Os Vampiros e Eu
19 19
De noite. Segundo dia no Whet.
E em poucos minutos estavam nós dois lá, na mesma árvore de sempre, naquela mesma “cena de amor”.
_ Então, acho que você está me devendo algo minha Deusa?!
Sentei em um galho e Thomas sentou em minha frente.
_ Aé? Não estou me lembrando?!
_ Recapitulando: Eu cheguei, te disse oi, fui te beijar e...
_ Ah! Acho que está faltando isso...
Nunca tinha beijado Thomas com tanto amor e com tanta vontade que nem eu beijava ele agora, ele me correspondia calorosamente. Depois daquele maravilhoso beijo, Thomas foi para trás de mim e me abraçou, eu me aninhei em seu corpo quente e ele me acariciou.
_ Nunca senti tanta pegada, em...
_ Você me faz feliz, muito feliz!
_ Que bom você também faz o mesmo sobre mim, aliás hoje é o seu grande dia e está muito linda.
_ Obrigada, mas pera ai, hoje?
_ Sim, se prepare...
Thomas afastou meu cabelo do meu pescoço e mordeu, a sensação foi boa, uma coisa maravilhosa como se eu estivesse sendo renovada, só que de uma forma bem diferente. Ele largou sua boca de meu pescoço e senti uma dor muito forte sobre mim.
_ Calma minha Deusa, agora é a sua vez.
Thomas virou seu rosto e me deu seu pescoço, instantaneamente eu mordi o seu pescoço e senti aquele gosto maravilhoso que era o seu sangue. Nunca senti tanto desejo que nem eu senti pelo seu sangue. Soltei seu pescoço e senti uma onde descendo da minha cabeça e meu pé.
_ Calma amor, você vai ficar fraca. Eu vou te levar para o seu quarto.
_ T-tudo bem.
Thomas me colocou nas costas e minha visão ficou embaçada, senti ele me colocando na cama, me beijou e ouvi o barulho da porta da varanda se fechando. Me abracei com o Allan que estava tremendo e dormi.
De manhã. Ultimo dia no Whet
Acordei com a Cath e o Diogo pulando em cima da cama, e o Allan com uma cara de sono, coitado, com a feição de quem queria somais cinco minutos, eu ri.
_ Bom dia amiga. – Cath me desejou.
Bocejei e disse: Bom dia.
_ Bom dia, você está com uma cara de cansado em Allan. – Diogo disse.
_ É o sono. – Allan disse e se jogou na cama junto com a Cath e o Diogo.
Me levantei e lembrei que estava com um “pijama” bem provocativo.
_ Tem razão de estar com sono. – Cath apontou pra mim.
_ Além de dormir do lado dela, e ainda ela assim é bem impossível conseguir dormir. – Diogo disse.
_Vocês me deixam constrangida. – eu disse rindo.
_ Também, olha só essa escultura corporal. – Allan analisou meu corpo com os olhos e eu ri mais ainda.
_ Falando em escultura corporal, o que é isso na sua barriga e na suas costas? – Cath perguntou, levantando um pedaço do meu corpete.
_ São... São... – graças a minha Deusa, Allan me interrompeu.
_ Já que a gente acordou cedo, vamos logo colocar as roupas de banho. – Allan praticamente ordenou.
_ É mesmo. – Diogo disse.
_Depois nós conversamos dona Anielly. – Cath disse.
_ Vamos nos trocar. – fugi do assunto.
Desta vez peguei um maiô de oncinha e fui para o banheiro, tranquei a porta e fui me trocar. Meu maiô era tomara que caia com um broche no meio dos seios e subia duas alcinhas para amarrar no pescoço, atrás ele era todo aberto. Fui até o espelho, escovei meus dentes, lavei o rosto e passei protetor solar no rosto e um batom solar na boca. Sai do banheiro e o Allan já estava me esperando, ele vestia uma bermuda branca com detalhes preto e prata.
_ Você se trocou aqui mesmo? – perguntei surpresa.
_ Sim, não tinha ninguém mesmo. – Allan disse.
_ Ata, vamos? – perguntei.
_ Vamos, espera ai Ani eu tenho uma coisa para te dar antes da gente sair, pode ser? – Allan perguntou.
_ Pode, só vai rapidinho antes que a Cath comece a bater na porta. – eu disse ansiosa.
Allan veio para perto de mim, e olhou no fundo dos meus olhos e disse:
_ Você está muito linda, quer dizer você é linda. Só que a cada dia que passa você fica mais linda ainda. – Allan disse e acariciou meu rosto.
_ Obrigada meu anjo, agora vamos. – eu disse e me virei em direção a porta.
Num movimento rápido, Allan pegou minha mão e me puxou para junto do corpo dele.
_ Ainda está faltando isso...
Allan me beijou como antes, mas dessa vez parecia que aquele seria o nosso ultimo beijo, um beijo bem intenso. Depois do demorado beijo ele disse:
_ Não fala nada amor, apenas precisava e queria esse beijo.
_ Mas... – Allan me interrompeu.
_ Mas nada, eu te amo e necessitava disso. Tive que aproveitar porque não sei se esse pode ser o último.
Não falei mias nada, apenas peguei meu óculos dentro da mala, e o Allan pegou o dele que estava em cima da cama. A Cath começou a bater na porta como eu disse antes.
_ Viu o que eu disse. – apontei para a porta e revirei os olhos. – Só que dessa vez ela teve radar.
_ Graças a minha... – Allan parou – Ainda bem que deu tempo.
_ Pois é. – eu disse e fiquei curiosa pela frase que ele parou.
Fomos para a porta e Allan a destrancou, saímos e eles já estavam lá, quer dizer, o Diogo e o Allan fechando as portas.
_ Pronto, já estamos aqui. – eu disse.
_ Por que eu fiquei batendo se não. – Cath resmungou.
_Seu biquíni é bem bonito amiga. – eu disse tentando distraí-la e porque era bonito mesmo.
_ Obrigada amiga, também gostei do seu maiô. – Cath disse.
_ Ela e os trajes dela. – Diogo disse.
_ Eu amo tudo isso. – Allan disse e apontou pra mim.
_ Eu amo vocês, agora vamos. – eu disse e coloquei os óculos no rosto.
Allan fez o mesmo e entrelaçou nossas mãos, Cath e Diogo também. A Cath e o Diogo foram na frente, o dia estava lindo nunca tinha visto o sol brilhar tanto. Eu e o Allan saímos logo em seguida e quando aquele sol bateu em mim, senti uma transformação da cabeça aos pés.
_ Caraca Ani, você me deu choque. – Allan disse balançando a mão que estava junto a minha.
_ Desculpa, não sei o que aconteceu. – eu disse.
_ Nossa, não tinha reparado que você estava tão bronzeada. – Diogo disse e olhou para mim.
_ Você não reparou porque ela não estava assim. – Cath disse.
_ Não tem nada haver, deixa isso quieto agora vamos. – eu fugi do assunto antes que a Cath começasse a falar e não parasse.
A primeira piscina que a gente foi, ficamos lá e parecia que o sol estava me alimentando, eu ficava lá debaixo daquele maravilhoso sol. Fomos para várias piscinas, nos divertíamos muito, tínhamos que aproveitar cada centavo que a gente gastou ali, nosso ultimo dia ali tinha que ser inesquecível. Resolvi ir tomar sol, enquanto os três ficavam dentro da piscina. Sentei em uma cadeira de tomar sol e tirei meu óculos, de repente eu ouvi a voz da minha Deusa falando para mim ir ao banheiro.
_ Gente eu vou ao banheiro. – falei e logo me levantei, nem reparei se eles ouviram ou se não me ouviram.
Sai em busca do banheiro, ai então reparei o quanto aquele parque aquático era grande. Depois de muito tempo procurando, achei um banheiro perto de umas árvores.
Quando estava entrando escutei um “psiu”, olhei para os lados e não vi ninguém, quando novamente ia entrar escutei novamente o “psiu”, olhei para os lados e quando olhei para as árvores vi um ser todo de preto, levei um susto no principio, mas depois vi que era o Thomas.
_ O que você está fazendo ai?
_ Quero falar com você, mas não sou um vampiro do sol, então tenho que ficar no mais escuro possível.
_ Espera só um minuto.
Eu fui para o banheiro e não havia ninguém lá, o bom do banheiro ser longe. Sai para fora e chamei Thomas, desta vez consegui ver ele entrando rapidamente no banheiro, entrei no banheiro e fechei a porta.
_ Pronto agora você pode me falar.
_ Primeiro e tudo, que maiô fashion esse seu.
_ Obrigada amor, você de preto fica bem sexy.
_Obrigado, agora vamos ao que interessa.
_ Então fala.
_ Tem um vampiro á solta.
_ Mas não tem vários vampiros pelo mundo a fora?
_ Sim, só que esse estava preso e fugiu, e a força dele é quase imbatível.
_ Mas eu ainda não entendi.
_ Ele tem o poder de possuir o corpo de outros vampiros, as vezes até os humanos.
_ Então foi por isso que ele foi preso? Porque possuía as pessoas?
_ Não, ele foi preso porque queria tirar a Deusa Nizzy.
_ Como assim?
_ Ele queria ficar com o cargo da Deusa, queria destruí-la.
_ Agora sim entendi, mas porque está falando isso pra mim?
_ Porque você é uma vampira do sol e da lua.
_ Acho que entendi.
_ Então por isso que você tem que tomar cuidado.
_ Com o que eu tenho que tomar cuidado?
_ Ele está te procurando porque você será nossa próxima Deusa, você é a única além da Deusa vampira do sol e da lua.
_ Sim, eu vou tomar cuidado, pode deixar.
_ O problema é que ele quer te destruir, e como é um vamp poderoso ele pode possuir o corpo das pessoas.
_ Ele pode possuir o seu?
_ O meu não, nem o seu e nem o da Deusa.
Eu ouvi passos e então puxei o Thomas para o banheiro e ele ficou em pé no vaso sanitário, não demorou muito e a pessoa saiu, mesmo assim continuamos lá dentro.
_ Então eu tenho mesmo que tomar cuidado, mas porque ele não pode possuir o seu corpo?
_ Porque eu tenho uma ligação bem forte com você, e você sabe sobre o que aconteceu ontem entre a gente.
_ Entendi, mas acho que ele não consegue possuir meus amigos.
_ Então, isso eu não sei, mas você tem que tomar cuidado.
_ Pode deixar que eu vou amor, agora deixa eu ir.
_ Amor, vai ter um vampiro do sol com você. O nome dele é Lenn você saberá quem é, ele estará te protegendo durante o dia.
_ Ok amor, agora vai.
Fui para fora e esperei até que não vinhesse ninguém, quando não estava vindo ninguém pensei em Thomas e ele logo saiu.
Me deu um selinho e foi pelas árvores, eu fui voltando rapidamente para onde meus amigos estavam. Encontrei somente o Allan e o Diogo tomando sol.
_ Cade a Cath meninos? – perguntei olhando para os lados.
_ Ai né, ela falou que ia pro quarto, e logo voltava. – Diogo disse.
_ Mas isso já faz um bom tempo. – Allan disse.
_ Vamos atrás dela, vamos fazer uma brincadeirinha. – eu disse.
Eles se levantaram e nós fomos em direção aos nossos quartos, no meio do caminho, Allan sussurrou para mim:
_ Ela saiu daqui, com um rapaz bem bonito.
_ Ai meu Deus. – foi a única coisa que consegui dizer.
Não demorou muito e nós chegamos no quarto da Cath e do Diogo, paramos em frente ao quarto e escutei a Cath rindo e escutei outra risada também.
_ Di, vai lá na secretária e pega a chave reserva com o gerente. – eu disse querendo disfarçar
_ Estou indo. – Diogo disse.
Quando ele estava andado pelo corredor eu virei para o Allan.
_Quero eu acreditar que ela não está fazendo isso.
_ Lá na piscina, enquanto você estava no banheiro, ela e um rapaz estavam rindo muito, ai demorou um pouco e eles saíram.
_ Coitado do Di, mas acho que ela não está fazendo nada demais.
O Di estava voltando e eu ali torcendo para não ser nada demais, ele pegou a chave e estava balançando ela na mão.
_ Quer que eu abra a porta Di? – disfarcei.
_ Não Ani, pode deixar. – Diogo insistiu.
Quando ele abriu a porta uma lágrima desceu no olho dele e ele ficou boquiaberto. No mesmo instante a risada da Cath parou, eu puxei o Diogo e Allan o segurou, quando olhei para Cath ela estava sem biquíni e sentada em cima de um rapaz.
Peguei um lençol e joguei para ela, ela se cobriu na hora, e o rapaz começou a se vestir como se nada tivesse acontecido.
_ Amiga melhor você se vestir. – eu disse.
Ela num instante pegou sua roupa e foi para o banheiro.
_ É melhor você ficar aqui, ou sei lá desaparecer para todo sempre. – eu meio que me confundi para falar com o rapaz.
_ Eu amo a Catherine, vou ficar com ela. – o rapaz disse.
Fui lá para fora, Diogo estava sentado no chão com a cabeça baixa, Allan coitado não sabia o que dizer. Sentei do lado dele, e o puxei para o meu colo, fiquei alisando o cabelo dele e só sentia as lágrimas descendo na minha perna.
_ Calma amor, eu estou aqui com você. – eu tentava acalmá-lo.
Allan me ajudou a levantá-lo e fomos para dentro do quarto, ele, eu e Allan sentamos na cama e o rapaz ficou sentado em um sofá perto da cama. A Cath saiu do banheiro e se sentou do lado rapaz, ai então seria a conversa bem complicada.
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