Notas iniciais
este site n ão é meu, agradeço o criador, esta fic é baseada na obra de alguem(um autor mesmo, mas agora me foge da cabeça) ela retratava o verdadeio significado do natal, mas eu muei ela pra alem disso, ficar mais sombria e também para mostar um dos lados mais horrendos do homem

Ele havia terminado de contar os últimos os reais que faltavam, ele havia lucrado mais 300 reais, naquela cidade esquecida por deus, ele era o mais rico, seu único sócio havia falecido, mas ele não se importava, agora os lucros eram só dele, o escritório completamente imundo, no cofre mais dinheiro do que um ser humano poderia gastar, na mesa, papeis espalhados e maços de dinheiro, o homem tinha as roupas rasgadas, um ar de quem odeia a tudo e a todos, rugas de preocupação, e até mesmo os óculos trincados em uma das lentes, por mais cômica que fosse a figura, ninguém nunca gostara dele, ele estava trabalhando quando seu empregado entrou.

-Chefe, já são seis horas da tarde, já adiantei o serviço de hoje, e também já peguei suas roupas para lavar e costurar, como hoje é natal, gostaria de saber se o senhor me daria o resto do dia de folga -

-Bah, que tolice é essa de pensar que só por causa do natal eu deveria lhe dar uma folga, mas como você acumulou seis horas de folga devido ao fato de ter trabalhado aqui por seis anos, e também por ter adiantado o serviço de hoje, vá, mas você só tem seis horas, depois disso, mais as cinco horas de descanso que lhe dou, e vou querê-lo aqui, mesmo que seja de madrugada, afinal, você sabe que tenho o sono difícil, e que venho pra cá as quatro da matina, e saio só as 11 horas, mas chega de discurso, tenho de guardar esse dinheiro -

-Muito obrigado chefe, tenha um feliz natal -

-Bah, natal é para quem crê nessas tolices, pra mim é uma data qualquer, em que os outros fecham e que devemos aproveitar a avantajar os negócios — o empregado saiu todo contente consigo, mas o homem ficou la, quando eram onze horas, ele se levantou da mesa, foi até o cofre, forçou a memória e o abriu, guardou os maços de dinheiro, que sua “empresa” havia ganho, ele trabalhava com tudo, se precisasse comprar ou vender algo, era com ele, mas ele sempre saia no lucro, se saiam 300 do caixa, era sinal de que entrariam 900, mas ele logo foi para o andar e cima, onde havia uma casa mais miserável ainda, era de um único cômodo, com uma fogão movido a lenha, e uma cama, um armário possuía todos os bens daquele homem avarento, o banheiro ele usava o publico, para tomar banho ia até um chuveiro na casa de um amigo ou de um empregado, e ainda assim era uma vez a cada dois dias, quando diziam que ele fedia, falavam serio, alem do fedor de seu corpo velho, ainda i nhá aquele que só as pessoas sentem em suas almas, um odor desagradável que parece matar as plantas, enfurecer os animais, e faz o mais feliz dos homens se entregar aos braços da morte, ele retirou o casaco velho e a camiseta rasgada, deitou-se devagar na cama muito velha, que era bem simples, ele deitava-se bem lentamente, tanto para não estragar a cama, quanto para não estragar as costas, a idade dele era avançada, e ele não queria deixar esse mundo, então ele ficou pensando em como aumentar seu dinheiro, mês mo que não gastasse um centavo, logo ouviu um barulho de correntes, nem se mexeu, então ouviu o barulho mas perto, e um homem apareceu no seu campo de visão.

-Devo estar sonhando, ou tendo uma alucinação — ele se sentou na borda da cama encarando o se a sua frente — Arnoldo meu ex-socio, é você? -

-Sou sim Fabio -

-O quê faz aqui? — ele contemplou melhor o vulto a sua frente e pegou os óculos, só então ele se lembrou de algo importante, Arnoldo havia morrido a seis meses, quando olhou de novo ficou branco de medo, o vulto a sua frente era branco, havia marcas por todo o corpo, de arranhões e de surras, e claro, as correntes, elas pareciam ser pesadas, tinham bolas de ferro nas duas pontas, uma dava a volta em seu pescoço, outra em seu ombro e barriga, mas ainda assim deixando os braços livres, porque havia uma em cada pulso e nos pés.Mesmo que ele fosse todo branco, ele aparentava ser a mais sombria criatura, era um branco gelo horrendo, mas tão claro que se você se concentrasse veria através dele, sua expressão era seria, ele encarou o homem sentado na cama e disse com sua voz espectral.

-Vim lhe dar um aviso, depois que morremos, há um inferno, e se voe morrer antes de reparar seus atos, ira pra la, la é um lugar de torturas, onde sua carne é rasgada e seu sangue se tona acido, você sofre todas as humilhações possíveis e no quando esta acabado, eles o reconstroem, e começam tudo de novo -

-Você sabe como é difícil mudar, eu e você tentamos, foi quando você foi morto -

-Você recebera a visita de três espíritos hoje, eles o ajudaram -

-Para onde você vai agora? -

-Para o inferno — ele foi consumido por um fogo azul e desapareceu, quando Fabio estava quase dormindo, ouviu as badaladas da meia noite, elas eram dadas pelo relógio da cidade, foram 4 e tudo parou, o som o relógio, o vento, tudo, ele achou que algo estivesse errado, então ouviu um forte tossido vindo de sua porta.Ele se virou lentamente...