Os Vigilantes- Parte Um

11 Quem você acha que é?


Notas iniciais
Hahaha... Abençoada seja sua alma. Você acha que realmente está no controle? Eu acho que você é louco, assim como eu.

As ruas da emblemática cidade estavam tristes e vazias, a maioria dos cidadãos foram para o velório de Peter Johnson, o jovem ícone da cidade que agora havia morrido. Milhares de pessoas segurando velas, o jovem prodígio, o gênio que salvou a economia da cidade não vivia mais.

Os homens nos complexos de Lucius Lukin estavam tranquilos, a cidade estava longe de ameaças a eles naquele dia de luto. O próprio Lucius olhava sobre a sua enorme janela de vidro, ainda quebrada para a cidade. Ele não foi ao velório alegando que ainda estava em choque.

Claro que não estava, afinal a história verdadeira não envolve ninguém apontando uma arma para ele e sim ele jogando Peter Johnson de sua vidraça. Mas claro, ele tinha que ter uma história pra contar para a mídia.

—Senhor! Interrompeu a voz de um assistente de Lucius, que odiava que atrapalhasse o clima, porém, o assistente deu sorte, pois realmente atrapalhou Lukin, mas era por uma causa realmente relevante.

—O garoto, o com “M” no peito! Ele tentou jogar a verdadeira história da morte do Johnson na internet. Mas já conversamos com “O Olho”, eles obviamente, tiraram do ar com facilidade. Completou o assistente.

—Já chega, não vamos correr mais riscos, eu matei Peter Johnson, o ídolo dessa cidade e nada aconteceu comigo. A morte desses caras não vai me trazer problemas. Respondeu Lucius, dando ordem para a execução de Magnum, Rebeca e Carol.

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—Iris! Droga, Iris! Acorda logo! Dizia uma voz masculina.

Iris abria seus olhos devagar, por um instante achou que finalmente tinha acordado de seu sonho horrível e que aquele era Peter a acordando. Deveras enganada, era Thomas e se ela não acordasse agora, logo iria ver Peter.

Iris então se levantou de uma vez. Thomas disse:

—São muitos, a mala de armas está no porta-malas, com o carro nesse estado,óbvio que não vai dar, as duas garotas e o moleque são pesos-mortos, mas você pode fazer algo com sua katana, acha que dá conta.

Iris fechou seus punhos com força, o seu braço fez um barulho e começou a brilhar uma luz azul ela então correu, pulou e socou o chão perto de alguns homens, fazendo eles serem derrubados. Por fim, a espada katana cuidou do que restou.

Eles lutavam contra os homens de Lukin, bravos guerreiros. Foram ágeis e se livraram de armas, Iris Waid e suas técnicas orientais de luta com a espada katana e Thomas Lautier, com habilidades europeias com espadas medievais.

Quando todos estavam derrotados, um homem de Lukin tentou correr, até que Iris sussurrou outra canção:

—Você pode correr por um longo tempo, correr por um longo tempo, correr por um longo tempo...

Thomas então arremessou sua espada medieval e acertou ele, então completou a canção de Iris:

—Mas cedo ou tarde, Deus vai te parar.

—O que foi? Eu conhecia a música. Só completei. Disse Thomas, tirando a espada que tinha acertado o braço do criminoso que tinha corrido.

—Não o mate. Ele pode ter informações. Sussurrou Iris.

—Óbvio, que ele tem. Nunca passou pela minha cabeça o matar. Não está lidando com o baixo intelecto de seus amigos desmaiados. Respondeu Thomas, com grande arrogância, como de costume.

—Esse carro, podemos usá-lo, estamos no oeste, não? Já morei por aqui, conheço um lugar onde dá para se esconder. Falou Iris.

—Sabe por que gosto de você, loira? Você parece ser estúpida como seus amigos, mas quando descobrimos como é, é bastante útil. Feliz por ter dado esse braço para você. Respondeu Thomas

—Obrigado, mas o único estúpido aqui é você. Só estou aqui para honrar alguém que eu amava e agora está morto. Você também, mas sinto que tem algo a mais em derrubar Lucius que não quer me falar. Não esconda nada de mim. Se não te garanto, em menos de uma semana, será um homem morto. Ameaçou Iris.

—Não gosta de mim mesmo, não é? Perguntou Thomas.

—Não é só questão de não gostar. Eu odeio você mesmo. Respondeu Iris, visivelmente estressada.

Mais tarde, estavam todos no carro de novo, apenas Carol, Iris e Thomas acordados. Eles finalmente chegaram onde Iris tinha dito ser um refúgio. Era um galpão bem grande. Todos foram acordados.

—Vamos ficar nesse galpão por um tempo, planejamos tudo e fazemos os ataques. Um complexo Rebeca já planejou como atacar, temos que fazer o plano do outro. Interrogamos alguém que trabalha para o Lukin, ele não sabia de muita coisa, só que uma pessoa que com certeza sabe como atacar o prédio de Lucius… É o Walter Knight. Então Rebeca, vamos visitar seu pai. Disse Thomas.

—Acho isso uma perda de tempo. Já temos um plano de destruição de complexo, o outro é a mesma coisa, depois vamos no Knight e sabemos como destruir o prédio, sem essa de ficar enrolando nesse galpão. Sugeriu Magnum.

Iris olhou para Magnum e disse:

—Olha, fofinho, sabe que tenho todo o carinho do mundo por você, mas quem você acha que é? Já é pouco provável você sair vivo de tudo isso, cara, você só tem um cacetete!

Magnum ia se posicionar contra Iris, até que Carol segurou seu braço e disse:

—É melhor parar. Ela tem razão, lindinho. Vamos ouvi-la.

Magnum olhou nos olhos de Carol, ela balançou a cabeça e ele fez o mesmo. Ele deu um passo pra trás e agradeceu Carol. Carol foi falar algumas coisas com Thomas sobre a investigação que ela tinha feito.

—Ela é um tesão, não é? Perguntou Rebeca.

—O que? Não vai me dizer que vocês duas… Supôs Magnum.

—Não. Acho que ela não gosta de garotas. Mas é só achismo. Respondeu Rebeca.

—Sente algo por ela? Indagou Magnum.

—Não sei ao certo, mas ela é realmente linda. Reiterou Rebeca.

—Por um minuto achei que estava falando sério quando disse que nós dois…Sugeriu Magnum.

—Eu não confirmo, nem nego nada. Mas o que acha que da gente, eu e a Carol? Questionou Rebeca.

Magnum estava um pouco chateado com aquilo, por algum motivo que ele não sabia dizer, Rebeca estar querendo algo com Carol o incomodava.

—Acho que ela não faz seu tipo e vice-versa. Fora que acho que ela realmente não gosta de garotas. Retrucou ele.

—Bem, ruim para ela, nunca falta ninguém pra mim. Sempre tem uma garota ou um cara para eu ficar. Disse Rebeca, se gabando.

—Acho melhor ficar longe dela. Não é hora para relacionamentos, pode ser um ponto fraco. Respondeu Magnum, tentando mudar a ideia de Rebeca.

Rebeca olhou com um sorriso meio malicioso para Magnum, pois entendeu que ele gostava de Carol, e disse:

—Mas não respondeu minha pergunta. Ela é um tesão, não é?

—Pode apostar. Ela é. Respondeu Magnum, dando um leve sorriso, o primeiro depois da morte do amigo.

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—Você está brincando! O alarme detecta que alguém que não é um de nós entrou aqui, você não faz nada e diz que não é necessário chamar a polícia? Achei que esse fosse a segurança doméstica mais eficiente da cidade!

—Senhor, você não entende, o nosso sistema não alerta a polícia por que quem entrou é alguém cadastrado.

—Mas só pessoas da nossa família são cadastradas.

—Tem razão, oi pai! Quanto tempo, precisamos conversar, é sobre um de seus colegas, Lucius Lukin.

—Claro, afinal, por que faria o grande sacrifício de me ver se não fosse por pegar algo em troca, não é, Rebeca?

—Pois é Sr. Knight, sempre me faz voltar para implorar ajuda.

—Como já dizia uma bela canção de um grande homem:

"Você poder correr por um longo tempo, mas cedo ou tarde, Deus vai te parar".

FIM DO CAPÍTULO ONZE.