonde os ninjas atacam em direções variadas. A maior parte ele defender, mas alguns ele esquivou, só um ataque que conseguir descontar aquele ataque raspão. No ultimo ataque os ninjas e eu parte para um ataque final em todas direções. Ele se defende criando uma onda de energia que impede de todo contato jogando os ninjas (que se dissolvem já que aca8a o efeito da ha8ilidade) e eu para trás. Meus dados caem no chão por acidente, mas vejo algo interessante. Todos deram oito (valor máximo). Agora as coisas vão ficar mais interessante.

Narração de Cartman

De repente ela começa brilhar em azul. Poderia jurar que vi um vulto muito semelhante a ela. De repente está com uma roupa preta com calça e sobretudo fechado tendo bordas azuis escuros, botas de cano longo vermelhas e tendo uma tipo de sabre azul com cabo preto cuja lamina parece, de longe, um arpão. De aparência ainda mantem as asas.

– Treme de medo enfrentando a minha arma mais poderosa – ela faz um movimento rápido com a espada no seu lado só pra aquecer. Como mago consigo reparar até o ar ser cortado o que revela que essa espada não é uma arma comum.

– Só tenho uma coisa pra dizer: chupe as minhas bolas – dois podem brincar com esse jogo. Usando a materialização das magias luz e trevas manifestando com as esferas branca e negra faço elas se fundirem no meu corpo (antes que alguém pense besteira entraram no meu peito e não ‘atrás’), assim crio uma armadura branca digno as cavaleiros só que uma tiara no lugar de um capacete, uma capa vermelha e duas laminas grandes negras em cada braço meu.

É a armadura do caos, minha manifestação mais ofensiva em ataques corpo a corpo. Com essa armadura bato qualquer um de frente mesmo um cavaleiro, bárbaro ou paladino lendário. Porem perco a capacidade de fazer magias complexas já que toda minha concentração está na minha armadura. Foi com essa armadura que matei o deus dos elfos. Ainda bem que essa armadura magia se adapta e modifica de acordo com o corpo, porque 1000 anos atrás eu tinha ossos maiores.

– Que original. Agora está me imitando – diz ela.

– Pelo menos não estou com o look de Tinker Bell.

– Falou o cara que está derrotado. Acho que meu relógio está cinco segundos adiantado.

– Falou a troll que se acha que é uma deusa. Mal sabe que sua divindade acaba aqui.

– Isso vamos ver.

Nos dois partimos para cima em um ataque físico. Qual vai ser a arma mais forte: o sabre dela ou minhas laminas das trevas. De repente um tiro de canhão é atirado no nosso meio, por pouco não sou acertado junto com a Vriska.

Quando olho vejo um grande navio pirata. Pelo acabamento da pra ver que é de fabricação élfica.

– Aquele maldito e insignificante elfo. Vem junto atrapalhar agora – diz ela.

– Elfo pirata?

– Sim, um elfo do Canada que me impede de conquistar os mares. Esse merdinha que é irmão adotivo do rei dos elfos

– Por que não manipula a mente de todos?

– Porque tem um druida que consegue fazer uma magia que impede de usar meus poderes mentais.

– Se for esse problema posso anular a magia dele.

– Se conseguir fazer isso pode contar com minha ajuda contra os elfos.

– Certo, com uma condição. Pelo menos deixe o capitão e o druida vivos.

– Por que os dois?

– O capitão para ter barganha de negociação com o rei dos elfos e o druida para ele correr para seu povo o terror do massacre.

– Isso parece terrorismo – Vriska sorrir gostando da ideia.

– Isso não se parece terrorismo, isso é terrorismo – sorrio pra ela.

– Feito, vou fazer isso.

Narração de Ike

Nada melhor pegar aquela puta desprevenida. Minha vitória é garantida. Eu vou ser o rei dos piratas. De repente escuto som de carne sendo perfurado. Os góticos invadiram meu navio? É impossível. Olho para meus homens e vejo que estão se matando. Como isso pode acontecer? A magia de Bradley era para anular todo controle de mente dela. Parece que só o druida e eu que não está sendo afetado. Que porra é essa? Vejo a vadia voando junto com alguém de armadura branca que não conheço.

– Acabou. Você é meu prisioneiro.

– Nunca – saco a minha espada e parto para cima da infeliz. Nunca lutei diretamente com ela, apenas só confrontei com meus navios, não deve ser tão forte assim.

Que leve engano. Ela só esquiva e da um soco que me leva no chão. Droga pior que esse soco vai me fazer perder a consciência. Meu último momento de consciência é desse cara com armadura falando algo para o druida que foge. Como eu pude perder fácil.

CONTINUA

Notas finais
Mais um capitulo concluído. Pensava que só conseguiria na outra semana a atualização. Esse capitulo foi inteiramente de ação de luta e é algo pouco chato de escrever. Porque normalmente sempre preciso escrever as ações de um e reações do outro. Basicamente preciso ter cuidado de ficar repetindo os nomes de Vriska e Cartman todo tempo. Alguns golpes da Vriska se basearam na profissão de ladrão no jogo de South Park, outros golpes são dela mesma como roubar a sorte. O projeto inicial quando planejei o vale dos góticos era justamente ter uma luta entre Henrietta e Cartman, já que a gótica seria a quinta garota do harem do Cartman, mas graças um comentário excelente da “L371C14”que me deu uma excelente critica que me permitiu a mudar o destino da fic sem fazer mudanças tão radicais e até está me ajudando muito para deixar a personagem Vriska mais fiel possível da sua série original. Por isso que entrou Vriska a personagem de outra serie que acho que tem compatibilidade com Cartman. No futuro vou falar meus argumentos desse ship, assim como to falando dos meus argumentos do ship Cartman x Henrietta na minha fic Dark Lady. Para aqueles que querem conhecer os outros personagens da série Homestuck (que apareceram no futuro essa fic). Tem minha fic “Entre Equilibrio e a Realeza” que mostra como é a serie que Vriska saiu e como são os outros trolls. Mesmo que conhece a serie vai entender, porque a fic está muito autoexplicativa. Para quem gostou da fic Brotherhood essa minha nova fic tem muito do estilo de angustia da mesma. Até a próxima.