Os adereços do Faraó sem Nome
2 O diadema de ouro
Notas iniciais
Era como fogo.
Queimava. Queimava uma chama latente que corroía com facilidade pela pólvora em suas veias.
Era como fogo.
Seu rosto queimava também.
Era como fogo.
A adoração de seu povo certamente o irrigava como nada que ele conhecera ou viria a conhecer.
Queimava como fogo.
A sua vontade enquanto a figura de Hórus em terra, a coroa sobre sua cabeça pesava como nunca antes houvera quando vira sua terra, seu reino e seus súditos correndo o risco de perderem tudo aquilo que tinham.
Então que sua vontade como faraó fosse feita, que seu sangue divino e sua coroa trouxessem paz ao seu povo, a sua terra e por fim, seu reino! Seu reino! Mesmo que estes não mais lembrassem de seu nome. Ele tão pouco.
Era como fogo em brasa.
Lambendo sua pele graciosamente, lentamente.
As imagens que lhe vinham a mente o entorpeciam conforme observava aquela enorme tábula no museu trazendo uma pergunta que ele ignorara até então por carecer de informações que a sustentassem, e que agora possuía. Ao menos uma pequena parte destas.
Quem ele fora afinal?
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