Os Segredos dos Seus Braços
21 Sob o mesmo lençol
Notas iniciais
Ahh, desculpem o atraso, mas eu estava sem internet até agora pouco :/
Massss, aqui está o cap. que tantas estavam infartando para poder ler skapskpaks
Espero que gostem!
Boa leituraaaa.
:*
Cap. 21-Sob o mesmo lençol
Biloxi, Mississippi
1901
Todo o corpo de Jasper estremeceu, um desejo luxurioso tão cru invadindo seu corpo como uma rajada de ar que ele já não suportaria agüentar aquilo nenhum segundo a mais.
Alice já o vinha provocando a uma semana, e ele custara muito a crer que fosse real, aquilo. Porem, a forma como ela passara a mão pelo corpo enquanto encarava a ele pelo espelho, o fizera acabar com qualquer receio que ainda pudesse ter.
Alice estava disposta a se entregar a ele.
Quando esse pensamento tomara conta de todo o seu corpo, ele já estava de pé e, antes que qualquer um dos dois pudesse prever sua velocidade, ele cruzara a habitação quente e a abraçara por trás com força, prendendo-a contra a penteadeira com seu quadril.
Sua boca fora ávida em seu pescoço, sua língua sugando sua pele como se fosse uma vistosa fruta, eletrizando cada pedaço de seu corpo. Alice gemeu em seus braços, ondulando-se contra o corpo dele atrás de si.
_ Jasper.... – ela ofegou, fechando os olhos com força quando as mãos dele subiram insinuosas até seus seios, tomando-os como se fossem uma novidade tão inesperada quanto aguardada.
Ela se inflou com aquilo.
_ Alice.... – ele sussurrou em seu ouvido, mordendo o nódulo de sua orelha enquanto empurrava seu quadril contra ela – Deus, Alice...
Alice nunca sentira seu corpo tão em chamas quanto naquele momento. Aquele calor que subia por suas pernas e se espalhava por todo o restante, impedindo-a de ter qualquer pensamento coerente.
Não enquanto ele a apertava sem gentilezas.
Com impulsividade, ele a largou para virá-la de frente à ele, puxando seu corpo contra o seu com força. Não queria assustá-la, mas necessitava tanto de seu corpo que não poderia ser diferente.
Tomou sua boca com urgência, emaranhando seus dedos ágeis em seus cabeços, conduzindo os movimentos de sua cabeça de acordo com o beijo que ele tomava dela.
Alice separara um pouco as pernas inconscientemente a medida em que ele subia a outra mão por seu corpo, chegando à sua coxa, e voltando-se a se deter em seu seio.
Virgem Maria, como sentia o calor no baixo ventre quando ele tocava-a daquela maneira.
Ela ofegou contra sua boca, agarrando-se, com força, em seus cabelos, também. Estava ardendo, estava chocada e estava desesperada por mais e mais. Pressionou um pouco mais seu corpo contra o dele, a respiração perdendo tanto seu controle que já era ruidosa.
_ Jazz... – ela sussurrou sôfrega quando ele abandonara fugazmente sua boca, inclinando a cabeça para trás e oferecendo-lhe seu pescoço.
E Jasper vira que não precisaria parar mais. Aquele era o ápice da relação deles e finalmente... estava acontecendo. Ela era total e completamente dele, naquele momento.
Vulnerável e perfeita.
E dele.
_Alice... – ele também sussurrou seu nome, passando a língua por sua jugular, sentindo-a pulsar, o sangue passando por ali com rapidez.
De repente, soltou a mãos de seus cabelos e rodou sua cintura com força, puxando-a para cima. Pegou sua coxa com a outra para elevá-la até sua cintura, impulsionando para o alto, para que ela cruzasse suas pernas em volta dele.
E Alice sabia exatamente que era para fazer aquilo. Quando estava em seu colo, a intimidade gritante do modo como estava, ela sentiu o coração acelerar mais do que já o estava.
Os desejos dos dois exalando de seus corpos entrelaçados.
Nem mesmo vira quando ele andou pelo quarto e, inesperadamente, ela sentiu a fria cama sob suas costas, encobertas apenas pelo tecido fino e gelado de sua camisola.
Tão logo ele estava por cima de seu corpo, seu peso fazendo-a afundar um pouco no colchão.
Mas nada a incomodava.
Não, apenas a dor entre suas pernas e as batidas de seu coração, que batia tão rápido e forte que quase doía.
E era bom. Era muito mais do que simplesmente bom. Sentir como ele apertava todo seu corpo entre o dele com as mãos espalmadas, e como pulsava por ela...Oh, Deus, lhe era tão novo e delirante que ela não podia pensar em outra coisa ao não ser em seu nome.
Gemeu ela tropegamente quando ele a tocara em seu mais íntimo e ondas elétricas pulsaram entre suas coxas. Cravou suas unhas em suas costas lisas e duras, deixando-se levar pelas sensações de seu toque em sua intimidade e de sua língua na pele de seu pescoço.
E aquilo pareceu ascender nele ainda mais o fogo que os consumia sem receio. Isso por que fora nesse momento que Alice gelara e um leve temor tomou seu corpo.
Ela o sentiu deslizar sua calça de linho entre as pernas bem feitas, impulsionando-se contra ela, contra a nudez que ela apresentava abaixo de sua reles camisola de seda.
E aquilo a assustara.
Tão de repente quanto uma lufada de ar, Alice ofegou e ficou rígida abaixo dele. Seu coração disparou tanto que ela temeu perdê-lo pela boca arquejante.
_ Jasper, pare! – ela exclamou repentinamente, o medo preenchendo o lugar que antes havia apenas desejo.
Porem, Jasper já não escutava nada, apenas sentia a fome desesperada por estar com Alice.
Em Alice.
Assim, a puxou mais contra ele, perdendo o foco e prendendo-a mais abaixo de seu corpo. A medida que ele ondulava-se entre suas pernas, onde se encaixara, ela podia senti-lo mais e a apreensão de Alice tomara proporções estarrecedoras.
_ Jasper, não! – ela grunhiu, tentando empurrá-lo pelos ombros. Em uma tentativa de impedi-lo de continuar, ela apertou suas pernas com força, desviando sua boca da dele, quando ele tentou beijá-la, debatendo-se como podia – Pare! Eu não quero! Não quero!
Com muita dificuldade, Jasper levantou sua cabeça para encará-la, pois apenas naquele momento sentiu que havia algo errado. O corpo de Alice não respondia como o fazia antes, e podia sentir muito fracamente ela tentando afastá-lo de seu corpo pelos ombros.
Sua confusão estampou-se em sua expressão quando ele parou seu corpo, imóvel e tenso, sobre o dela, tentando entender por que ela mudara tão repentinamente.
Afinal, ela estava naquilo tanto quanto ele.
_ O que? – perguntou ele incrédulo, tentando acalmar a respiração, que ainda era falha.
Procurou em seu rosto o sinal da negação, porem ele via nela a mesma coisa que sentia nele próprio.
Ela não podia estar falando seriamente.
_ Não quero! – murmurou ela, os olhos começando a arder. Não entendia o incômodo medo que seu peito passara a sentir, mas sabia que muita de sua apreensão vinha do fato de jamais ter sido vista nua por um homem.
Jamais tinha se entregado a um.
E não queria que Jasper a visse como uma total tola e que percebesse que desperdiçara seu tempo estando com ela naquela cama.
Certamente, ela não devia ser tão bela quanto as diversas outras mulheres com quem ele se deitara.
_ Saia! – ofegou com a voz falhada, querendo como o inferno sair dali e se trancar no banheiro.
Deus, havia estragado tudo.
_ Alice, do que... do que está falando? – ele fechou os olhos, encostando sua testa na dela com sofreguidão, desejando com seu mais intimo que Alice não fizesse aquilo com ele.
A sentiu soluçar fracamente, enquanto ainda permanecia rígida. Ela permanecia com as mãos postas de forma defensiva sobre seus ombros, como se estivesse pronta para empurrá-lo novamente, caso ele tentasse qualquer coisa.
E aquilo o afetou tanto que ele sentiu o momento em que seu corpo começara a perder todo e qualquer desespero em que estava antes.
_ Eu... eu não o quero – foi o que ela sussurrou, detestando o fato daquelas palavras doerem tanto ao saírem de sua boca. Era como se sua mente gritasse para ela que o que ela dizia não coincidia com seu coração – Não o quero...
Aquelas palavras arderam nos ouvidos de Jasper e a decepção marcara forte, ali. Um sentimento de revolta estava tomando conta de seu corpo.
Jasper a encarou duramente.
Jamais a perdoaria por ter feito aquilo com ele. Não pelo fato de ela estar negando-o, pois uma mulher jamais deveria se entregar para aquele que não quisesse se entregar.
Ele sempre pensara assim.
E, mesmo que fosse muito difícil ser racional com Alice, ele aplicava aquilo a ela também. Porem, o que o deixara mortalmente estarrecido, fora o fato de Alice ter provocado-o por toda uma semana, para renegá-lo justamente naquele momento.
Alice não podia brincar daquela maneira.
Porem, quando a indignação deixara de cegá-lo, Jasper fora se dando conta de algo. O corpo dela não estava totalmente apagado àquilo. Ainda havia sinais de que ela o queria.
Haviam e estavam bem ali.
Jasper rolou os olhos por seu tronco até pará-los em seu busto, o tecido macio da seda completamente bagunçado. Com um sorriso, ele relaxou milagrosamente.
_ Não diga isso – murmurou ele, acariciando sua têmpora com lentidão – Pois é uma evidente mentira. Você me quer sim.
Alice se assombrara, desesperando-se com o fato de, talvez, ele poder ler seus pensamentos. O olhou sobressaltada, procurando qualquer traço de gozação da parte dele.
_ È mentira... – sussurrou ela, desviando os olhos dos seus, tão pertos e inquisidores — Você não pode saber como me sinto. Não pode ter essa presunção.
Ao contrario de qualquer atitude dele que Alice pensara, Jasper riu. E, em seu sorriso, havia claros sinais de satisfação.
_ Sim, eu posso – contradisse ele, olhando-a bem no fundo dos olhos hostis – È apenas parar de ignorar os sinais.
Quando ele disse aquilo, Alice sentira um frio por toda a espinha.
Temeu saber que sinais eram aqueles.
Porem, seguindo o olhar sugestivo que ele dera, Alice vira do que ele falava. E ter os olhos dele, olhando da maneira como olhava, para seus seios, a fizera intensificar ainda mais o que já era evidente.
E quando Alice ofegou, ele dera um sorriso curto, movimentando seus dedos vagarosamente sobre sua carne, até que eles se encontraram com o botão rígido, que era muito mais do que visível, perceptível e notável por baixo do levíssimo tecido que era sua camisola. Sua rigidez apenas aumentava a medida que ele a tocava e Alice já não podia mais controlar nem muito menos esconder.
Seu corpo ardia de desejo pelo dele.
Jasper a tocou ali, espalmando sua mão quente, apertando-a. Alice fechou os olhos diante do calor que sentira. Porem, aquilo não lhe era suficiente. Seu corpo necessitava de mais de seu toque.
E nesse momento, sentira quando Jasper descobriu seus seios da camisola, expondo-os à brisa e à seus olhos tão perto. Alice ofegou, assombrada pela exposição em que se encontrava.
Porem, aquilo era tão... quente.
E abruptamente, ela sentira sua boca ali, uma delirante sucção que ascendera nela uma queimação tão intensa que Alice fechou os olhos com força, gemendo sofregamente.
Fora automático arquear seu colo em direção à sua boca, oferecendo, inconscientemente, mais de seu corpo para ele tomar.
Sua língua fazia um rastro quente e úmido por toda a superfície da pele de seus seios.
_ Oh, Jazz.... – ela sussurrou, inclinando a cabeça para trás quando ele passou seu ante-braço por suas costas, aproximando-a ainda mais.
Ele aumentou a intensidade com que trabalhava com sua língua, apertando-lhe o outro com força.
Alice apertou os lençóis abaixo de seu corpo, afrouxando suas pernas na cintura dele, que o apertavam com força.
Ela estava rendendo-se a ele, perdendo seu pudor.
Jasper perdia toda a suavidade que pretendera ter com ela, a medida que sugava sua pele, a medida que sua língua brincava com seus bicos rígidos e inchados, a medida que se viciava mais e mais ao gosto perfeito que sua pele tinha.
Deus, como sonhara tantas noites que tinha sua boca exatamente ali.
Ele gemeu, remexendo seu quadril contra ela automaticamente. Alice sentia-o tocar-se a sua intimidade, carne com carne, desejo contra desejo.
E aquilo lhes proporcionou uma explosão de eletricidade que ficaram sem ar.
Tomado pelo desejo, Jasper não conseguiu conter-se e rasgou sua delicada camisola de barra à barra, revelando todo seu corpo para ele, deixando-o muito mais acessível.
Alice corou absurdamente, respirando aos arquejos pelas sensações que ainda sentia ao aplausível sugar dele. Ela olhou atentamente sua reação ao olhar para seu corpo nu.
As velas iluminavam suficiente bem para que qualquer detalhe pudesse lhe fugir.
_ Oh Deus, Alice – murmurou ele com a voz sempre grave, fraca, dessa vez – Me mata – disse – Juro que sim – se inclinou para capturar seus lábios outra vez, mordendo-os levemente, sentindo-os com a língua de maneira sinuosa.
Ele puxou sua coxa para que ela rodeasse seu quadril, ajeitando-se confortavelmente ali.
E a olhou.
Estava certamente envergonhada, porem o brilho de sua pele denunciava seu igual desejo.
E a deixava tão irresistível.
_ È tão perfeita – sussurrou ele, afundando sua cabeça em seu pescoço, movendo-se contra ela, escorregando sua mão por todo seu corpo.
Alice fechou os olhos com força novamente, tentando controlar os tremores de suas mãos para poder tocá-lo.
Estava desesperando-se para fazer aquilo.
Segurou seus ombros, colocando tanta pressão ali que até mesmo ele sentira, mesmo inerte como estava. Porem, ele não reclamava, pois era um claro sinal de que gostava do que ele fazia seu corpo sentir.
Ele intensificou a forma como pressionava-se contra ela, e Alice pôde sentir todo ele contra ela própria, sua poderosa rigidez masculina, e isso a dera arrepios.
_ Vê como me põe? – disse ele contra seu ouvido, seu hálito quente — Vê o que faz comigo? – disse e, no mesmo segundo, a puxou pela lombar até seus quadris se roçarem, e Alice sentiu-se derreter, praticamente, suas palavras e seus atos causando um efeito físico em seu corpo que lhe era novo.
Ela sentia-se... molhada.
E Jasper sentia o peito dar solavancos cada vez mais fortes a medida que aumentava as caricias no corpo dela, a medida que suas mãos aumentavam a pressão ali, e a medida que o corpo dela ficava cada vez mais preparado para o dele.
A idéia de que nunca nenhum outro homem estivera em seu lugar e que não tivera seu corpo entre as mãos como ele, o deixava ainda mais rígido, ansioso e insano por deixar sua marca no corpo não explorado dela, total e inteiramente dele, naquele momento.
Suas pernas haviam deixado-se serem vencidas pelo corpo dele e, agora, abriam-se o bastante para que ele encaixasse-se ali à maneira como bem quisesse. Por vezes, ela sussurrava seu nome ao seu ouvido, enquanto ele roçava-se à ela, enviando ondas de calor aos corpos de ambos, retardando aquele momento perfeito, a fim de deixá-lo durar para sempre.
Prendeu seus braços no topo do travesseiro, impedindo-a de empurrá-lo outra vez.
Mesmo que, de certo modo, sentisse que ela já não faria mais aquilo.
Jasper jamais havia sentido aquilo. Ao menos, não naquelas proporções. Ela era o cartão da perdição. E sedento como estava, buscou sua boca para a dele, sua mente gritando quase que desesperada para que ele a tomasse de uma vez, fazendo-o reviver por dentro, como ele sabia que aconteceria.
Algo dentro dele estava em plena mudança.
Assim de parou de beijá-la, ele tocou seus lábios com os dedos, sentindo o ar que entrava por sua boca com rapidez. Seu dedo deslizou por entre eles, tocando sua língua em um encontro sensual demais para a sanidade de Alice.
_ Jasper, por favor – ela sussurrou aos ofegos, pois a dor em seu baixo ventre e entre suas pernas estavam levando-a a um desespero quase gritante.
Ele se afundou em seu pescoço até chegar bem à seu ouvido. O cheiro de seu cabelo, Deus, como lhe embriagava.
_ Por favor para eu sair... – disse, movimentando-se circularmente de encontro a ela, imprensando-a contra a cama, que jamais fora tão macia quanto naquele momento – Ou por favor para eu entrar? – sentiu o coração de Alice acelerar desumanamente com suas palavras. E adorava todas as reações sinceras dela – Deus, Alice, morro para fazer amor com você – confessou, não conseguindo mais guardar seus pensamentos apenas para si.
Despejaria tudo nela, naquela noite.
Porem, seus pensamentos evaporaram no segundo seguinte, pois Alice arqueou seu corpo contra ele, empurrando seu quadril ao dele, tocando-se com ele.
Com um grunhido abafado, Jasper fora tomado pelo maior desejo que sentira naquela noite. Puxou seu corpo a medida que estivesse perfeitamente no lugar, para receber ao dele de uma vez por todas.
Ele desejou aquilo por noites sem fim.
Segurando com força seus pulsos no alto do travesseiro, ele fora preenchendo-a, de forma sinuosa e vagarosa, hipnotizado com as feições delicadas que tinha seu rosto levemente suado.
Alice contorceu-se em uma careta de dor, e a reação defensiva de seu corpo fora ficar rígido abaixo do dele, apertando suas pernas outra vez em seus quadris, tentando puxar suas mãos do aperto do travesseiro.
_ Não... pare – sussurrou tropegamente, pouco tendo a noção do que saia de sua boca naquele momento de dor intensa.
Deus do céu, aquilo não era para ser daquela maneira, era?
A dor fora demasiadamente incômoda e as ondas de prazer que ela tinha antes, começava a ser encoberta por ela.
_ Relaxe um pouco, meu bem – disse ele contra sua boca, depositando ali beijos suaves e ternos, começando a mover-se devagar, fazendo-a se acostumar com seu corpo junto ao dele.
Aos poucos, a dor fora deixando de ser prioridade, fora sendo esvaecida, dissolvida, dissipada em meio ao calor que seu corpo começava a ter novamente.
E quando ela sumira totalmente, Jasper já movia-se contra ela com uma força e com uma rapidez que a levavam cada vez mais a um abismo de luxuria incessante.
Seu coração quase pulava no peito enquanto ela afundava suas unhas em seus ombros, puxando-o para ela mais e mais.
Um pingo muito tímido de suor caiu da testa dele bem no vão de seus seios, onde antes existira uma camisola de seda. E cada vez mais sua mente ficava branca, seu corpo latejava e se contorcia sob o dele. Seus músculos de contraiam.
E as sensações apenas se intensificavam.
Ela gemia contra sua boca, alto dessa vez, se comparando ao silencio que antes tivera no quarto, fechando os olhos a cada investida dele contra si. E, dentro dela, ela sentia algo crescendo com tanta intensidade que ela aumentava seus arquejos, e apertava-se mais a ele.
E então acontecera. Uma onda de prazer muito mais forte do que seus falhos sentidos, tomara seu corpo, fazendo-a quase gritar seu nome enquanto se contraia no colchão, levemente molhado pelo suor.
Naqueles instantes em que perdera os sentidos, ela esqueceu que sentira uma dor terrível, que estava doente novamente e que haviam pessoas vigiando a ambos. Esqueceu, também, que acabava de se entregar ao mesmo homem que odiava a meses atrás e que nem ao menos a amava.
Porem, ela não quisera pensar em nada mais. Não naquele momento, em que seu corpo acalmava-se novamente, e uma entorpecedora sensação de bem estar e alivio tomara conta de si quando o sentiu soltar o corpo por cima do seu, suado e quente.
Ambos ficaram em suas posições por um tempo, enquanto a tentativa de buscar ar era a prioridade, naquele momento. O corpo de Alice nunca experimentara um cansaço tão... bom. Seu corpo ainda tentava se recuperar das sensações quando ele movera-se de seu lugar, entre suas pernas, para cair ao lado, largado.
Os olhos de Jasper estavam fechados, enquanto sentia todo seu corpo sob uma constante vibrante. Tentava acreditar que acontecera de verdade.
De verdade, dessa vez.
Porem, Jasper não sabia o que fazer, agora. Era muito mais fácil o pós quando a mulher era uma das diversas outras com quem já havia feito aquilo.
Ele simplesmente vivia o momento, e não fazia nada mais de especial que pudesse ser lembrado.
Mas... não havia modo de agir daquela maneira com ela. Não com Alice. Ele sabia que havia sido um enorme passo para ela e que jamais poderia ser considerado como qualquer outra noite.
Alice era... especial.
Talvez ele devesse deitar abraçado à ela? Ou, bem, trazer seu corpo para perto do dele, experimentar algo mais terno e sereno como aquilo? As perguntas de como agir com ela, invadiram a cabeça de Jasper, enquanto ele pensava em um absoluto silencio.
E enquanto pensava sozinho, Jasper virou sua cabeça para olhá-la, para admirar seus olhos vivos, algo que ele gostava tanto em todo seu contexto.
Porem, Alice estava com seus belos olhos fechados, sua respiração finalmente tranqüila e um tímido sorriso repuxava a pele de seus lábios rosados.
Alice dormira.
Jasper entreabriu os lábios de surpresa, pois não esperava que ela relaxasse tanto àquele ponto. Porem, quando a clareza chegou à sua mente, ainda um pouco devagar, ele empalidecera.
O corpo de Alice já não era mais o mesmo.
A maldita doença certamente tomava conta novamente, deixando-o fraca, cansada.
Jasper balançou a cabeça, passando as mãos pelos cabelos suados. Agora que o êxtase do momento havia passado, a realidade voltava a tomar conta de tudo, trazendo a tona todos os dolorosos assuntos que ele tentava com toda a alma, esquecer.
Enquanto ela respirava vagarosamente, o rosto virado para ele, Jasper ficara observando-a, encarando os detalhes que ela tinha.
Como era bela...
Porem, sua adorável cor a doença já começava a levar. E Jasper rezava para que não lhe levasse o restante, pois Alice notaria.
Ele não conseguiria esconder aquele segredo dela por muito mais tempo.
Jasper se aproximou um pouco dela, remexendo-se no colchão e criando um leve declínio. Não a acordara, mas a intenção não era realmente essa. E quando seus olhos fixaram-se nela outra vez, ele pensou em tudo o que acontecera.
Não apenas naquela noite, mas desde o... desde o começo. E enquanto a breve vida à dois que haviam tido passava como um filme em sua cabeça, Jasper percebeu o quanto ficaria arrasado, talvez mortalmente desesperado, caso acontecesse algo de pior à ela.
Como esqueceria as brigas tão divertidas?
Como esqueceria os beijos que dera nela?
Como esqueceria... aquela noite, enquanto o corpo dela ainda repousava nu tão próximo ao seu?
Não, definitivamente, ele não tinha uma idéia absoluta de como lutaria contra aquela realidade. Nem de como seguraria seu coração para que não desabasse de uma única vez.
Se Alice morresse... se Alice morresse, seu coração jamais seria o mesmo.
O quarto estava tão silencioso que Jasper pôde notar, muito fraco e inseguro, um soluço, um choro baixo, uma limpada de garganta seca.
E foi só depois de um tempo, que ele conseguiu perceber que vinha dele próprio.
Deus, ele estava chorando. Não algo desesperado, como ele se lembrava que havia feito quando sua mãe morrera em cima de uma cama, mas um choro tão solitário que ele engoliu em seco.
Dentro dele, havia uma verdadeira salada de frutas, e Jasper precisou sentar-se por um instante para tentar acalmar-se. Por mais triste e intrigado que estivesse, por conta de seu choro repentino, ele percebeu-se, também, um tanto irritado.
Não era homem de chorar.
E tampouco era homem de pensar em desgraças.
A fim de controlar-se, Jasper respirou fundo algumas vezes, secando rapidamente as lágrimas que haviam escorrido por suas bochechas quentes.
Jamais deixaria Alice vê-lo chorando.
E pensar nela, apenas o fazia sentir-se pior. Assim, obrigo-se a deixar de pensar nela. Iria apenas... olhá-la. Voltou a se deitar no colchão, agora um pouco mais próximo de seu rosto dormente. Alice tinha um charme e uma forma atraente que era tão crua e natural que ele quase podia sentir fisicamente.
E fora aquela força maior e invisível que o levara a cada vez mais próximo dela, seus narizes podendo se tocar, suas respirações se intercalarem. E quando roçou seus lábios entreabertos aos dela, temeu que ela pudesse rejeitá-lo. Mas ela não acordara com seu tímido beijo, de modo que ele repetiu seu ato, colocando um pouco mais de pressão, ali.
Era algo automático.
Tanto que, quando vira, já fazia outra vez. E outra. E outra, também.
Até que, finalmente, a acordara.
Alice abrira os olhos sonolentos devagar, sentindo o quão próximo a respiração dele estava. De impacto, assustou-se um pouco, pois não estava, ainda, acostumada a tê-lo em sua cama.
Assim, tão próximo.
Porem, a medida em que ele continuou pressionando seus lábios aos dela, Alice relaxou outra vez, aproveitando o momento tão novo que estava deixando-se viver.
E dentro de seu corpo, as sensações reascendiam.
Não demorou muito para aquele beijo ganhar vida. Para ele tomar proporções que já não tinham controle.
Avançando, lentamente, para algo mais íntimo, mais sensual e intenso.
Assim, ele prendeu seus dedos em seus cabelos suados, e arrastou-a para seu colo, mostrando a ela novas maneiras de estarem juntos, onde era ela quem os comandaria, agora.
E, como a madrugada a recém estava entrando no céu de Bixoli, eles recomeçaram tudo outra vez.
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Biloxi, Mississippi
Manhã seguinte
1901
Era uma manhã quente. Alice acordou de seu sono cansado com um espasmo tímido em todo o corpo, o que a fez ter vontade de se espreguiçar até esticar toda a pele de seus ossos.
Com um cansaço que não lhe era totalmente novo, ela esticou os braços e quando o fez, bateu sua mão em algo grande disposto bem ao seu lado. Assustando-se, Alice olhou para o devido lugar e reconheceu as costas de Jasper, dormindo profundamente bem ao seu lado.
E seus olhos arregalaram-se.
“Oh... meu...Deus!”, ela pensou agitada, quando, de repente, as imagens do que haviam feito juntos na noite anterior tomara todo o espaço de sua mente.
Um ofego saiu por sua boca quando olhou por baixo do lençol que dividiam e vira que estavam nus.
Ou que continuavam nus.
Inclusive a imagem do corpo dele, sua nudez masculina explicita aos seus olhos pouco acostumados, a fez corar mais do que um morango maduro. Com a realidade chegando pela manhã, os sinais e as provas de que haviam feito... Oh, Jesus, haviam feito amor, lhe deixaram, tão repentinamente como uma batida de coração, constrangida, vergonhosa e ruborizada como o inferno.
Como conseguiria encarar ele de agora em diante?
Com um gemido mudo, Alice afundou um pouco entre seus diversos travesseiros, amassados como jamais haviam ficado, e apertou o lençol sobre o corpo com força.
Deveria sair dali antes que Jasper acordasse.
Não, definitivamente, ela não estava pronta para encará-lo. E, talvez, não estivesse por toda aquela semana. Talvez por todo o mês.
Quem sabe pudesse evitá-lo durante todo o próximo ano, também.
Dando uma última olhava para ele, ela sentiu o coração bater forte dentro do peito, e sem querer, um pequeno sorriso tímido apareceu ali.
Por mais que estivesse envergonhada pelo que havia acontecido, não tinha forças o suficiente para ocultar o fato de ter se sentido tão... bem. Completa.
Apesar de que... bem, estava um pouco dolorida. E quando pensou a respeito, Alice sentiu seu corpo inteiro dar sinais da dor.
E ela não sabia com exatidão se era apenas pelo que havia acontecido.
Mas, temerosa pelo despertar de Jasper, ela resolveu sair de casa por algumas horas. Talvez o tempo suficiente para ele ir trabalhar. Assim, levantou-se da cama o mais graciosamente que podia, tentando não fazer barulhos, não fazer movimentos bruscos e não denunciar sua presença ali.
Saiu da cama e sentiu o vento fraco que entrava pela janela aberta, tocar seu corpo despido. Arrepiou-se e se virou novamente para a cama bagunçada, incapaz de refrear seu instinto de sempre buscar a presença dele.
Porem, o que vira lhe deixou incomodada. Jasper estava de costas para ela, o que ela já havia visto, mas não tinha deixado o significado daquilo muito claro em sua mente, e abraçava-se ao travesseiro.
Intocado.
Longe dela, indiferente à sua presença e completamente satisfeito em manter-se abraçado à um travesseiro do que... do que a ela própria, ato que ele fizera muito na ultima noite.
Quando se deu conta de que não havia significado nada de especial para ele, os sentimentos dela dobrarem-se e, naquele momento, sua vergonha e seu constrangimento eram esmagadores nos olhos de Alice.
Mas, droga, ela não queria ser especial para ele. Não tinha importância ser abraçada por ele ao invés daquele travesseiro estúpido.
Não deveria ter.
Com vergonha de si mesma, Alice buscou um lençol a parte para se cobrir. E quando o puxou, vira o outro, por baixo, sujo com sangue.
Deus, era sangue dela.
Com um ofego, Alice puxou aquele maldito lençol com força, embrulhando-o e levando-o até o cesto, que ficava na casa de banho. Em menos de um minuto estava de volta e o cenário ainda era o mesmo. Jasper ainda dormia profundamente e seu braço ainda estava em torno do travesseiro.
E, engolindo em seco, Alice procurou com pressa em seu armário algum vestido, algum chapéu e alguma grama de bem-estar. Em pouco tempo, já descia as escadas com destino à algum lugar que lhe roubasse tempo suficiente.
Trocou três vezes de sapatilhas, pois estavam enfileiradas à porta da casa, quando alguém mais apareceu.
_ Sra. Witlock, o que vai querer para o café desta manhã? – perguntou Lilly adentrando a sala de estar.
Alice não se virou, e tentou esganar a sapatilha por não entre em seu pé.
_ Sr. Witlock? – Lilly lhe chamou outra vez, franzindo o cenho pela desatenção de Alice, pois ela era sempre muito prestativa e atenta.
Alice, por sua vez, continuou sendo atormentada por lembranças, sua mente tão confusa e ocupada que ela enfureceu-se.
_ Sra. Witlock?! – Lilly aumentou o tom de voz e apenas assim Alice virou-se para ela.
Assustada.
_ Lilly? – Alice indagou, encarando a mulher, ruborizada. E quando olhou nos olhos de Lilly, tivera a certeza que ela sabia o que tinha acontecido.
Corou tanto que Lilly quase se preocupou.
_ O que a Sra. irá querer para o café? – Lilly repetiu sua pergunta, rindo um pouco da confusão de sua patroa.
Alice piscou algumas vezes.
_ Café?
_ Sim, café.
Ela passou as mãos pelos cabelos com rapidez, ajeitando os que estavam teimosamente fora do lugar. Lembrou-se, automaticamente, de Jasper segurando-os com força, bagunçando-os enquanto a tinha tão vulnerável.
_ Sra. Witlock?! – Lilly chamou alto outra vez, assustando-a pela segunda vez em menos de dois minutos.
_ Hãn... –Alice balbuciou, sem jeito – Lilly, darei uma saída. Não demorarei.
E antes que Lilly perguntasse qualquer coisa, Alice já fechava a porta principal atrás de si.
–
Jasper suspirou quando a consciência chegou. Acordou tão sereno e passivo que até riu com a cabeça afundava em algo. Parecia o pescoço de Alice, pois tinha muito de seu cheiro ali.
_ Bom dia – murmurou, gostando tanto daquela maneira nova e excitante de acordar que riu novamente.
Porem, não houve resposta, então ele se viu no dever de acordá-la. Abriu os olhos com pouca vontade, pois a claridade estava de matar.
Mas não fora a nuca de Alice que ele vira.
Jasper esfregou os olhos, vendo que estava sozinho na cama.
Abraçado a um travesseiro.
Espreguiçou-se, esticando seus tendões rígidos até que sentira um alívio tomar conta de seu corpo.
A tensão havia ido embora.
Seu corpo estava bem. Melhor do que simplesmente bem. Parecia tão leve que ele poderia se atirar janela a fora e não chegaria ao chão.
Ou, talvez, essa seja uma maneira exagerada de colocar as coisas.
Na verdade, estava extasiado por saber que, agora, todo o dia, toda a noite e toda hora poderia estar com ela. Finalmente, ele tinha certeza que Alice não fugiria dele.
Ele havia deixado sua marca em seu corpo.
Sorrindo largamente, Jasper suspirou, sentindo o estomago reclamar pela fome matinal. E, pensando bem, ele já estava um tanto atrasado para o trabalho, também. Porem, vestiu-se com uma paciência invejável, com a mente tranqüila e ocupada demais para preocupar-se com qualquer coisa que fosse.
Não naquele momento.
Naquele momento, ele queria mesmo era abotoar os botões de seu terno. Tão logo já estava descendo as escadas em direção à mesa do café, onde, certamente, encontraria ela.
Porem, a mesa jazia vazia, exceto pelo amontoado de doces e salgados, além do café e do chá que Alice e ele tomavam toda manhã. Franzindo o cenho, estranhando a ausência dela, ele sentou-se em sua usual cadeira da ponta.
Nem mesmo a xícara rosa dela estava ali.
_ Ah, o Sr. já levantou-se! – Lilly entrara na cozinha, trazendo uma fornada de pães frescos. Jasper a olhou.
_ Sim – sorriu para a mulher – Bom dia, Lilly – acenou, começando a se servir abundantemente.
Lilly apenas sorriu para o patrão, acenando com a cabeça seu cumprimento, limpando as mãos cheias de farinha, no avental.
_ E onde está a Sra. Witlock? – Jasper indagou, bebericando seu café quente.
_ Ah, a Sra. Witlock deu uma saída – respondeu a mulher, e Jasper reparou na linha confusa que ela formara na testa – Estava um pouco estranha, a Sra Witlock. Logo de manhã, eu precisei chamá-la quase quatro vezes para que ela me escutasse –refletiu – E não tenho certeza ainda de que ela tenha escutado.
Jasper riu alto, imaginando exatamente aquele comportamento em seu esposa tímida.
E fora nesse momento que alguém entrara na sala de jantar.
Alice aparecera ali repentinamente, brincando, distraída, com um ramalhete de flores que tinha nas mãos. Porem, ela estancou no lugar quando o vira na mesa.
Oh doce Jesus.
Tinha toda a consciência que pudesse dispuser de que suas bochechas haviam ficados tão vermelhas que seria difícil esconder. Não era para encontrar com ele, droga.
Ao menos, não tão cedo.
Mas a mudança em sua expressão era tão evidente que ela desmanchou. Ele estava tão belo naquela manhã. E toda sua beleza a fizera lembrar-se dele na ultima noite, enquanto movia-se com ela, naquela dança sensual do pecado da carne.
Dele e de sua nudez masculina.
Alice desviou o rosto do olhar dele no mesmo segundo que seus olhos sorridentes a encontraram.
E corou outra vez.
Mas, tão de repente quanto as intensas imagens deles juntos, unidos, outras imagens adentraram ali, parando abruptamente seu delicioso sentimento de vergonha.
Lembrara-se, amargamente, dele abraçado aos travesseiros.
Agora, ela queimava por um constrangimento nada agradável. Aproximou-se da mesa, sem conseguir olhá-lo novamente nem por um único segundo.
_ O que está fazendo aqui? – perguntou ela rispidamente, não conseguindo esconder sua frustração e sua surpresa.
Jasper parou de comer, rolando os olhos pela cozinha, notando a ausência silenciosa de Lilly.
_ Hãn... – ele arqueou as sobrancelhas, divertido – Eu moro aqui, Alice.
Alice quisera muito fuzilá-lo, naquele momento, mas preferiu manter-se de cabeça baixa, os olhos fitando suas flores.
_ Bem, eu pensei que já houvesse ido trabalhar – “Na verdade, eu esperava isso, seu estúpido”, pensou ela, irritadiça.
E Jasper pareceu entender exatamente toda irritação dela. Quando ela ficava sem jeito, ela descontava sendo grosseira.
“Ah, Alice, como você me parece previsível, agora.”
_ Oh, não, eu quis esperar para dizer-lhe Bom dia, querida – ele a atiçou, zombeteiro. Até mesmo parara de comer seus pães para encará-la.
E, finalmente, Alice o olhara, mesmo que fosse para fuzilá-lo.
_ Suas ironias me irritam – retrucou ela, colocando suas flores na ponta da mesa, o mais distante dele que a extensão da mesa lhe permitia.
Jasper sorriu, dando de ombros.
Tinha uma boa noção daquilo, também.
_ Onde você foi? – perguntou ele, voltando ao assunto de sua real curiosidade.
Alice tocou suas flores, encantada com suas cores e suas texturas.
_ Até a floricultura, pois queria trocar as flores velhas por novas – ela suspirou, sorridente.
Mas Jasper estava realmente a fim de provocá-la.
_ Hmmm – murmurou ele, sorrindo presunçosamente – Está bem sorridente esta manhã, não?
Alice desapareceu com seu sorriso de imediato, voltando a encará-lo com os olhos queimando.
_ Sra. Witlock – Lilly, que havia saído da mesa a fim de dar-lhes privacidade, voltara, trazendo uma belíssima torta de maçã.
Alice aproveitou a deixar para se livrar dos olhos de Jasper, podendo olhar para Lilly e conseguir respirar.
_ Lilly, faça-me o favor de pegar um vaso para que eu coloque essas flores, sim? – pediu ela, trocando o peso de seu corpo entre as pernas, desconfortável. E, mesmo depois de Lilly ter assentido e se retirado da sala de jantar, ela continuou a olhar para qualquer outro lugar que não fosse à seu marido.
_ Por que não me olha? – ele quebrou o silencio que estava impregnado entre eles. Ainda tinha um ar zombeteiro, porem não gostara do modo como ela acordara.
_ Por que não tenho necessidade de olhar para você – resmungou ela, pegando uma tesoura, que repousava no canto da mesinha ao lado da mesa principal, e começando a cortar os talos mortos nas pontas das flores.
_ Mas ontem a noite você tinha, não? – Jasper continuou, a fim de fazê-la corar mais ainda.
Se Alice não lhe tacasse aquela tesoura, seria uma grande evolução.
Mas ela bufou, endireitando sua coluna em puro sinal de nervosismo e irritação.
_ Ontem a noite foi um erro – disse ela, no alto de sua pose adulta e séria. Não notara o quanto aquelas palavras mentirosas haviam irritado a ele – Minha avó sempre me disse que a noite saímos de nós mesmos e por isso fazemos tantas coisas das quais sempre nos arrependemos pela manha.
Entretanto, mesmo irritado, Jasper preferiu não deixar Alice e sua compostura controlada enganá-lo.
Ela não encarara a primeira noite deles tão superficialmente assim.
_ Então você não faria aquilo de novo durante o dia?
_ De forma alguma – respondeu ela prontamente, concentrando-se nos talos e na tesoura afiada.
_ Hmmm – ele murmurou pensativo outra vez. E sorriu. Não pretendera dizer mais nada, mas não resistira quando notara suas mãos tremendo – Por que está tão nervosa? – indagou, esquecendo-se de vez de seu café da manha.
Alice engoliu em seco, seus olhos longe de Jasper o tempo todo.
_ Não estou nervosa – respondeu ela, porem sabia que estava nervosa, inquieta e sem jeito como o inferno.
Jasper colocou um sorriso presunçoso nos lábios, segurando o queixo com as mãos frias.
_ Então por que cortou o talo inteiro das flores? — disse ele, apontando para as mãos de Alice. Nelas, apenas o miolo das belas tulipas haviam sobrevivido às tesouradas nervosas dela – Se me permite comentar, minha querida, as pobres flores não tinham culpa de seu estado.
Alice corou absurdamente, bufando de frustração e jogando o que sobrara das belíssimas flores sobre a mesa.
_ Oh, Sr. como eu gostaria que se engasgasse com essas torradas!
Jasper sorriu maliciosamente para a figura furiosa dela à sua frente. Provocaria ela até os demônios pedirem arrego.
_ Ah, seria uma infelicidade sem tamanho, pois se assim acontecesse, eu não poderia mais estar nessa bela peça entre suas delicadas pernas – sussurrou ele, dando uma piscadela para ela. Adorava ver Alice respirar fundo ante suas palavras – Agora sente-se aqui e vamos tomar o café da manhã.
_ Hãn... eu já comi – ela apressou-se em dizer, não tendo a certeza se conseguiria ficar sentada tão perto dele. As lembranças ainda eram vívidas demais para que ela suportasse a vergonha. – Comi bem cedo, comi muito e... bom, já comi.
Jasper a encarou repreensoramente, demonstrando muito claramente que não aceitaria a tentativa dela de manter-se afastada dele justo agora.
_ Será muito sentar-se e me fazer companhia, ao menos? Não se preocupe, Alice, não vou fazer quaisquer referencia a nossa noite de amor – por fim sorriu, seu estado de espírito bem demais para que ele se irritasse ou perturbasse por qualquer coisa.
Ainda mais com Alice.
E ela o fuzilou tanto que ele quase caiu da cadeira almofadada que estava sentado. Mas suas bochechas a haviam denunciado outra vez.
Porem, no segundo em que fora puxar uma das cadeira para sentar-se, tossiu, tapando a boca e tentando segurar aqueles impulsos.
Oh, demônios, aquilo era incomodo demais.
_ Porcaria de tosse irritante –resmungou ela, buscando seu lenço e se preparando para sua garganta começar a doer de tanto que ela tentava segurar aquele ato.
E bem ao seu lado, Jasper perdera seu bom humor, sua paz e sua tranqüilidade. A olhou como se encarasse algo que estivesse a ponto de perder.
E, a esse ponto, o apetite de Jasper ganhara léguas de distancia.
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Biloxi, Mississippi
1901
Dois dias haviam se passado. Jasper parou dirigir indiretas constrangedoras sobre o que haviam feito e Alice agradecia sua compreensão.
Ela já conseguia controlar sua vergonha e ficar ao lado dele passara a ser completamente natural outra vez.
Seus beijos haviam melhora uma vida inteira.
E enquanto ela envolvia seu corpo, cada dia mais fraco, com uma manta, ele contava-lhe mais historias engraçadas sobre seu passado.
_ E essa mulher era realmente fascinada por mim – dizia ele, enquanto ajeitava sua parte do guarda roupa. Alice detestava apenas essa parte das historias. As malditas mulheres – Mas era casada com um General e ele tinha uma terrível reputação de ser um completo insano.
Alice sentou-se na beira de sua cama, escutando tudo atentamente.
_ E ele... ele nunca pegou vocês... vocês dois juntos? – perguntou ela, tendo exata noção de que sua voz soara ríspida.
Jasper lhe dera um sorriso, como se dissesse que era um fato tão antigo quanto as múmias.
_ Jamais encontrará alguém que corra mais do que eu, Alice – disse, conseguindo fazê-la rir. A febre e o cansaço que ela ainda sentia não deixava que ela fizesse muito aquilo – Bem, de qualquer forma, ela estava disposta a largar seu General para ficar comigo. Queria que fugíssemos.
Alice arregalou levemente os olhos, vendo que jamais estaria suficientemente preparada para saber tudo que Jasper aprontara quando era apenas um rapazote.
_ E vocês iriam mesmo fugir? – perguntou ela de imediato. Mesmo que pudesse sentir uma pontada de algo bem incomodo no peito toda a vez que ele falava de outras mulheres, ela não podia deixar de achar aquilo romântico.
Era assim que imaginava as grandes historias de amor.
_ Bem, talvez eu tenha dado a entender que era mesmo minha intenção fugir com ela – ele deu de ombros, tão desprendido que Alice até riu – Mas eu não poderia fazer isso. Quer dizer, e meus cavalos?
Alice arregalou os olhos mais uma vez, chocada com a declaração dele.
_ Cavalos? – repetiu ela descrente – Você a rejeitou por conta de cavalos?
Jasper arqueou as sobrancelhas, admirado com a surpresa e o choque dela.
_ Oras, ela sabia muito bem que nada importa mais a mim do que meus cavalos – explicou ele, dobrando pacientemente seu casaco de couro. Alice caiu os olhos, sem jeito. De certo modo, algo na frase dele lhe incomodou – Ou se não sabia, ficara sabendo.
Com um longo suspiro, que lhe rendera calafrios imensuráveis, Alice deixou de lado a historia dos cavalos, para continuar conversando com ele naturalmente.
_ Então o Sr. apenas a iludiu – disse ela, olhando para ele de forma repreensora.
Jasper riu, parando de tentar dobrar seus casacos e jogando-os de qualquer forma dentro do guarda-roupa.
_ Não, pois ela sempre soube – disse antes de dirigir-lhe uma piscadela. Alice riu, tendo pena da pobre mulher por segundos.
Por segundos.
_ E o que aconteceu?
_ Ela ficou desiludida, teve um acesso de insensatez, mandou seu marido General para o inferno, quase morreu por isso e hoje é dona de um Bordel no sul do Texas.
Alice explodiu em uma gargalhada nova. Seu corpo estava diferente e seus calafrios aumentavam gradativamente, assim como suas febres matinais e suas dores, porém, vez ou outra, Jasper a fazia rir daquela maneira por coisas tolas.
Inclusive quando passeavam pelo jardim, pois ele insistia em levá-la para tomar ar em alguma hora de cada dia, onde eles continuavam conversando. E, naquela manhã, ele parou para deixar apenas ela contar-lhe coisas.
_ Sente-se bem disposta para caminhar? – ele perguntou, colocando a mão em seu pescoço a fim de medir sua temperatura.
Apesar de sempre ter se entendido sozinha consigo mesma e tratado de si quando ficava doente, ela realmente sentia-se tão bem com a preocupação e o cuidado que ele tinha para com ela que ela já nem ligava para as mesmas perguntas que ele lhe fazia.
_ Estou perfeita, Jasper – respondeu ela, segurando-se mais ao braço dele, enlaçado ao seu, a fim de tentar esquecer seus calafrios e sua fraqueza – O que me incomoda, na realidade, são outras coisas – disse, tentando mudar diretamente o rumo da conversa.
Jasper a olhou, tirando-lhe pequenos raminhos de folhas que enroscaram-se ali com o vento.
_ E o que seria isso?
Alice deu de ombros.
_ Rosalie – disse, lembrando-se, realmente, de Rosalie sempre preocupava sua mãe e Bella, sua irma. – Rosalie não... Rose não engravida nunca!
Jasper arqueou as sobrancelhas em silencio, pensando que aquilo deveria mesmo ser algo perturbante.
Se ele, que era homem, desejava muito ter um filho, imaginava Rose, sendo uma mulher.
_ Talvez ele venha mais para a frente – disse ele sendo racional.
Mas Alice fizera uma careta, como se não acreditasse, realmente, naquela hipótese.
_ Minha mãe disse que era a lua. Depois, a vizinha lhe passou um chá de folhas. Deram-lhe até mesmo um ramo benzido na capital pelo Bispo! – ela riu baixo, lembrando-se da expressão de sua irma quando lhe deram o citado pedaço de mato – Mas até agora...
_ Devemos esperar – Jasper ponderou outra vez, não querendo tocar no assunto de filho, pois logo estará imaginando os seus.
Com ela.
_ È, devemos – disse ela aos suspiros.
Então, um tranqüilo silencio se formara entre eles em seu passeio, enquanto o vento rugia fracamente entre as copas das árvores e os pássaros cantavam perto dos canteiros, como se estivessem deslumbrados com tantas cores e sabores.
E nesse exato momento, algo viera à mente de Jasper.
_ Gostaria de sair um pouco? – perguntou ele de repente, virando-se para ela e apreciando sua idéia. Quer dizer, Alice parecia tão abatida – Digo, além do nosso quintal.
_
Centro da cidade
1901
15:36:42
A alfaiataria. Fora na alfaiataria que Alice escolhera ir, mesmo sob os protestos de Jasper. E como ela sentia-a um pouco fraca e sua insistente tosse não a abandonava nunca, Jasper permitiu que ela ganhasse a discussão, pois tão logo voltariam para casa e ela poderia voltar a deitar-se.
Mas ali, enquanto ela o fazia colocar e recolocar inúmeros paletós diferentes e horríveis, ele repensava se havia sido mesmo uma boa idéia ceder tão facilmente.
_ Oh, Jasper está magnífico! – Alice quicou no lugar, olhando-o de frente. Porem, o enorme espelho à frente de Jasper o convenceu do contrario.
Ele a encarou sério, como se a desafiasse a repetir aquilo.
_ Por todos os deuses, Alice – resmungou ele, tirando o casaco verde-limao – Isso está terrível.
_ Jasper, pare de reclamar tanto – ela o repreendeu, pegando o casaco que ele a entregara.
E o entregando outro na mesma rapidez.
_ Não me fará mesmo vestir isso, fará? – perguntou ele com as sobrancelhas arqueadas.
Alice revirou os olhos diante de suas reclamações, empurrando-lhe um paletó listrado de preto e branco.
_ Tome – disse – Coloque este um – e quando ele se negou, a expressão um tanto horrorizada, ela insistiu – Vamos, Jasper, pare de ser tremendamente teimoso!
_ Mas Alice, is....
_ Jasper! – ela ralhou, tomando o cuidado de não chamar muito a atenção das outras pessoas que também experimentavam roupas – Vai ficar belíssimo com o chapéu – refletiu ela com um longo sorriso, gostando tanto da idéia de comprar roupas para ele que quase se sentiu uma verdadeira esposa.
Porem, Jasper descera da pequena bancada em que estava para ir para longe as mãos de Alice.
_ Esqueça, eu não usarei essas coisas – disse ele, começando a tirar o paletó que embrulhava seu corpo.
_ Mas por que tanta contrariedade aos ternos sofisticados, meu Sr.? – um dos vendedores chegara pelas costas de Jasper, tão próximo que ele quase sentiu a respiração do homem em sua nuca.
_ Hey Hey – ralhou ele, indo para o lado de Alice tão depressa quanto uma águia.
_ Ele é como todos os outros Sr’s, Pepeu – disse Alice, cruzando os braços sobre o peito – Teimoso até arder os ossos!
_ Pepeu? – sussurrou Jasper ao seu ouvido, tão perdido naquela cena que estava começando a ficar apreensivo.
E ainda usava a camisa verde-limão.
_ Sr. Pepeu de Valentine – sussurrou ela de volta, a fim de passar alguma confiança ao marido – O maior alfaiate de todo o Mississippi! – exclamou, por fim, levantando todo o ego do homem vestido de rendas coloridas.
E o homem pareceu gostar, pois dera uma meia volta saltitante frente à eles.
_ Que dirá do mundo, minha cara, do mundo! — concordou ele aos risos.
Jasper não se agüentou e formou-se em uma careta contraria à tudo aquilo. Tirou o paletó que o esquentava até o fundilhos e começou a tirar o cinto.
_ Isso, meu querido, vamos trocar de vestes! – exclamou Sr. de Valentine, prendendo as mãos uma com a outra e olhando Jasper dos pés a cabeça.
Jasper parou seus movimentos instantaneamente, olhando de Alice para Pepeu.
_ Acho que vou lá atrás – disse ele apressadamente, distanciando-se aos resmungos dos dois, que ainda riam.
_
Por fim, Alice e Pepeu haviam ganhado a batalha e Jasper voltava para casa com uma enorme sacolada de ternos coloridos. E quando estava no balcão pagando, Alice ria gostosamente de tudo que havia conseguido comprar a ele.
Passando pelas pessoas, eles chamavam um pouco da atenção, pois conversavam sobre coisas sem importância e riam disso. Seguiram até a saída da alfaiataria a passos incertos. Riam de maneira ruidosa, atraindo diversos pares de olhos reprovadores sobre si. Era como se o divertimento em publico ofendesse.
Antes de chegarem até a porta de entrada, eles pararam para perceber, à sua volta, olhares perplexos. Jasper olhou para as pessoas, sua respiração alterada devida às gargalhadas que tivera com Alice a momentos atrás. Alice, seguindo-o, também parara, sentindo o olhar reprovador das pessoas fazerem suas bochechas corarem.
Ela olhou para Jasper quando aquela situação ficara constrangedora, querendo que ele recomeçasse a andar e ambos pudessem continuar rindo longe dos conceitos das pessoas.
Mas, pegando todos dentro daquela alfaiataria de surpresa, inclusive a própria Alice, Jasper encostou seu braço no dela, olhando para as pessoas; sorrindo.
Alice o olhou sem entender, mas apenas seguiu seus instintos e deixou tudo nas mãos dele. De repente, ela sentiu ele deslizar seus dedos pelo braço dela, tocando seu pulso interno com a ponta dos dedos quentes, passando pela palma de sua mão, fazendo-a ficar côncava, como se fosse sensível ao toque dele. E, então, sem pedir para ela muito menos se importar com os olhares chocados das pessoas, ele cruzou seus dedos nos finos dedos de Alice, causando um contraste entre a união de suas mãos.
Alice ocultou um sorriso quando se deu conta de que estavam de mãos dadas na frente de todos. As pessoas, mesmo casadas, não se permitiam tamanha intimidade na frente dos outros. No máximo um ante braço enlaçado à outro, mas nada tão cru e inovador quanto a maneira de Jasper de segurar sua mão.
Mas mesmo que todos tenham chocado-se, eles não pareceram se importar.
Parecia mais do que certo.
Depois que as pessoas começaram à balançar a cabeça, com exclamações de “oh” e até cochichos pouco discretos, Jasper riu e puxou Alice saída à fora, como se fosse comum e completamente aceitável andar com a mão enlaçada na de sua esposa, uma fechada em volta da outra como se fossem uma.
Alice sentiu o peito pular a medida em que ele a rebocava. Ela viu uma fértil e desobediente imaginação saltar quando imaginou ele quebrando mais barreiras e a beijando na frente do portão de sua casa ou, quem sabe, no meio da praça, enquanto estivessem em um passeio.
_ Oh demônios! – Alice sentiu uma guinada em seu corpo quando Jasper parou abruptamente.
_ O que foi, Jasper? – ela perguntou, confusa. Ele apontou com a cabeça para a frente e só então ela percebeu. Caia uma chuva torrencial sob a cidade, embranquecendo tudo que se tentasse enxergar. Levantava um vapor úmido e congelante até eles, pois estavam bem a porta da alfaiataria, a 20 passos da praça e a 1 da fria tempestade.
Alice estremeceu, apertando seu delicado chapéu rosa e amassando a flor decorada dele.
_ Oh! – ela exclamou, pensando que eles adormeceriam ali, esperando aquela tormenta passar.
_Vamos? – Jasper a chamou e ela esqueceu o devaneio de dormir e olhou com olhos arregalados para seu queridíssimo marido insano.
_ Desculpe, acho que entrou umidade nos meus ouvidos, pois acho que não lhe compreendi muito bem! – ela indagou ironicamente, voltando-se para ele com um ar de quem questiona sua normalidade mental.
_Sinto muito por isso – disse ele, exatamente no mesmo tom, aproximando-se dela letamente – Mas já que sua audição está prejudicada, terei que agir ao invés de perguntar.
Alice semicerrou os olhos para ele, pois aprendera que as ações de Jasper sempre eram meio drásticas.
_ O que você quer... – suas palavras foram cortadas abruptamente quando Jasper a puxara rumo à rua, enquanto a chuva tomou conta de seus corpos no mesmo segundo.
_ Oh, Deus! – ela exclamou chocada enquanto tentava não cair no chão estupidamente molhado e pegajoso, para acompanhar a corrida de seu marido – Eu. Odeio. Você. Jasper Witlock! – ela gritou, pois a chuva encharcara seus cabelos e tapara seus ouvidos à medida que a tormenta só aumentava.
Jasper riu, puxando-a ainda mais rápido pela rua deserta e envolta em ventanias e águas violentas.
_ Pense nisso como uma experiência nova e excitante – gritou ele de volta para que ela pudesse escutar.
Alice rosnou, enfurecida.
_ Meus cabelos estão destruídos, assim como minhas vestes e meu belíssimo chapéu de linho! – ela fechou os olhos, pois as grossas gotas lhe estavam maltratando os olhos. Deixou-se ser guiada por ele, enquanto suas mãos entrelaçadas mantinham-se. Era apenas aquilo que não a deixava jogá-lo no chafariz da praça e afogá-lo se aquela tempestade não fizesse o trabalho – Não consigo enxergar qual é a parte nova e excitante! – ela voltou a gritar, começando a sentir os pés pesados demais para continuar correndo do jeito que estavam.
Foi então que Jasper parara abruptamente, de novo, no meio da rua lamacenta, puxando a mão de Alice para seu corpo, fazendo-a retroceder e bater bruscamente em seu peito. Seus corpos cobertos pelas roupas encharcadas fizeram um oco barulho com o impacto e Jasper a segurou possessivamente contra seu corpo.
_ Essa é a parte nova e excitante – disse ele, sua voz atingira o som normal outra vez e Alice escutou muito fracamente. Mas pouco se importou, pois o beijo que Jasper lhe dera logo em seguida lhe roubou a concentração.
Como sempre acontecia quando ele a tocava, ela suspirou, entregue. Suas pernas tremeram enquanto ele lhe apertava contra si pela cintura. As vestes geladas dele não lhe incomodaram, uma vez que seu corpo formigou no mesmo segundo que sua boca tomou a sua.
Alice subiu suas mãos sempre teimosas demais pelos fortes e robustos ombros dele, fincando seus dedos trêmulos devido ao frio na camisa dele.
Jasper adorara sua despojada liberação.
A tempestade rugia com o vento e as gotas pareciam engrossar cada vez mais, misturando-se onde suas bocas se encontravam, unindo-as; gelando-as.
Mas o calor apenas invadiu Alice no momento em que ela entreabriu os lábios quando sentiu a língua dele pedir por isso. E quando ele a invadiu vagarosamente, sem deixar-se ser pego pela pressa, ambos gemeram.
Tudo aquilo misturada enquanto a chuva caia imponente sobre seus corpos a fez queimar lentamente. Jamais pensara que poderia sentir sensações delirantes e quentes ao mesmo tempo sob uma tempestade fria.
Porem, mesmo que tudo estivesse realmente bom, ela começara a tremer levemente por causa do frio. Mesmo que não fosse o que realmente quisera, Jasper parou de beijá-la e olhou para os lados.
Alice começou a bater os dentes, abraçando-se para tentar seu proteger do vento violento. Mas deixou que Jasper a conduzisse para algum lugar desconhecido para ela. Onde, ela tinha certeza, ele a protegeria do frio e da umidade.
E quando mesmos percebera, a água parara de cair sobre sua cabeça. Quando olhou em volta, seus olhos focalizaram em um pequeno vestíbulo forrado de feno e carroças velhas e usadas.
Sempre tinha um local desses, sem portas nem trancas, para que os carroceiros pudessem abastecer-se.
Alice soltou o ar quando seus sentidos ficaram mais amenos. Estavam no seco, agora. E poderia bem ficar ali até que a chuva torrencial deixasse de cair.
Olhando para a rua dali, nada podia ser visto.
_ Vamos ficar aqui até que a chuva passe – disse Jasper, a voz grave. De sua testa, os pingos escorriam por toda sua face, deixando-lhe tão brilhante que Alice o admirou outra vez.
_ Sim, estou de acordo – disse ela, sorrindo para a imagem dele completamente empapado.
E aquele sorriso pareceu despertar em Jasper uma onda de calafrios que não tinha absolutamente nada a ver com a chuva.
No segundo seguinte, ele lembrou-se de como era ter o corpo dela entre as mãos.
E mesmo que estivessem molhados, as vestes coladas no corpo como uma segunda pele, o frio açoitando e a exposição, mesmo que nada se pudesse ver muito menos ouvir do outro lado da rua, ele não se reprimiu.
Aproximou-a de si, enroscando seus dedos no emaranhado cabelo embaraçado que ela tinha, trazendo sua boca molhada pela chuva de encontro a dele. Não tardou para que ele a conduzisse até a parede de madeira, ambos rindo entre a boca um do outro, pois as roupas estavam gélidas e pegajosas em contato uma com a outra.
Porem, o beijo inocente que ela pensava ser a intenção dele, tornara-se algo muito mais provocante e quente. Alice sabia muito bem onde aquilo iria parar.
Em um pensamento reflexo, ela pretendeu empurrá-lo para longe, a fim de tirar aquelas intenções da mente dele, pois estavam a apenas alguns passos da rua principal.
Porem, ela sabia que não queria fazer aquilo. Talvez jamais conseguisse afastá-lo novamente. Não enquanto ele a beijasse.
E quando ela notara, ele abaixara vagarosamente a manga de seu vestido molhado, arrastando o tecido pregado por seu braço alvo, dirigindo-lhe um sorriso tão malicioso quanto sereno.
E Alice permitira.
Ali, no meio daquele lugar tão exposto e acessível á qualquer um, Alice se entregaria a ele outra vez.
Notas finais
Ahh, podem esperar que eles vao ficar MUITO animados com isso, viu?
Digamos que vão ,hmm, viciar?
sakpskaps
BEm, espero que tenham gostado!!!
Vou terminar de responder as reviwes do cap. passado.
Bjsssss lindonas
:*
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