Os Vigilantes- Parte Dois

2 O que o desejo faz as pessoas tolas fazerem


—Carol. O que está fazendo? Perguntou Magnum, com certa raiva no tom de voz.

—Foram eles Magnum, eles estão por trás da minha mãe e um monte de outras coisas, eu preciso da sua ajuda. Disse Carol em um tom melancólico.

—Você é tão egoísta... Saia da minha casa agora. Respondeu Magnum com firmeza.

—Não se faça de tão difícil Maggie, sei que estava louco por isso. Disse Carol finalmente dando uns passos em direção a Magnum.

—Não estou me fazendo de difícil, há algum tempo eu realmente iria atrás de você, mas estava esperando você dar um sinal. Perdi minhas esperanças, agora você vem aqui falando que quer vingança pela sua mãe? Por favor Carol, achei que fosse uma boa pessoa, você nem sequer citou Rebeca. Disse Magnum, indignado.

—Podemos resgatar Rebeca, assim ela nos ajuda em troca. Sugeriu Carol, meio sem graça.

—Em troca? Está tão obcecada por vingança que se esqueceu de seus amigos, Carol. Rebeca salvou sua pele, deu tudo por você. Ela até sente algo por você e agora você diz que vai resgatar ela só pra que ela possa ajudar em sua cruzada pessoal. Disse Magnum confrontando a garota, um pouco mais alta que ele.

—Não me venha com lições morais e sermões, garoto. Por favor. Você não entende, é a minha mãe, eu tenho que fazer isso. Respondeu Carol agressivamente.

—Eu te entendo completamente Carol, mas tem que começar a aceitar que sua mãe está morta e nada do que fazer vai adiantar por que você nunca mais vai ver ela! Disse Magnum chegando bem perto de Carol que estava de costas.

Carol deu um grito de raiva e se virou dando um soco em Magnum, que caiu no chão.

—Nunca mais, escutou bem? Nunca mais repita isso.

Magnum se levantou zonzo, chegou bem perto de Carol, mesmo com dificuldades de ficar de pé e disse:

—Sua mãe está morta. Você nunca mais vai ver ela. Lide com isso.

—Está cega Carol, por isso matou Thomas, eu vi como vocês se olhavam, e mesmo assim, você atirou nele por causa de uma possibilidade. Nem viu as consequências, por sua causa Rebeca está presa por algo que nem fez. A culpa é sua, eu vou atrás dela para salvá-la, e você vem comigo não por que quer algo em troca dela, mas sim por que é sua responsabilidade e daí, depois disso, eu penso em te ajudar. Completou ele.

—Pensei que nós dois tivéssemos algo. Disse Carol, tentando se justificar.

—Eu bem que queria. Disse Magnum, virado de costas de Carol, sentado em sua cama.

—Eu fiquei sabendo que perdeu seu uniforme, desenhei um novo pra você, se quiser. Comentou Carol.

—Posso ir na sua casa? Disse Magnum, mudando de ideia.

—Se for me ajudar, sim. Disse Carol.

—Desculpa por falar aquilo, fui duro com você, Kay.

—Não tem que se desculpar, adoro quando é duro comigo. Devia ser o líder, Magnum. Respondeu Carol, pegando na mão direita de Magnum e se sentando ao seu lado.

—Um líder baixinho e que apanha de todo mundo? Eu passo, a Iris sempre foi melhor nisso. Respondeu ele.

—Isso não é verdade e olha, desculpa, eu exagerei fazendo aquilo, eu estou meio mal por saber da minha mãe, desculpe mesmo. Desabafou Carol.

—Tudo bem, eu estou sempre com você, Kay. Disse Magnum, abraçando a garota.

—Eu sei que está. Fofo, posso lhe perguntar uma coisa? Indagou Carol.

—Qualquer coisa. Disse Magnum, admirado, olhando para o rosto de Carol.

—Esse tempo todo, faz quase um ano, você pensou em mim? Pensou no que teria acontecido depois que pulei aquela vidraça? Pensou no que poderia ter sido se eu tivesse...

—Eu só pensava nisso Carol. Achei que nunca ia voltar, que tinha morrido de fato. Eu sofri muito. Desabafou Magnum.

—Tudo isso por causa de mim? Puxa Magnum, eu não sei o que dizer, eu gosto mesmo de você mas, eu já te fiz sofrer tanto... Você quer ficar comigo não quer? Desculpe, mas eu acho que tem outra pessoa que realmente gosta de você e não sou eu.

—Ei, claro que não, eu não quis dizer isso, eu não tenho sentimentos por você e sim a Rebeca. Justificou-se rapidamente Magnum.

—Claro que não, a Rebeca gosta é de você, era isso que eu ia falar. Disse Carol, um pouco espantada.

—A Rebeca? Magnum soltou uma gargalhada grande. Todo mundo sabe que ela é apaixonada por você Carol.

—Você gosta dela? Por que se gostar eu posso ficar fora do caminho. Não é um problema pra mim. Sugeriu ela.

—Você está com alguém? Perguntou Magnum.

—Não, mas podemos mudar isso agora. Respondeu Carol, chegando mais perto de Magnum.

Magnum ainda não queria se entregar a Carol, tentou disfarçar e sair daquela situação.

—Podemos mesmo, só soltarmos a Rebeca e vocês podem ficar juntas..

—Não está cansado disso entre nós? Dessa tensão toda? Nós empurramos um ao outro pra Rebeca sendo que está bem claro o que está acontecendo aqui... Disse ela o segurando pela sua blusa.

—O que está acontecendo é que você mal chegou e já acha que pode exigir tudo de mim por um sentimento que você acha que tenho por você. Eu não tenho, e mesmo se eu tivesse, a vida é maior que você. Disse Magnum, sendo duro e desviando da pergunta.

—Eu tenho um sentimento por você, fofo, e sei que por mais que tente se esconder por trás dessa imagem de difícil e duro, você tem também, então vamos botar logo as cartas na mesa? Por que estou louca para isso ter algum resultado bom. Disse Carol, claramente animada.

—Acha que pode me conquistar tão fácil assim, depois de tudo que fez com a gente? Dizia Magnum, ainda tentando resistir a Carol.

—Eu adoro o jeito que seu cabelo cai no seu rosto, quando você tenta ajeitar ele, ainda cai um ou dois grandes fios de cabelo e você fica tão lindo. Sussurrou Carol.

Magnum estava suando, ele estava grudado em Carol, pegando em uma de suas mãos e sendo puxado pela blusa pela garota pelo qual ele tanto esperava esse tempo todo, desde que viu ela caindo de um prédio.

Magnum então colocou a mão no rosto de Carol, depois de ter tirado um de seus cabelos ondulados do olho da garota, ele se aproximou e deu um beijo no rosto dela, conseguindo fugir da tentativa dela.

—Vamos logo agilizar a liberação de Rebeca, daí você vai ter ela pra dar uns amassos e não vai ficar tão carente a ponto de tentar me beijar, Comentou Magnum sarcástico, saindo de casa com Carol.

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Em um lugar escuro, num trono grande, uma mulher com seus 40 anos de idade estava sentada. Seus cabelos escuros ondulados e sua pele gelada e fria, mais ou menos como a moça era por dentro estavam entre as características dela.

Um de seus inúmeros trabalhadores interrompeu sua meditação em sua sala, falando os seguintes dizeres que ecoaram na grande sala escura:

—Senhora, descobrimos a identidade de uma pessoa que atacou a Torre de Lukin.

—Por que Lukin e suas desventuras me interessariam a ponto de o senhor interromper meu momento de meditação para me dar uma notícia tão esdrúxula e irrelevante? Respondeu prontamente, cheia de si e de ordem, a Mulher.

—Me desculpe entidade suprema, mas suspeitamos que essa mulher seja Carol Jones, filha de Violet Jones, uma antiga agente dessa...

—O que você disse? Ela era um desses Vigilantes? Perguntou a mulher, que raramente saia do tom desta forma, na verdade, nunca saia.

—O que devemos fazer, minha senhora?

—Tragam ela imediatamente e matem qualquer um que se opor a isso.

FIM DO CAPÍTULO DOIS