Os Segredos dos Seus Braços

22 Um contato não esperado e uma carta não lida.


Notas iniciais
Olááá minhas jujubinhas!
Gente, eu estava começando a pensar que nao sairia capitulo essa semana. Calma, eu nao estou abandonando a historia, até por que eu nao crio enredos em words para jogá-los fora. MASSSS, é que essa semana o lugar onde eu trabalho foi assaltado! E justo NO MEU PLANTÃO!. Tipo, foi uma 38 grande e feia (eu acho que era) e estou psicologicamente perturbada O.o'
E, aí, eu chego em casa e NÃO TEM INTERNET. De novo. OUtra vez.
Mas, ainda bem que voltou! O/
E, tbm, tem um artigo que eu tenho que preparar para apresentar SEGUNDA. E eu nem começei.
È.
Agora, vamos falar sobre os reviews. Desculpem nao ter respondido, mas com essa semana tao calminha nao deu mesmo. MAs eu vou esclerecer, coisas fofas, que a ALice não vai piorar com aquela chuva (e isso voces vao saber o por que nesse capitulo). E quanto aos misterios continuarem, sim, eles irao continuar. Aos poucos os segredos serao revelados.
Tambem, foi perguntado sobre quando eles irao dizer um para o outro que estao apaixonados (nao que estejam, sakspoak). Havera essa parte, mas a historia é comprida e tudo em seu tempo. Certis? Hmmmm???
skapska
Bemmm, espero que gostem do cap.
Ao menos, ele é BEM GRANDÃO, viu??????
Boa leitura.!
:*
Ah, e ignorem a minha preguiça de colocar acento nas palavras.

Cap. 22- Um contato não esperado e uma carta não lida.

Biloxi, Mississippi

1901

Alice o encarou bem no fundo de seus olhos verde envelhecido.

E respirou fundo outra vez.

Jasper a deitara em um amontoado de feno seco com cuidado e, mesmo que pinicasse um pouco, Alice não se vira incomodada. O vento ruía pela madeira velha das paredes e a sensação de que corriam enorme perigo fazendo aquilo logo ali, fazia sua barriga estremecer e sua mente esquecer qualquer outra coisa.

Ambos já estavam nus quando ele começou a beijá-la, deitando-se sobre seu corpo macio e inebriando aos dois com aquele contato cruamente íntimo. Lembrando-se da última vez que haviam feito aquilo, o que também significava a primeira, Alice podia sentir-se, ainda, um pouco apreensiva e temerosa, mas saber como terminaria lhe deixava extasiada por dentro, seu coração batendo forte no peito.

Só por que era ele.

Sendo devidamente correspondido naquele beijo, Jasper buscou todas as partes de seu corpo pequeno sob o dele, acariciando-a até fazê-la gemer contra sua boca e se arquear contra ele, sussurrando seu nome.

E quando ele finalmente unira-se à ela, em um ritmo sensual de tão vagaroso que era, o intenso barulho da chuva batendo contra aquele telhado e os trovões urrando não muito longe, impediam que qualquer barulho dali de dentro fosse escutado por quem quer que fosse.

Jasper beijou seu pescoço até sua pele começar a doer, dedilhando toda a pele acetinada que ela tinha com as pontas dos dedos, relembrando como era bom fazer aquilo.

Andava contando os segundos para poder torná-la dele mais uma vez.

Levou suas mãos até o alto de sua cabeça, tomando o controle dos movimentos friccionados e lentos deles, e cruzou cada dedo seu, nos dela.

Alice ofegava bem ao pé de seu ouvido a cada investida dele contra si, e antes que pudera perceber, cruzara suas pernas em seu quadril, um ato inconsciente para mantê-lo bem ali.

E já podia sentir as ondas elétricas e anestesiadoras tomando conta de seu corpo, e por todo esse tempo sua mente não era nada mais do que um branco vazio e dispensável.

Estava muito mais concentrada nas intensas sensações.

Não sabia se Jasper sentia a mesma potência e a mesma calmaria em seu corpo assim como ela podia sentir. Mas a forma como o corpo dele movia-se em uma perfeita sintonia com a dela, a fazia pensar que sim.

Jasper se entregava tanto quanto ela.

_ Jazz.... – ela ofegou sofregamente, agarrando-se aos seus ombros largos a fim de não se perder quando as ondas tomaram conta de seu corpo, fazendo-a se contrair por completo.

Ele continuou aquele sensual movimento ensaiado, e o corpo de Alice já não pertencia mais à ela, apenas. Por milésimos de segundos, seus corações bateram no mesmo ritmo, as respirações se entrecortaram de imediato e o corpo dos dois era apenas um.

E quando ele se afastou para olhá-la enquanto o mesmo abrasador calor intenso também o possuía, Alice notou seu olhar escurecido por algo muito parecido com desejo, algo selvagem e sensual saindo de seus olhos e parando diretamente em seus lábios rosados e entreabertos.

Ele parecia sedento em beijá-la.

Mas apenas o fez quando seu corpo parara com aquele delicioso reboliço, quando seu coração pareceu tentado a se acalmar novamente e sua mente se aquietar.

E ambos esperaram apenas o alivio.

Ele passou a beijar seus lábios com adoração, roçando sua língua ali de forma suave, como se apreciasse demais o momento para acabar com ele rapidamente.

_ Posso lhe contar algo? – perguntou ele, a boca a centímetros da sua.

_ Pode contar o que quiser – ela respondeu, dando um longo suspiro, sentindo um cansaço parecer querer tomar conta de si.

Porem, ela lutou para reprimi-lo e espantá-lo para longe.

_ Meu traseiro está congelando com esse vento.

Alice ainda o encarou por um tempo, como se não fosse aquela a revelação que esperava. Mas, de repente, se vira gargalhando alto, as mãos espalmadas em seu peitoral, como se precisasse segurar-se em algo para não tremer de tanto que rira.

Jasper sorriu juntamente com ela, porem sorria mais do modo divertido e descontraído que estava ela.

E como ela ficava linda quando ria.

Porem, bruscamente, Jasper colocou uma mão sobre a boca dela, impedindo-a de pronunciar um único som que fosse. Ele próprio se calara de repente, erguendo a cabeça e silenciando até mesmo o sangue de suas veias.

Alice o encarou com os olhos assustados, automaticamente pensando que corriam perigo. Um sentimento de medo subira por sua espinha ao pensar que as mesmas pessoas que a perseguiam, estavam vigiando-os ali o tempo todo, esperando o momento em que estivessem mais vulneráveis para pegá-los.

Porem, o coração de Alice dera apenas umas poucas batidas inquietas quando escutara a voz de Jasper novamente.

_ Está escutando? – sussurrou ele perto da mão que ele tampava sua boca – Há pessoas aproximando-se. Ouve as vozes?

Alice aquietou-se, tentando perceber, muito perto agora, passadas grotescas e vozes altas, parecendo estarem em uma conversa corriqueira.

O corpo inteiro de Alice, que ficara tenso segundos atrás, relaxara um pouco, enquanto a certeza de que não eram as mesmas pessoas que os perseguia entrara em sua cabeça.

As vozes tornaram-se menos distantes e as botas de couro cessaram, como se ambos tivessem chegado ao seu destino.

Apenas alguns metros de onde Alice e Jasper estava deitados, entrelaçados e nus.

Os dois olharam automaticamente para o lado de onde vinha as vozes e se assombraram ao notar que havia uma porta ali.

A madeira tão fraca e gasta quanto todo o resto.

Certamente, aquele vestíbulo pertencia à alguém, cuja porta velha levava diretamente à sua casa. E logo ali, do outro lado daquela porta, haviam pessoas.

_ Oh meu Deus, o que faremos!? – ela sussurrou em pânico quando ele lhe descobriu a mão da boca. Na porta, a trinca fora rodada e todos certificaram-se de que estava trancada.

Alice quase respirou ao pensar que era apenas aquilo que o homem queria verificar.

Porem, seu coração voltara a bater rapidamente, o medo e uma espécie de excitação pelo perigo que estavam correndo lutando para ver quem dominava, quando algo parecido com uma chave fora colocada na fechadura.

Fosse quem fosse que estivesse ali, estava pretendendo entrar no mesmo vestíbulo em que eles estavam.

Os dois se entreolharam atônitos, ambos explodindo silenciosamente em palavras que queriam muito gritar.

_ Se corrermos para essa tempestade outra vez, pegaremos uma constipação tão violenta que vamos acabar por morrer! – ela sussurrou rapidamente, atropelando as palavras e desesperando-se mais.

Jasper arqueara as sobrancelhas e a olhou, de certo modo, divertido.

_ Se ficarmos exatamente aqui, esses homens entrarão, se assustarão, atirarão em nós e também acabaremos por morrer – ele sussurrou de volta, tentando segurar-se para não rir.

Alice batera em seu peito, a fim de lembrá-lo que aquela não era uma situação em que o riso fosse bem empregado.

_ E o que vamos fazer, Jasper!?– ela choramingou, sentindo-se tão exposta que quase cogitou sair correndo para a tempestade, mesmo.

Jasper ponderou por alguns segundos antes de levantar-se em um átimo, estendendo a mão para ajudá-la a levantar-se, também.

_ Venha comigo – disse, puxando-lhe a mão enquanto ambos seguravam como podiam as vestes empapadas.

Ele a puxou em direção ao um amontoado de ferramentas de ponta, das que todos usavam para manusear feno fresco. Todo o lugar era tomado por pó e coisas velhas, e Alice teve que segurar-se muito para não começar a espirrar desvairadamente.

No canto daquele vestíbulo havia armários e balcões, ambos guardando as mesmas coisas.

Coisas velhas.

Jasper empurrou o mais silenciosamente que podia uma porta velha.

_ Venha! – a puxou para dentro, apertando-a contra seu corpo quando o espaço diminuira demais.

E no segundo em que a porta deles se fechara, outra porta de abrira.

_ Como eu bem lhe dizia, Sr. Vascondes Brás – um dos homens disse com a voz grasnada, adentrando o recinto empoeirado e fazendo as madeiras rangerem – A Sra. Heide tem uma enorme e bem afeiçoada traseira – de dentro do armário escuro, Alice e Jasper taparam as bocas para não rirem – Não que eu fique reparando em sua traseira, mas sendo a professora de piano de minha mulher, eu não consigo evitar comparar – disse o homem como se lamentasse.

_ Oh, Sr. Montez, e a que conclusão chega? – indagou o segundo homem com um interesse que apenas um leigo tapado e distraído não perceberia – Não que eu tenha curiosidade em saber sobre como vê a traseira de sua Sra. Longe de mim, caro amigo – riu, e Alice pensou consigo mesma que aquele era o momento em que ele coçava a barba.

_ Eu o entendo – disse o homem – O entendo, sim. E apenas acho que minha Sra. também tivera uma traseira como aquela – refletiu– Mas eu já nem me lembro mais...

O curto silencio que se seguira fizera Alice e Jasper se segurarem com todas as forças para não explodirem em gargalhadas altas. Certamente o espaço mínimo que dividiam ali dentro também dificultava aquele ato.

Estavam envoltos a vassouras de palha e tridentes.

_ Oh, Santo Deus, desde quando meus fenos e minhas palhas são tão bagunçados desta maneira? – indagou o homem de repente, cessando a crise de risos dos dois pela metade – Veja, estão todos revirados e amassados – resmungou ele.

_ O Sr., meu amigo, deveria organizar mais suas coisas, não?

_ Não, pois engana-se, caro Sr. Montez, se pensas que eu não cuido disto aqui – defendeu-se o encurvado Sr. Vascondes Brás, o padeiro – Ajeito palha a palha e conto todos os fiapos de feno que minhas vistas alcançam! – exclamou o homem no alto de sua indignação.

_ Velho pão-duro e cego, não vê que alguém deitou-se aí? – Alice e Jasper pararam de imediato ante as palavras de Sr. Montez, um pouco assustados e apreensivos em pensar que seriam descobertos.

Porem, nem mesmo dois segundos depois, os dois velhos riram à gargalhadas altas e grotescas, como se tivesse acabado de contar a mais engraçada piada de todo o século.

_ Me faz rir, meu caro amigo Sr. Montez – disse o segundo homem aos risos, caminhando pelas madeiras rangentes.

Dentro do armário, Alice e Jasper respiraram automaticamente, permitindo-se darem um largo sorriso.

_ Vamos, pois já sinto o cheiro de seus pães assados! – chamou o primeiro homem, Sr. Montez, reabrindo a ruidosa porta velha por onde haviam entrando.

Os dois começaram a se afastara, as madeiras mais velhas do que tudo ali dentro denunciando aquilo.

_ E esqueça, seu boca de poço, pois não irá comer de meus pães – Sr. Vascondes Brás disse enquanto fechava a porta atrás de si.

Silenciosos como o ar, Alice e Jasper ficaram atentos às passadas afastando-se gradativamente, esperando o momento certo para ir embora dali.

_ Oh, Deus, essa foi por um fio! – ela sussurrou, bufando. Dentro do armário, a visão não era das melhores, mas ela conseguia ver a boca dele esticada em um sorriso.

_ Conhece a Sra. Heide, Alice? Quem sabe você não queira umas aulas de piano, hmm? – ele perguntou divertido, gozando da situação arriscada que acabavam de escapar.

Alice lhe dera um estalado tapa em seu peito, abrindo a porta do armário em que estavam e agradecendo por poder respirar novamente.

_ Pare de dizer besteiras e coloque logo suas roupas – ela jogara suas calças e sua camisa, ainda úmidas, em sua direção, já que havia se sobrado para tratar de segurar todas as suas vestes.

Ambos vestiram-se com pressa, enquanto, vez ou outra, um riso saída do meio dos dois.

Lá fora, a tempestade já não caía tão violentamente quanto antes. O vento diminuira e uma chuva fraca molhava a ruela da praça principal.

No canto do céu, um arco-íris aparecera.

E logo após terminarem de vestirem-se, saíram daquele vestíbulo sem voltarem a olhar para o feno e a palha revirada que jazia no quente e empoeirado lugar.

Alice riu sozinha enquanto lembrava-se. Por mais estranho que parecesse, não estava se sentindo envergonhada. Certamente, se tudo aquilo não houvesse acontecido em meio àquela situação embaraçosa, ela teria muito em que pensar.

Inclusive na vergonha.

Porem, os risos baixos que dava enquanto caminhava a passos largos pela ruela quase vazia, marcavam sua nova maneira de encarar o ápice da intimidade que estavam tendo.

Jasper vinha um pouco atrás, os passos igualando-se aos dela. O chuva voltara a umedecer seus cabelos loiros, suas vestes voltavam a colar-se em seu corpo. Porem, ele tinha olhos apenas para a sorridente e inquieta figura molhada e de cabelos desgrenhados bem à sua frente.

Alice o olhava, sorridente e misteriosa, pelos ombros vez ou outra. Parecia divertida enquanto tomava o rumo de sua casa. E ela se sentia realmente assim. Sentia-se como uma criminosa, que, agora, caminhava entre as pessoas que não tinham a menor idéia do que ela havia feito, naquela tarde.

Quando chegara no portão de sua propriedade, ela o abriu no automático, pela primeira vez não se importando com sua ranhosidade. Entrara diretamente para a casa de banho, aproveitando a distancia de Jasper e adiantando-se.

Quando fechara a porta com força atrás de si, rira sozinha outra vez.

_

Eram muitas horas daquela noite fria. A janela estava aberta e a cortina branca balança com graciosidade, tomando a atenção de Alice, que deveria estar muito bem direcionada ao seu sono.

Porem, não conseguia parar de pensar em como seu corpo já sentia falta de estar com ele.

E haviam estado junto naquela mesma tarde.

Mas... com a mente inquieta e um tanto maliciosa como ela mostrava-se, logo desejou que ele acordasse naquele exato momento e fosse até ela, com aquele sorriso destruidor e aquele corpo divinamente masculino.

Os pêlos da nuca dela se eriçaram automaticamente.

Alice remexeu-se na cama, começando a sentir a inquietação de seu corpo. Já começava a reconhecer aqueles sinais. Deus do céus, haviam se deitado apenas duas vezes, e ela já sentia-se... cativada?

_ Santo... – ela sussurrou em meio ao silencio, precisando respirar fundo algumas vezes para não sucumbir à vontade de se deixar levar pelo desejo dele, e deitar-se naquela colcha junto a si.

Corou sozinha ao pensar como estava ousada e como seu pudor lhe abandonara. “Deus Santo, o que diabos aconteceu comigo!?”, ela pensou desesperada, cobrindo-se até a testa com seu lençol, voltando a ser a moça pura que era antes de Jasper desgraçar sua vida quando a atropelou com Ramos a tempos atrás.

Nem imaginaria que, um dia, estaria desejando aquele homem. E ardia de desejo por ele. Porem, não era apenas físico nem somente luxurioso. Desejava muito mais dele.

Deseja seus beijos e desejava o calor gostoso que tinha sua pele quando ele a abraçava.

Sentia falta de sua voz, de sua presença.

E, Deus, pensava tanto nele que nada mais tinha espaço em sua cabeça. E seu coração parecia reconhecer seu nome, pois quando ela pensava nele, seu coração disparava no peito e o reboliço agitado em seu estômago marcava presença outra vez.

Alice não sabia o que era tudo aquilo. Mas, de uma maneira ou de outra, não queria realmente perder...

~•~•#•~•~

Biloxi, Mississsppi

Manhã de dois dias depois

1901

Havia borrões e grunhidos altos. Alice via tudo de uma certa distancia, sentindo que tentava gritar, mais sua voz parecera ter sumido, perdido o timbre, perdido as forças.

Havia, também, borrões verdes misturados à dois corpos, os quais ela não conseguia, mesmo que tentasse, reconhecer suas pessoas. Estavam lutando violentamente envoltos à uma espécie de mato, capim seco e folhas verdes por todos os lados.

Ela não reconhecia aquele lugar, mas sabia seu significado.

Fora então, que um estrondo alto e agudo ecoou, espantando diversas águias e urubus que sobrevoavam por perto, inundando o céu.

E alguém caíra no chão.

Alice acordara com um solavanco súbito, tapando a boca com força enquanto se convulsionava na cama, tossindo tanto que até perdera o ar. Seu corpo se retorceu pelas dores nas juntas que sentia e suas vistas enfraqueceram outra vez.

Era uma forma muito perturbadora de se levantar.

Seu coração batia frenético, e o lençol abaixo de si estava empapado de suor. Alice abrira os olhos marejados com dificuldade, vendo os detalhes do teto de seu aposento.

O sol já adentrava alto pela janela e ela reconheceu o silencio que havia.

Nem mesmo o passarinho amarelo, que cantava todas as manhãs em seu beiral, estava ali.

Ela levantou a cabeça um pouco, olhando para seu chão.

A colcha de Jasper estava vazia.

Ela fechou os olhos novamente, sentindo o corpo fraco. Queria levantar-se para ir comer algo, porem não tinha fome alguma.

E Jasper nem mesmo estava ali para marcá-la em suas refeições.

Alice agarrou-se ao lençol, desejando, ao menos por uma manhã, acordar normal outra vez.

Não agüentava mais aquele mal estar.

Por vezes, melhorava durante o dia, mesmo que seus sintomas e seus sinais jamais a abandonassem. Era como se seu corpo estivesse brincando com sua fuça.

Mas ela era teimosa o suficiente para levantar-se assim mesmo, ignorando seus sintomas incômodos e mostrando-se que podia chegar até sua sala sem que morresse.

Mas quando chegara frente á sua porta, ela voltou a tossir novamente.

_

Fim da quela tarde.

Alice estava ajeitando as flores novas dos vasos da sala de estar quando alguém batera levemente na porta. Porem, ela nem mesmo se dera ao trabalho de ir atender, pois no segundo seguinte uma correspondência fora jogada por debaixo, bem no tapete da sala.

Sem pressa alguma, pois seu corpo amanhecera doendo, novamente, àquela manhã e sua enxurrada de tosses estava pior, também, e não lhe permitira qualquer agilidade.

Mas já era natural toda a vez que ela se movia.

Abaixou-se para pegar o pequeno envelope amarelo e branco. O virou entre os dedos para verificar seu remetente.

E congelou.

O selo dizia explicitamente que aquela carta viera de Michigan e o pressentimento de Alice fizera seu coração disparar.

Aquilo lembrava muito a última carta que haviam recebido com aquele selo.

O medo tomara conta e fez com que seu calafrio se intensificasse. Com hesitação, Alice abrira o envelope para ler seu conteúdo, uma apreensão tão grande que temeu começar a chorar.

Era como imaginara. Era novamente um convite de guerra, onde o exército de seu capitão, intitulado Sr. Newton, o convocava para lutar ao lado deles em outra maldita guerra, dessa vez por saqueamentos.

Fraca do jeito que estava, ambos corriam o risco de morrer.

_ Santa miséria – ela murmurou suando frio. Não entendia o fato daquele homem, maldito Capitão Newton, não saber se virar sem seu marido.

A mesma angustia que ela lembrava ter sentido quando Jasper fora guerrear aparecera novamente, estremecendo-a. Alice apertou o papel entre os dedos, precisando segurar-se por um tempo em uma das pilares.

Olhou para a carta novamente, podendo ver as letras elegantes escritas á tinta no papel. Letras tão bem feitas, dizendo coisas tão terríveis.

Alice hesitou um pouco em seu lugar, tentando decidir o que fazer. Mas, em sua cabeça, tinha uma certeza.

Aquela carta jamais chegaria às mãos de Jasper.

Com o coração disparado, Alice amassou o papel nas mãos, decidida à não deixar que Jasper se arriscasse daquela maneira outra vez. Que ele não a deixasse ali, tão apreensiva que ela quase colocava o coração para fora de tanta preocupação com o egoísta de seu marido.

A raiva e a indignação arderam em sua garganta e Alice não vira outra alternativa senão jogar aquele papel fora.

Tão longe daquela casa que Jasper jamais sonharia que ela existira.

Alice fizera uma enorme bola de papel com a carta enviada a Jasper e a jogou no lixeiro da cozinha, sob as cascas de batata.

Saíra da cozinha tão rápido quanto uma flecha, subindo para seu quarto e ficando quieta, como se apenas pensar alto já a denunciasse.

E no lixeiro da cozinha, morria as palavras de Sr. Newton.

_

Jasper chegara em sua casa, naquele dia, um pouco mais atrasado do que o habitual.

Simplesmente estava com tanto trabalho que mal respirava.

Alice aparentemente já estava deitada e ele preferiu não acordar Lilly nem Consoelo para que lhe esquentassem o jantar.

Quem precisava comer, afinal de contas?

Subiu as escadas envolto ao breu que estava sua sala. Estava pensativo e estivera daquele jeito durante todo dia. Algo dentro dele, como um pressentimento ruim, embrulhara seu humor e o cansaço parecia maior do que os outros dias.

Abriu a porta de seu quarto em silencio, a fim de não acordar Alice, caso ela já estivesse em seu sono.

Agora, Alice se cansava demais, e dormia mais ainda.

Estava emagrecendo novamente, e Jasper angustiava-se ao notar aquilo. Com um suspiro, ele sentira toda a mistura daquelas preocupações transformarem-se em peso para seus ombros.

Estava matando-o, também.

_ Jasper? È você? – a voz baixa e sonolenta de Alice chamara-o do meio da escuridão. Pobre Alice, ele martirizava-se, ao lembrar o quanto ela ainda estava assustada.

E Alice jamais havia sido moça de assustar-se.

_ Sim – ele respondeu, acendendo a luz principal, afinal ela havia acordado com o mínimo ruído que ele havia feito – Sim, sou eu – sorriu para ela, que sentara-se na cama, encarando-o com os olhos semicerrados por conta da repentina claridade.

Quando seus olhos mirrados focaram-se nele, ela desfez sua postura repuxada, alerta.

Era apenas Jasper.

Sorriu, passando as mãos pelos cabelos, ainda um pouco curtos, querendo parecer menos deplorável aos olhos dele.

Jasper gostava tanto de vê-la passar as mãos nos cabelos a fim de arrumá-los toda a vez que o via, que seu cansaço e seu mau-humor tinham, sempre, obrigação de sumir.

_ Está bem? – ele perguntou, como perguntava toda a vez que a via. Sabia que Alice não entendia, realmente, o motivo de toda aquela preocupação, mas ele não podia deixar de perguntar.

_ Sim, estou – respondeu ela com sua voz sempre doce demais. Estava sentada no meio de seus cobertores e travesseiros, olhando-o.

Levantou-se do meio daquele emaranhado de panos macios e ficara de pé. Rodeou o pé da cama, seu olhar ainda pairado sobre ele.

Jasper começou a se livrar de suas roupas, pronto para trocar-se. Mas percebera a maneira tão profunda que Alice o olhava.

Ela parecia divagar silenciosamente consigo mesma sobre alguma coisa, enquanto o olhava.

Fora quase que automático o clima dentro daquele aposento mudar bruscamente para algo muito mais tenso. Jasper sabia reconhecer os sinais de uma mulher.

E podia vê-los em Alice.

Dera um passo em direção àquela cama, onde ela estava de pé, sentindo o corpo responder prontamente àqueles sinais dela. Seu casaco, já totalmente desabotoado, caira no chão enquanto ele chegava mais perto dela.

Ela ofegara baixo quando ele tocou sua garganta.

Jasper sorriu maliciosamente ao lembrar-se que, agora, podia tocá-la. Agora, ela seria dele a qualquer momento que ambos necessitassem. Ah, agora, ele não precisava mais se policiar na restrição de seu quarto e dela.

_ Necessito de você – disse ele com um rouco na voz. Denunciava suas fraquezas quando sua voz saia daquela maneira. Rodeou seu pescoço com a mão, fazendo-a arrepiar-se.

Porem, Alice lhe dirigira um sorriso tão malicioso quanto o dele.

Dentro de suas vestes, toda a força de sua masculinidade enrijecera-se bruscamente.

_ Você não manda em meus desejo. Quem lhe disse que pode me ter quando necessitar? – desafiou ela em um quase sussurro, pondo Jasper em um estado novo de uma deliciosa incerteza que o fizera ficar mais excitado por ela.

Ah, aquela forma nova de Alice era cruel. Era cruel e brincar daquela maneira com ele era ainda mais.

Ele grunhira baixo, tomando uma atitude que fora mais forte do que ele. Avançou sobre ela e a pegou no colo bruscamente, pouco sentindo os protestos dela em seus braços.

Caira junto com seu corpo no centro da enorme cama, prendendo seus pulso juntos. Alice não havia aprendido que jamais poderia disputar em força com ele?

Rindo por conseguir imobilizá-la, ele, vagarosamente, sentou-se sobre seu quadril, imobilizando-a por completo, impedindo de vez que ela pudesse sair dali.

_ Sou realmente pesado, não? – zombou ele enquanto ela bufava pela notável falta de capacidade de ser superior.

Não havia nenhuma maneira de deixar Jasper vulnerável sob si?

Porem, ela se dera conta, a medida que podia sentir ele sobre seu quadril, que havia uma coisa que Jasper desejava dela duramente.

Ele perdia seu notável comando toda a vez que a tocava, que estava dentro dela.

Alice parou de tentar lutar contra e o olhou. Jasper perderia seu comando se, ao invés dele, fosse ela a tocá-lo? Jasper não se deixaria vencer por ela?

Olhando para o corpo rígido dele, ela passou a pensar que sim.

Sentou-se na cama, ficando rente ao seu peitoral tão liso e perfeito. Ele pareceu confuso com sua forma de encará-lo, com sua forma de portar-se. Porem, ele não tivera muito tempo para indagar, pensar ou definir uma explicação.

Alice, no auto de sua ousadia e de sua falta de pudores, tocou-o por sobre sua calça de algodão bege.

Jasper ofegou repentinamente, perdendo o espírito zombeteiro em segundos. Deus, seu coração bateu rápido com a sensação de ter as delicadas e belas mãos dela sobre algo tão intimo dele.

_ Alice, o que...Oh! – ele fechou os olhos quando ela pressionou seus dedos em volta de seu sexo, causando uma sensação de calafrios em seu corpo todo.

Arrepiou-se por completo quando sentira os lábios dela em seu peito, tão perfeitos sobre sua pele que ele puxou o ar com tanta força que quase caira para o lado.

Ela aumentou a pressão de sua mão, intensificando a forma com que beijava sua pele salgada. No alto de seu desprendimento, ela fizera com ele o que ele costumava fazer com ela.

Alice passara sua língua com lentidão ali, fazendo-o estremecer e fraquejar sobre seu quadril.

E ela gostara de ver aquilo.

Gostara tanto que até sorrira.

_ Gosta disso? – perguntou ela com a voz propositalmente sensual. E quando o olhou com aquele novo olhar, Jasper perdera seus sentidos.

Emoldurou sua cabeça com as mãos, atacando sua boca com ferocidade, tão fora de si que temeu tê-la machucado à boca.

Porem, ela respondera tão ávida quanto ele, abandonando as mãos de seu sexo, tão mortalmente excitado que era como pedra, e puxou-lhe pelas costas largas e duras, como se quisesse que ele a beijasse ainda mais.

Jasper gemeu contra sua boca, puxando seus cabelos curtos com vontade.

Alice era tão perfeita em sua forma de reagir, que ele ficava na duvida se estava mesmo vivendo aquilo junto com ela.

Ainda pensava que podia acordar a qualquer momento e temia pensar para qual parte de sua vida ele voltaria.

Seria para antes de se casar com ela, sob tantos protestos e caras emburradas?

Seria para sua colcha novamente, quando eles mal se falavam?

Seria para algum momento em que ele estivesse sozinho, e Alice já não estivesse mais ali?

Como um sopro, Jasper interrompeu seu beijo, estremecendo diante de seu pensamento. Pensar na terceira possibilidade lhe deixava mortalmente arrasado, preocupado, angustiado e mal.

Pois aquele futuro tinha duas formas de acontecer.

A primeira era a de Alice ser vencida pela doença...os tratamentos com os remédios não funcionarem com ela... e ela acabar por morrer.

Isso fazia uma cólera profunda machucar o coração de Jasper, que o deixava irritado e certamente impaciente.

E, para seu desespero, aquela era uma grande... possibilidade.

Jasper fechou os olhos, voltando a beijá-la, agora com certo desespero, como se cada segundo fosse precioso demais para ser desperdiçado.

Todavia, havia a segunda possibilidade de um futuro em que ela não estivesse com ele.

E essa possibilidade se chamava Alec Black.

Sim, aquele medo irreal da proximidade de Alice e daquele maldito ainda perturbava a cabeça de Jasper, e ele sentia que não sossegaria, o mínimo que fosse, se não soubesse pela boca dela.

Um estalo na cabeça de Jasper o fizera parar de beijá-la bruscamente outra vez.

E, agora, Alice acabou por bufar.

_ O que há de errado? – indagou ela, confusa.

Mas Jasper a encarava com uma ferocidade que a fizera calar-se no mesmo segundo e abaixar a crista.

_ Diga-me, Alice – perguntou ele em um sopro – Prefere o meu beijo ou o de Alec? – seu tom não escondia sua impaciência e seu temor.

Porem, não ligou para sua escolha de palavras. Dessa vez, seria tudo muito cru.

Alice parecera surpresa com sua repentina pergunta.

_ O... O que? – ela indagou, estranhando a maneira ele a encarava daquela maneira tão intensa.

_ O vi beijando-lhe àquela maldita vez – grunhiu ele, como se o pensamento lhe viesse a cabeça e ele o repudiasse — Agora me diga se prefere a minha boca à dele!

Alice detestou saber por qual motivo Jasper havia parado de beijá-la. Por um momento, até ficara com medo do que aquilo significava para ele. Porem, a resposta parecia tão obvia, tão fácil de responder, que ela relaxara novamente.

Se lembrava muito vagamente do beijo sem sabor que recebera de Alec.

O beijo dele não a dava calafrios...

_ Não preciso lhe dizer coisa alguma – respondeu ela, aproximando-se perigosamente de sua boca, querendo muito acabar com aquele pequeno intervalo.

O coração de Jasper dera um aperto dentro de seu peito, e por alguns segundos, ele não soubera de que forma reagir.

Por que toda aquela evasiva?

Jasper tocou sua bochecha, desgraçando-se por dentro por ainda não ter Alice da forma como queria.

Mesmo não sabendo ao certo de que forma a queria.

_ Então não a beijarei mais – prometeu ele, seus olhos duros e seus desejos completamente frustrados. Sabia que morreria por não beijá-la mais, mas não queria mais fazer aquilo se, na cabeça dela, ainda existisse quaisquer resquício de Alec.

Descera sua mão por seu colo, parando sob o tecido de seus seios, tocando o que ele já havia tocado antes.

E que gostava tanto de fazê-lo.

Alice fechou os olhos, como se se deleitasse diante de suas caricias. Jasper detestava a maneira confusa com que Alice o colocava.

Porem, com o anúncio dele, Alice gemeu muito fracamente, imaginando o que diabos faria se ficasse sem seus beijos. Pois, com a mesma intensidade com que queria seu corpo, queria seus lábios sobre os seus, sua boca junto da dela e sua língua invadindo-a com fazia um pouco mais abaixo com outra parte de seu corpo.

Diante daqueles fatos, ela não podia permitir que ele não ousasse beijá-la mais.

Ela já necessitava daquilo. E a incômoda dor de vazio entre suas pernas lhe reforçaram aquela verdade.

_ Prefiro o seu – revelou ela em um sussurro sôfrego, apertando-o sobre a roupa com mais pressão, salivando tanto que umedeceu os lábios.

Jasper sentiu um alivio tão intenso tomar conta de si quando a vira dizer aquilo que riu.

Era a ele que ela queria.

Ele deu fim à sua pausa, atacando sua boca novamente, invadindo-a com possessão, marcando, além de seu corpo, seus lábios como dele, também.

Pegou a barra de sua camisola e a levantara devagar, movendo seu quadril de acordo com as mãos dela sobre si. O calor das velas fazia o corpo dele começar a suar dentro de suas roupas, fazendo-o ter vontade de arrancar aquela camisa de uma vez para que pudesse estar junto dela muito antes.

Alice parecia sentir a mesma necessidade que ele, pois subira suas mãos delicadas por debaixo da camisa dele, arranhando a pele de sua barriga definida. A forma como ele friccionava-se contra ela era mortalmente excitante.

Ela acompanhara a forma como ele ficava ante suas caricias. Como o corpo dele esquentava-se tão mais rápido do que o dela próprio, e como ele passava a impressão de que moveria o mundo se ela prometesse tocá-lo.

Alice sorriu consigo mesma enquanto movia seus dedos para os botões abertos de sua camisa.

Revelou pedaço por pedaço de pele que ele tinha, terminando de abrir os botões de cima para baixo. A medida que abria seus botões, ela beijava-lhe o peito com um desejo tão sem pudores que surpreendera até mesmo a ele.

Quando ela passou as mãos por seu corpo, chegando aos seus ombros para empurrar aquela camisa, Jasper voltara a beijá-la, porem, dessa vez, era de uma forma carinhosa, cálida e, de certa forma, respeitosa, enquanto, devagar, ele a abaixou na cama, a mesma cama que havia feito amor com ela pela primeira vez.

A mesma cama que se tornara o primeiro homem da vida dela.

Alice suspirou profundamente quando sentira a rigidez dele entre seus segredos. Quando estavam de pé, ele era divinamente mais alto do que ela. Porem, enquanto beijava-lhe, sugando e mordendo a pele de seu pescoço, eles pareciam perfeitos um para o outro.

_ Você cheira tão bem – disse ele, movendo suas mãos por dentro da camisola transparente dela, subindo-a pouco a pouco.

Alice sorriu enquanto roçava seu quadril contra o dele, acariciando seus cachos perfeitos. Quando os dedos insinuosos dele chegaram ao encontro de suas pernas, ela estremeceu.

Jasper a tocava com tanta sutileza e precisão que era impossível ficar uma grama indiferente.

Ela se moveu contra seus dedos, murmurando tropegamente seu nome. Ele voltou a beijá-la quando começou a levantar sua roupa, deixando-a novamente nua.

Alice já nem corava mais quando ficava daquela maneira em frente a ele.

Ele sempre sorria quando a via nua. Alice não sentia nenhum deboche vindo daquele ato, mas a intrigava.

Algum dia ainda perguntaria ele.

Porem, esqueceu aquela questão em menos de um segundo depois, pois o vira tirando suas calças, escorregando-as por suas coxas bem feitas.

A imagem dele nu ainda lhe era nova, pois ela sabia que pouco poderia acostumar-se.

Pois vê-lo daquela maneira lhe queimava as entranhas.

Quando ele voltou a colar seus corpos, ela relaxou outra vez, apenas esperando que ele preenchesse, estivesse com ela e dentro dela, tornando-os uma só carne.

Pelo menos por pouco tempo.

Alice abraçou-se ás suas costas largas e trancou a respiração quando sentira o exato momento que ele fizera mesmo aquilo. Ele era... era robusto demais para seu corpo pequeno e pouco acostumado com todo ele dentro de si.

Ainda lhe causava certo incômodo de inicio.

Mas ele entendia isso, também. Lhe dava um tempo até que estivesse suficientemente preparada para ele e toda sua presença. E, assim que ela o abraçava mais, ele passava a ir e vir contra si, em um delicioso e excitante ritmo vagaroso.

Alice gemeu contra sua orelha, afundando suas unhas na pele quente dele. Poderia estar arrancando sangue dele, ou quem sabe suas próprias unhas, mas não ligou.

Dor era a ultima coisa que sentia, agora.

Ele movia-se quase que freneticamente, roçando sensualmente todo seu corpo contra o dela, enquanto cruzava seus dedos o mais forte que conseguia.

Alice queria entender se todas as batidas errôneas de seu coração tinham motivos apenas pelo que estavam fazendo. Mas podia sentir cada batida acelerar-se um pouco mais quando ele murmurava algo em seu ouvido.

Quando a chamava de linda.

E não demorou muito para ela sentir seu controle sumir com mais uma onda intensa de pura excitação. O ápice de todo o calor que sentia quando ele estava dentro dela. Apertou-se com ele com todas as forças de seus músculos fracos.

Ele continuou seus movimentos rápidos e precisos, até que, assim como ela, explodira em luxuria e calor,

Seu interior fora completamente tomado por todas as partes dele, deixando-o quente e úmido, como se abrandasse o fogo que estivera nele.

Parecia...tão perfeito.

Assim que ele ficara imóvel, como se precisasse daquilo para recuperar o fôlego, Alice deixou suas mãos caírem largadas no colchão, pois não tinha forças suficientes para mantê-las em qualquer posição.

Engoliu em seco enquanto afundava sua cabeça no travesseiro. Sentia as mãos de Jasper enrolando seus cabelos entre os dedos, soltando lufadas de ar quente em seu pescoço.

Mesmo cansada, ela conseguira sorrir fracamente.

Depois de um tempo, Jasper deixou seu corpo pesado cair para o lado, a fim de não deixá-la desconfortável com seu corpo largado por sobre o seu. Buscava ar enquanto o peito socava freneticamente.

Seus cílios pesaram e ele sentira a necessidade de se afundar debaixo daquele cobertor e dormir o quanto pudesse. Porem, o silencio que estava imperado no quarto quando os gemidos cessaram-se, o despertou de seus pensamentos.

Olhou para o lado e Alice encarava o teto, apertando o lençol sobre o tronco. E aquela cena o incomodara, de repente.

Novamente, lhe vinha na cabeça como deveria agir com ela.

Já estaria dormindo se fosse com qualquer outra. Mas, com Alice, ele queria abraçá-la enquanto aconchegavam-se debaixo do mesmo cobertor, dormindo com o cheiro de seus cabelos por todos os lados.

Mas pensava se ela se incomodaria com o modo quase pegajoso com que ele queria ficar com ela.

Alice jamais transparecera ser uma mulher que gostasse de tantos mimos.

Mas, o que Jasper não sabia, era que, pela cabeça de Alice, era exatamente aquilo que se passava. Porem, ela esperava a atitude vindo dele próprio, morrendo de apreensão ao imaginá-lo virando-se de lado e abraçando-se ao travesseiro, como fizera da última vez.

Porem, enquanto ele divagava silenciosamente, ela interpretou seu silencio.

Ele não faria nada mais a ela, naquela noite.

Com um nó na garganta, Alice sentira uma estranha vontade de chorar. Sentia-se só naquele colchão, desamparada.

Podia uma pessoa dar prazer e magoar ao mesmo tempo?

A ela, ao menos, Jasper conseguia. Alice sentira-se envergonhada, como alguém que havia acabado de ser usada para a satisfação pessoal e já não valia mais grande coisa. Obviamente ela sabia que Jasper não tivera aquelas intenção tão imundas com ela, mas sabia, também, que não devia esperar nada mais de especial dele depois que faziam amor.

Assim, com os amargos pensamentos que pensava, Alice cobriu até seus ombros com o lençol, virando-se de costas para ele antes que fosse ele a fazer.

Ela temeu acabar por chorar e ele escutar seu choro.

Oras, que grande tola ela se passaria. Certamente, seria motivo de chacota dele, na manha seguinte.

_ Boa noite – ela murmurou fracamente, fechando os olhos com força e afundando um pouco no travesseiro juntamente com a vergonha que estava sentindo dele.

E, também, a certa frustração pela sua falta de reação.

E, atrás de si, Jasper observou seu ato e chocou-se. O comportamento de Alice parecia tão... frio.

Ele encarou suas costas descobertas, pois o lençol não cobria muito ali, e admirou-a. Alice era tão linda que ele até ficava sem reação.

E voltava a estar nua.

Ah, Deus, ele deveria parar de pensar tanto, como o fazia. Pois a forma como ela se encolhera em seu canto, como se estivesse sentindo-se um objeto para o bel-prazer dele, começava a dar a ele outra perspectiva sobre seu comportamento.

Talvez, Alice não estivesse sento fria. Talvez, ela apenas estivesse esperando algo dele que nem mesmo ele sabia dar.

Por um momento, ele sentiu-se tão mal que quase se batera. Era obvio que Alice esperava, no mínimo, uma palavra carinhosa ou um gesto tocante.

E ele era insensível o suficiente para pensar que ela é que era insensível.

Jasper balançou a cabeça consigo mesmo, envergonhado por si próprio, e agiu sem pensar. Aproximou-se das costas dela, remexendo todo o colchão da cama e despertando os olhos fechados com força que Alice mantinha.

Quando estivera rente ao seu corpo, ele cobriu o braço dela com o dele, abraçando-a aconchegantemente. Seu corpo era perfeito quando moldava-se ao dele e o cheiro de sua nuca jamais poderia ser comparado ao estúpido travesseiro no qual ele acordara abraçado, da última vez.

Alice puxou o ar silenciosamente, permanecendo estática em seu lugar enquanto sua mente trabalhava para entender o que Jasper fazia.

Ele... ele estava abraçado a ela.

Para dormir.

Dentro de seu peito, seu coração desembestara em batidas frenéticas e suas bochechas esquentaram-se.

Na realidade, todo seu corpo estava aquecido, agora.

Ele respirou longamente em sua nuca, logo atrás de sua orelha, e a fez encolher-se um pouco devido às cócegas.

Alice se surpreendera por estar gostando tanto da sensação de dormir...abraçada a ele.

Era quase tão melhor do que fazer amor com ele.

_ Estou me mudando para essa cama permanentemente e não há nada que você me diga que me fará mudar de idéia – disse ele com a voz sonolenta e ambos riram.

Alice resfolegou baixo, aconchegando-se ali da maneira como sabia que podia.

E ela nem pensara em contradizê-lo.

~•~•#•~•~

Biloxi, Mississippi

Dia seguinte

1901

Alice virou a curva do corredor com pressa, pensando ter escutado algo em sua sala.

Mesmo que temesse não ser Jasper, ela não podia evitar ficar eufórica.

_ Olá! – ela exclamou com um sorriso, vendo que estava realmente certa e que era mesmo ele.

Jasper virou-se para ela com seu chapéu na mão. Estava prestes a sair.

_ Bom dia – ele respondeu, devolvendo-lhe seu gracioso sorriso.

Mesmo que estivesse de saída, qualquer coisa podia esperar enquanto ela sorrisse para ele.

_ Achei que fosse ficar mais na cama – disse ela sem pensar, esquecendo-se de instalar suas tranças na língua. E quando percebera que realmente falara aquilo em voz alta, ela corou violentamente, vendo o sorriso malicioso dele se formar em seus lábios — ... quer dizer, você ainda tinha alguns bons minutos de sono..

Jasper acariciou suas bochechas ainda coradas com a palma da mão, relembrando intimamente a ultima noite.

Alice já não se envergonhava tanto em sua presença durante a manhã.

— Se eu não saísse logo, não sairia mais – piscou ele, deixando-a sem jeito por fugazes segundos. Jasper tinha mesmo aquela terrível característica – E, também, eu preciso ir até o banco.

Alice assentiu, dando um tímido passo em sua direção, esperando que ele a beijasse. E fora isso que ele fez, trazendo-a mais para perto pela cintura fina.

Era mais um de seus beijos ternos e calmos, que sempre deixava a boca dela com o gosto que a dele tinha.

E ela, no alto de sua consciência, ainda, pois logo não a teria mais, riu entre os lábios dele e os seus próprios.

_ Você tem que trabalhar.. – murmurou ela, se entregando mais e mais à deliciosa sensação de calor no pé da barriga que ser beijada por ele lhe proporcionava.

Ele riu, afastando-se dela e de sua tentação.

Ele realmente ficara tentado a puxá-la pela mão para voltarem para a cama...

Porem, ela estava certa, ele precisava mesmo ir.

E era, novamente, por culpa dela. Ela apenas não poderia saber o motivo de sua ida ao banco.

_ Até mais – disse ele, ajeitando seu chapéu preto na cabeça. Dirigiu-se para a porta, olhando-a a todo o tempo por sobre o ombro.

Não sabia por que, mas algo dentro dele não estava sentindo-se bem o suficiente em deixá-la sozinha.

_ Não se preocupe – ela disse-lhe com sua voz suave. A voz que Jasper gostava tanto de escutar – Eu ficarei bem.

_

À tarde...

_ Ah, querida, é mesmo muita gentileza de sua parte – Pe. Charlie pegara as mãos de Alice entre as suas, sorrindo para ela o tempo todo. Pe. Charlie tinha realmente um sorriso fácil.

_ Poderei trazer mais destes, Sr. – disse ela, lembrando-se de todos seus vestidos e seus sapatos antigos, que já não lhe serviam mais, que ela poderia trazer para o abrigo de crianças abandonas na fazenda da catedral.

_ Adoraria, Srta. Cullen – ele lhe sorrira outra vez, balançando rapidamente as mãos dela entre as suas. Jamais perderia o hábito de chamar Alice por seu nome de menina – Realmente adoraria.

Alice assentiu para o homem, colocando seu véu azul sobre a cabeça outra vez. Dentro da igreja haviam poucas pessoas que rezavam baixo e Alice caminhara o mais silenciosamente possível.

Pensava consigo o que mais pegaria para doar. Pensara também em pegar algumas roupas de Jasper, talvez.

“Bem, quem sabe...”

Ela fora tirada de seus pensamentos abruptamente com um puxão em seu braço.

_ O que...

_ Olá Srta. Cullen – a voz de Fortunato lhe sussurrou com um grotesco sorriso de fundo. Ele a puxara para tão perto de si que ela ofegou de imediato.

_ O Sr.... – ela engoliu em seco enquanto os olhos negros daquele homem lhe encaravam como se quisessem devorá-la. Dentro do peito de Alice, seu coração passara a bater rápido e ela sentira o medo ameaçar tomá-la.

_ Onde está o Sr. seu marido? – ele perguntou sem um pingo de cordialidade. Seu tom era rude e imponente.

Alice vira sua mente ficar branca pela possibilidade irreal de dizer onde Jasper estava. Por algum motivo maior, seus instintos lhe gritaram para jamais dizer àquele homem, o destino de seu marido.

_ Creio eu que não seja de seu interesse – retrucou ela com uma voz fraca. De perto, Fortunato Black lhe dava muito mais medo do que ela podia imaginar.

Algo nos olhos deles arderam. Talvez fosse a raiva fluindo, Alice pensou. Em seu braço, ela sentira a pressão por conta de sua resposta insolente.

_ Me custa muito estar sendo tão piedoso, Srta. – ele sussurrou. O hálito quente tocando a pele dela com brutalidade.

Era a primeira vez que aquele homem mostrava-se menos cordial.

Não, naquele momento, Fortunato Black parecia querer mostrar para ela que ninguém deveria brincar com sua cara como, supostamente, ela e Jasper faziam.

E ele a intimidara mais.

Ele lhe dera muito mais medo do que já o fazia.

_ Do que está falando? – ela perguntou com um fio de voz, tentando entender em que sentido vinha as palavras misteriosas dele.

Ele a encarou fixamente por um longo tempo antes de soltá-la bruscamente, mostrando um lado oculto aos olhos de Alice que a fizera estremecer.

Seu olhar era frio e bruto enquanto a olhava.

Alice sentiu como se ele estivesse tão mortalmente raivoso e irritado com ela que poderia esganá-la logo ali, no corredor da enorme igreja.

Porem, não fazia a mínima idéia do motivo de toda aquela raiva.

_ Vocês saberão, cara minha – disse ele em um sopro rouco. Olhando-a daquela maneira estarrecedora pela ultima vez ele, ele finalmente se virara para se encaminhar a saída, tapando toda a luz que adentrava pelas portas abertas – Muito antes do que fazem idéia.

-

Biloxi, Mississippi

Dia seguinte

1901

Alice havia ido até a cidade deixar o lenço de sua sobrinha na casa de as irmã, Bella. Jasper havia saído e ela preferiu tomar um ar, até que ele chegasse para estarem juntos.

Alice se irritava muito por sentir tanta falta da companhia dele.

Faltavam apenas dois quarteirões para que ela estivesse em sua casa, mas preferiu encurtar ainda mais seu caminho, tomando a direção de uma ruela aos fundos dos conjuntos das casas da avenida principal.

Seu caminho estava silencioso e ela pensava em muitas coisas aleatórias, enquanto andava pé à frente de pé. Porem, cruzava a ruela abandonada nos fundos da mercearia quando sentira a primeira presença atrás de si.

Fora de imediato que voltara-se para trás com a espinha gelando. Um arrepio involuntário tomara conta de seu corpo quando ela vira apenas uma sombra negra atrás de um muro.

Com uma palavra pouco cortez sussurrada em um momento de pânico, Alice apertou o lenço sobre sua cabeça e virou-se pra frente novamente, apressando seu passo e pisando nos paralelepípedos de dois em dois.

Seus pequenos saltos fazia um tilintar sobre as pedras, e era o único som que se podia escutar.

Isso e sua respiração rápida e descompassada.

Porem, tão logo ela começou a escutar outros passos atrás de si, o cascalho das pedras soltas sendo esmagadas por algo realmente mais pesado do que ela.

Alice apressou um pouco mais seu passo, temendo olhar para trás. Mas, de repente, no muro ao lado, um vulto passara correndo, assustando-a como o inferno.

Ela soltara um grito baixo, começando a suar. Onde estava mesmo a ruela que dava em sua casa? Com a mente tão perturbada, ela já não tinha noção de mais nada.

Os passos atrás de si tornaram-se tão rápidos quanto os dela, enquanto a ruela ia ficando mais estreita e, a medida que as casas do outro lado se encontravam umas com as outras, os telhados também impediam que a luz entrasse por ali.

Estava ficando escuro.

Alice ofegou, começando a rezar com a mão apertada em seu vestido. Algo fora chutado na construção abandonada por onde ela passava e ela já sabia que haviam muito mais do que ela fazia idéia.

Tinha muitas pessoas seguindo-a.

Com o medo tomando conta, Alice arriscou-se a olhar para trás, por sobre o ombro.

E estarreceu como jamais antes.

Vira uma sombra alta, envolta a um enorme casaco preto, e algo pendia em suas mãos.

Deus, ela estava certa.

_ È melhor você parar agora mesmo – a voz grunhiu, encobrindo os sons dos sapatos de Alice sobre as pedras. Ao lado, no canto da ruela, ratazanas enormes e barulhentas passaram, como se corressem daquele homem, também.

E ela já não fazia a menor idéia de para onde estava indo. Quer dizer, no inicio até sabia. Porem, não fazia idéia de quando perdera a direção e se encaminhara para aqueles lados escuros, abandonados e úmidos.

Estaria ela muito longe de Jasper, naquele momento?

Sim, pois era nele que sua mente pensava.

Com um pânico tão intenso que a impedia de respirar, Alice se dera conta de que eles que haviam direcionado-a para aquela direção.

Estavam encurralando-a?

Quando aquela certeza tomara conta de si, ela não vira outra alternativa senão correr e tentar despistar aqueles homens o maximo que conseguisse.

Aprendera com Jasper a lutar até o fim.

Alice deixara seu lenço azul cair pelo chão quando se pôs a correr rapidamente. Atrás dela, ela escutava os passos correndo também.

O coração acelerou-se e o ar perdeu-se de vez enquanto ela pisava nas poças de água que tinha entre as pedras quebradas da ruela.

Um emaranhado de muros e ruas iam aparecendo à sua frente enquanto ela corria desesperadamente. Seus sapatos rasgaram seus calcanhares e a barra de seu vestido destruira-se com a água suja por onde ela pisava.

E quando finalmente ela vira um caminho mais iluminado, por onde podia-se escutar algumas vozes distantes, algo tocava seu braço.

_ Sua maldita! – grunhiu o homem logo atrás dela. Seus dedos apertaram-se em seu cotovelo e Alice tentou gritar, porem estava ficando tonta e sem ar, o que lhe impossibilitava de fazer aquilo.

_ Me largue! — ela guinchou, retorcendo seu braço, pequeno demais em relação aos dedos do homem, para tentar se libertar.

Quando, por um descuido e falta de força, ela conseguira soltar-se dele, passou a correr ainda mais, quase escorregando em um enorme posso de água suja.

Porem, a barra de seu vestido ficara preto.

E finalmente ela encontrara uma das ruelas por onde a avenida principal passava.

Vira uma pessoa e vira, também, outra.

Saíra em uma corrida mortal daquele beco mal cheiroso e pútrido e, quando menos percebera, já estava envolta á diversas pessoas, que conversavam e riam alto.

Buscando ar, Alice parou por alguns segundos, apenas a tempo de olhara por sobre o ombro outra vez. Atrás da poça por onde ela quase caira, cerca de cinco homens estavam parados, ofegantes e brutais, encarando ela com os olhares furiosos.

Alice teve tanto medo daquela imagem que seu coração palpitara outra vez, com ainda mais força e ainda mais intensidade.

_ Alice! – Alice escutara alguém gritando seu nome em algum lugar, e procurou por todos os lados.

E, como um milagre, Alice reconhecera seus olhos verde-envelhecidos.

_ Oh meu Deus! – ela exclamou, sentindo o peito aliviar-se tanto que ela quase chorou. Quando menos via, já empurrava as pessoas da rua para que saíssem de seu caminho, enquanto corria em direção à ele.

Jasper estava parado ao portão da casa deles, encarando Alice de longe com a testa franzida.

Ela correra tão rápido que chegara a ele muito antes do que pensava que chegaria. Chocou-se ao corpo dele com tanta força que ele até mesmo retrocedera para trás.

E o abraçou.

Naquele momento, podia deixar seu corpo soltar-se. Sabia que estava segura, agora.

_ Alice, o que diabos aconteceu!? – Jasper indagou de imediato, notando todo o desespero dela e sentindo como ela o apertava de maneira estranha – Vamos, diga-me!
Alice não conseguia verbalizar absolutamente nada. Apenas respirava com força e se abraçava mais a ele.

E Jasper sentira-se desesperado.

Alice estava branca e parecia que cairia a qualquer momento. Seus pés estavam tão vermelhos que pareciam sangue e seu vestido estava destruído.

Alice jamais deixaria seu vestido daquela maneira.

_ Alice, por Deus...

_ Me leve para dentro, Jazz! – sussurrou ela com as poucas forças que conseguira encontrar – Por favor, me leve para dentro.

-

Uma semana depois

Biloxi, Mississippi

Alice não havia contado. Não havia contado a Jasper que quase haviam conseguido pegá-la.

Jasper já parecia preocupado demais.

Já não saia de casa sozinha e evitava ficar na janela.

Tinha sempre a sensação de que a vigiavam.

Já não cabia-se mais em medo e seus pesadelos pioravam. Juntava-se com sua fraqueza diária e tudo nela já era demais. A única coisa que compensava tudo era a presença dele.

Ainda mais se fosse para estarem juntos daquela maneira como estavam.

Alice afundou suas unhas em suas costas, enquanto seu corpo ia e vinha freneticamente junto com o dele. Jasper a segurava pelos cabelos, sugando a sensível pele de seu pescoço branco.

Aquela marca ficaria intacta por semanas adentro, Alice pensou.

Seus corpos já começavam a suar e sentir o cansaço que aquele ato, repetidas vezes, fazia ao corpo. Porem, não passara pela cabeça de nenhum parar aquilo.

Não naquele momento, onde as intensas ondas de prazer se aproximavam.

Alice apertava-se contra ele enquanto gemia seu nome. E toda a vez que ela fazia aquilo, ele aumentava a intensidade com que invadia seu corpo, encarando aquele ato dela como uma válvula de escape poderosa demais para seu controle.

E quando o clímax chegara, Alice gemeu alto, arqueando seu corpo para ele, perdendo o foco em seus olhos por um tempo sem fim. Adorava tanto aquela sensação de quase voou.

Seu corpo ficava tão leve.

E enquanto as ondas elétricas seguiam todo o caminho de seu corpo, sentira Jasper chegar ao mesmo momento que ela, a tensão sendo descarregada de seu corpo para o corpo dela.

E quando seu corpo se acalmara um pouco, Jasper perdera um pouco das forças e se deixara cair por sobre o corpo dela, afundando sua cabeça em seu colo quente. Depois daquele momento, ambos calavam-se, presos em seus próprios pensamento, enquanto trocavam caricias leves e cansadas.

Alice umedeceu os lábios, sentido o leve gosto de sangue. Deveria ser de um dos momentos que ele estivera em seu corpo, sugando-a com seus lábios ágeis.

Ela mordera os lábios tão forte que machucara-se.

Mas deu de ombros, pouco ligando para aquilo. O que importava era que estava satisfeita. Talvez muito mais do que apenas satisfeita. Passou a acariciar os cabelos loiros, jogados sobre sua clavícula, deixando seus pensamentos voarem para qualquer lugar.

E, enquanto isso, Jasper subia e descia sua mão por sua perna.

_ Precisamos parar um pouco – ela murmurou, cortando o silencio. Mesmo que não lhe agradasse, realmente, aquela idéia, ela vira que estavam perdendo o controle muito facilmente.

Por Deus, a uma semana ela mal conseguia ser beijada por ele!

Jasper levantara a cabeça para olhar para ela.

_ Por que? — indagou ele com as sobrancelhas arqueadas. Alice sabia que não iria ser fácil convencê-lo sobre o tempo – Não vejo razão para tal ato.

Alice o encarou estupefata, como se o questionasse.

_ Jasper, fizemos isso no estábulo, na minha cadeira de balanço, no quarto de hospedes da esquerda, no quarto de hospedes da direita e no de lá de baixo, fizemos isso na poltrona da sala enquanto Consoelo e Lilly faziam nossa janta, fizemos no provador da alfaiataria de Pepeu, na poltrona da biblioteca, atrás dos pés de café da fazenda e nessa cama – quando ele abrira a boca para dizer algo, Alice continuou – em menos de 3 dias! Estamos virando coelhos!

Jasper a encarou sério, como se demonstrasse que estava irritado com as palavras dela.

Mas quando ele riu, Alice relaxou sobre o travesseiro.

_ Você está certa – disse, passando as pontas dos dedos entre o vão de seus seios descobertos – Vamos dar um tempo – ponderou ele com naturalidade. Alice até pensara que seria mais difícil, mas como ele parecia ter concordado com ela, ela assentiu, séria quanto a sua decisão.

Porem, enquanto ele a imprensava contra a parede do corredor principal, ela passou a reavaliar sua sugestão. A conversa adulta e natural que haviam tido alguns minutos já não cabia mais naquele momento.

Ele fazia amor com ela na parede do corredor!

A beijava enquanto passava as mãos por seu corpo, assumindo total controle daquele ato. A porta do quarto deles estava logo atrás de si e as luzes dos lustres era a única luz que ambos dispunham.

Mas ninguém mencionara que necessitavam de luz.

_ Jas... Jasper? – ela o chamou em um momento, a voz por um fio. E quando ele a olhou, continuando o que estava fazendo com ainda mais pressão, ela o fuzilou – Eu o odeio!

_

Era quase duas da manhã e os dois ainda estavam acordados. Estavam conversando e rindo baixo para não acordarem Lilly nem Consoelo.

Pois enfartariam alguma delas se elas os vissem naquele momento.

Estavam nus e sentados, de forma completamente largada, no sofá da saleta. Não haviam ligado as luzes nem a lareira.

Era bom apenas... conversar.

­_ Você acha mesmo isso? – Jasper indagou chocado, enquanto a encarada no escuro – Quero dizer, acha mesmo?

Alice assentiu, brincando com as pontas das almofadas. Mesmo que sentisse seu corpo um pouco diferente, mais formado e mais sensual, ela não via nada nele que a agradasse.

_ Sim, penso isso mesmo – disse ela.

Jasper balançou a cabeça para os dois lados, agradecendo o fato de Alice não poder ser testemunha vivida de seu choque.

_ Não tem curvas? — ele repetiu suas ultimas palavras em um sussurro – Vocês mulheres podem até mesmo não perceber esses detalhes, minha cara, mas nós, homens, percebemos muito bem.

Alice virou-se para seu lado no sofá de imediato, seus olhos brilhando no escuro.

_ Ah, então o Sr. percebe as curvas das mulheres, não? – ela o acusou e Jasper descobriu algo histórico.

As mulheres não deveriam saber tudo sobre os homens.

_ Acho que não foi realmente o que eu falei – murmurou ele, dando um longo suspiro e puxando-a para seus braços, desviando o assunto de forma profissional — Acho melhor irmos dormir – disse, fingindo um bocejo – Está tarde.

Alice assentiu, sentindo-se bem cansada, mesmo.

Maldita fosse toda a linhagem masculina dos Witlock’s, pensara ela.

_ Vou até a cozinha beber um copo de água – disse ela quando se levantaram – Subo em um minuto.

Passara as mãos pelos cabelos suados e completamente embaraçados. Deus, estava deplorável, realmente.

Maldita realmente fosse toda a linhagem masculina dos Witlock’s!

Seus pés descalços pisavam com suavidade sobre o tapete de seu assoalho, e ela sabia tanto o caminho que nem mesmo o intenso escuro a fazia trombar em coisa alguma.

Espreguiçou-se quando chegara a mesa de janta, onde uma jarra d’água sempre repousava juntamente com taças de cristais.

Simplesmente para momentos como aqueles.

Porem, quando estava frente a mesa, sentira algo atrás de si. Assustada como estava naquela semana devido ao que havia acontecido a si naquelas ruelas, ela ofegou, assombrada. Mas quando preparou-se para gritar por Jasper, ele tapara sua boca, indo diretamente em seu pescoço.

Era o próprio, voltando a acariciá-la de forma insinuante.

Deus do céu, iam começar de novo.

Alice se ondulou em seu abraço, tentado resistir a tentação que era suas caricias.

_ Jasper, homem de Deus, está louco? – sussurrou ela, olhando pelo corredor onde se encontrava o quarto de Consoelo e Lilly, atenta ao momento em que uma das duas apareceria ali e os pearia em um flagrante constrangedor.

_ Quero você, Alice – sussurrou ele de forma sinuosa em seu ouvido, mordendo-o e puxando-o entre os dentes. Alice gemeu, começando a sentir o corpo ascender pelo dele novamente – Quero você agora mesmo.

De súbito, ele a virou para frente, beijando-a logo em seguida, impedindo ela de discursar seu mantra outra vez. A sentou a beirada da enorme mesa, separando-se as belas pernas para roubar os sentidos dela em alguns segundos.

_ Jasper, as serviçais podem aparecer... oh Deus, podem aparecer a qual-qualquer momento!

Jasper a olhou de forma maliciosa, ajeitando-se perfeitamente a ela, não ligando nenhum pouco para Alice e suas preocupações.

E depois, ela já não se lembrava de mais nada...

~•~•#•~•~

Biloxi, Mississippi

Uma semana depois

Depois de um tempo, a naturalidade já era natural. Alice já havia perdido todo constrangimento que ainda restava com relação á Jasper, à presença de Jasper, aos toques de Jasper e a qualquer coisa relacionada á Jasper.

Agora, ela mal percebia quando já estavam de mãos dadas.

Agora, Jasper dormia na cama junto com elas todos os dias.

Quer dizer, dormia com ela todos os dias.

A colcha havia retornado para dentro do armário, lugar de onde, Jasper tinha absoluta certeza, não sairia tão cedo.

Porem, haviam coisas que ainda não haviam mudado. Alice não melhorava, porem não piorava. Estava estancada em seu mal estar e sua habitual falta de apetite.

Jasper precisava usar de toda sua lábia para fazê-la comer.

Isso por que era na comida que ele colocava os remédio dela. Remédios esses que já estavam no fim de seu estoque, o que o obrigaria a ir para a capital o quanto antes.

Mas era tão difícil ir e deixá-la ali.

Alem dela perceber e indagar sobre o motivo de ele estar indo, deixá-la doente do modo como estava o matava.

Porem, se a levasse, Alice descobriria que estava muito mais doente do que a simples constipação mal curada que ela pensava ter. E ela não devia descobrir aquilo. Jasper entendia daquilo. Acontecera o mesmo a sua mãe quando descobria que sofria do mal da Meningite.

Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

Ela passara a pior dia a dia.

Jasper suspirou para espantar as lembranças de sua mãe doente e terminou de colocar o remédio dela dentro de seu chá. Também em seu pão doce.

_ Então, o Sr. ficou de contar-me o que pensava no inicio de tudo isso – ela voltou a perguntar enquanto sorria, enrolando-se em seu casaco, que agora ficava um pouco maior do que ela própria – Por exemplo... por que, assim que nos mudamos para essa propriedade, não foi para um quarto de hospedes, onde teria uma cama?

Jasper dera um sorriso, ainda de costas para ela, enquanto preparava seu pequeno lanche.

_ Primeiro, por que eu tinha tanto direito ao quarto principal quanto você – explicou ele, remexendo seu chá para o remédio misturar-se muito bem – Segundo por que você se mexe bastante enquanto dorme, briga com os cobertores...

Alice desviou sua atenção dos botões de seu casaco e o modo como suas mangas cobriam toda a sua mão, para poder olhar para ele.

_ Oras, e o que isso teria a ver? – indagou ela, confusa.

Jasper virou-se para ela, que parecia realmente confortável em sua cadeira, na varanda. O sol do fim de tarde batia em seu rosto e lhe dava uma aparência saudável outra vez.

Por algum tempo, ele quase acreditou que ela poderia voltar a estar daquele jeito.

_ Sua camisola sempre subia – disse ele com uma divertida piscadela. Gostava tanto de fazê-la corar que preferiu nem contradizer a ele próprio dizendo que ele nunca conseguira ver nada além de suas coxas expostas.

O que já o havia perturbado muito.

Porem, os olhos arregalados dela e sua boca entreaberta de constrangimento eram uma boa desculpa para ele não dizer absolutamente nada.

Ele riu enquanto pegava seu Martine e a xícara rosa de chá dela.

_ Quer saber sobre alguma coisa mais? – perguntou ele, divertido.

Alice ainda parecia sem jeito, pois passara as mãos nervosamente pela barra do vestido.

_ Bem – divagou ela, tentando mudar de assunto – E quanto a essa casa? – ela pegou a xícara de chá quando ele lhe ofereceu. Quando ele finalmente virou-se para conversar com ela, ela continuou – Quem a escolheu?

Ele bebericou seu Martine com a mão no bolso. Parecia cansado para Alice.

Ou, talvez, apenas o assunto em questão o teria deixado pensativo, de repente.

_ Algo errado, Jasper?

Ele sorriu após um suspiro, não querendo se abater por boas lembranças. Se desencostou do criado mudo e se sentou ao lado dela na cadeira da sacada.

_ Foi minha mãe – disse ele depois de um tempo, encarando as árvores no horizonte. Era como se conseguisse se lembrar dela com a riqueza de seus detalhes se olhasse para aquelas árvores, lugar onde ela sempre colocava como cenários para as historias que contava à ele – Foi ela quem escolheu essa casa para a gente.

Alice tirou os fios de cabelos de seu rosto pálido, encarando ele de perfil.

Sério e pensativo.

_ Sua mãe? – indagou ela com a testa franzida – Mas... hãn, não quero se indelicada, mas...

_ Sim – ele a cortou com outro suspiro – Sim, ela já morreu a um tempo. Mas... – fez uma pausa –Escolheu a mais de anos.

Alice umedeceu os lábios com a revelação dele. Bebeu um pouco de seu chá para ganhar tempo entre uma pergunta e outra.

_ Pensei que ela tivesse em mente que você ficaria no Exercito para sempre.

Jasper riu, rodando a taça de Martine entre os dedos. Não era irracional e nem tolo, mas desejava tanto sua mãe ali.

Ela saberia como ajudá-lo a cuidar de Alice.

_ Ela sempre soube que era isso mesmo que eu pretendia – disse ele – Mas, como todo o coração de mãe, ela esperava que eu me apaixonasse por uma bela moça e a tomasse em casamento. Ela sempre pensou que eu teria uma família. – Alice silenciou-se junto com ele por um tempo. Então, quando ele voltou a falar, ela já sentia-se muito perturbada — Ela escolheu essa casa para eu viver com a mulher que amasse.

Alice se estarreceu com aquilo. O aperto de seu peito a fizera desviar o olhar dele, encarando, também, a floresta logo a frente.

Tinha pena da mãe dele, pois certamente deveria estar revirando-se onde quer que estivesse.

_ Sinto muito – murmurou ela, bebendo todo o seu chá de uma só vez.

Fora a vez de Jasper encará-la, arqueando as sobrancelhas.

_ Sente muito pelo que? – indagou ele.

Alice abaixou um pouco a cabeça para colocar sua xícara até a pequena mesinha branca da varanda. Disse para si mesma que não havia motivos para ficar ressentida. E quando tentou entender aquilo, o encarou.

_ Você não vive aqui com a mulher que ama – respondeu, engolindo em seco. Por um segundo, que pareceram décadas, seus olhos quiseram chorar.

Jasper não encontrou palavras para dizer algo para ela. De um modo muito estranho para ele, ele não conseguia digeri-las.

E, pelo tempo de uma respiração, ele quase desmentira sua concepção.

Mas... não sabia se poderia desmentir aquilo.

Pois não sabia se a amava ou não.

Se a amava...

Acariciou sua bochecha com lentidão, vendo como o brilho de seus olhos estavam se apagando.

_ Mas vivo com uma especial – disse ele, buscando-a pelos ombros para aproximá-la de si – E, por enquanto, isso é suficiente.

~•~•#•~•~

Jasper franziu o cenho em seu sonho quando uma brisa gélida tocou seu corpo. Estava muito pouco consciente, mas podia sentir o desconforto de sua posição. Suas costas reclamaram quando, pouco a pouco, ele fora voltando à tona.

E quando abrira os olhos, vira a janela semi-aberta da biblioteca, por onde o brilho da lua adentrava.

Quando fora voltando a si e seu raciocínio parecera no lugar outra vez, ele percebera que dormira outra vez na biblioteca, ato que não vinha fazendo a muito tempo.

Suas costas, inclusive, haviam esquecido-se da terrível sensação que lhe restava.

Mas estava ficando cheio de papéis de contratos para revisar e o modo como se preocupava com tantas coisas ao mesmo tempo o impedia de cuidar daquilo.

Porem, antes mesmo que ele pudesse pensar em ter qualquer movimento que fosse, ele escutou certos barulho no ambiente em que estava.

Estava tão tarde e tão silencioso que ele ficara alerta quase que automaticamente.

Eram passos leves e precisos. Não deveria ser de um homem nem com três vezes mais pressão. Abrindo os olhos devagar, Jasper vira a figura de sua esposa, envolta ao seu penhoar branco quase transparente, abrindo a porta de um enorme armário, no canto da biblioteca.

Parecia tentar fazer pouco barulho. Ou talvez ela fosse delicada demais para conseguir aquilo de pura intenção.

Quando ela se virou em sua direção, Jasper vira o que ela havia ido pegar naquela armário.

Era um cobertor.

Era um cobertor e uma manta.

E, enquanto ela voltava em sua direção, Jasper fechara os olhos novamente, fingindo seu sono profundo, não deixando-a perceber que ele já havia despertado.

Inesperadamente, ele sentira um tecido pesado sobre seu corpo e, de repente, como a chegada daquele cobertor, o frio que estava sentindo adentrando pela janela sumira.

Seu corpo estava protegido daquilo.

E fora nesse instante que Jasper se dera conta. Sempre havia sido ela. Sempre que amanhecia na biblioteca, com um cobertor sobre seu corpo que ele não havia colocado, havia sido ela quem o havia posto, cuidando dele como a muito ele não deixava que alguém fizesse.

E ele colocara aquela intenção em Lilly.

Nesse momento, Jasper abrira os olhos para encontrar com a figura dela ajeitando-lhe o cobertor. Seus olhos castanhos vivos ficaram surpresos ao vê-lo acordado.

_ Ah, está acordado – disse ela aos sussurros, rindo de leve – Talvez seja melhor subir, não concorda?

Porem, Jasper não abrira a boca para respondê-la. Apenas a fitou, onde o clarão da lua também a iluminava.

E seu coração batera mais rápido enquanto a encarava.

Por fim, tocara seu pulso, acariciando-a levemente, antes de puxar seu corpo para mais próximo dele. Encostou sua cabeça em sua barriga, voltando a fechar os olhos.

De certo modo, sentia-se culpado por nunca ter agradecido.

_ Me desculpe – murmurou ele com a voz rouca.

Alice sorriu para ele, não esperando aquelas palavras, mas gostando tanto delas que passou a acariciar seus cabelos louros-claros com sutileza.

Ali, ele parecia seu menino grande.

E do lado de fora, em uma pequena brecha da janela de vidro, um par de olhos os olhava com muita concentração.

Notas finais
E entaoo???????
Nao vejo a hora de postar o proximo cap!
Gosto dele, particularmente.
Mas eu sou como uma mae coruja, entao.
beijosssssssssss
:*