Os Quatro Bruxos.
18 Enrolando²
Leo entrou em seu quarto aliviado por ter uma cama sua e confortável para dormir. Mesmo que por pouco tempo.
Jogou a mochila de lado, tirou aquela roupa suja e correu para tomar banho, tinha 25 minutos para tomar banho se arrumar e chegar à sala dos diretores.
Pelo que Leo pode ver, Kevin e Thiago fizeram o mesmo, jogaram as coisas de lado e foram para o banho.
— Cara como é bom tomar banho. Tirar aquela roupa. — disse Thiago no boxe ao lado.
— Verdade cara. — disse Leo.
Leo estava amando estar ali no banho, pena que tinha que ser rápido.
Apanhou a toalha e saiu.
Colocou o uniforme de Daneva, suas vestes brancas.
— Até parece foram anos longe. — disse Kevin.
— Sim. — responde Leo.
Leo terminou de se trocar.
Assim como Thiago e Kevin.
Saíram do dormitório, no salão comunal da torre muitos os olhavam de forma estranha, como se estivessem com medo.
Então um garotinho, devia ter uns 11 anos se aproximou deles.
— É verdade que vocês abriram os 8 portões mágicos? — perguntou ele.
Leo olhou ao ser redor, todos pareciam estar sabendo já. Mas como? Eles haviam acabado de chegar.
— Sim é verdade! — respondeu Vini atrás dele.
O garoto perdeu a cor com o susto.
— Vamos logo, o diretor, está nos esperando. — disse Samantha atrás dele com Kate e Stela.
Matheus vinha atrás deles.
— Temos 10 minutos, se nos atrasarmos para um encontro com o diretor isso acarreta em 2 semanas de detenções. — disse Samantha.
Correram em direção a sala da direção.
Chegando perto, já se podiam ouvir as vozes de Caio, Pedro, Everton e Thales.
— Finalmente. — disse Lara.
Leo definitivamente não gostava dela.
— Estamos no horário! — disse Leo, rudemente.
Entraram na sala.
Ela era enorme.
— Sentem. — disse Nedeia a diretora.
Haviam cadeiras o suficiente para todos nós.
— Primeiro, vamos começar com a questão desta missão louca da qual você Senhor Michel foi. Sua responsabilidade era achar Jeff Stwart da torre 6. E como ele se transformou em Pedro Terto? — Perguntou o Diretor Josan.
— Eu fui procurar por Jeff assim como Rufos me mandou, mas no meio do caminho perdi o rastro dele, e encontrei o de Pedro. Perguntei-me o que ele estava fazendo ali, se Rufos o havia banido da missão de Jeff. Então segui o rastro de Pedro até o palácio subterrâneo de Guller, e lá estava Pedro lutando contra dois Luminas, que o renderam bem facilmente. Quando eu resolvi ajudar eles me nocautearam por trás. — começou Caio. — Eu não achei Jeff em lugar nenhum durante minha procura, seu rastro sumiu em Marimani.
— Ok. Vamos mandar outros para buscar Jeff. — disse Nedeia. — ele é um dos melhores de Daneva.
— Sim, vamos mandar alguns Captores atrás dele. — disse Patrick.
Leo o viu e ele estava com um cara de sono. Embora toda aquela conversa também estava lhe deixando com sono.
— Senhor Terto, porque fugiu de Daneva para ir a missão com o Senhor Stwart? — perguntou Josan.
— Jeff, era meu melhor amigo em Daneva, eu não podia deixa-lo se arriscar sozinho. Alem do mais, e eu não sou um completo inútil como este idiota aqui me intitulou para a missão. — disse Pedro.
Leo olhou para Vini que sorria.
Pedro também o viu.
— Do que esta rindo? — perguntou ele seriamente para Vini.
— Jeff Stwart, seu melhor amigo? — Vini riu. — sinto-lhe dizer, mas Jeff não tinha nenhum amigo, nunca teve, ele sempre agiu sozinho, sua vida toda. Você poderia considera-lo um melhor amigo, mas ele no máximo o respeitava. Todo mundo aqui sabe quem de verdade é Jeff Stwart. Eu não ficaria surpreso se ele não tivesse sumido e sim se unido aos Luminas. — disse Vini friamente.
— É mentira, eu o vi sendo carregado pelos Luminas, ele estava sangrando. — disse Pedro, com raiva.
— Jeff era o melhor da torre seis em produzir nevoa e esconder a verdade das pessoas, tenho que admitir que ele é corajoso, mas sem duvidas e o melhor mentirosos de todos os tempos. — disse Vini.
— E como você sabe de tudo isso? — perguntou Nedeia.
— Eu sou uma espécie de antimentira. — disse Vini. — eu enxergo através da nevoa, não sei como, mas enxergo. Ele nunca me enganou, sua ambição sempre foi imensa, por poder.
— Ok. Não estamos aqui para discutir quem é ou não Jeff Stwart. Terto você ficará um mês de detenção por fugir da escola e ir à uma missão sem ter tido ordem. — disse Josan. — Isso ainda é pouco. Pode sair e senhor Michel, o senhor pode ir também.
Leo os viu indo embora, havia rancor nos olhos de Pedro.
— Bom, Everton, sua missão foi bem sucedida como sempre. Mas, sua missão era apenas averiguar... — Nedeia foi interrompida.
— Ele fez uma viagem nas sombras e veio falar comigo, pedindo para ficar junto com o Vini na missão dele, e eu o deixei ficar. — disse Rufos.
— Isso não nos foi comunicado? — perguntou Nedeia.
— Eu não achei que seria relevante avisar algo assim, não sabia que a missão tomaria o rumo que tomou. — disse Rufos.
— Sem problemas. — disse Josan. — eles estão de volta. Senhor Barcelos, porque não trouxe todos de volta quando os Luminas atacaram?
— Eu assumo toda a responsabilidade pelos riscos que eles passaram durante esta missão. Mas eu simplesmente não podia deixar que fossem embora depois do que passaram, eles tinham que decidir por conta própria se iam ficar ou iam embora, e foi isso que fizeram, decidiram ficar. E cada um com seu poder foram essenciais para o comprimento da missão que passamos. — disse Vini.
Eu gostaria de ser que nem ele, confiante e determinado. Pensou Leo.
— E porque não os obrigou a virem embora. Você poderia fazer isso, era o líder da missão. — disse Nedeia.
— Eu sei que poderia, mas cada um deles sofreu danos físicos e mentais durante a batalha não seria justo alguém determinar o que eles fariam, ele ouviram coisas e sofreram coisas muito ruins, mas isso só serviu para deixa-los mais fortes. — disse Vini. — não só porque abriram os 8 portões até mesmo porque nem todos abriram os oito, mas fisicamente, mentalmente. Eles ficaram poderosos de uma maneira que eles não teriam ficado se tivessem voltado, isso foi bom para eles.
— Concordo, mas e a vida deles? — perguntou Nedeia.
— Com licença. Mas vocês estão falando de nós como se não estivéssemos aqui. — disse Leo intervindo na conversa. — nós somos donos de nossas próprias vidas, e nós decidimos ficar, então se vão punir alguém que nos punam e não a ele. Embora não haja motivo para punição, afinal estamos todos aqui.
— Ok, o garoto esta certo. — disse Nedeia.
— A reunião tem outro motivo pelo que vejo. — disse Josan. — O que mais vocês querem?
— Queremos levar eles para treinar. — disse Jarry. — eles os garotos que abriram os oito portões.
— Se passarem nas provas, eles poderão ir. — disse Nedeia.
Kevin deu um sorriso sombrio, e disse.
— Vamos passar. — seu tom era confiante, desafiador, nervoso e arrogante de mais para um ser tão pequeno.
Seus olhos brilhavam de um negro perverso.
Ele realmente assustava Leo.
— Vocês podem ir. Iram receber o horário de reforço de vocês. Apenas uma semana. — disse Nedeia.
— Ok. — disse Stela.
Todos saíram e seguiram caminhos diferentes, nós alunos voltamos aos dormitórios, os Captores seguiram para a sala deles.
Leo chegou em seu quarto arrumou suas coisas de volta no armário.
Olhou sua aljava, não tinha mais muitas flechas precisava de mais.
— Eu vou ao vilarejo, alguém quer ir? — perguntou Leo.
— Não, mas teria como você me trazer chocolate? — perguntou Thiago.
— Tem chocolate no vilarejo? — perguntou Leo.
— Sim, a uma doceria lá, você não viu? Bom, traz e depois eu te pago alguma coisa. — disse Thiago.
— Ok, vou ver se algum outro que ir comigo. — dizendo isso Leo saiu do quarto.
Leo subiu as escadas para o próximo quarto que era o quarto de Vini e Matheus.
Leo bate na porta ambos dizem alto. pode entrar. Leo entra.
— Eu vou ao vilarejo alguém quer ir? — pergunta ele.
— Eu não. — disse Vini. — Tenho que começar a estudar para as provas.
Vini estava estranho, como se estivesse irritado com Leo, por ele ter aberto os oito portões e não ele. Mas Leo não queria isso, e Vini era suficientemente poderoso sem nem abrir os oito portões.
— Vini eu... — começou Leo.
— Leo, eu não tenho problema nenhum com você. Eu só estou um pouco frustrado com tudo que aconteceu. — disse Vini como se estivesse lendo minha mente.
— Eu, eu não sei o que dizer. — disse Leo.
— Não precisa. Vá comprar suas flechas. — disse Vini a Leo com um sorriso no rosto. — E leve o Matheus com você. Ele precisa dar um passeio.
— Eu o que... ei Vini do que você esta falando? — perguntou Matheus tão vermelho que chegava a parecer uma pimenta.
— Que você precisa dar um passeio. — disse Vini se virando para ele. — O que mais poderia ser?
— Na... da. — disse Matheus. — só vou me trocar.
Seus olhos estavam vazios, por fora, mas cheio de vislumbres por dentro.
— Te espero lá em baixo. — Leo saiu do quarto vendo de relance Matheus dar um soco no braço de Vini. O que achou muito estranho.
Lá em baixo as pessoas conversavam entre si, sobre as matérias escolares.
O que teriam que fazer para ganhar notas.
Os alunos do 3º e 4º ano estavam falando de como teriam de lutar contra criaturas e monstros como provas finais.
Isso fez Leo se lembrar de todas as criaturas que o atacaram na missão em Marimani, dos quais seus amigos ficaram para trás para enfrenta-los.
— Leo? — chamou Matheus vendo Leo olhar para o nada. — esta tudo bem?
— Sim. — respondeu. — vamos?
— O que você tem? — perguntou Matheus.
— Nada. Por quê? — respondeu Leo com um pergunta.
— Parece estranho, desligado, confuso. — disse Matheus.
Matheus olhava para Leo de forma estranha, buscando algo em seu rosto.
— Só estou pensando na minha partida de Daneva. — disse Leo em resposta o que não era bem verdade. — Deixar meus amigos aqui, me separar da minha irmã por um ano inteiro.
— Você devia pensar que vai ser bom para todos vocês, a gente aqui... — Matheus parou rapidamente. — seus amigos aqui vão ficar bem, vão aprender muito aqui.
Leo riu, olhou para Matheus passou um braço por seu ombro.
— Você é um dos meus amigos Math., vou sentir sua falta também. — disse Leo.
Matheus enrubesceu, e baixou os olhos.
— Também vou sentir sua falta. — disse ele olhando para o chão. — mais do que eu gostaria de admitir.
Leo sorriu.
— Vamos nessa cara de pau, temos que voltar antes do anoitecer. — disse Leo. — ainda temos que estudar.
— Esta bem, cabeça de vento. — retrucou Matheus. — Ambos correram Daneva a fora.
— Cara você gosta de voar? — perguntou Leo.
Antes que Matheus pudesse responder ele já estava voando, ao lado de Leo.
Leo usara o vento em seus arredores para fazer com eles voassem.
— Isso é bom.
— O que?
— Seu vento, ele bom, não é como o vendo de um verão abafado, nem o do inverno gelado, é fresco e agradável.
Leo não entendeu o que aquilo realmente queria dizer, mas continuou seguindo em frente.
Logo eles estavam na entrada do vilarejo.
— Onde você vai Leo? — perguntou Matheus.
— Vou ao ferreiro Hefesto. — Respondeu Leo. — preciso de Flechas.
— Certo. — disse Matheus.
O ferreiro não ficava longe da entrada do Vilarejo, para falar a verdade era o ponto de venda mais perto que tinha.
Chegando ao ferreiro Leo observou que o único cliente do ferreiro era um velho musculoso.
— Ora, o menino dos ventos, e garotinho das madeiras. — disse o Ferreiro.
— Hefesto. — disse Leo. — como vai?
— Muito bem, e você meu caro? — disse sorrindo. — já sei de seu grande ato heroico, e de sua abertura dos portões.
— Abertura de portões? — disse o velho. — Ótimo, mais um moleque de Hécate para os outros Deuses abençoarem, fique fora do meu caminho pirralho, ou eu enfio bronze celestial em você. — dizendo isso ele sumiu.
Leo se virou para Matheus que estava com a mesma cara, de espanto e duvida.
— O que ele quis dizer com: mais um moleque de Hécate? Quem é Hécate? — Pergunta Matheus.
— Hécate é a Deusa Grega da Magia, dizem que ela é a mãe de todas as formas mágicas. — disse Leo olhando para ele.
— Como você sabe de tudo isso? — perguntou Matheus.
— Eu leio. — disse Leo em resposta. — o que ele quis dizer com tudo o que disse, quem era ele?
— Ele — ele sorriu. — ele é o próprio Deus Hefesto.
Os olhos de Leo e Matheus se arregalaram suas bocas se abriram.
— Esta brincando?
— Não, não estou é ele quem me fornece matéria prima para a fabricação de minhas armas. — disse o Ferreiro Hefesto. — Entenderão, vocês vão entender melhor quando começarem seus treinos.
— Como sabe tanto sobre eles? — pergunta Matheus.
— Eu sou tio de Josan Dantes, o diretor de Daneva. Então eu tenho informações privilegiadas. — diz ele sorrindo.
— Bom chega de papo, que quero 300 flechas. — disse Leo.
— Já acabaram todas aquelas? — perguntou Hefesto.
— Não, usei algumas o resto eu perdi em batalha. — disse Leo em resposta.
— Muito bem aqui esta. — disse ele lhe entregando as flechas.
Leo pagou pelas flechas e foi embora.
— Vamos comprar chocolate para o Thiago. — disse Leo. — Tem alguma doceria por aqui?
— Acho que tem uma próxima a farmácia. — disse Matheus.
Seguiram em direção a farmácia, realmente havia uma doceria ao lado dela.
— Língua de mel. — disse Matheus. — tem um livro na biblioteca que fala sobre ela, a melhor doceria dos últimos 500 anos.
— Ótimo, vamos logo então. — disse Leo. — temos que estudar para as provas.
Leo começou a andar, mas Matheus estava parado.
— Leo, Leo, Leo. — disse Matheus. — olha aquela mulher!
Uma mulher de estatura média baixa circulava pela rua, cabelos roxos e olhos lilases, vestia um Kimono branco e carregava no cinto uma flauta de prata.
— Ela é linda e emana poder, magia e som. — disse Matheus.
— Sim, eu consigo sentir também. — disse Leo. — Hey!
Chamou ele.
Ela se virou.
— Pois não? — perguntou ela, sua voz era cantada, suave, calma e doce.
— Desculpe a pergunta, mas quem é você? — perguntou Leo.
— Coronel Alice. — apresentou-se ela. — no que posso ajuda-lo?
— A senhora é uma captora? — perguntou Leo.
— Sim.
— A Senhora é muito linda para ser uma captora. — disse Matheus.
— Obrigada. — disse ela rindo. — Mas não é por beleza que se define capacidade. — e assim saiu andando, deixando-os para trás.
Leo e Matheus voltaram para a doceria.
Era incrivelmente grande e com muito doce.
Compraram o chocolate que Thiago queria, mas também compraram doces para o resto do ano se fosse o caso.
De volta para a Torre 1.
— É eu vou subindo. — disse Matheus. — Obrigado por me levar junto.
— Eu que agradeço a companhia. — disse Leo a ele.
Então Matheus fez algo estranho, o abraçou, um abraço apertado e com sentimento. Depois soltou e saiu correndo.
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