Os Quatro Bruxos.

13 A História de Matheus!


A casa estava cheia, lotada para falar a verdade, Silvia a esposa de Clodoaldo estava em prantos.

Thales o irmão de Matheus estava ao seu lado ajudando a cuidar de seus ferimentos que graças a Deus eram poucos.

Kate trabalhava duro para curar Thiago, mas a barra havia ultrapassado o abdômen dele e possivelmente perfurado algum órgão. O suor escorria em sua testa de tanto esforço e Thiago suava frio em circunstancia ao ferimento.

Samantha tinha recebido um belo hematoma nas costas, Vini estava com um corte fino e raso na testa.

Eu tinha alguns hematomas no braço, mas nada de mais.

Kevin e Kate estavam bem e isso era muito bom.

Stela tinha uma queimadura no braço e estava na fila para que Kate a curasse, mas fora isso estava muito bem.

Everton por nem ter entrado na batalha direito estava ileso, mas parecia irritado. Na verdade não tenha uma vez que eu não o visse que ele não parecesse irritado.

— Você! Da próxima vez, que estivermos numa batalha juntos, se você não morrer, pode ter certeza que eu te mato! – diz ele a mim. Assume uma escuridão e desaparece. Reaparece ao lado de Thales.

Todos nós estávamos exaustos, o fato de usar magia e alquimia junto nos esgota no começo quando estamos aprendendo ainda. Porque Sam e Vini pareciam bem.

— Atenção aqui. – disse Vini. – Quero que todos vocês descansem assim que tiverem curados. Kate você durma, você esta exigindo muito de seus poderes, isso pode causa um desmaio no meio de uma batalha se houver outro. Mais tarde teremos uma reunião onde decidiremos o que fazer. E iremos esclarecer algumas coisas.

No andar de cima da casa haviam 5 quartos, fora o dos donos da casa, para não abusar, nos dividimos em grupos e ficamos nos quartos.

Samantha, Stela e Kate em um quarto só.

Kevin, Matheus, Thales e Thiago em outro.

Vini, Everton e eu em outro.

Legal vou dormir com alguém que disse que me mataria.

Deitamos na cama era de tarde ainda, mais ou menos 16 horas. Quando nos acordaram era 9 horas da manhã do dia seguinte. Dormimos 17 horas seguidas.

Rodeados na mesa de jantar, tomando café da manhã.

— Bom, primeiro eu devo pedir desculpas a todos vocês, por minha irresponsabilidade, eu sabia que não era uma missão de ranking baixo, mas mesmo assim coloquei a vida de vocês em jogo. Segundo gostaria de agradecer a ajuda de Everton por que não teria como vocês ganharem aquela luta e ter retirado vocês do local, mesmo que um tenha escapado. Falando neste que escapou, quando se recebe uma ordem do líder da missão, ela deve ser cumprida, é a regra militar das missões. Queria agradecer a todos por lutarem bravamente, e não só estarem vivos como ter ajudado a manter os outros também. – disse Vini.

— Agora, o senhor quer nos explicar o porque mentiu para nós? – pergunta Samantha.

— Eu... bom eu não tinha dinheiro para pagar uma missão de nível tão alto quanto essa de fato. Então menti. – disse ele de cabeça baixa. – peço perdão por isso, e se vocês quiserem ir embora podem ir.

— Não antes deu comer mais um pedaço de bolo! – disse Kevin.

— Nós não vamos embora. Bom eu não vou. Eles vão voltar para te pegar, mas eu tenho um plano, eles só estão aqui porque são contratados pelo Guller, se o Guller deixar de existir eles não terão que cumprir o combinado. – diz Vini.

— Então seu plano e matar o Guller? – pergunto.

— Matar seria em ultimo caso, mas prende-lo e leva-lo para as autoridades, isso seria ótimo. Até mesmo porque mata-lo seria difícil ele é um bruxo lendário. – disse Vini.

— Bruxo o que? – perguntou Matheus.

— Bruxo lendário. Antigamente existiam quatro destes. Eles não tinham limites de magia. Seus poderes eram surreais. Então foram chamados de bruxos lendários, ou os lendários bruxos como preferir. Eles são na maioria das vezes exemplos usados pelos professores para que nos de um estimulo. – explicou Everton. – seus nomes são. Guller, Ruch, um tal de F... e Grand. A claro como pude me esquecer, eles também, são conhecidos como os bruxos elementares, pois seus poderes eram baseados nos elementos. Céu, Terra, Alquimia e Oceano. Não me recordo da ordem exata de cada um deles, mas é isso.

Esse cara é inteligente. Embora irritante.

— Antes de mais nada. Eu não posso permitir que vocês fiquem, mas a julgar pelos danos que sofreram deixo esta decisão com vocês. Se quiserem ficar e lutar serão bem vindos, mas se não. Não irei culpa-los por nada. – diz Vini.

— Eu fico. Kate você vai embora. – digo.

— Não, vocês precisam de mim aqui, se alguns de vocês se ferirem quem vai curar vocês? – diz ela.

O argumento e bom.

— Ok. Você pode ficar, mas se ficar ficará aqui dentro. Não participara da busca. – digo.

— O Leo tem razão, vocês são bons, mas ainda não são bons o bastante. Se forem ficar ficaram aqui, cuidando do Clodoaldo e de sua mulher. Vou lançar uns feitiços de proteção em torno da casa, espero que mantenham eles longe. Mas vocês ficam aqui. Kate, Kevin Matheus e Thales. – coordena Vini.

OBS: A NARRATIVA PASSA A SER O AUTOR!

Como ficou combinado Vinicius, Samantha, Leonardo, Stela, Thiago e Everton sairiam em busca de Guler.

— Matheus, podemos conversar? – pergunta Thales.

Matheus que estava conversando com Stela, se levantou e seguiu o irmão para fora. Onde se sentaram no pequeno jardim.

— Eu entendo que você deve estar com raiva de mim, mas por favor, tente me entender, acreditar em magia não é algo tão simples assim. – começou a dizer Thales. – Me desculpe por te deixar depois do que nos aconteceu. Depois de termos perdido nossos pais.

— Thales, quando mamãe e papai morreram não foi fácil para mim, você sabe disso. Você sempre foi mais firme emocionalmente do que eu, mas sei que você sentiu também, quando nos mandaram para aquele orfanato maldito eu sabia que morreríamos ali até que Toshi apareceu lá, e disse o que nos éramos de verdade. Eu não podia negar a minha felicidade de finalmente sair daquele lugar. – diz Matheus a Thales. – A vida nos pregou uma peça, colocou uma enorme pedra em nosso caminho, mas a vida também nos deu a magia, e esse era o meu passaporte para viver, para enfim ser livre, livre e poder ser quem eu quiser.

— Matheus eu acho que nós temos algumas coisas para esclarecer. – diz Thales.

Matheus parece não ter ouvido a frase dele, pois estava inerte em pensamentos.

“Era noite, quando eles chegaram. Um som horrível de explosões e vozes alteradas do lado de fora de nossa casa.

Tínhamos 5 anos.

— Matheus, Thales corram, vão para seus quartos se escondam lá. Nós já vamos encontrar vocês. – gritou mamãe.

— Vão! – gritou meu pai e corremos para cima.

Parando no ultimo degrau para ver 4 pessoas arrombarem a porta de minha casa com uma luz.

Thales me puxou pelo braço para dentro do quarto.

Nós nos escondemos de baixo da cama.

— Onde estão os pirralhos? – diz um homem lá em baixo.

— Não estão aqui. – diz meu pai.

— Nós os queremos agora! – grita uma mulher.

Derrubo uma garrafa térmica onde minha mãe sempre deixava chocolate quente para meu irmão e eu. O barulho da garrafa despertou o interesse deles.

— Eles estão lá em cima. Provavelmente escondidos de baixo da cama, como dois ratos que são. – disse outro homem.

— Não fale assim dos meus filhos! – grita meu pai.

— Eles não são ratos! – grita minha mãe.

Algo esta acontecendo eu não entendo nada.

— Nós estamos cansados de esperar. Estamos cansados de procurar, estamos cansados de tudo. Passamos cinco anos procurando dois dos quatro garotos da grande profecia. – diz o homem.

— Eles não são os garotos da profecia! Vão embora. Deixe-nos em paz! – grita minha mãe.

“Quatro novos bruxos surgem no mundo.

Filhos dos mais poderosos de Daneva.

Sua magia inigualável aflorará.

No momento em que começarem a acreditar.

Desafios no mar começaram a enfrentar.

Seguindo seus corações gente nova iram encontrar.

Se aliando a vegetação, ao choque, as águas, criaram laços.

Junto com o fogo, e a escuridão se tornaram fortes.

Outros elementos iram surgir o ar e o tronco vão fortalecer.

Sigam seus caminhos e na ultima batalha ao Sul

No inferno seus inimigos iram queimar.

No final, o futuro será determinado, em luz e trevas.

No céu e na terra seus caminhos vão para sempre estar ligados.

Os novos lendários iram surgir.

— Nós conhecemos a profecia, nós estávamos lá quando o oráculo a declarou. – disse meu pai.

— Chega de papo. Vamos buscar os ratinhos. – disse a mulher.

— Só por cima de nossos cadáveres.- disse minha mãe.

— Como queira. – disse o homem.

Explosões, sons distintos e ensurdecedores. E por fim.

Explosão.

A única coisa que eu me lembro é de estar olhando para o chão e ficar cego por uma luz branca que explodiu metade de minha casa.

Quando acordei, estava no hospital, e já estava determinado que iria para o orfanato.”

— Matheus, você me ouviu? – chamou Thales.

“Os jornalistas falaram nos noticiários.

Corpos não foram encontrados, a policia local e a pericia diz que tudo não passou de um assassinato.

Não temos como adivinhar o que aconteceu com os corpos, nenhum vestígio foi encontrado.

As crianças foram levadas para o orfanato, não temos permissão para divulgar em qual, mas ambos passam bem.

É lamentável que duas crianças de apenas 5 anos passem pelo que ambos estão passando.

Desejamos toda a sorte do mundo para eles.

Uma homenagem será realizada para eles e seus pais na semana que vem.

Obrigada e boa noite.”

— MATHEUS! – Gritou Thales sacudindo o irmão que estava caído no chão desmaiado.

O garoto abriu os olhos.

— O... o que houve? – perguntou ao irmão.

— Não sei, você ficou vago e desmaiou. – respondeu Thales. – Como se sente?

— Um pouco tonto, mas estou bem. – diz ele.

— Me desculpe te abandonar, deixar você vir sozinho, para um mundo desconhecido, mesmo depois de ter jurado ficar sempre junto a você. – disse Thales.

— Esta perdoado irmão. Você esta aqui agora, isso é o que importa. – disse Matheus sorrindo.