Os Quatro Bruxos.

12 Os Luminas nos atacam. A ajuda inesperada chega.


Notas iniciais
Uma batalha que assusta, que revela algumas coisas e que deixa no ar coisas que ainda serão resolvidas!

Passamos uma semana indo e vindo da ponte ela já estava quase pronta, nenhum ataque ocorrera, isso deixava Vini cada vez mais inquieto.

O que para os outros não fazia sentido. Agora para mim, eu já havia sacado tudo.

— Vocês devem estar com fome? – disse Clodoaldo vindo da ponta da ponte.

— Claro. – diz Kevin.

— Ótimo, vamos comer. – disse ele.

Começamos a seguir de volta para casa de Clodoaldo.

Lava, Vidros, Metal, Chamas, Ar, Raio e Escuridão, surgiram em nossa frente.

Paramos com as armas e varinhas prontas para o ataque.

— Isso não pode ser bom! – gritou Sam.

— Colaboradores fiquem onde estão, de preferência o mais longe da ação, Clodoaldo junte-se a eles e fique lá. Kevin, Kate, Matheus vão lá para trás junto deles. Leo, Thiago e Stela atrás de mim. – Disse Vini com sua Varinha preparada.

— Quem são eles? – pergunto.

— São conhecidos como Luminas, são bruxos das trevas, era disso que eu tinha medo. De caras assim aparecerem, porque diabos eu não cancelei essa missão. – Explicou Vini. — DROGA!

— Então porque levou isso adiante, sei que você sabia de tudo. – disse Stela.

Ela também sabia?

— Não tinha escolha se não levar a diante, eu precisava saber quem era que queria matar o construtor, Sam havia me dito que era Guller, um bruxo milionário que compra outros bruxos para fazer seus trabalhos sujos. – disse Vini.

— O garoto é bem informado. – disse uma mulher com uma voz sibilada como lava ao sair do vulcão.

— Não o elogie tanto, ele pertence a família Barcelos, aquele velho babão morreu tão facilmente em suas mãos. Derretido feito queijo na lava. – disse um homem de voz trincada e abafada.

— Você! Você é Jade a bruxa alquimista da lava! – gritou Vini. – Você matou o meu avô!

Risos.

— Sim, eu matei o velho Frans Barcelos! – diz ela olhando dentro dos olhos de Vini.

— Ela é minha! – Disse Vini.

— Você é a garota dos cristais. – disse o homem de voz trincada e abafada. – quero sua alquimia para mim.

— Há vai sonhando. – disse Sam.

— Jean e Sara peguem os três lá de trás. – disse o homem.

Dois dos que estavam atrás dele sacaram as varinhas e apanharam suas armas.

— Trofos você fica com o garoto que erradia eletricidade. Marinah o garoto assustado. Jana a menina apavorada. São ratinhos prontos para serem pegos.

A luta começou. A tal Marinah veio que nem um tornado para cima de mim, eu estava pronto, varinha em mãos e aljava cheia de flechas.

Ela conjurou diversas estacas de ar e as atirou em mim.

O que a meu ver foi algo realmente estúpido.

Não se joga ar contra o alquimista do ar.

Estalei os dedos e parei o ataque, dissipando a magia.

— Agora vou te mostrar o que é magia de AR! – digo a ela. Eu estava apavorado, mas sentia uma pontada de ansiedade de me provar nessa força.

Ela esta com uma cara de espanto, pois não acreditava também que eu era o que era.

— Isso não é nem o começo do que eu tenho para te matar garoto. E toda a sua magia e alquimia será minha! – grita ela a mim. – Eu sou a MAGA DO AR!

— Cala a boca! – eu não estou tão confiante quanto pareço estar, mas consigo.

Olho para trás, para ver onde Matheus, Kevin e Kate brigam contra dois dos Luminas.

Matheus parecia estar sangrando.

Kate poderia cura-lo, mas não havia tempo para isso. Um bruxo azul e um preto dão bastante trabalho.

Olhando para o meu lado Thiago esta dando conta muito bem do bruxo alquimista de metal.

Esse cara é bom, o Thiago.

Stela tem uma grande vantagem na luta, água apaga o fogo. E ela é realmente boa no quesito dominar a água e fazer surgir água onde não tem.

Nós alunos novatos só tínhamos alguma chance nessa luta por causa da alquimia, mas ainda assim alguns de nós não ganharíamos a luta. Isso era visível.

— É melhor prestar atenção em quem esta lutando com você criança. – disse a maga do ar.

— Eu já não mandei você calar a boca! – digo.

Ela vem correndo ao meu encontro. Lanço três flechas tão rápido que até me surpreendo.

— Aquimist Mantos. – Digo. Ar envolve todas as minhas flechas.

Ela pula com a ajuda de ar e sobe uns 4 metros.

Atiro mais 3 flechas.

Uma delas se fixa em seu braço, e ela grita.

— The Gigant Hurricane! — Gritou ela. – e um furacão começou a descer do céu.

Ótimo, magia de mago era tudo o que eu precisava.

— Leo, você pode vencer. Ela é uma maga, não tem chance contra um bruxo como você, principalmente um bruxo alquimista. Não se sinta SUFOCADO! – disse Vini para mim, dando um grito na palavra sufocado.

Ela riu. Riu tanto que o furacão perdeu força.

Ótimo é agora. Vou queimar todo esse oxigênio.

— BOLUSENDUS! – grito apontando a varinha para o furacão e diversas bolas de fogo se colam no furacão e o queimam.

É isso sufocar. Como demorei tanto para entender!

— Essa luta acaba aqui! – Grita ela. Mirando um bastão esquisito para mim.

— Tem razão. – digo. – acabou!

Bato palma me concentrando no ar em volta dela.

É um ar diferente, mais denso e pesado. Mas ainda assim é ar e eu domino o ar.

O paraliso.

— O que você esta fazendo, minha magia...? – pergunta ela ficando sem voz. Ela baixa para o chão de volta.

— Paralisei o ar. Vou explicar, se o ar não movimentar, a pessoa não respira, e não pode usa-lo de forma nenhuma. Você já era. – digo. Caminhando até ela, fecho a mão e dou um soco no queixo dela, fazendo-a desmaiar.

— AMORRITES! – conjuro, e a amarro.

Corri direto para ajudar Matheus, Kevin e Kate.

— FAISCOUS! – gritou Vini. Faíscas vermelhas saíram da ponta de sua varinha para cima.

No mesmo instante, uma escuridão tomou conta de onde Kate estava, uma criatura preta que mais parecia um esqueleto banhado em fumaça preta, porem era um esqueleto gigante e dentro havia um garoto.

— Everton! – gritou Kate.

— Soberano! – gritou ele.

A caveira assumiu um corpo por inteiro.

Esmurrou os dois bruxos que os atacavam. Que caíram na água desacordados. Se virou e atirou Jana a alquimista do fogo na água também.

Os olhos de Everton estavam todo preto como se ele estivesse possuído.

Magia preta. Mas de onde vem todo esse poder. Esse tal soberano. Não me lembro de Arsa ter mencionado isso na lista de poderes dos bruxos da torre 7.

— Leve-os daqui, eu e a Sam cuidamos do resto! – gritou Vini para ele.

— Ok! – disse ele. Ele agarrou todos nós incluindo Stela com a mão do tal soberano e com a outra pegou os operários e o construtor da ponte e começou a nos levar de lá, deixando Thiago para trás.

— Me larga eu vou ajuda-los! – Grito para ele.

— Não vou largar moleque, Vinicius esta no comando desta missão, assim que ele me incluiu eu tenho que obedecê-lo e sua ordem foi levar vocês todos de volta. Essa é a regra militar. – diz ele, em tons de raiva.

— ME LARGA!- Grito ainda mais alto.

A pressão da minha voz faz a mão dele abrir um pouco e nessa hora que escorrego para baixo caindo na ponte, nem percebo o impacto e já corro de volta para a batalha.

Agito tanto a ar a minha volta que quando percebo já estou voando.

Ninguém notou a minha presença.

Quando Tronos conseguiu me ver, eu já estava com o pé em seu peito o jogando a alguns metros de distancia caído no chão.

— Leo! – Gritaram Vini e Sam juntos.

— O que você faz aqui? Eu mandei Everton levar vocês daqui. – disse Vini para mim. Ele parecia realmente irritado.

— Eu não vou deixar que vocês morram aqui por mim! – digo.

— O garoto é inteligente ao menos. – disse Jade.

— Cala boca! – digo.

— Tudo bem já que voltou. Ajude o Thiago. – Gritou Samantha. Correndo para atacar Tronos.

— Alquimist Cristo! – invoca ela.

Um meteoro de cristal roxo aparece em cima de tronos. É enorme.

Um aceno com a varinha e o meteoro e liberado e cai em uma velocidade incrível.

Um único som se resumiu. O som de vidro se quebrando.

Thiago não precisava de ajuda ele estava muito bem.

E a julgar por sua calma ele tinha um plano.

Foi ai que, uma barra de metal atravessou seu peito.

— Acabou! – disse Trofos.

— Tem razão! – disse Thiago. – Eu posso até morrer, mas você vai junto.

Ele agarrou com as mãos a barra de metal.

— Alquimist Eletric! – disse ele.

Suas mãos brilharam. O que passou pela barra de metal foi como um raio. Eletricidade de uma voltagem completamente incomum atingiu Trofos no peito de onde saia á barra de metal.

Thiago caiu ajoelhado e Trofos caiu de costas no chão.

Corri para apanhar Thiago.

— Muito bom menino elétrico, mas não podia ter se sacrificado. – digo a ele.

— Eu estou bem. – diz ele.

Mas é notável que não esta. Ele esta sangrando muito. Saco a varinha.

—Vou fazer o melhor que posso aqui! Anapus! – digo apontando a varinha para o local da ferida e o sangue que estava escorrendo desaparece, mas logo começa a surgir de novo. – Anapus! Atarus! – digo um em seguida do outro. Limpando e depois colocando ataduras, que estancaria um pouco o sangue.

— NÃO! – Gritaram Jade e Tronos juntos.

— Vamos embora, precisamos ir embora! – disse Jade.

— Ok. Apanhe os que caíram no mar. – disse Tronos com rispidez. – Eu vou apanhar os que estão por aqui.

— Vão a algum lugar? – pergunta Vini.

Vini esta com seu arco na mão, e com cinco flechas posicionadas no arco, mas não eram flechas comuns, era flechas de cristais.

Tronos e Jade fizeram o primeiro movimento. Lançando dois feitiços neles, mas Sam os protegeu.

Vini atirou.

Duas flechas acertaram Jade nas costas enquanto ela corria para se jogar no mar, mas ela continuou correndo.

As outras três se fixaram na coxa, no braço e nas costas de Tronos, que corria atrás de Jade para pegar Marinah e Trofos, que de alguma forma parecia estar vivo ainda.

Ambos desapareceram depois.

— Leo, você vem comigo, já que esta aqui, vamos varrer o local. Sam Você leva Thiago para a Kate, no bosque e depois vá para a casa do construtor. – disse Vini.

— Ok. – diz ela. Pegando ele e desaparecendo.

Sigo com Vini até a beirada da ponte. Impulsiono o ar a levar nós dois flutuando para baixo.

Nada não vimos nada. Não achamos ninguém.

Desaparecemos logo em seguida direto para a casa de Clodoaldo. Onde todos estavam lá.