Os Quatro Bruxos.
20 Algumas Explicações e Despedidas.
A NARRATIVA PASSA A SER DE LEO.
Após as provas acabarem, fomos para nossos dormitórios, onde arrumamos nossa bagagem.
Enquanto eu arrumava minha mala com tudo o que eu tinha para levar, o diretor Josan chegou subiu em nosso dormitório e pediu para que Thiago saísse.
— Vocês sabem para onde então indo? Para qual tipo de treinamento estarão se submetendo? – perguntou ele.
— Eles vão nos ensinar feitiços não é? Quero dizer, vão nos ensinar como uni-los com magia e tudo mais. – disse Kevin.
— Eles não precisariam tirar vocês daqui para isso. – disse o diretor. – vocês vão seguir o Caminho dos Deuses, e isso vai aumentar o poder de vocês escandalosamente se conseguirem de fato a benção deles.
— O que isso quer dizer? – pergunto.
— Vocês vão procurar os Deuses que possuem os domínios referentes aos de suas alquimias. – disse Josan. – Isso trará inúmeros perigos e vocês vão precisar se defender, eu os advirto de que se focarem somente em suas alquimias irão perder toda a magia que estão com vocês, aquela que vocês nasceram e aquela que absorveram de seus antepassados. Serão apenas alquimistas em questão de pouco tempo. Vocês abriram os oito portões da magia, agora tem que abrir os da alquimia para transformar tudo em uma coisa só.
Eu estava ansioso para esse momento, e quanto mais Josan falava, mais ansioso eu ficava em relação aos treinos com os Captores que seria ótimo para todos nós, mas só de pensar em me afastar de meus amigos, isso doía um pouco.
— Obrigado pelo aviso diretor. – digo. — E obrigado pela explicação.
Ele assente e se levanta da cadeira em que se sentara.
— Alias o dinheiro que vocês aplicaram para o pagamento dos anos em Daneva fora transferido para os captores que cuidaram de vocês, somente o equivalente ao segundo e terceiro ano. – contou o diretor.
Terminei de arrumar as minhas coisas, dei uma ultima olhada no quarto branco da minha torre. Dei um forte abraço em Thiago que voltara ao quarto quando o diretor se fora.
— Obrigado por estar comigo durante todo esse tempo, por me ajudar. – digo a ele.
— Eu que agradeço capitão. – disse ele a mim.
Nos abraçamos de novo. Sai do quarto, me despedi dos outros amigos da torre 1, não tão próximos, mas não menos importantes também.
No saguão de entrada estavam os 4 captores esperando por nós. Junto com Sam, Vini, Everton, Kebi, Jaque, Stela, Kevin, Kate, Arsa e Mafalda.
Kate estava chorando, ela odeia despedidas.
Ela abraçava Sam, com força.
— Nos veremos em breve pequena, e quando nos encontrarmos de novo você será mais forte que eu. – disse ela a Kate, tentando acalma-la.
Elas se abraçaram.
Vini veio até mim.
— Você! Treine bastante, você é forte agora, mas pode se tornar ainda mais, você tem garra, e lembre-se do que eu disse a você em sua primeira missão. Acredite em você antes de qualquer coisa. – disse ele a mim.
— Obrigado, por me ensinar tudo que me ensinou. Se eu sou forte hoje e por sua causa. Obrigado. – Digo em despedida. – ate logo.
As despedidas a seguir não foram mais fáceis que as anteriores, Arsa e Mafalda não foram só meus professores foram também meus amigos.
— Seja forte Leo, você conseguira muito mais do que poder nessa jornada, acredite em mim. –disse Arsa.
— Como o Barcelos lhe disse: Confie em si mesmo. – disse Mafalda.
— Chega de papo, temos que ir. – disse Jarry. – vocês ainda vão para Forks se despedir de seus pais.
Terminamos com as despedidas e seguimos para a colina onde nós seriamos levados por teletransporte para casa.
Quando cheguei ao topo da colina, ouvi alguém gritando meu nome.
Quando me virei, era Matheus. Ele vinha correndo.
— Adeus! – gritou ele pulando e me abraçando. – volte logo ok?
— Voltarei assim que possível amigo. – disse em resposta.
Retribui o abraço. Toquei no braço de Jarry e quando abri novamente os olhos estava em frente a minha casa.
Minha mãe veio correndo até mim e minha irmã e nos abraçou com muita força. Meu pai vinha logo atrás dela. Ele cumprimentou Jarry e Rufos com um aperto de mãos, e depois nos abraçou.
Seguimos para dentro de casa.
— Como vocês estão? Contem-nos tudo. – pediu minha mãe. – porque estão aqui?
— Calma mãe. – digo sorrindo, eu também estava empolgado em vê-los afinal fazia tempo que não nos víamos.
— Vamos treinar com os captores, mãe, nós abrimos os oito portões da magia e eles se ofereceram para nos treinar e ensinar o Caminho dos Deuses. – disse Kate a minha mãe.
— Você abriram seus oito portões da magia? – perguntou meu pai se levantando da cadeira quase a derrubando.
— Sim. – respondi e conto como tudo aconteceu. – essa foi nossa primeira missão.
— Guller, o lendário? – perguntou minha mãe chocada.
— Sim. –respondo. — mas não temos tempo para isso mãe. Viemos nos despedir por mais um ano, mais ou menos.
— Vocês vão leva-los aos Deuses não é? – perguntou meu pai. – para que abram os oito portões da alquimia também?
— Isso mesmo. – disse Rufos.
— Ainda não entendi essa história de Deuses. – disse Kate parecendo bem confusa.
— Gregos, Kate, aqueles das histórias mitológicas. – digo a ela. – mas o que eles têm haver com alquimia ou magia é isso que eu não entendo.
— Tudo. Eles são os deuses de tudo, do ar, do fogo, da terra, dos mares de tudo. Se um Deus abençoa um bruxo ele terá total controle sobre aquilo, digamos que Perséfone abençoe sua irmã, ela terá um controle perfeito das plantas da primavera, ela será a própria primavera mortal. – disse Rufos.
— O mesmo vale para todos os outros. – disse Jarry. – E quando vocês estiverem total controle da natureza de seus poderes, os oitos portões iram se abrir e todos os 16 se tornaram um só, e sua magia e alquimia se tornaram uma única coisa, chega de magia enfraquecida por não ser usada, chega de escolher apenas uma coisa para usar. Tudo será você. Magia e Alquimia serão uma essência só. – explicou ele.
A campainha da minha casa toca. Aceno com a cabeça e o ar faz a fechadura girar abrindo a porta.
Stela, Patrick entraram primeiro, seguidos por Kevin e Lara. E logo atrás vieram seus pais o Sr.º e a Sr.ª Castell.
— Vocês vão todos juntos? – perguntou meu pai.
— Não, cada um seguira um caminho, possível que se cruzem em algum momento, mas é cada um por si e nós. – disse Lara.
Os olhos de Stela estavam cheios de lagrimas, ela olhou para mim e apontou para fora e saiu.
— E vou ver como ela está. – cheguei a ela.
— Me tire daqui, por favor? –pediu ela.
Entrei correndo na garagem, não sabia nem se sabia dirigir mais.
Entrei em meu carro, dei a partida, ela já estava dentro dele. Pisei no acelerador dando ré o pinéu canta e na estrada com quase 200 km/h e não paro até chegarmos a La Push.
Ela nem esperou o caro parar por completo e já estava lá fora correndo para a água, não era um dia quente em Forks, mas isso não parecia importar a ela.
Então decidi segui-la.
Corri ao seu lado. Pulamos na água.
— Leo, não quero ficar longe de você, eu não posso. – disse ela a mim quando submergimos.
— Eu também não quero ficar longe de você, mas é preciso Stela. Precisamos ser fortes para enfrentas os que nos querem mortos. – digo a ela.
Ela me abraça e começa a chorar.
— Meu irmão. Vou ter que deixa-lo. – disse ela.
— Eu também terei que deixar minha irmã. Mas eles já provaram que são fortes o bastante para passarem por essa sem a gente Stela. Temos que confiar neles. – digo a ela, olhando dentro de seus olhos.
O que aconteceu em seguida foi o mais estranho, nos beijamos.
O melhor beijo da minha vida, mais real, mais sentimental, mais verdadeiro.
Um beijo de amor.
O beijo foi interrompido por uma onda que se quebrou em cima de nós.
Sorrimos, e saímos da água.
— Patrick disse que partiríamos às 15 horas, são 10 da manhã ainda podemos aproveitar um pouco mais. – diz ela. – Mas quero ficar com meus pais, não os vejo a um ano e vou passar mais sei lá quanto tempo sem vê-los. Ficamos mais um pouco e partimos ok?
Quando saímos da água Stela estalou os dedos e no instante seguinte nossas roupas estavam secas.
Entramos no carro, e corri de volta para casa.
— Onde vocês estavam? – perguntou Jarry.
— Precisávamos de um tempo para nós. – disse Stela.
— Ok. – disse Jarry. – mudanças de planos nós temos que partir logo, a menos que queriam um batalha para agora.
— O que esta acontecendo? – pergunto.
— Os bruxos do quadrado negro foram vistos em Forks. – respondeu Patrick.
— Os bruxos do que? – pergunto.
— Do quadrado negro, eles são um clã por assim dizer de bruxos das trevas, na verdade eles nem são bruxos são magos. – disse Rufos.
— Se despeçam deles rápido. Temos que partir agora. – disse Lara. – Stela pegue seu carro. Vamos assim pelo menos no inicio da viagem.
— Sr.º e Sr.ª Castell acompanhem Kevin e Stela para o casa, Lara vá com eles. – disse Patrick. – Jarry você vem comigo vamos montar guarda, Rufos você fica aqui.
Todos sacaram suas varinhas e foram para fora.
— Vocês dois, se despeçam rápido e vão preparar uma mala para vocês, o uniforme de Daneva deve ir conosco, e seus trajes de batalha também. – disse Jarry. – umas roupas comuns viram a calhar, obvio que suas armas e varinha também.
Eu e Kate subimos correndo as escadas, direto para nosso quartos, desfizemos as nossas malas que trouxemos de Daneva, deixando apenas nossas armas, nosso uniforme e nosso traje de batalha, assim como nossas armas e até nossa vassoura.
Acrescentei a minha mala algumas calças jeans e minhas camisetas de banda de rock e anime, e não podia faltar a minha camiseta das RELIQUIAS DA MORTE. Apanhei meus dois VANS o preto com branco e o Vermelho e preto. O meu Nike verde. E minhas bandanas, todas elas.
Desci as escada.
— Mãe, Pai, isso vai acabar logo, eu prometo, vou me tornar forte e acabar com todos eles. Isso não vai mais continuar, esse medo, e tudo mais, vai acabar. – digo a meus pais.
— Nós sabemos filho. Vá com Deus, cuide-se. – disse minha mãe. – Kate, — chamou minha mãe olhando para Kate. – se cuide, você é forte, mas ainda é uma menina, não se arrisque alem do necessário.
— Claro mamãe. Eu te amo. – disse Kate abraçando minha mãe.
— Filhos, cuidem-se eu acredito em vocês, vocês vão conseguir tudo que precisam. – disse meu pai, nos abraçando. Minha mãe abraçou-nos junto com ele.
— Vamos, rápido. As malas já estão na bagagem do carro. – disse Jarry.
— Vocês vão ter que esquecer que este momento aconteceu, seu filho se despediu e foi levado para a casa da justiça. – os olhos de Jarry brilhavam de uma cor que não era de sua magia, os dos meus pais brilharam iguais e eles desmaiaram. – Relaxe garoto, eu só apaguei a memória deles. Eles vão acordar e ficaram bem.
Corremos para o carro. Eu no volante, Jarry no passageiro e Kate e Rufos no banco de trás.
Parei em frente a casa da Stela, ela estava saindo, corri a seu encontro a beijei.
— Adeus. – disse a ela. Voltei para dentro do carro e atolei o pé no acelerador.
Chegando em Seattle me despedi de minha irmã e junto com Rufos ela sumiu.
Agora éramos somente eu e Jarry.
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