Os Vigilantes- Parte Um
12 Meus heróis tinham o coração para perderem suas vidas
Notas iniciais
—Para onde estamos indo? Perguntou Magnum.
—Para o meu esconderijo, é na cidade, perto dos complexos. Vamos usar o plano da Rebeca, atacamos o complexo, atacamos o outro complexo no qual fizemos o plano no galpão e depois Rebeca vai descobrir como atacar o prédio. Respondeu Thomas, meio entediado.
—Atacar complexos? Isso não vai ser difícil. Sozinho você derrubou todo mundo daquele complexo no dia que lutou contra Iris.
—Está enganado. Eu ataquei um dos complexos mais desprotegidos e planejei por muito tempo. E tem mais um coisa: Vamos atacar três complexos ao mesmo tempo.
—Ainda não concordo com isso. Não mesmo. Sério. Três? Comentou Carol.
—É perfeitamente possível. Eu ataco individualmente um complexo, Smile e Danger atacam o outro e por fim, você, Magnum e a Iris iniciam o ataque ao prédio.
—Essa divisão é ridícula. Comentou Iris.
—Claro que não é. Já expliquei para você. Você que é mais treinada vai com Magnum, para ele não ficar desprotegido. A Rebeca/Smile é uma acrobata, ela vai com Carol/Danger que é investigadora, mas não é tão boa no combate corpo a corpo. Entendeu? Respondeu Thomas, bem chateado.
—É realmente muito orgulhoso, acha mesmo que sozinho vai derrubar eles todos não acha? Eu pego o complexo mais arriscado. Danger e Smile atacam o complexo no qual a Smile fez os planos antes. Por último, Você e Magnum começam o ataque ao prédio. A meta é destruir os complexos o mais rápido possível, para quando acabarem darem apoio a Magnum e Thomas no complexo. Ordenou Iris.
—Certo, você é a líder então né? Soltou Thomas, de maneira debochada.
—É um idiota mesmo, para perceber que eu estou no comando só agora. Respondeu Iris.
—Precisam de codinomes. Interrompeu Rebeca.
—Precisamos? Perguntou Thomas.
—Claro, todos nós temos, Magnum, Danger, Smile, vocês não podem expor a identidade de vocês.
—Aether. É a personificação do espaço e do paraíso, na mitologia grega. Rapidamente disse Iris.
—Nossa, interessante. Bem, nem queria ter que escolher um codinome mas…Imperius. Disse Thomas.
—É algum termo europeu que significa honra ou algo do tipo? Perguntou Carol, intrigada.
—Não, é só uma maldição imperdoável de Harry Potter. Respondeu Thomas, voltando a dirigir.
Depois de algum tempo, eles finalmente chegaram. Era um pouco apertado, mas não havia outro lugar.
—É daqui á pouco. Planejamos bastante isso, espero que todos estejam prontos. Rebeca, vou perguntar de novo, tem certeza que consegue descobrir como invadir a torre com seu pai? Perguntou Thomas.
—Sim. Eu vou para lá agora mesmo, e digo, o ataque tem que ser o mais cedo possível, assim que eu sair de lá ele vai alertar ao Lucius. Respondeu Rebeca.
—Antes de ir vamos repassar o plano. Disse Iris.
—Por meio de mensagens, vamos nos comunicar. Exatamente às 6h, começamos o ataque aos complexos, lembrem-se de serem silenciosos, não atraiam nenhuma atenção indesejada, levem os explosivos que tenho aqui nas mochilas, saiam de lá sem morrerem, destruam o lugar e venham dar reforços a eu e Carol, que estaremos lutando na torre. Disse Thomas.
—Então a divisão definitiva é “Smile-Magnum”, “Danger-Imperius e eu sozinha? Questionou Iris.
—Exato, vou precisar de Carol, pois ela vai arranjar o helicóptero da polícia para podermos usar e chegar até a torre. Eu vou, pois conheço vagamente da torre, já morei lá faz alguns anos, fora que você está descartada, pois vai atuar no complexo, com seu braço é a mais recomendada para destruir um complexo sozinha mesmo. Eu vou sair com Carol daqui a pouco. Rebeca vai sair para descobrir se a torre tem algum ponto fraco, Magnum vai com ela. Você vai em direção ao complexo, lembrem-se, não chamem atenção. Explicou Thomas.
4h
—Eu vou perguntar mais uma vez, existe algum ponto fraco de Lucius, algum ponto fraco na torre? Perguntou Rebeca, para seu pai.
—Quero algo em troca. E posso te dar essa informação, afinal, já faz algum tempo que Lucius não é mais útil para “O olho”. Estávamos pensando no Peter Johnson para comandar aqui, mas agora que ele se foi, Valeria Clariss é a nossa opção. Mas quero que me dê algo em troca. Respondeu Walter Knight.
—Se me ajudar a derrubar Lukin, eu volto a nossa família, eu até posso trabalhar com o senhor, na instituição, você sabe… No “Olho”. Sugeriu Rebeca.
Walter então respondeu:
—Ah, não, quero que volte e siga o futuro que planejei pra você. O “Olho” não é seu lugar, não é lugar para uma…
—Mulher? Claro que é. A “Entidade Suprema” é uma mulher, a comandante de toda a instituição. Claro que ninguém sabe disso, ninguém sabe nada sobre quem comanda “O olho”, mas é uma mulher, você me contou uma vez. Disse Rebeca.
—Tenho planos melhores para você, só tem que me prometer. Exigiu Walter.
—Tudo bem, eu vou voltar e seguir o caminho que traçou para mim. Eu prometo.
—Existe uma maneira… Explicou Walter.
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—Pai. Eu fui sequestrada! Pai, ele vai me matar, por favor, siga as instruções dele. Dizia Carol ao telefone.
—Filha, meu deus, que bom que está viva, vai dar tudo certo, calma. Respondeu Sr. Martin, o pai de Carol.
—Não chame a polícia, pegue um helicóptero e vá sem ninguém, se alguém vier, eu atiro nela na mesma hora. Tenho um espião aí, ele vai me dizer, então é melhor não arriscar. Dizia Thomas, fingindo ser um sequestrador.
—O que você quer? Dinheiro, fale-me! Respondeu Martin, desesperado.
—Apenas venha e siga minhas ordens, o endereço acabei de te mandar, só ver na caixa de mensagens. qualquer coisa fora das minhas ordens, eu mato ela. Disse Thomas, desligando.
—Cara, eu me sinto tão culpada. Falou Carol.
—É por um bem maior. Você foi bem. Respondeu Thomas.
—É um cara legal Thomas, eu amo esse seu jeito de ser, meio arrogante e convencido, às vezes dá raiva, mas é charmoso. Podíamos ser amigos. Sugeriu Carol.
—Você também é legal, sempre usa a cabeça pra funcionar, presta atenção em tudo, uma grande observadora, amo pessoas realmente inteligentes. Talvez quando tudo isso acabar, possamos sair para conversar. Disse Thomas.
—Seria uma boa ideia. E obrigado por ter tido a ideia de como conseguir o helicóptero, você é muito inteligente. Respondeu Carol, levantando a mão na direção de Thomas sugerindo para ele bater na mão dela.
—Sabe que só estou sendo simpático com você por que é uma mulher bonita e quero me dar bem não sabe? Questionou Thomas.
—Claro. Você é um homem. Respondeu Carol, sorrindo.
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Magnum aguardava Rebeca em um prédio perto do complexo. Ele via alguns posts de seu pai nas redes sociais desde que ele tinha sumido, ele então ouviu uma mensagem de áudio que seu pai tinha o mandado.
“Filho, eu sei que tenho sido ausente, eu fiz isso por que amo você, por que não que não quero que passe fome ou necessidade nenhuma. Eu sei que deve estar despedaçado pela morte de Peter, eu também estou! Eu me lembro daquele moleque pequeno, mas por favor me perdoe”.
Ele considerava ligar para o pai naquela hora, mas ele não sabia o que dizer. Não mesmo, ele tentou gravar uma mensagem de áudio, mas não saiu do “Pai” depois de cinco minutos tentando falar.
—Estou aqui, trouxe nossos equipamentos, aqui está sua tonfa, meu bastão, algumas armas do arsenal de Thomas. Disse Rebeca, chegando rapidamente.
—Ah, ótimo, conseguiu alguma informação com seu pai? Perguntou Magnum.
—Consegui sim, mas vou ter que pagar um preço alto por isso. Respondeu Rebeca, com seu uniforme, olhando para baixo, meio triste.
—Acha que vamos conseguir? Indagou Magnum.
—Sim, vamos. Tivemos bons líderes. Iris e Thomas, Thomas é bem engenhoso, apesar de ser um idiota. Mas sabe, aprendi a gostar dele. Disse Rebeca.
—Eu também, ele é bem arrogante, mas é um gênio da estratégia. Afirmou Magnum.
—É um cara do qual eu gostaria de ser amigo quando tudo isso acabar. Eu vou abandonar esse traje, tenho quase certeza. Revelou Rebeca.
—Eu também. Eu sei que nós dois começamos tudo isso, fomos os primeiros Vigilantes, mas eu me arrependo bastante por isso, se eu sobreviver, vou pendurar meu manto para sempre, chega de bancar o herói. Desabafou Magnum.
—Sabe, meus heróis tinham coragem, para perderem suas vidas sob um limbo. Eu quero ter coragem também, como eles, vou lutar até o fim essa noite. Eu vou ser uma heroína. Afirmou Rebeca.
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—Aether já está em posição, Magnum e Smile também. Acabaram de mandar mensagens, falta 20min para as 6h, onde está seu pai? Perguntou Thomas.
—Ali! O helicóptero! Exclamou Carol.
—Filha, eu fiquei tão preocupado! Disse Martin depois de ter corrido até o encontro de Carol e e a abraçado.
—Desculpa pai. Disse Carol, logo depois Thomas veio rapidamente e colocou um pano úmido na face de Martin, que desmaiou.
—Isso não é legal, eu vou receber muita bronca! Avisou Carol, correndo com Thomas para o helicóptero.
—Sabe pilotar, não é? Questionou Thomas.
—Espera aí, Você não sabe?! Perguntou Carol, desesperada.
—Hahaha, tinha que ter visto sua cara! Zombou Thomas.
—Palhaço. Comentou Carol dando uma leve risada e colocando sua máscara.
Thomas olhou para ela e disse:
—Vamos completar nossa missão, Danger.
Iris ainda olhava no celular algumas fotos de Peter, se lembrava chorou mais uma vez.
Magnum e Smile estavam preparados para lutar, botaram suas máscaras e já estavam para descer até o Complexo, que já tinha pessoas desde às 5h.
Carol e Thomas voavam no helicóptero, ainda um pouco longe da Torre de Lucius, Thomas rezava em nome de sua família, com sua espada medieval nas costas e Carol já estava preparada com suas armas e suas facas.
Iris guardou o celular na mochila, levantou-se, pegou um óculos espelhado quadrado que arranjou de última hora e servia como máscara, tirou a Katana da guarda e se preparou para atacar.
6h
Finalmente, a primeira missão dos Vigilantes. Quem sabe, para alguns, a última.
FIM DO CAPÍTULO DOZE.
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