Notas iniciais
E para fechar, o que seria de um monarca sem um povo onde se sustentar, não é mesmo? Aqui usei essa ideia de uma outra forma, focando mais no aspecto de se sentir em casa consigo mesmo mas aaaaaaahhhhh acho que ficou legal e meu ponto se fez valer. Ao menos assim espero.

Casa.

Areias quentes durante á noite.

Casa.

Responsabilidades e deveres.

Casa.

Sofrimento.

Casa.

Escuridão provida de dor e ressentimento.

Casa...

Justiça e iluminação!

"Casa: substantivo simples que denomina moradia, construção edificada para proteção contra o mau tempo; lugar acolhedor, familiar." Ao menos essas foram algumas das definições que mais chamaram sua atenção em uma das aulas de História, onde o professor de meia idade parecia mais empolgado do que de costume em tratar sobre a origem das civilizações desde a antiguidade e Yugi estava sonolento demais para querer prestar atenção, com sua consciência se sobressaindo a dele com certa facilidade. Casa. Essa era uma palavra que ele não se lembrava de ter conhecido daquela maneira, pelo contrário, sua noção de casa não chegava perto de ser tão simples e afável como aquela. Algo em suas emoções fizera com que o peito do garoto doesse em apreensão.

"Lugar acolhedor."

Dividir o corpo de Yugi certamente passara a ser algo acolhedor depois que ele deixara de se incomodar com o excesso de bondade que o garoto tinha para com as adversidades que o acometiam, ao invés de buscar pelo justo diante delas como ele o fazia. A força mas o fazia. Quando aceitara a benevolência latente naquele corpo, de alguma forma miraculosa, ele também passara a ser a sua casa.

Afinal ele se sentira tão solitário até que finalmente fosse encontrado, tanto que pouco sabia por onde começar a enumerar o quanto ele devia a Yugi somente por esse gesto.

Onde Yugi começava e ele terminava? Bem, essa era uma pergunta que ele ainda não desejava saber como responder.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!