Notas iniciais
Ho hey Não tenho nada a declarar, mas estou aqui

– Quando ela disse cuidar dos convidados eu não imaginei que iríamos para um interrogatório. — Soluço comentou num tom muito baixo, não querendo que os outros ouvissem.
Lá estavam quatro jovens, Merida, Jackson, Soluço e Rapunzel, de pé em uma sala completamente vazia, tudo o que se via eram as paredes feitas de gelo, assim como tudo naquele lugar.
– Então, quem são vocês? — o loiro (que Merida havia descoberto não se chamar Christopher, mas sim Kristoff) perguntou, apoiando um dos pés na escorregadia parede de gelo.
– Por que estamos em um interrogatório? — Jackson questionou
– Não é um interrogatório. — Kristoff começou
– Elsa é uma pessoa normal. — Flynn continuou — E pessoas normais preferem conhecer seus hóspedes.
– Eu acho que isso não é normal. — Rapunzel se manifestou, enrolando uma pequena mecha com a ponta do dedo indicador, mordendo o lábio um tanto confusa. — Ou é?
– Lógico que não é! — Merida gritou dando um salto
– Desculpem-me. — a loira sorriu sem graça — É a primeira vez que eu visito alguém, estou um pouco perdida.
– Mas a Gylfie veio conosco. — a ruiva lembrou — Por que ela não está no interrogatório?
– Não sei. — Kristoff deu de ombros — Mas Elsa sabe o que está fazendo.
Elsa realmente sabia o que estava fazendo. A mulher havia permitido que Gylfie se encontrasse com Soren, já que os conheceu naquele ano em que treinou no Palácio de North.
– E se Elsa mandar vocês se atirarem de um penhasco vocês realmente pulam, não é? — o jovem viking ironizou
Os rapazes ficaram em silêncio. Os dois são completamente opostos, mas ambos não suportam quando desrespeitam Elsa, afinal, eles a deviam respeito. Suas vidas haviam mudado radicalmente depois que encontraram Elsa. Flynn era um dos mais procurados ladrões e vivia fugindo para não ser condenado, e Kristoff vagava sem rumo apenas com sua rena, Sven, algumas vezes passando fome por falta de dinheiro. Viver no Vale de Gelo tem sido o paraíso. Ao menos eles têm algo que podem chamar de casa.
– Ela está aberta a sugestões? — Jackson disse levantando a mão com um sorriso malicioso estampado em seu rosto
– Não puxe. — Flynn alertou
– Eu não estou puxando nada, por enquanto... E quando começa o interrogatório?
– Não é um interrogatório. — o loiro insistiu — Só iremos fazer perguntas sobre quem são vocês, como e por que chegaram aqui.
– Acabou de dar a definição de interrogatório. — Rapunzel afirmou
– Tudo bem. — Flynn declarou, já se sentindo vencido. — Isso é um interrogatório.

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Um vento gélido invadia a sala dos presidentes do centro de lunatização. Um homem e uma mulher se encontravam para tratar de seus interesses. Ela colocou as páginas sobre a mesa e as deslizou em direção a ele.
– Não acredito que aquelas crianças realmente pensaram que levariam a melhor.
– Eu sempre deixo a parte que nos interessa onde posso ver. — a mulher de cabelos negros cacheados se gabou, sentindo-se vitoriosa. — O resto daquele livro é inútil.
– Bom saber que nosso plano deu certo. Espero que continue assim, caso contrário...
A mulher revirou os olhos.
– Continue de onde paramos.
O homem de pele acinzentada folheou as páginas até chegar à parte correte, e então leu em voz alta:
– O filho da Lua...

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– Meu nome é Jackson, mas podem me chamar de Jack, eu prefiro. Meu sobrenome? Não interessa. Essa tal Elsa precisa mesmo saber tudo sobre a minha vida? Eu acho que não. — percebeu olhares furiosos por parte de Kristoff e Flynn, mas nem se importou. O jovem simplesmente deu de ombros e continuou. — Eu ajudava em um centro de lunatização e eu odiava aquele lugar. Estava por causa do meu pai, eu nasci ali e ele me criou para isso, mas ainda odiava e sempre vou odiar. Eu sempre quis fugir daquele lugar, tanto que na primeira oportunidade eu consegui e agora estou aqui. — o moreno bufou aliviado — Pronto, já contei muito sobre minha vida. E pra dizer a verdade, eu não sei muitas coisas sobre mim, não me contam quase nada. Posso ir embora agora? Cansei de ficar em pé...

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– A filha do Sol...

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– Eu... Eu sou Rapunzel Gothel. — a loira começou, gaguejando um pouco. — Eu passei vida inteira trancada em uma torre muito longe daqui. Minha mãe costumava sair muito, então minha única companhia era o Pascal. — o pequeno cameleão saiu de ombro e subiu para o topo da cabeça de Rapunzel, querendo estar à mostra. — Ele é ótimo, mas é um camaleão, eu sentia falta de estar com um ser humano. No tempo que eu ficava presa na torre eu li muitos livros sobre os Magos de North e sempre sonhei em chegar até eles para ver tudo o que são capazes de fazer. Por isso que eu vim até aqui. Bem, está me dando um pouco de medo, mas também está sendo emocionante. — a garota se inclinou em direção a Flynn, olhando diretamente para seu rosto. — Desculpe, mas se importaria de eu te analisar um pouco? É que eu gostaria de pintar um retrato seu, mas seu nariz é muito difícil de desenhar.
– Eu sei — o jovem assentiu, com um olhar um tanto cansado. — Ninguém nunca acerta meu nariz.

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– A filha dos bravos ventos...

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– Sou Merida, Merida Dunbrock. Princesa do clã de Dunbrock, um dos quatro grandes da alta Escócia. Minha mãe queria que eu casasse mesmo eu não querendo. Ela até organizou uma disputa para saber quem seria meu marido, já que era o que a tradição manda... Qual é o problema de quebrar a droga da tradição? Eu continuo sem querer me casar, mas eu estou arrependida do que fiz com ela. Agora eu queria poder ver minha mãe gritando comigo, me mandando agir como uma princesa... Eu realmente sinto muito. Eu devia ter medo da liberdade, já que essa ideia só me trouxe problemas, mas eu sinto que isso é o que eu preciso. — abriu um grande sorriso, a jovem sempre se sentia melhor quando pensava em sua liberdade. — Vem cá, onde eu posso comer? Fugir de um centro de lunatização me deixou faminta.

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– Aquele que domaria o filho do raio e da própria morte...

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– Meu nome Soluço Horrendous Haddock III. Meu pai é Stoico, o Imenso, líder de Berk, uma aldeia viking e... — lhe olharam de maneira estranha. Soluço bufou já cansado desse tipo de reação. — Eu sei, eu não sou bem o que se espera de um viking, mas podia ser pior. Eu não tenho músculos como todos os outros, mas eu tenho o Banguela. — os rapazes pareceram confusos, então Soluço explicou. — O dragão. — fizeram um sinal para que prosseguisse — Eu vim até aqui porque meu pai está doente e Anna jurou que os Magos de North encontrariam a cura. Eu sei que parece loucura sair de repente para buscar uma lenda, mas agora que conheço Anna melhor, eu estou achando que isso tudo é bem real. Eu acredito nela.

Notas finais
Obrigada por lerem, minhas coisas iluminadas. Comente, meu povo Beijinhos de luz :*