Os d'un psychopathe
1 Primis
– Isto não foi feito por uma bala, March.
Ele bate a mão na mesa, derrubando um dos ossos.
– E ainda quebra o coitado — sorrio, apoiando minhas mãos na mesa do laboratório.
– Isso não pode ser outra coisa. É pequeno demais! — fala.
Levanto-me e observo o crânio de cima, depois de baixo. March levanta uma sobrancelha e anda até o outro lado da sala, deixando-me cuidar do caso.
– Ah, claro, somos burros, March. Isto é uma flecha de aço e o assassino é mais esperto do que esperávamos.
Vou até a porta e olho pela única janela da sala aonde trabalhamos. Um homem vestido de preto, mais conhecido como Marco, observa a parte de trás da casa. Quando percebe que eu estou olhando, faz um aceno afirmativo com a cabeça.
– O assassino pensa que estamos blefando — March passa a mão no cabelo deixando-o bagunçado. Olho para ele, suspirando baixo sem que ele perceba. Que homem maravilhoso.
Vou para perto da mesa e amarro o meu cabelo em um rabo. Dobro minhas mangas e pego a única larva que encontramos no corpo nas mãos. Ela deve medir 20 centímetros e não pesa mais do que algumas gramas, deixando fácil o seu estudo. Uso um bisturi para cortá-la ao meio, e ainda em minhas mãos, separo os seus pedaços.
– Não acredito que realmente precisamos resolver esse caso sem ajuda. Marco e Baggie estão ficando loucos, não usaremos isso em lugar nenhum- falo.
Marco traz à nós um livro de técnicas forenses. Folheio e não encontro nada sobre flechas fatais e muito menos sobre adultos psicopatas que matam iguais sobrenaturais.
– Nada aqui — concluo quando leio a última página do livro e fecho-o em seguida.
Ouço um estrondo ao fundo da sala, indicando a chegada de Baggie. Ela abre a porta com uma cesta cheia de frutas em uma das mãos.
Dois dias depois.
March fecha o zíper do meu vestido.
– Precisamos realmente ir à essa porcaria de festa? — pergunta.
– Somos os únicos próximos adultos dessa maldita raça, sr.
Seguro a gola da sua camisa e beijo sua bochecha. Seu rosto fica vermelho.
– Vamos, precisamos ir.
– Aonde fica esse lugar mesmo?
– Paris.
– Ah, mas isso fica à 4 horas daqui.
– Por isso estamos saindo cedo.
Ele revira os olhos e me mostra o seu relógio. São 14:00. Seis horas antes da festa começar.
– Dormiremos lá e voltaremos com Baggie amanhã, entendeu? — pergunto, elevando minha voz para impedi-lo de me contrariar. Ele assente e entramos no carro. Ele dirige por cerca de 2 horas e meio e eu dirijo o resto do caminho.
Paramos em frente à um barzinho totalmente americano. Olhando aquele lugar qualquer pessoa poderia achar que estamos no Texas. Vou até a frente e mostro o meu dedão para um buraco da parede aonde uma câmera está escondida.
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