Os Vigilantes- Parte Dois

3 Ninguém poderia me salvar, a não ser você.


Iris se sentou no seu sofá pequeno, estava totalmente jogada e exausta. Ela então percebeu uma coisa: Não havia pensado em Peter.

Claro que ela tinha pensado agora, mas por todo aquele tempo, quando ela parava pra pensar em qualquer coisa, a primeira coisa que vinha em sua mente era seu falecido namorado. Ela estava feliz, finalmente estava começando a superar o fato de que não iria mais ver ele.

Iris então pegou sua espada katana, tirou ela da guarda e começou a olhar para o brilho dela que o fascinava. Iris se lembra do presente que sua mãe a deu, uma espada katana. O momento em que sua mãe lhe presenteou aquilo foi que Iris nunca tirou da cabeça.

Em sua infância, sua mãe lhe ensinou como lutar com aquela arma, ela dizia que a leveza e a elegância eram o que mais lhe fascinavam naquele tipo de combate. Um certo dia, a mãe de Iris, Mari, cansada de seu relacionamento com o pai de Iris que era um alcoólatra obsessivo e abusivo, resolveu fugir de casa com Iris.

Infelizmente, ele pegou as duas correndo pra fora de casa, acertou a mãe de Iris com uma faca, ela então disse para ela pegar a espada, que era dela agora. Mari, desprotegida, foi alvejada várias e várias vezes por seu marido, até morrer.

Ele, descontrolado foi atrás de Iris, tentou atacá-la. A garota não teve escolha a não ser matar o pai com sua espada katana, perfurando fundo seu peito.

A moça segurava forte a espada lembrando do acontecimento, de olhos fechados, até que fez um pequeno corte na mão e finalmente abriu seus olhos, de volta a sua realidade. Seu celular tocou, era o garoto que Peter tanto era amigo.

—O que foi, garoto? Perguntou ela, com certo mau humor em sua voz.

—É a Carol, eu estou na casa dela e antes de você começar a brigar comigo, ela que me chamou. Respondeu rapidamente Magnum, tentando se justificar.

—Tudo bem, acredito em você. Está me ligando por que quer minha ajuda para resgatar Rebeca?

—Nós queremos sua ajuda.

—Ei, vocês não...

—Não.

—Eu estou indo para aí, se vista, ok?

—Iris, nós não...

Iris desligou antes que Magnum pudesse falar, ela estava sem blusa, vestiu uma para esconder seu braço metálico. Passou a mão rapidamente sobre seus cabelos loiros quase brancos, ela tinha se esquecido de cortar parte de sua franja, que estava maior do que ela queria, normalmente um pouco acima do olho.

Entrou no carro que tinha comprado, era modesto, mas tinha um som que ela adorava, e finalmente chegou ao endereço que Magnum tinha enviado para ela, e entrou.

—Aonde está seu pai, Carol? Ainda bem que cheguei. Não se pode deixar as crianças sem a supervisão de algum adulto. Ironizou ela.

—Iris! É muito bom ter você aqui! Disse Carol rapidamente.

—Não ache que esqueci a traição que fez conosco, Carol. Disse Iris duramente.

—Iris, por favor, esqueçamos isso. Insistiu Magnum.

—Aether. Me chame assim já que estamos numa missão, Magnum. E eu não vou esquecer por que eu não preciso esquecer, já você precisa pois está tentando levar alguém pra cama, E você não é eu. Respondeu Iris, com frieza.

—O certo é "Você não sou eu". Objetificou Carol.

—Claro que não, é "Você não é eu". "Sou é usado para se auto referir, como a frase se refere a "você" então fica "É", sua tentativa de fugir do assunto quanto a você e o "Maggie" não funcionou.

—Quero dizer que estou muito decepcionado com você, garoto, eu vou resgatar a Rebeca por que ela faria o mesmo por nós, mas depois disso, nem me procure mais. Disse Iris, dando um olhar confrontador para Magnum.

—Tudo bem, apenas nos ajude, eu sinto muito. Lamentou Magnum.

—Eu tenho um plano pra resgatar a namoradinha de vocês. Explicou Iris.

—------

—Mas quer que a tragamos de modo amigável ou de modo agressivo?

—Temos que atra-ila de forma que ela queira vir até nós. Disse a Entidade Suprema.

—Minha senhora, mas como?

—Ela gosta de uma garota, aquela que está presa, filha do Knight. Dê uma pista para liberta-la. Ordenou ela.

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Rebeca estava deitada, pensou em Carol, no por que ela ter fugido, deixado ela lá, sozinha, pensou se ela ainda estava viva.

Um guarda entrou na cela dela, tapou sua boca e ordenou:

—Calada. Apenas ligue para esse número e diga os dizeres desse papel, sem perguntas, isso vai te tirar daqui.

Rebeca logo percebeu que aquele era o número de Carol, e deu um sorriso.

—Olá, Carol. Aqui é a Rebeca, se quiser me tirar daqui, só tem que vir até aqui e dizer "Espectral".

A chamada foi desligada. Carol estava perplexa. Ela sabia que "Espectral" foram os dizeres que Os Vigilantes disseram para Lucius Lukin e que fez ele se render. Ela sabia que a voz era de Rebeca, conhecia sua voz como não conhecia nenhuma outra, mas o que aquela mensagem queria dizer?

—É uma armadilha. Alertou Iris, calmamente.

—Claro que não é. Temos que ir agora mesmo.

—"Espectral", não é? Lucius estava envolvido com a organização que Carol acabou de me explicar, o tal do "O Olho" e ele se rendeu com esses dizeres. Pelo visto esse "Olho" controla a prisão aonde Rebeca está também, por isso se dizermos "Espectral" lá, Rebeca é solta. Explicou Iris.

—Mas por que "O olho" iria querer Carol? Eles nem devem saber do lance da mãe dela, não faz sentido. Respondeu Magnum.

—Claro que devem saber, garoto. Não seja ingênuo. Refutou Iris.

—Eu vou lá. Desculpe Iris, mas se tem uma chance de eu poder ver a Reb de novo, quer dizer... De eu poder soltá-la e poder fazer justiça por ela, me desculpar, poder estar com ela novamente... Eu não posso deixar passar. Afirmou Carol.

—Você é a dona de seu próprio destino. Mas cuidado. Estou zangada com você, mas não quero que O Olho faça com você o que fez com sua mãe. Recomendou Iris.

—Eu vou com você, Carol. Eu vou ajudar você, te proteger contra O Olho. Disse Magnum.

—Você? Iris soltou uma gargalhada sarcástica. Por favor garoto, menos.

—Obrigado Maggie, é uma honra. Agradeceu Carol.

—Vocês dois contra O Olho? Boa sorte! Gritou Iris, eles já estavam meio longe em direção a prisão.

—Não precisamos de sorte, sei que vai nos seguir, Iris. Respondeu Magnum, gritando de longe.

Iris deu um sorriso torto, entrou no carro dela, colocou "No good" em seu som, chegou até onde Carol e Magnum estava e disse:

—Entrem no carro, idiotas. O que você seriam sem mim?

FIM DO CAPÍTULO TRÊS.