Notas iniciais
Oi, meus amores! Tudo bem com vocês? Bom, sei que voltei cedo e, para ser sincera, o plano não era esse, afinal, esse mês só vai ter um capítulo (Desculpa :( ). Porém, eu estava olhando no calendário e nos próximos próximos finais de semana, quando prefiro postar, vou ter compromisso com vestibulares e cursinho, por esse motivo, preferi trazer o capítulo agora. Espero que vocês gostem desse capítulo!

P.O.V. Narrador

No Sábado, o castelo estava agitado, alunos de todas as casas andavam animados, era dia de ir à Hogsmeade, porém, principalmente, de realizar as compras para o tão esperado baile. Ainda era cedo e diversos estudantes já haviam tomado o café motivados, talvez, pela data; afinal, nos demais dias, isso não acontecia.

Cecília Mason era uma dessas pessoas, voltava para sua casa a fim de buscar dinheiro para as compras e um casaco para se proteger da neve, é verdade que encontrara uma caixa, ao entrar em seu quarto, sobre sua cama enviada pela mãe onde encontrava-se um belíssimo vestido.

Jennyfer Mason havia combinado de, junto com Elizabeth White, uma loira corvina, e a prima, ir atrás de roupas, pois, por participar de uma enorme quantidade de bailes, essas roupas não seriam desperdiçadas, entretanto, a verdade é que, caso a mãe lhe enviasse algo, como acontecera essa manhã, ela desistiria de comprar. O motivo? O tão esperado frio. Ele já era esperado, mas ele unido com sua falta de sono durante a noite resultou nisso.

Ao descer as escada de volta a entrada do castelo, Cecília foi recebida pela prima vindo em sua direção, percebeu que a outra estava animada, mas não como o esperado para uma Mason, além disso, ela encontrava-se agitada por razões desconhecidas.

— Pronta? – A sonserina questionou ao que a outra morena confirmou em um aceno de cabeça.

— Então vamos. – A de olhos negros agarrou o braço da outra correndo.

— Chega, Jennyfer. – A grifinória estava irritada, puxou o braço. – Para de correr.

— É que a White já está nos esperando nos portões de Hogwarts.

— Não precisa correr.

— Você não parece animada.

— Estou acostumada. Além do mais, não é como se você estivesse animada para encontrá-la.

— Tudo bem. Vai comprar também?

— Não, o meu acabou de chegar.

— Então é só a loira. — A da casa dos leões ignorou.

Os jardins da escola estavam muito movimentados, os garotos conversavam sobre a ida a Hogsmeade: lojas de doces, três vassouras, o que aprontar... Enquanto isso, as garotas falavam sobre os vestidos, seus pares e como imaginavam a decoração do salão, tudo com os olhos brilhando em sintonia com o sorriso nos lábios.

— Masons. – Elizabeth White é uma corvina sangue-pura, loira de olhos azuis como todos Whites de sangue, mesmo seu cabelo sendo de um tom claro, e alguns anos mais velha.

— Olá. – Jennyfer respondeu. As três garotas seguiram rumo à cidade ali perto, a mais velha viu uma loja resolvendo entrar, a loja era relativamente grande e com vestidos decorando as paredes, além dos que estavam espalhados pelo cômodo.

— Vocês vão comprar? – A loira perguntou.

— Não, só acompanhar. – A grifinória cruzou os braços, encostando-se na parede, a corvina começou a andar pela loja.

— Cecília, o que aconteceu?

— Nada para se preocupar, Jenny.

— Certeza? – a prima a encarou.

— Sim.

— Garotas, o que acham desses vestidos? – Elizabeth trazia dois vestidos: o primeiro era roxo, as alças caídas nos ombros, a parte de cima era prata, o vestido tinha um caimento reto; o segundo era preto de mangas longas, com rendas e justo.

— Bonitos. – A sonserina segurou a risada, sob o olhar assassino da outra Mason. Cecília Mason gostava de fazer compras principalmente se fosse para baile, ela se sentia bem, que era o centro das atenções e isso a agradava, ainda mais se o resultado depois fosse positivo.

Elas passaram algumas horas em quase puro tédio no qual ficaram conversando, na verdade, a de olhos negros tentava puxar assunto, enquanto a outra apenas olhava pela janela, o tempo pareceu passar muito lentamente até a White sair do provador com um vestido azul claro tomara que caia detalhado de prata na parte de cima.

— E esse?

— Lindo. – Jennyfer estava maravilhada.

— Bonito. – A terceira garota respondeu no mesmo momento em que viu o trio Potter-Weasley passando, algo a deixou em alerta, não sabia muito bem como, porém isso prendeu sua atenção.

— Eu amei. – A loira comentou se olhando. – Vou pegar. – Enquanto a White voltou para o provador, a sonserina virou-se para a prima.

— Por qual motivo viemos?

— Eu ia comprar e o Dylan a convidou. Nathan? – As duas morenas olharam pelo vidro, o sonserino passara na mesma direção do trio. – Jennyfer, se importa de avisar Elizabeth White? Quero dar uma olhada nisso de perto.

— Tudo bem.

A grifinória saiu da loja seguindo os passos do garoto até um lugar mais isolado, ela se escondeu, e, como imaginava, junto com ele estava os três: James Sirius Potter, Fred Weasley II e Dominique Weasley.

— Potter.

— Mason. O que faz aqui?

— Vim conversar com você. – O moreno riu. – Sobre a pegadinha que fez com Cecília e sobre algo que descobriu. – Ele parou, o corpo da de cabelos negros travou, preparando para entrar em uma luta, também pensava no quanto o primo era burro, se ele queria que o Potter não contasse, era só calar a boca e ver o quanto de confiança podiam ter, mas espera, como ele sabia? Provavelmente obra de seu irmão.

— Fica tranquilo, não sou você, Mason, uma cobra. Agora, quanto à pegadinha, não foi meu plano, porém ela mereceu. – A garota teve de se controlar para não entrar no meio e acabar o que começou nas lutas.

— Pode não ser uma cobra, mas é mestiço.

— Também não sou assassino ou tenho tal sentimento.

— Como?

— Você queria minha irmã morta, é uma pena que não tenha morrido, né?

— Pois é, entretanto, estaria mais feliz se fosse você.

— Sectussempra. – O Mason se defendeu. A menina se preparou, conhecia o primo muito bem para saber qual seria seu próximo ataque.

— Crucio. – A morena agiu rápido se jogando na frente, sentiu a dor penetrar seus músculos, indo até os ossos, porém mais fraca do que quando era mais nova, uma sensação há muito conhecida, sua sorte era que criara certa resistência com tempo, algo totalmente novo, nunca conhecera ninguém assim. O ataque fora forte o bastante para fazê-la ficar de joelhos, o garoto realmente odiava James Siriu Potter. Ela sentiu o feitiço, forçando-o para longe com certa dificuldade devido à dor. – Ceci! – A expressão do sonserino era de terror, toda a raiva que sentia pelo trio a sua frente fora, imediatamente, sufocada pelo pânico de ter atacado sua prima, contudo a principal razão de tal sentimento era a reação da mesma.

— Olá, Nathan. – Sua voz estava um pouco frágil, ergueu-se um pouco cambaleante. Então olhou para o primo, toda sua raiva surgindo. – Você é louco? Usar uma das maldições imperdoáveis assim?

— Somos Masons, não temos medo disso. – Falou o garoto vestindo uma máscara de desdém.

— Para, Nathan! Tenha motivos.

— Eu tenho: ele fez uma pegadinha com você, ousou te atacar e descobriu sobre... – A garota o empurrou.

— Fica quieto. É segredo, não espalhe desse jeito. – Seu olhar era mortal. – Além disso, nenhum desses motivos é consistente.

— Não?! Então o que é um motivo consistente? Alguém ser morto? Você age igual com comensais. – O olhar da grifinória foi ainda mais mortal, ele realmente não devia ter falado sobre comensais desse jeito, o fato dela agir assim com comensais era segredo.

— Comensais tentam nos matar, posso agir desse jeito, pois pessoas podem morrer incluindo você, seu idiota. Não ataco por diversão barata como as brigas de vocês.

— Não?! E na pegadinha?

— Você também ataca assim e não me lembro de já ter te criticado em tal situação. Eu sei me proteger, não preciso de babá para isso, uma coisa é brigar por a pegadinha ter sido com você, outro motivo é sobre ter sido com outra pessoa. Admita que só queria arrumar briga.

— Não! – Então a morena deu um passo em sua direção, algo muito parecido com uma leoa faminta, porém ele sabia que se fosse atacado, o resultado podia ser muito pior se fosse pela prima do que se fosse por um leão. – Des...Desculpe – Disse, por fim, engolindo o orgulho.

— Vai com os outros. – Ele saiu e ela encostou na parede, podia ter certa resistência, é verdade, mas doía, principalmente depois de se irritar ou se o nível de adrenalina em seu sangue abaixasse.

— Mason?! – Abriu os olhos, Dominique Weasley encontrava-se a sua frente. – Por que se jogou? – A mais nova se ajeitou.

— Ele não devia. Foram atingidos? – Todos negaram – Excelente. – Então procurou um frasco na bolsa, tomando o conteúdo em um só gole, virou-se, caminhando rumo aos Três Vassouras para encontrar o seu grupo, no caminho, ela viu fumaça saindo de um lugar distante onde apenas a morena sabia que tinha algo.

— Cecília, você está bem? Aconteceu alguma coisa?

“Mais ou menos, estaria melhor se Nathan quase não tivesse lançado cruciatus no Potter na frente dos dois ruivos”, repondeu em pensamentos.

Logo que a morena terminou de respondê-lo, o trio encontrado anteriormente adentrou o local, sentando-se com o resto da família, isso incluía o Lupin abraçando uma garota loira muito bonita.

— Onde está Nathan? – Jennyfer perguntou olhando ao redor.

— Passeando por aí. – Sua prima respondeu.

— Vai querer algo? – Dylan questionou em seguida se levantando.

— Um suco de abóbora.

O tempo passou, de certa forma, leve, pelo menos até um patrono em formato de um touro invadir o local e uma voz feminina dizer.

— Comensais foram vistos próximos de Hogsmead, Cecília, Dylan, comprem o que precisam e voltem a Hogwarts, protejam os Masons e, por favor, Elizabeth e John também. Protejam-se.” . – Assim que a voz de Alysia White soou, todos ficaram parados um tempo, até Dylan e Cecília se levantarem rapidamente, tão agitado quanto a véspera de uma batalha.

— Vou atrás do Nathan. – A garota comunicou e virou-se, mas uma mão em seu braço a impediu.

— Não. – O outro grifinório encontrava-se próximo, o rosto rígido.

— Eu preciso, Dylan, eu mandei ele sair de lá.

— Você fica. – A voz do garoto não dava margem para questionamentos.

— Não.

— Deixe-me fazer o papel de irmão mais velho pelo menos uma vez, Cecília. – Sua voz aumentou e ele bateu na mesa, visivelmente irritado, todos os olharam assustados, é verdade que Dylan usara a palavra irmão sob efeito da impotência que sentia, contudo, isso não preocupou nenhum dos dois, o laço entre eles e Nathan e Jennyfer é que não podia ser revelado. – Da última vez, você quis entrar em uma luta, você se arriscou...

— Você...

— Eu estava lá, mas não na linha da frente. – Ele interrompeu a fala da mais nova – Para de ser teimosa e me deixa te proteger pelo menos uma vez. Pegue Elizabeth, John e Jennyfer, volte com eles e... – Ele se virou para a mesa ao nosso lado, onde se encontravam os Potters e Weasleys.

— Dylan, eu quero ajudar. – Apesar de toda discussão para ajudar, seu olhar e tom continuaram frios.

— Não. – O moreno enfatizou a palavra e saiu do local. Cecília Mason ficou parada na mesma posição, de costas para a porta, o irmão nunca havia agido de tal forma antes. “ Deixe-me fazer o papel de irmão mais velho pelo menos uma vez, Cecília”, tal frase ainda se repetia na cabeça da morena, por isso demorou um tempo para se mover, mesmo sob efeito das palavras, pegou suas coisas.

— Vamos. – Sua voz foi firme, mas escondia a insegurança que sentia. Virou-se para sair correndo e de fato o fez por uma curta distância, quando se lembrou de algo, retornando, porém, dessa vez, até a mesa ao lado da onde estavam, aproximou-se de um certo loiro. – Malfoy, pegue sua namorada e a família dela. Saia daqui. Sabe onde ir. – Disse baixo e saiu, sem ter dado tempo para o loiro falar algo.

Do lado de fora, os três haviam diminuído o ritmo, entretanto percorreram alguma distância pela estrada, correu até eles, os quais, ao a verem próxima, voltaram a correr, agora, juntos. Algo estava diferente na Mason sonserina, encontravam-se perto de uma pequena rua que cruzava a principal, quando Jennyfer parou.

— Cecília, não podemos deixar o Nathan. – Ela disse se retornando pelo caminho que vieram.

— Jennyfer. – A grifinória a seguiu segurando seu braço.

— Não podemos deixá-lo, Cecília. Ele pode estar em perigo.

— Jennyfer! – Essa foi chacoalhada pela prima. – Para! Dylan foi atrás dele. Você acha que não estou preocupada? Mas temos que seguir, nos proteger. – Ela retornou puxando a sonserina por uma parte até colocá-la a frente de si. Olhou para trás, seus olhos passaram pelos de Scorpius Malfoy por um segundo depois de observar o céu, a fumaça ainda lhe chamava atenção.

— Ai. – Escutou um grito agudo, quando começou a retornar.

— Elizabeth! – John se abaixou ao lado da irmã, ela provavelmente torcerá o pé ao tentar correr. – Fica parada. Vem. – O corvino a pegou nos braços e, assim, o grupo voltou ao seu caminho, Cecília Mason sentia dor em seu corpo devido ao feitiço que recebera, graças a resistência adquirida pelos anos, a poção a qual tomara e a todos os treinamentos recebidos que não desabou totalmente, eles desapareceram por entre alguns matos na entrada da quase imperceptível rua. E então sumiram de vista.

Scorpius Malfoy sabia aonde ir, já descobrira há algum tempo, virou guiando o grupo pelo lado oposto ao que os outros tinham ido, abaixou-se no chão passando a luva pela neve até, finalmente, achar uma cobra entalhada e, em seguida, encontrou um lugar onde ele puxou para abrir um alçapão.

— Entrem, rápido. – Esperou, agitado, todos entrarem e pulou fechando a entrada. Lupin e a namorada Weasley retornaram para a casa. – Lumos máxima. – Disse ao entrar naquele túnel escuro. – Espero lembrar o caminho.

— O quê? Vocês nos trouxe aqui sem se lembrar? – Rose Weasley se virou irritada.

— Calma, não é difícil. Vamos. – Ele passou a mão pelos cabelos em uma tentativa de se manter calmo, nesses momentos, agradecia ter herdado a paciência de sua mãe, caso isso não tivesse ocorido, Rose estaria... Interrompeu os pensamentos e começou a guiar o grupo por aquele trajeto silencioso, tortuoso e cheio de encruzilhadas onde apenas seus passos ecoavam ou um “ai” de vez em quanto.

— Está longe? – Lucy Weasley perguntou.

— Não muito. – E então ele parou. – Chegamos. – Empurrou a porta acima de sua cabeça, mãos o ajudaram subir. – Mason?

— Olá, Malfoy. – Dylan e Nathan Mason estavam a sua frente, olhou agradecido ao primeiro pela ajuda. – Vejo que se lembrou do caminho. – O tom levemente orgulhoso do de cabelos castanhos se fez presente no ambiente.

— Sim, os Weasley e Potter estão lá embaixo. – O recém-chegado ficou nervoso, Dylan olhou pela portinha aberta.

— Então é melhor eu tirar o Nathan daqui. – Dessa forma, os dois primos se afastaram, deixando Scorpius Malfoy sozinho, seguro e feliz por ter se lembrado de tudo, mas principamente por ter salvado Rose e a família dela.

Notas finais
Voltei!!! Primeiramente, quero dizer que o próximo ainda não é o capítulo do baile, mas... Como vocês imaginam que será o vestido das outras garotas? O que acharam do vestido da Elizabeth? E da briga do Nathan com o James? E da Ceci e jogando na frente? Descrição do cruciatus? O que vocês imaginam que tenha no lugar onde a Ceci viu a fumaça? Muito fofo o Dylan protegendo a irmã, né? Como e quando será que o Scorpius descobriu essa passagem? O que estão achando dos capítulos maiores? É isso! Até Novembro...