Os Três Espiritos do Natal

2 O passado não se muda


Notas iniciais
esta historia é triste, e a ideia dela é de um escritor famosos que eu não faço a minima ideia de quem seja, o site n´~ao é meu, agradeço ao criador e a quem cuida dele também, nem sei se é a mesma pessoa, lembrar de perguntar depois

E deu de cara com um senhor muito velho, a barba longa, o rosto tão enrugado, tão enrugado, que não parecia humano, a pele também era assim, ele estava com u manto longo e marrom, uma bengala na mão, mas mesmo sendo horrendo, o que mais assustava eram seus olhos, ou a ausência deles, no lugar onde estariam os globos oculares, não havia nada, muito menos pálpebras, ou cílios, ou sobrancelha, só um abismo escuro.

-Boa noite Fabio, sou o espírito do natal passado, devo lhe acompanhar agora -

-Para aonde vamos? -

-Visitar seu passado, e tentar salvar você como tentamos com Arnoldo, mas ele morreu, espero que tenha mais sorte — o velho estendeu a mãos esquelética até ele e ambos foram levitando janela a fora, foram para em cima do relógio a cidade, então o tempo começou a voltar, ele viu casas sendo “desconstruidas” , chuvas subindo, tudo numa velocidade anormal, ele tentara contar os dias, mas se perdera antes de passar p primeiro ano, até que tudo parou e começou a voltar ao normal, o tempo avançando certo, ele notou que o espírito segurou sua mão de novo e eles flutuaram até um lugar enorme, uma mansão, dentro dela eles atravessaram uma parede e deram de cara com uma mesa enorme, cheia dos mais gostosos quitutes, mas ela não era convidativa, era fria, uma mesa morta, ela tinha 3 metros de comprimento, em uma das pontas estava sentado um senhor elegante, o bigode e o terno demonstrando seu caráter, já que alma ele não tinha, na outra ponta um menino, em torno dos sete anos, ele também parecia ser frio, mas por dentro queria de verdade poder comer ao lado do pai, mas então um confusão começou la fora, uma barulheira, e do nada as porás atrás do homem se abriram, um menino todo sujo, carregando uma sacola estufada nos braços, passou correndo, o homem sentado se levantou e viu ele passar por ele, começou a gritar.

-Detenham esse ladrãozinho asqueroso — o menino sentado do outro lado se levantou e acertou um murro na cara do pobre garoto esfarrapado, quando o menino que estava de pé levantou a cara, Fabio se assustou, era ele, só que mais jovem, o tempo o havia feito se esquecer disso, não sentiu pena nenhuma do menino caído aos seus pés, foi nesse ponto que um frio o assolou, ele só sentia uma rajada de vento gelado, ninguém na sala sentia, seu eu do passado, o espírito ao seu lado, ele foi se encolhendo até senti pena de si mesmo, então o ar parou, ele olhou o garoto encolhido e sentiu uma pequena quantidade de remorso, então o espírito sorriu, lhe pôs a mão no ombro e lhe disse.

-Lhe trouxe aqui para ver como você era ruim, você desperdiçou uma chance grande de ser alguém bom, se tivesse deixado o menino correr, ele teria passado a porta, e dado comida a sua família, mas não podemos mudar isso, lhe trouxe para ver o quão ruim você era, saiba que se tornou pior, mas por ter sentido pena de si mesmo e do garoto, provou que ainda tem chance de mudar, você enxergou o que eu não enxerguei, você acabou de ver o espírito do natal, o espírito da solidariedade, por mais que ainda seja um velho sovina, alegre-se, la no fundo você está mudando, agora feche os olhos.