Notas iniciais
Eu dei uma revisada mas capaz de ter alguns erros dscp ♥

Davenport é conhecida por ser uma cidade calma, o índice de violência é pequeno, praticamente todos os habitantes, não se tem muitos vagabundos, é uma cidade que se encaixa de forma perfeita no perfil de cidade pequena.

Era inicio de outubro, as folhas caídas das arvores enchiam as ruas e era por essas ruas que descia correndo em sua bicicleta a jovem de dezessete anos Nicole. Assim que avistou a mercearia Nicole apertou com toda força o freio da sua bicicleta e a encostou na parede ao lado da porta de entrada.

Ela entrou correndo porta adentro da loja do Dale, seu entusiasmo era mais do que claro e ela não fazia esforço algum para esconder isso, assim que ela pós os pés dentro da loja seus olhos percorreram a loja até rapidamente encontrarem e se fixarem em Max, que era o caixa da loja e não menos importantemente seu melhor amigo.

—Max eu preciso falar com você tipo agora! – Ela falou enquanto apontava para Max

—O que é dessa vez Nicky? – Ele parecia pouco surpreso com o entusiasmo nada incomum de Nicole – Alias, eu preciso conversar com você também – ele sorriu calmamente.

—Não olhe para mim desse jeito Max – ela tentou imitar a cara dele em forma de deboche – Eu estou falando de uma coisa séria dessa vez e você sabe que eu quase nunca falo sério

—De fato – ele riu – Então o que de tão incrível você tem a me contar para me atrapalhar no trabalho? – ele parou – não que você já não faça isso sempre

—Ignorando sua grosseira – ela tentou fazer uma cara de irritada – eu estou aqui sobre algo muito importante, mas – ela levantou um dedo – não posso falar, nem explicar isso aqui – ela abaixou o dedo – depois do seu trabalho lá em casa – ela sorriu

—Bom eu não posso fechar a loja e você sabe que eu só saio daqui a três horas – ele continuava sem alguma curiosidade – mas já que você já esta aqui porque não me da uma ajudinha – ele disse misturando um sorriso com uma risadinha

—Como se isso fosse acontecer – ela retribuiu a risada

—Você não pode culpar um cara por tentar não é mesmo?

—E eu não culpo – disse Nicole enquanto sentava no balcão e pegava um pirulito do balcão, que como sempre não seria pago.

Os dois passaram o resto do turno de Max conversando sobre a vida e qualquer coisa inútil que pudesse parecer ligeiramente interessante.

—Até mais Kennedy – Disseram Max e Nicole enquanto deixavam a mercearia

—Claro, até Max, até Nicole – Kennedy sorriu, ele era um dos colegas de trabalho de Max e responsável pelo turno noturno na loja.

Ambos saíram da loja no por do sol, assim o clima estava ficando mais frio, levando em conta que era outono e em Davenport o outono era especialmente frio, então os dois puseram seus casacos e começaram a andar pela longa e vazia rua.

A casa de Nicole não era exatamente longe da Mercearia do Dale, então eles foram a pé enquanto continuavam a divertida conversa da loja. Após certa de quinze minutos eles chegaram à casa de Nicole, sua casa era um tanto pequena e humilde, mas sempre foi muito bonita e mais importantemente bem localizada.

—Cheguei! — gritou Nicole ao abrir a porta – tem alguém em casa? – silêncio – bom não tem ninguém em casa então pode ir subindo vou pegar uns biscoitos e já subo

—Beleza – Max respondeu já quase no segundo andar

Max entrou no quarto de Nicole, pós sua bolsa no chão, ligou o radio e deitou na cama dela, ele ia a casa dela desde que tinha 8 anos e bom agora tinha 19, então já se sentia de casa, se sentia não, ele era de casa.

Alguns minutos depois Nicole chegou e sentou na ponta da cama e jogando para Max um pacote de biscoitos.

—Então Nicky cadê sua surpresa? – disse Max pondo alguns, muitos biscoitos na boca.

—Bom é complicado de explicar, mais fácil te mostrar – Nicole tirou do bolso um isqueiro daqueles bem caros e o ligou, sua chama era continua e estável diferente dos isqueiros comuns.

—Para que um isqueiro Nicky? – Ela realmente tinha conseguido deixar Max curioso dessa vez

—Você vai ver – ela olhava concentradamente para o fogo

—Vê se não vai queimar sua casa Nicole – Max revirava os olhos

—Ai deus Max você é difícil hein? – ela desligou o isqueiro e olhou feio para ele mas acabou rindo, Nicole não conseguia ficar brava com Max por nem sequer um segundo.

—Você sabe como eu sou – Ele deu de ombros rindo

—Mas olha como ele é modesto pessoal! – ela disse em tom sarcástico

—Não posso te esconder a realidade né? – ele sorriu

—Mas sério Max o que eu tenho para te mostrar é algo além de tudo que já vi na vida, é algo inexplicável, então deixa eu me concentrar – ela falava sério agora

—Eu sei, desculpa, desculpa – ele suspirou

Ela lentamente reacendeu o isqueiro o segurando em sua mão esquerda e pondo sua mão direita em cima da chama do isqueiro. Após algum tempo assim ela começou a fazer um movimento de pendulo com sua mão direta e a chama acompanhava o movimento, quando ela fazia um movimento mais brusco à chama se movia mais forte e quando fazia suave a chama correspondia com suavidade, a chama seguia cada comando como se não fosse algo a parte do corpo dela, era como se ela fosse parte da mão de Nicole, parte de Nicole.

—Consegue entender? – Nicole falou, sem perder sua concentração, mas Max estava sem palavras, ele apenas observava e contemplava os movimentos provindos da mão de Nicole.

Ela continuou o movimento em pendulo por algum tempo só que dessa vez de forma mais bruta que a anterior, até um momento que a chama se separou do isqueiro, era apenas uma chama flutuando no nada. Ela largou o isqueiro no chão e pós suas mãos, agora livres, uma rente à outra deixando entre elas apenas a chama e dessa vez o movimento que ela fazia era de afastar e aproximar as mãos e quando ela fazia isso a chama se expandia e se contraia.

—Nossa Nicky, eu, eu – ele pausou – eu nem sei o que dizer – ele estava abismado

Ela relaxou e deixou as mãos mais leves e assim a chama se extinguiu no meio do ar.

—Pois é Max – ela olhou para os lados procurando o que falar – eu nem sei como explicar isso

—Eu imagino Nicky – disse ele abraçando ela

—Eu não sei o que é isso Max, eu não tenho ideia – ela abraçava Max de volta

—Nem eu Nicky — Max estava confuso e abismado mas não era só exatamente com o que sua amiga acabará de mostrar.