Os Quatro Bruxos.
19 Provas.
Notas iniciais
OBS: NARRATIVA VOLTA PARA O LEO.
A semana que se seguiu foi bem corrida, treinamento e aulas de magia, se seguiram um atrás do outro sem tempo de descanso.
A lista de feitiços que nos foi entregue para que aprendêssemos em uma semana era enorme, a de poções foi a mais difícil de cumprir já que ainda não havíamos tido nenhuma aula de poções.
— Merda de poções. – dizia Kevin. – quem foi o inútil que inventou essas coisas.
Kevin estava irritado.
Matheus não tirava os olhos de mim, o que era estranho e estava começando a me irritar.
— Kevin, você tem que cortar as vagens na horizontal se não elas não liberam suco algum. – disse Kate.
Kate se saia muito bem nessa matéria afinal a maioria dos ingredientes eram plantas e ela entende de plantas.
Eu não me saia tão mau, mas ainda não estava como o professor Toshi queria.
Stela estava se dando bem na matéria também, Thiago era um gênio. E Thales invocou um esqueleto mestre em poções para fazer as dele, enquanto ele estava dormindo. Ele uniu o esqueleto com uma poção de clonagem, e transformou o esqueleto em si mesmo.
Queria poder fazer isso também.
— Sr.º Borman, sua poção esta na hora de acrescentar as cerdas de porco espinho. Esta é a ultima poção da lista e você quer perde-la. – disse Toshi.
Joguei as três cerdas que tinham e pronto.
— Leo sua poção ficou verde? – perguntou Kate a mim.
— Sim. – respondo.
— A minha também.
— A minha também.
A poção de todos deu certo havíamos conseguido, “aprendemos” uma lista de 50 poções em um dia.
— Muito bem, agora só quero ver vocês de noite para a minha prova. – disse Toshi.
Não havia problema agora teríamos prova de Feitiços, com a Derika.
Seguimos para o campo de treinamento onde seria a prova. Todos os alunos do primeiro ano estavam lá.
Ela foi chamando de 5 em 5 alunos, onde tinham um alvo e eles lançavam os feitiços
Quando ela nos chamou só havíamos Stela, Kevin, Kate e eu na fila.
— Muito bem. Aqui esta a lista de feitiços de vocês. – disse Derika nos entregando um papel com 19 feitiços.
* Pack.
* Aparecium.
* Proteges.
* Atarus.
* Drconifors.
* Olhafu.
* Ratule.
* Corpus Levites.
* Desermus.
* Oblitus.
* Estupore.
* Petrifus.
* Amorrites.
* Bolusendus.
* Incendeio.
* Incendio.
* Anapus.
* Levites.
Nós tínhamos exatamente 1 minuto para acertar cada feitiço. Claro que não usamos todo o tempo.
Dividimos-nos em dupla, Stela e eu e Kevin e Kate.
— Pronta? – pergunto.
— Sim. – disse ela.
— Pack. – conjuramos Stela e eu juntos, as duas malas que estavam bagunçadas se arrumaram sozinhas.
— Aparecium. – nossos feitiços atingiram um pergaminho e as letras invisíveis se tornaram visíveis.
— Proteges. – assim que terminamos a pronuncia barreiras surgiram a nossa frente.
— Atarus. – ataduras envolveram um boneco, que no caso era o alvo.
— Drconifors. – estatuas de dragões viraram dragões de verdade e saíram voando pelo castelo.
— Olhafu. – os dois abafadores de bule se transformaram em coelhos.
— Ratule. – Dois ratos se transformaram em bules.
— Corpus Levite. – Lançamos um no outro e ambos voamos.
— Desermus. – o lançamos em dois bonecos que seguravam armas pesadas, foram desarmados.
— Oblitus. – lançamos em dois gnomos, Derika verificou a mente deles depois e as restaurou. Afinal mesmo gnomos tem uma vida que querem se lembrar.
— Estupore. – lançamos em dois captores que estavam de olho na prova, e estavam ali para isso. Caíram desmaiados.
— Petrifus. – lançamos em duas flores, que se petrificaram.
— Amorrites. – cordas saíram de nossas varinhas e assim amarramos dois cães selvagens.
— Bolusendus. – bolas de fogo saíram de nossas varinhas e destruíram os alvos.
— Incendeio. – Chamas imensas saíram das varinhas e destruíram outros dois alvos.
— Incendio. – pequenas chamas incendiaram o alvo.
— Anapus. – limpou todas as cinzas do chão da arena de treino.
— Levites. – levitamos os alvos que pareciam pesados de mais.
— Alantcola. – conjuramos e um papel não poderia nunca mais ser colado de forma alguma, a menos que fosse refeito.
— Muito bem, executaram todos os feitiços com perfeição, meus parabéns. – nos parabenizou Derika. – próximos.
Kate e Kevin realizaram todos os feitiços da mesma forma que nós, com sucesso.
Próxima prova foi a de transformação.
— Prova individual e sem consulta. Quero tudo respondido a tinta. – dizia Mafalda na sala. – se eu pegar qualquer um olhando para o lado, eu vou arrancar a prova e levara zero. Todos me entenderam?
— Sim. – respondemos.
Ela movimentou a varinha e a pilha de folhas atrás dela seguiu pelas fileiras das cadeiras e entregou para cada um uma prova diferente.
— Não se esqueçam de colocar nome, ano e torre. Eu não sou nem um pouco boa em adivinhação. – disse Mafalda. – Boa prova.
Ela riu assim que disse isso.
Baixei os olhos para a prova, preenchi os campos obrigatórios.
Stela estava do meu lado, ela já respondia as questões dissertativas.
Responder a prova não foi a parte difícil, o problema ainda estava por vir. A prova do Arsa, seria a ultima do dia.
A próxima prova do dia é a de voo. A prova mais patética de todas.
Tivemos que passar por arcos enquanto estávamos montados em nossas vassouras.
Um dos garotos da torre 3 quase caiu da vassoura e perdeu ponto por isso, outro deu de cara com o aro, foi realmente engraçado.
Eu estava verdadeiramente preocupado com a prova do Arsa, tudo que ele nos ensinou foi usar nossos poderes para nos defendermos, então imagino que estaremos sobre ataque durante toda a prova.
— Senhor Borman, os novos obstáculos estão ai para você. – disse Safa a professora de voo.
Olhei para cima, obstáculos com fogo.
Passei pelos anéis de fogo sem problema, na verdade essa foi a prova mais fácil que todo fizemos.
Seguimos para a prova do Arsa, na sala de aula havia um bilhete.
“Vocês que possuem armas, peguem suas armas, vão para a arena de batalha e preparem-se para a guerra.”
Era difícil ler as expressões dos outros, mas creio que queriam dizer o mesmo que eu: “QUE PORRA É ESSA?”.
Chegando na arena, bom não havia mais arena, era uma floresta, uma mata, ou selva ou exatamente tudo isso junto.
— Sejam bem vindos garotos. Vou explicar a prova de vocês, será bem simples. – começou Arsa.
— Isso vai ser interessante. – disse Vini surgindo ao lado de Arsa junto com Sam e Everton.
— O que vai ser interessante? – perguntou um garoto da torre 5.
— A prova de vocês. – disse Everton.
— Sam. – disse Arsa.
Samantha se adiantou e começou a falar.
— Vocês serão divididos em 3 equipes, onde a equipe A conterá duas torres, a equipe B conterá 2 torres também e a equipe C conterá três equipes. Vocês terão um tesouro, e as outras equipes terão que rouba-los de vocês, a equipe que perder o tesouro e não o recupera ou adquirir o de outra equipe em no máximo 1 hora, estará fora da prova. A equipe que tiver os três tesouros é a equipe vencedora. – disse Sam.
— Porém, as torres terão que trabalhar em equipe absoluta. Tudo que vocês forem fazer terá que ser em equipe. – continuou Everton. — As equipes serão: Equipe A: torre 1 e 7. Equipe B: Torre 5 e 6. Equipe C: Torre 2, 3 e 4. – terminou Everton.
— A arena foi enfeitiçada com um feitiço de extensão compacto, onde um local fica imenso em um lugar pequeno. – disse Arsa. – Boa sorte para vocês, serão determinados lideres para cada equipe. Equipe A: Leonardo Borman e Kebi Chang. Equipe B: Samara Cowbe e Rebeca Douch. Equipe C: Renan Linco, Jonhy Rê, Sara Caling.
— Leonardo e Kebi venham comigo. – disse Vini. – tragam suas torres.
— Sara e Rebeca, comigo. – disse Sam.
— O resto vem comigo. – disse Everton com aquele tom “educado”.
Eles nos levaram para a frente de portões que entravam na arena, no portão a minha frente havia o numero 1 imagino que nos outros haveriam e 2 e o 3.
Se aquilo fosse algo bom ok. Se não ok também.
— Espero que isso sirva para aprenderem sobrevivência em grupo e para criarem algum laço entre si. – começou Vini. – Vocês possuem grandes chances de ganhar, adquiram foco e boa sorte. – ele nos entregou uma caixa dourada. – ai dentro a o tesouro de vocês, o protejam com tudo, e roubem os outros.
— A alguma regra? – perguntou Kebi.
— Não matar nenhum humano.
— Dicas? – pergunto.
— Achem um local com visibilidade boa, montem um acampamento e se conheçam em primeiro lugar. – disse Vini. – depois façam o que acham melhor.
Ele acenou para o portão e o portão abriu.
Toda a equipe A entrou seguindo Kebi e eu.
Assim que o portão se fechou faíscas vermelhas subiram no céu atrás de nós.
Seguimos em frente caminhando, 2 minutos depois uma faísca azul e verde.
— VAMOS! – gritamos Kebi e eu juntos.
Corremos para frente sem olhar para trás.
Chegamos a um descampado grande o bastante para nos acomodar, e rodeado de pinheiros.
— Podemos ficar aqui. – disse uma garota da torre 7.
— Parece um bom lugar para ficar e montar acampamento como o Barcelos disse. – disse Kebi.
— Concordo. – digo. – Kate verifique a floresta.
Kate caminhou até o centro do descampado. Seus olhos brilharam em verde e ela sentou com as mãos no gramado.
— Thales, olhe as sombras. – comandou Kebi.
Thales caminhou até a borda do descampado sentou na arvore.
Não sei como reagi tão rápido, preparei uma flecha no arco e a lancei, quando o macaco estava prestes a enfiar as garras na garganta de Thales.
— Obrigado. – diz ele.
— Não se preocupe somos uma equipe, mas fique atento. – digo em resposta.
Seus olhos adquirem uma escuridão e ele “dorme” por assim dizer. Kate se encontra no mesmo estado de transe.
— Kebi, sei que você não gosta de mim, não sei o motivo disso nem me interessa saber, mas peço que deixe as diferenças de lado, não gosto de perder. – digo a ele.
— Não é que eu não goste de você Borman, não tenho nada contra você particularmente, mas você se exibe. – disse ele.
— Não. As pessoas me super auto estimam e isso faz com que elas me vejam assim exibido. Não dou a mínima para a fama que possa ter na escola, eu nem queria ser um bruxo. Mas já que não tenho escolha vou ser o melhor que puder ser. – digo a ele.
— Concordo com você. E é por isso que aceitei de bom grado estar na sua equipe, sei que você é forte e agora que abriu os 8 portões, se tornou ainda mais. Prefiro você como meu amigo do que como inimigo, mas não pense que tenho medo de você. Minha espada coça de vontade de entrar na sua garganta. – disse ele.
Dou risada.
— Amigos? – digo estendendo a mão.
— Por enquanto. – diz ele, e aperta a minha mão.
— Pronto. – dizem Kate e Thales ao mesmo tempo.
— Fora o macaco morto, não há nenhuma criatura em um a um raio de qualquer lado de 10 km. – disse Kate.
— E pessoa a um raio de 20 km. – disse Thales completando o que Kate dizia.
— Matheus, vou exigir um pouco de você. Thiago você também. – começo dizendo me virando para eles. – quero uma casa de dois andares parte superior dormitório para todos, parte inferior sala de estratégia. Tiago iluminação.
— Moleza, vamos nessa Super Choque. – disse Matheus.
— Ok, cara de pau. – disse Thiago em resposta.
Ele caminharam até o centro da arena, Matheus pois as mãos no chão e a casa surgiu, Thiago apontou a varinha e varias lâmpadas surgiram, depois com um estralar dos dedos elas se acenderam.
— Jaque. – ouvi Kebi chamando. – Quero que você invoque guardas.
A garota é sinistra, vestindo seu uniforme preto da escola, mas coberta com um sobretudo preto, seus cabelos são pretos, e cortados de uma forma muito desigual, seus olhos são cinzas, o tipo de cinza que invade os céus na tempestade.
Sua espada é enorme, a lamina é totalmente vermelha, aterrorizante.
A garota invocou algumas criaturas aladas da profundezas de sei lá onde, e alguns esqueletos para a guarda.
— Jaque e Thales vocês ficam aqui para os planos. O resto de vocês pode subir. – disse Kebi. – Montem guarda nas torres de vigia e acomodem-se.
— Thiago e Kate podem ficar, galera unam-se a nossos amigos. – comando. — Kate consegue construir uma maquete da arena nesta mesa.
— Consigo. – diz ela.
— Thales você ajuda ela com o que puder. – disse Kebi.
Kebi e um garoto, ainda mais sinistro que a Jaque, seus olhos são inteiramente pretos, seu cabelo de um vermelho fogo, que da a impressão que sua cabeça está queimando, sua pele e muito branca, o que intensifica ainda mais seus cabelos e seus olhos. É magro e veste o uniforme coberto por um sobretudo repleto de caveiras fazendo caretas de dor e sofrimento.
Kate criou uma replica que suponho eu ser perfeita de acordo com a arena, Thales deu seu toque de escuridão para aprimorar ainda mais e dar detalhes mais perfeitos.
— Alguma sugestão? – perguntou Kebi.
— Bom o que são essas criaturas exatamente? – pergunta Thiago.
— Formigus.
— Acromantula.
— Sombras brancas e vermelhas.
— Agoureiro.
Disseram Thales e Kate alternando na fala.
— Ótimo, não são criaturas tão difíceis de matar. – digo. – quantidade?
— Pode colocar uns 20 de cada um mais ou menos. – disse Thales.
— Por ai mesmo. – concorda Kate.
— Bom tenho uma sugestão. Eliminamos essas criaturas o máximo possível por enquanto, para termos um campo maior. – começo dizendo.
— Mas fazendo isso Leo, abrimos caminho para os outros também. – disse Thiago.
— Calma, enquanto alguns de nós ataca as criaturas, 4 de nós ira atacar as equipes B e C de forma pensem que a outra fez isso. – continuo. – Vamos deixar que eles se eliminem depois nós atacamos uma única equipe. Enquanto isso, usamos os animais para unir nossas forças e capturamos alguns para lançar contra a equipe que sobrar. – concluo. – Assim que sobrar só uma nos mudamos e montamos um novo plano de ataque. E é claro nos protegemos com barreiras de proteção e uma muralha que podemos fazer com facilidade.
— E se seu plano não funcionar? – pergunta Kebi.
— Recuamos e montamos uma nova estratégia. – respondo no ato.
— Eu aposto no plano do Leonardo. Não é algo impossível se trabalharmos juntos. Ao que vejo em seu plano de ataque as equipes B e C iram 4, poderia ir dois de cada torre, nós da torre 7 podemos viajar pelas sombras e vocês possuem um ataque eficaz. – diz Thales.
— Quanto ao ataque as criaturas, é uma tarefa fácil será como estar em aula. Só não poderemos chamar muito a atenção para não atrair os outros para nós. – disse Thiago.
— Sim, e é por isso, que só vamos atacar as criaturas quando eles começarem a se atacar. – digo.
— Vou arrumar dois viajantes da sombra. – disse Kebi.
— Beleza, eu vou arrumar os atacantes. – digo.
Subimos no “dormitório” e explicamos qual vai ser o plano.
Kebi aparentemente confia muito nos seus amigos, e seleciona dois dos caras mais pequenos e magros que á na torre 7.
— Stela você vai junto com eles para o ataque e Kevin também. – digo.
— Ok. – respondem.
— Ataquem com feitiços normais nada de alquimia afinal, a equipe C e B não possuem alquimistas. – digo.
Separo alguns outros para ficar de prontidão e atacar os animais.
Kebi faz o mesmo. Nós estaremos lá.
— Matheus vem comigo. – digo a ele.
Fora do QG.
— Consegue criar uma muralha em torno de nós? – pergunto.
— Conseguir eu consigo, mas ficarei fraco por uns minutos. – me responde ele.
— Sem drama. – digo. – agora.
Ele se concentra, conta até 3 e apoia as mãos no chão.
Acho formidável ele conseguir usar alquimia sem precisar falar blá blá Aquimist.
Ele é tão... sei lá.
Do chão uma enorme parede circular surge em nosso redor.
Matheus parecia exausto pelo que fez.
— Vá descansar, precisarei de você no ataque aos animais. – digo a ele.
Ele assente com a cabeça e vai.
Concentro-me o Maximo que posso, com todo o falatório no descampado.
Ergo a mão e o vento gira. Vejo tudo em minha cabeça, o vento tomando a forma de uma parede, rodeando a parede de madeira feita de Matheus.
— Ei o que esta fazendo? – pergunta Kebi a mim.
— Estou reforçando nossas defesas, com uma parede de vento. – respondo.
— A, acho que devo contribuir com algo também, meus esqueletos montaram guarda em torno da muralha. – diz Kebi.
— Você já esteve em alguma batalha real? – pergunto.
— Sim, duas vezes em missões diferentes com Everton. – me responde ele. – e uma vez quando fugi de casa, nem sabia usar magia ainda. E você?
— Sim, 3 vezes na minha primeira missão. – digo em resposta.
— Eu nunca entendi essa missão da qual você foi. Ela não era uma missão de ranking baixo? – questiona ele. – e na tabela de missões aparece no ranking mais alto.
— Bom quando saímos de Daneva realmente pensamos que era uma missão simples, apenas acompanhar o velhote até a casa dele, mas depois que partimos no trem e fomos atacados, vimos que seria mais difícil do que pensamos. Mas mesmo assim continuamos, quando chegamos em Marimani, o velhote nos contou a verdade, fomos atacados por bruxos realmente poderosos, e se não fossemos alquimistas estaríamos mortos a tempos. Depois dessa batalha “ganha” ficou decidido que íamos atrás de Guller antes que ele viesse a nós, nós o rastreamos e encontramos, mas no caminho muitos de nós foram ficando para trás para enfrentar criaturas horrendas. Resumindo, chegamos ao castelo com apenas 4 de nós, Kevin, Kate, Stela e eu. Enfrentamos o lendário, foi difícil, muito difícil, mas então o inesperado aconteceu abrimos os 8 portões mágicos e conseguimos pegar ele. – resumo a ele.
— Uau. – diz ele. – cara sua missão foi realmente legal.
— Assustadora para ser mais sincero. Esta com muito medo de morrer e acima do medo de eu morrer estava com medo de minha irmã e meus amigos morrerem, eu lutei por eles e não por mim. – digo.
— Entendo. Acho que não tenho ninguém para lutar por mim, ou para que eu lute por ela. – diz ele.
— Você vai encontrar esse alguém. – afirmo.
— É, com licença. – disse Jaque atrás de nós. – as equipes de ataque já estão prontas.
— Obrigado.
— Obrigado Jaque. – diz Kebi.
— Stela e Kevin, estão prontos? – pergunto.
— Sim. – diz Stela.
Kevin apenas assente.
— Tom você vai com Kevin para a equipe C. e Jhony você para a equipe B.– diz Kebi. – venham ver a maquete. Ataquem por aqui passem por aqui e quando se encontrarem aqui venham para o QG de novo.
— Entendido. – diz Tom.
— Ok. – Diz Jhony.
Suas vozes são baixas e secas, possuem um sibilo que lembra uma cobra.
— Ok. Tenho uma observação a fazer. Por mais que seja um treinamento, uma prova ele oferece risco de nos machucarmos, nenhum humano pode nos matar, mas a animais e criaturas que estão com essa disposição. Prestem muita atenção onde pisam e ao seu redor, não quero ninguém ferido. – Disse Kebi.
OBSERVAÇÃO, A NARATIVA PASSA A SER DO AUTOR.
— Vamos logo então! – disse Tom. Ele pega no braço de Kevin e o arrasta para fora, o braço de Kevin rompe em chamas.
— Não to que em mim, sem a minha permissão! – Advertiu Kevin.
Tom soltou um grito e sua mão estava a ardendo muito.
— Kate! – grita Leo.
Ela vem correndo.
— A mão dele.
Na hora em que Kate a vê, suas mão assumem o tom esverdeado de sempre quando vai curar algo.
O garoto a expulsa de perto com um tapa no braço.
Os olhos de Kate brilham e no estante seguinte ele esta preso em trepadeiras com a mão esticada para frente.
Kate tocou na mão dele e a curou. Acenou com a cabeça e as trepadeiras sumiram.
— Da próxima vez que me der um tapa, pode ter certeza que não serei tão piedosa. – disse Kate. – Não gosto de você, mas se faz parte da minha equipe aja com no mínimo educação, se uma pessoa te ajuda você agradece.
Kate volta para dentro do QG.
— Obrigado. – diz Tom.
— É a primeira vez que viajaram nas sombras? – pergunto Jhony quebrando o clima.
— Sim. – responde Stela.
— OK. É provável que fiquem tontos ou nauseados, mas é normal, isso dura aproximadamente 5 minutos, então nossa tarefa precisara de uns 15 para realizarmos tudo. – explicou ele.
Todos assentiram.
— Prontos? – pergunta Kebi.
— Sim. – diz Kevin e Stela.
— Posso? – pergunta Tom, indicando o braço de Kevin.
Kevin apenas estendeu o braço revirando os olhos.
Leo abraça Stela e diz.
— Se cuide.
— Pode deixar, estarei de volta antes que sinta minha falta. – diz ela rindo.
Jonhy pegou suave no braço de Stela, fumaça negra surgiu ao redor deles e então sumiram.
Ambos apareceram perto de seu ponto de ataque.
Stela tombou para o lado, mas Jonhy a segurou e colocou sentada no chão.
— 5 minutos sereia. – disse Jonhy.
Kevin se encontrava sentado no pé da arvore.
— Isso é incrível, mas assustador. – diz Kevin. – Alias desculpe por queimar sua mão. Não gosto que me toquem.
Tom não olhava para a cara de Kevin fingia que ele não estava ali.
Os 5 minutos passaram rapidamente, e tanto Kevin quanto Stela estavam bem novamente.
Caminharam até onde pudessem ver o acampamento das equipes inimigas.
— No três! – disse Jonhy
— 1. – Stela.
— 2. – Jonhy. – 3!
— INCENDEIO! – grita Stela. O grito serviu para chamar a atenção dos inimigos.
— AGORA! – grita Tom.
— BOLUSENDOS! – Grita Kevin, chamando a atenção dos outros.
— Corre! – grita Tom.
— Vai! Vai! Vai! – grita Jonhy para Stela.
— Eles estão vindo! – diz Stela a ele.
— Ótimo, estão vindo atrás de nós. – disse Kevin a Tom.
— Não era o que queiramos? – pergunta Tom, o tom de voz dele era irritado, mas pelo menos falava.
— Tom! A direita! – Grita Jonhy quando o avista, ambos seguem para o lado direito. Eles ficam um do lado do outro atrás de Kevin e Stela que são mais rápidos que eles.
— Temos que ir agora. – diz Tom.
— Certo. – diz Jonhy.
Tom consegue alcanças a cabeça de Kevin e pega em seu cabelo. Jonhy pego o da Stela e desaparecem.
— Leo, tudo pronto. Estão frente a frente. – Diz Kevin.
Leo levantou voo dominando o ar ao seu redor. Subiu mais alto que as arvores olhando para onde as equipes B e C, estavam lutando.
Quando chegou ao chão.
— Funcionou. – diz ele. – agora aos animais.
— Guardas, sabem o que fazer? – perguntou Kebi.
— Sim! – gritaram em retorno.
— Criaturas, ai vamos nós. – disse Jaque.
— Achem alguém para montar dupla e fiquem ombro a ombro. – disse Leo. – é o melhor jeito de evitar um ataque por trás.
Todos correram ao encontro das criaturas.
A primeira criatura que Leo encontrou foi uma Acromantula, Stela a cortou com a adaga.
— Leo, estamos cercados. – disse Stela.
— Ombro a ombro. – gritou Leo. Vendo que muitos estavam cercados. – Assim não a nenhum ataque pelas costas.
— Leo, consegue dar um jeito? – pergunta Stela.
— Acho que sim. – responde ele.
Leo girou em 360º e o ar expulsou as Acromatulas de perto.
Thiago, Matheus, Thales e o garoto amigo do Thales, estavam rodeados por Formigus.
— Alguma ideia pessoal? – pergunta Thiago.
— Eu tenho uma. – disse o garoto. – posso mandar alguns desses Formigus para o outro lado onde as equipes B e C estão lutando.
— Mande então. Enquanto a rainha não morrer mais iram vir. – disse Matheus, sabendo disso por experiência própria.
— Ótimo alguém ai pode matar aquela rainha maldita. Esta difícil segurar tantos assim. – disse o garoto da torre sete.
— Matheus não eram tantos assim da outra vez, deve ser mais de uma rainha. – disse Thales.
— Verdade. Ei você consegue levar eu e o Thiago para onde as rainhas estão? – perguntou Matheus.
— Acho que sim. Se não conseguir no local exato acho que consigo próximo. – disse Thales.
— Ok. Agora então. – disse Matheus.
Thales fez um movimento com a mão e ambos sumiram.
— Ei Thales, acho que devíamos largar as espadas e usar magia, esta difícil segurar todas apenas com força. – disse o garoto da torre 7.
— PETRIFUS! – conjura Thales.
— Petrifus? – cara fala sério. Temos que matar essas criaturas.
— Eu não conheço nenhum feitiço de morte instantânea você conhece? – Disse Thales.
— Eu também não, mas podemos incendia-los. – disse o outro.
— E correr o risco de incendiar a floresta toda. Kate te mata gênio. – disse Thales.
— Estamos chegando! – gritou Kate, vindo com Kevin logo atrás.
Kevin tinha as mãos em chamas. Kate estava com dois chicotes de cipós nas mãos, na ponta duas adagas de madeira que devia ter esculpido de uma árvore.
— Pronto Kevin? – perguntou Kate.
— Nasci pronto Baby. – disse ele.
Kate lançou as mãos para frente jogando o cipó em direção aos Formigus. O cipó iam criando outros em si que rumavam para os lados.
Kevin estralou os dedos, e chamas irromperam por aonde os cipós iam e houvesse Formigus eles explodiam em chamas.
— As criaturas pararam de vir, Thiago e Matheus devem ter conseguido. – Disse Thales.
— Lá vem eles. – disse o par de Thales.
Eles chegaram ainda haviam algumas criaturas que os atacavam.
— Stela pode me dar uma mão aqui? – perguntou Thiago.
Stela e Leo vieram limpando o caminho.
— O que foi? – perguntou ela.
— Consegue jogar água naquelas águias gigantes, não tem ninguém atacando elas? – perguntou Thiago.
— Qual o seu plano? – perguntou Stela.
— Eletrocutar todas, elas são aves de verdade, se morrerem assim podemos comê-las depois. – disse Thiago. – então eu pensei, Leo levanta, Matheus, você e a mim até onde elas estão, você cria uma rio suspenso e eu o eletrocuto. Matheus os pega em gaiolas.
— Podemos tentar, certo Leo? – disse Stela.
— Certo. – disse Leo. – Prontos?
Todos assentiram com a cabeça.
Leo ergueu as mãos e eles levitaram até o céu.
— Stela, você primeiro. – disse Thiago.
Ela fez dois movimentos circulares com as mãos e água foi jorrada de suas mãos.
Thiago tocou na água e a eletrocutou as 5 águias gigantes foram caíram na armadilha, assim que tentaram beber a água, foram eletrocutadas.
— Matheus! – gritou Thiago.
Ele criou uma gaiola imensa e prendeu todas as 5 nela.
— Ei Leo, já pode nos descer. – Gritou Matheus.
Chegando ao chão, não havia mais criaturas para abater, todas estavam mortas.
— Thales pode leva-los para o acampamento pelas sombras, não da para carregar isso. – disse Matheus.
— Ok. – disse ele movendo as mãos.
— De volta ao acampamento. – disse Kebi. – porque estão levando essas águias para o acampamento?
— Para comer. – disse Leo. – não comemos a horas.
Todos voltaram ao acampamento. Todos inteiros, alguns com alguns arranhões, mas nenhum gravemente ferido.
— Kate pode conseguir frutas para nós? — perguntou Leo a ela.
— Claro. – ela estala os dedos e algumas arvores frutíferas surgem do chão lotadas de frutas.
Enquanto todos comiam, alguns de nós fomos planejar nosso próximo plano de ataque.
— Como podemos fazer, para ataca-los? – perguntou Kebi.
— A um lago perto de onde eles estão, Stela poderia usar isto a nosso favor. – disse Leo sentindo a umidade da água no ar.
— Claro, poderíamos usar o lago para fazer com que eles vão para o outro lado, onde estaríamos prontos para ataca-los. – disse Jaque.
— Exato. – disse Leo. – nós quatro, Stela, Jaque, Kebi e eu. Levaríamos Matheus para voltar com os tesouros, vamos atacar pelo lado do lago, enquanto os outros atacam pelo outro lado. Encurralando eles. –disse Leo. – enquanto isso, nós entramos e roubamos os tesouros.
— Ótimo vamos explicar para os outros. – disse Jaque.
Contar aos outros foi a parte fácil, o difícil foi determinar lideres para o lado que iria atacar.
Kevin e Thiago ficaram com um grupo, o mais distante.
Tom e Henry com o da frente .
E Charlotte da torre 7 e Miranda da torre 1. Ficaram com o grupo do meio.
Kate ficou com a equipe de guarda no QG.
— Todos entenderam? – gritou Leo.
Todos ergueram as armas em sinal de sim.
— Vamos esperar um pouco mais para partimos. – disse Kebi.
Se passando duas horas.
— Estão todos prontos? – perguntou Kebi.
— Sim. – gritaram em resposta.
— Ótimo, então vamos nessa. Temos dois tesouros para pegarmos. – disse Leo. – Quando vocês chegarem em seus postos, lancem faíscas vermelhas para cima. E começaremos nosso ataque.
Leo, Stela, Kebi, Jaque e Matheus, foram na frente para o lago.
Correndo pela floresta Leo apurou os ouvidos, ouvindo seus amigos correrem pela borda oposta da floresta e conseguia ouvir todos do acampamento da equipe B.
— Kebi, um a sua esquerda. – disse Leo para Kebi que lançou um feitiço de petrificar algo ou alguém.
— Chegamos, agora é só esperar por eles. – disse Jaque.
— Essa água é de um “sabor” diferente. – disse Kebi ao beber a água.
— Este lago e puramente mágico, não tem nada de natural nele, cada gota dele foi feita por magia. Não é como a água da minha alquimia, é natural mágica e não natural da natureza. O “sabor” é diferente mesmo. – explicou Stela.
— Você consegue controla-la né? – perguntou Kebi.
— Tudo que for água, ou que tiver água eu posso controlar. – disse ela em resposta.
— Olhem! – gritou Jaque, apontando para o céu, eram faíscas vermelhas, eles estavam prontos.
Stela colocou as mãos no lago, a água aumentou de quantidade o lago virou rio, o rio inteiro se levantou em uma onda enorme, que se seguiu em direção ao QG da equipe B.
— Leo eles estão usando o ar para impedir a água de passar. – disse Stela.
— Ok, vou abrir uma passagem. – disse Leo. Ele ergueu voo.
Olhando a parede de ar que os caras da torre 5 haviam criado.
— Eles nunca aprendem que não são donos do ar. – disse Leo a si mesmo. – Eu sou.
E com um tapa no nada um jato de ar derrubou a parede deles, deixando que a água passasse.
— Muito bem, eles estão indo em direção aos outros. – disse Leo, já ouvindo as primeiras espadas se chocarem. – derrube a onda no três. – disse Leo. – 1, 2, 3! – gritou ele. Stela estalou os dedos e a onda quebrou, lavando tudo no acampamento, mas deixando as tentas intactas.
— Vamos. – disse Kebi, saindo correndo.
Leo abraçou Stela e a levou voando, a onda exigiu um pouco dela.
— Tem alguém lá Leo? – perguntou Kebi.
— Sim. Uns dois ou três, que foram pegos pela onda. – disse Leo em resposta.
Chegaram no acampamento bem rápido, e já começaram a procurar onde podiam estar escondidos os tesouros.
— Se for de ouro ou alguma pedra preciosa eu posso encontrar, com meu poderes da escuridão, pois as pedra preciosas são repletas de escuridão. – disse Kebi. – Jaque me ajude. E vocês nos protejam.
Kebi e Jaque fecharam os olhos, não levaram nem um minuto.
— Achei! – disseram juntos.
Correram para a tenda mais longe que havia, e pegaram as duas caixas de tesouros.
— Matheus leve de volta ao QG, e quando chegar lá coloque as caixas junto com a nossa e lance faíscas vermelhas para cima. – disse Leo.
Matheus era veloz, não demoraria muito para ele estar no QG.
Mas outros podiam precisar de ajuda.
— Vamos. – chamou Kebi para o lado onde acontecia uma batalha.
Correram para o lado das lutas, e já entraram na mesma.
Leo sacou a varinha e começou a lançar feitiços.
Seus feitiços estavam fracos, e fáceis de bloquear.
— O que esta havendo com minha magia? – perguntou Leo. Sacou a espada, e no momento em que atacaria um garoto da torre 6, a floresta sumiu e a arena de batalha estava de volta.
— A equipe “A” ganhou! – gritou Arsa.
Vini chegou aos lideres.
— Nunca vi dois lideres de equipes rivais se darem tão bem. Meus parabéns, fizeram um ótimo trabalho. – disse ele.
— Abram as caixas. – disse Arsa.
Quando Leo e Kebi abriram as 3 caixas havia apenas um papel com um numero 2,5.
— Aqui esta a outra parte do tesouro. – disse ele entregando mais uma caixa.
Dentro havia outro 2,5 e quando os quatro papeis se juntaram um 10 surgiu.
— Cada um da equipe A recebeu um 10 na minha matéria. Isso é mais do que um premio. – disse Arsa.
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