Os Vigilantes- Parte Dois

4 Eu nunca sonhei que conheceria alguém como você


Rebeca havia vestido seu uniforme, Carol estava a esperando já vestida para começarem a patrulha pela cidade.

—Onde vamos hoje, Danger? Perguntava a heroína ruiva.

—Algumas denúncias de venda de armas ilegais na região do lago, Smile. Vamos investigar. Respondeu Carol, dando um grande sorriso no final.

—Só isso? Questionou Rebeca, se aproximando mais de Carol.

—Não, parece que existe um ponto de encontro do pessoal da Gangue Dragões. Eu vou pra lá e você vai ver as armas. Respondeu Carol, colocando a mão no ombro de Rebeca.

—Então você já vai me deixar assim? Sem mais nem menos? Perguntou Rebeca.

Carol pegou no rosto de Rebeca, tirou seus cabelos ruivos de sua face e a beijou.

—Agora eu vou, meu doce. Sussurrou Carol, suavemente, dando um meio sorriso enquanto falava.

Rebeca ia se virando, quando de repente ouviu um barulho de vidraça quebrando, era Carol. Ela foi olhar e sua amada estava morta no chão depois de um grande salto, assim como Peter Johnson antes dela.

Então ela acordou com o guarda penitenciário cutucando ela, dizendo que quem iria tirar ela daqui já estava lá. Rebeca estava aliviada, finalmente ela iria sair daquela versão em pesadelo de Orange Is The New Black.

Carol estava no banco da frente, junto com a Iris. Magnum ajudou Rebeca a entrar no carro.

O silêncio pairou dentro do carro, Iris mudava a pasta de músicas até que chegou numa e Rebeca pediu para não mudar.

Rebeca ficava batendo o pé ao ritmo da música, ela começou a cantar e deu um pequeno tapa no braço de Magnum para ele acompanhar a garota na canção.

—Twenty, twenty, twenty, four hours to go... Disse Magnum.

—I wanna be sedated
Nothing to do, nowhere to go, oh
I wanna be sedated. Completou Rebeca.

—Just get me to the airport, put me on a plane
Hurry, hurry, hurry before I go insane. Continuou Carol.

I can't control my fingers, I can't control my brain... Cantarolou Iris.

Oh, no, oh, oh, oh, oh... Disseram todos.

—Twenty, twenty, twenty, four hours to go
I wanna be sedated! Puxou novamente Carol.

Um impacto tremendo surgiu da parte de trás do carro Carol viu o carro rodopiar e girar algumas vezes.

Depois se encontrou de cabeça pra baixo com um ferimento na testa, ainda escutou:

Ba-ba-baba, baba-ba-baba I wanna be sedated

Até apagar de vez. Carol acordou numa maca em um lugar limpo e muito organizado, ela se levantou, viu algumas pessoas e continuou andando.

Ela então parou e perguntou ora alguém aonde ela estava, uma voz feminina disse que ela estava num centro de recuperação.

Quando ela disse aquilo os funcionários meio que saíram dali rapidamente, a mulher mandou Carol segui-la, pois ela iria retirar qualquer dúvida.

—Tudo bem, Senhora....?

—Ãn... As pessoas me chamam de algo parecido com... Isis.

—Prazer, Carol. Disse a garota, de modo simpático.

—Tem família, Carol? Perguntou a moça, com uma expressão neutra e gélida no rosto.

—Apenas meu pai. Eu tinha um irmão mas ele infelizmente...

A mulher parou subitamente, pareceu ter sentido algo estranho e disse da maneira mais fria possível:

—Meus pêsames, lamento muito pela sua perda.

—Você sabe aonde meus amigos estão?

—Não, eu acho. De qualquer forma, só você veio para cá.

—Não sabe para onde eles, os que estavam no carro comigo foram?
—Não, apenas me encarreguei de cuidar de você, Carol.

—Isis, me desculpa, obrigado pelo tratamento, me sinto 100% outra vez. Mas tenho que ir atrás dos meus amigos.

—Eu digo que você tem que ficar aqui. Disse a mulher, firmemente, segurando o braço de Carol.

—Me solta! Exclamou Carol.

Alguns homens fizeram formação na frente das duas.

—Não sabe os extremos que fui, os extremos que irei ainda... Só por você, não vai estragar tudo agora. Disse Isis, com um olhar de ódio e raiva muito diferente do primeiro olhar que deu para Carol.

—O que você quer de mim? Perguntou Carol, com um olhar fixo para Isis.

Isis soltou o braço da garota, fez um sinal para os homens e rapidamente voltou ao tom calmo, seguro e frio de antes.

—Apenas quero que... Fique bem. Como eu disse, me esforcei muito para você ficar 100%, mas se for agora vai estragar tudo isso.

—Tudo bem Isis, vou passar mais essa noite aqui. Onde estamos?

—Um pouco distante da cidade, a instituição presta serviço a pacientes severamente feridos, como você.

—Mas meus amigos também se feriram muito. Por que eles não vieram?

—O primeiro motivo é que você entra no benefício de uma antiga sócia nossa. O outro que...

—Espera. Antiga sócia? Está falando da minha mãe? Instigou Carol, mais do que curiosa.

—Sim. Violet Jones era uma grande visionária. Ela foi uma das primeiras que investiu nessa instituição e nos seus avanços tecnológicos quando todos ainda nos consideravam piadas. E foi uma grande amiga.

Alguma coisa estava errada. Carol sabia disso. Seus amigos sumiram do nada. Aquela mulher, perguntava se Carol tinha familia, mas sabia que ela tinha, pois se dizia grande amiga de sua mãe.

Uma coisa então finalmente despertou a verdade inevitável em Carol, enquanto ela ainda analisava cada informação, imagem, som e palavra que vinha em sua cabeça.

Apenas um simples trecho de diálogo entre a mulher que se chamava Isis e um de seus subordinados:

—Senhora, se me permite, vim pedir uma última autorização para executar a ordem SWVESB nos três indivíduos que... Estamos tratando de suas lesões. Tenho sua permissão?

—Permissão concedida. Disse a mulher, sem mudar o tom gélido.
—Espectral, minha senhora.

Carol percebeu na hora, mas Isis também não deixou de perceber q falha incompetente de seu subordinado, acionou os guardas que cercaram Carol e levaram o subordinado desatento para a morte.

—Já chega Carol, não tente fugir. Aqui é onde deve estar. Não em cruzadas ridículas e suicidas com jovens problemáticos.

—Você é ela? A Entidade Suprema? A líder do "Olho"?

—Está no grande porto. A base principal da IOG, ou "O Olho".

—Que seja. Sou vou perguntar uma vez: Onde estão os meus amigos?

—Mortos. Você é a única sobrevivente. Poderíamos salvar eles, mas você era a única importante o suficiente pra morrer assim, a toa.

Carol desabou ali mesmo. Ela começou a chorar sem parar, entre sua tristeza ela questionou com raiva:

—Por quê eu sou tão importante?!

FIM DO CAPÍTULO QUATRO.