Os Quatro Bruxos.
17 De volta a Daneva.
OBS: NARRATIVA DO AUTOR.
Leo acordou na cabine de um navio, ele estava um pouco tonto assim que abriu os olhos, então continuou deitado olhando ao seu redor.
Estava só na cabine ninguém estava lá para lhe fazer companhia.
Como será que estão os outros? Perguntou-se.
Fleches da batalha com Guller iam e vinham em sua mente como Flashbacks.
Ele e Stela de mãos dadas.
Leo agradeceu não ter ninguém ali para vê-lo enrubescer.
Quando conseguiu se levantar, alguém bateu na porta
— Entre. – disse Leo.
Vini entrou na cabine.
— A você já acordou. Como se sente? – perguntou Vini se sentando na cadeira de frente para a cama.
— Estou bem, só um pouco tonto. – diz Leo em resposta.
— Não é para menos, você dormiu por 2 dias inteiros. – contou Vini.
— 2 dias? – Leo parecia não acreditar, nunca dormira tanto tempo assim.
— É, parece que Kate e Kevin vão precisar de mais um dia para se recurar. Mas estão todos muito bem. Os poderes de Kate estão acelerando o tratamento de todos vocês, mas ela não consegue se autorregenerar dormindo. – disse Vini. – mas ela vai ficar bem.
Leo olhou para baixo.
— Ela foi fantástica lá, nos defendendo, atacando Guller. Ela e Kevin formam uma bela dupla. – disse Leo, ainda fitando o lençol.
— Pelo que eu fiquei sabendo, você foi quem salvou o bando. – disse Vini.
— Quem disse isso? – perguntou Leo, o encarando.
— Caio Michel. – respondeu ele.
— Não é verdade, todos nós lidamos junto com a situação. O máximo que eu fiz foi puxar os outros para a abertura dos 8 portões. – disse Leo.
— Vocês cresceram muito nesta missão, muito mais do que apenas com poderes. – disse Rufos entrando pela porta.
Leo e Vini se viraram para encara-lo.
— Todos vocês, não só os quatro inconsequentes, que foram para cima de um lendário, mas todos que participaram desta missão. – disse ele. – Vocês amadureceram vocês quase viram seus amigos morrerem, você tiveram que deixar pessoas que gostam para trás para que pudessem prosseguir. Isto é uma dor que nos faz virar gente, humanos de verdade. – disse ele.
Os olhos de Leo estavam cheios de lagrimas.
— Só de pensar que todos podiam ter morrido enquanto enfrentavam os perigos para nos deixar seguir em frente, todos confiaram em mim, em nós para terminarmos esta tarefa. Todos puseram suas vidas para que isso eu pudesse me tornar mais forte. Todos fizeram tudo que eu não queria que ninguém fizesse, arriscassem suas vidas pela minha. – Disse Leo chorando feito criança.
— Leo, eu entendo o seu sentimento, mas eu e todos os outros não ficamos para trás por você, e sim pela missão. Você eu sempre soube que era uma peça muito importante, mas não era a principal, mas você tem o poder de fazer as pessoas acreditarem em você, você consegue fazer as pessoas acreditarem que você é capaz, e foi isso que nos deu força para deixar tudo em suas mãos. – disse Vini o encarando nos olhos. – Você não tem que se lamentar pelas escolhas dos outros. Você não foi o foco para eles tomarem esta decisão de ficar para trás e lutar.
— Já chega. – disse Rufos. – Vamos chegar em Daneva pelo mar, isso vai levar mais ou menos um dia e meio deste ponto em que estamos. Aproveite a viagem para descansar, sua chegada em Daneva acarretara muitas novas obrigações, principalmente agora que abriu os 8 portões.
Ele se foi, Leo ficou sozinho com Vini em silencio no quarto.
Até que Vini o quebrou.
— Obrigado. – disse ele.
Leo o olhou incrédulo.
— Obrigado, por concluir esta missão, obrigado por confiar em mim como seu líder, mesmo depois de te deixar ir sozinho para uma batalha fora do alcance de qualquer aluno do 1º ano. – disse Vini.
— Foram as suas palavras que me deram forças para lutar, você lembra? – perguntou Leo.
Os olhos de Vini se ergueram para Leo.
— “Eu conto com vocês para essa missão ser um sucesso. Vocês são bons, acreditem em vocês, vocês conseguem.”- repetiu Leo as palavras de Vini. – Eu acreditei em mim, e consegui abrir os 8 portões.
— Obrigado. – disse Vini de novo.
Ele ajudou Leo a se levantar e o abraçou.
Depois que Vini se fora, Leo ficou novamente sozinho na cabine, olhou para fora e viu que era noite. Se levantou e foi para fora da cabine.
Chegando no convés viu Thiago sentado no chão olhando para a Lua.
Everton estava em cima do mastro, Thales e Matheus estavam na borda do navio olhando o mar. Mas nem Kate, Kevin e Stela estava por ali.
E eram eles que ele queria.
Andando por todo o convés do navio em busca das cabines de seus amigos.
Leo já começara a pensar “qual a necessidade de um navio deste tamanho para 15 pessoas”?
Mas depois se tocou que o navio devia ser equipado com o que há de melhor e mais eficiente, hospital, centro de planejamento, espaço para treinamento, e coisas do tipo.
Enquanto ele pensava não viu o quanto já estava afastado das cabines, o quanto já estava na proa do barco olhando para as ondas que deixavam para trás.
Leo sempre gostara do mar, principalmente a noite.
Ficou ali sentado na grade, pensando em tudo que lhe estava acontecendo, agora ele estava com sua magia em patamar elevado de força, mas não sabia magia nenhuma.
— Patroxpecto! – conjura Leo.
Seu cavalo de luz surgiu, Leo o admirou como se fosse a primeira vez que ele o vira.
Mas ele estava diferente, mais musculoso, maior e com um brilho mais acentuado.
— É um cavalo muito bonito. – disse alguém atrás de Leo.
— Capitão... Jarry? – falou Leo em duvida.
— Como você está? – perguntou o Capitão.
Leo não sabia o que responder, não tinha imaginado que o cara que falara tão friamente no castelo de Guller, podia ser de alguma forma gentil.
Então criou coragem e disse.
— Estou muito bem, obrigado.
— Não a de que Leonardo. Você passou uma vida bem difícil durante seus 17 anos. – disse ele. – você é mais forte do que imagina. Mais forte do que qualquer outro aqui. Se aprender a usar seus poderes, sem duvida se tornara alguém que ninguém derrotará.
— Eu... Eu não sei o que faze, não sei o que imaginar, eu quero ser mais forte, mas eu nunca nem mesmo quis ser um bruxo. — Respondeu Leo com um tom sofredor na voz.
— Garoto, nós somos iguais em muitas partes. Quando eu era mais novo eu viajei para vários lugares durante anos. Depois conheci um mago, e ele me ensinou magia ainda no mundo mortal, quando eu completei 22 anos, fui para Daneva. Eu já sabia de tudo o que tinham para me ensinar, sabia até mais do que eles de fato tinham a me oferecer. Foi então que o diretor decidiu me treinar um pouco mais, e assim eu fiz a prova para entrar no exercito, assim que entrei me destaquei lá dentro. E em menos de dois meses já estava no cargo de Capitão. Já me ofereceram muitos cargos superiores, mas estou satisfeito com o que tenho no momento. Gosto de ensinar quem eu acho que tem potencial. – contou ele.
— Porque esta me contando tudo isso? – pergunto Leonardo.
— Porque eu vejo o seu potencial, você é realmente poderoso, alias os quatro são. Mas eu só posso treinar um de vocês. Eu posso retirar você de Daneva e te treinar por 1 ano. Isso equivaleria a você em Daneva o seu segundo ano todo e uma parte do 3º, no sentido acadêmico, mas no sentido experiencia, isso levara seu currículo ara muito além de tudo que Daneva pode te ensinar. Posso conversar com alguns amigos meus poderosos também, para treinar seus amigos, mas isso tem que vir de você. Sua linhagem de poder é igual a minha você possui poderes do vento. Posso lhe ensinar a controlar isto muito melhor. Posso ensina-lo a ser o próprio vento. Meus poderes se limitam sobre o vento, mas os seus não, você é a própria personificação do vento. – disse ele.
Olhos de Leo se iluminaram.
Imagens de seus avós lutando iam e vinham, poderes fantásticos surgiam em sua mente.
Seu avô era um guerreiro fantástico, Leo nunca havia visto alguém lutar desta forma.
— Espere o que são estas imagens. – disse Leo. – É você não é você esta colocando isto em minha mente?
— Sim, estou te mostrando o que me mostraram do seu avô. Esse era o poder dele. Você pode até supera-lo. – disse Jarry.
Leo, demorou para aceitar todas as coisas que Jarry dizia, nada parecia fazer sentido. Mas se tinha a chance de poder acabar com o tormento de perigos para si e sua irmã estava certo de que tinha que ir com ele.
— Está certo. Eu vou com você. Mas meus amigos terão que treinar também. – disse Leo.
— Feito. Tenho amigos com poderes fortes, poderes que possuem alguma ligação com os de seus amigos. Rufos ficara responsável por sua irmã, ele já havia aceito. Os outros vão aceitar também. – disse Ele.
— Ok. Se me der licença quero ver minha irmã. – disse Leo.
— Cabine 520. – disse Jarry.
Leo saiu se perguntando o porquê daquilo.
Procurou a cabine e entrou.
Rufos, estava no quarto conversando com Kate, eles conversavam sobre seus poderes.
— Atrapalho? – pergunta Leo ao entrar.
— Claro que não. – diz Rufos sem olhara para Leo. – como se sente?
— Muito bem. Kate? – diz Leo se virando para Kate.
— Estou ótima Leo. Rufos estava me convidando para ir treinar com ele, disse que você treinaria com Jarry, Kevin com a Coronel Lara, e Stela com o Marechal Patrick. – diz Kate a mim.
— Eu não sei quanto aos outros, mas eu treinarei com Jarry. – disse Leo.
— Então é isso, todos nós vamos sair de Daneva? – perguntou Stela atrás de Leo, que pulou de susto.
— Por um ano. – disse Rufos. – Mas vão sim.
— E esse ano valera por muito mais que todos que vocês passaram em Daneva. Vocês passaram por um treinamento bem pesado, mas valera a pena. Podem apostar. – disse uma mulher atrás de Stela.
— E quem é você? – pergunta Kate.
— Coronel Lara! Irei treinar Kevin. – apresentou-se ela.
Leo não gostou do modo como a mulher disse isso, em um tom superior.
— Devo bater contingencia para você Senhora? – perguntou Leo, debochando da cara dela.
— Deveria pirralho, você fez um único ato heroico, eu já fiz milhares destes. – ela ri. Leo observou o quanto o olhar dela se parecia com o de Kevin, sombrio, vazio e sinistro.
— É você e o Kevin iram se dar muito bem. Mas não venha se glorificar de seus feitos para mim, não fazem a menor diferença para mim. – diz Leo.
— Lara, por favor? – disse um home que estava atrás dela.
— Cara quantas pessoas estão nesse navio? – disse Leo.
— Como vão, meu nome é Patrick, Marechal Patrick, mas pode esquecer esta formalidade de Marechal. E ignore a Lara assim como eu e todos os outros no mundo. – disse o homem. – ficarei responsável pela senhorita Stela.
Passaram horas conversando sobre o treino, embora nada ficasse de fato explicado de verdade. Eram apenas fases que escondiam diversas coisas.
— Muito bem hora do Jantar. — disse Jarry entrando na cabine assim que o apito soou.
Seguimos todos para o saguão de refeitório.
— Que navio é este? – pergunta Stela.
— Esse é um navio do exercito. – respondeu Patrick. – Bom nos mandaram ver o porquê vocês estavam demorando tanto, Rufos queria vir sozinho por ser o responsável, mas como normas, ninguém sai sozinho em uma missão. Então vieram ele e Jarry, mas como passávamos por perto decidimos lhes dar uma carona.
— Esse cara era muito simpático para alguém que esta no topo da hierarquia militar. — Cochichou Kevin no ouvido de Kate. Ela sorriu e não disse nada em retorno.
A comida chegou flutuando, trazida por uma Garçonete com intensos cabelos ruivos imensos, seus cabelos mais pareciam estar pegando fogo.
Quatro grandes lagostas foram postas a mesa, salada, purê de batatas e arroz.
— Isto... Está... Muito... Bom. – disse Kevin se colocando uma colher de arroz e uma de purê, cheias na boca.
Alguns deles riram.
Os outros Vini, Sam, Thiago, Matheus, Thales e Everton se juntaram a eles.
— Então quer dizer que vocês vão partir de Daneva, assim que chegarem nela? – Perguntou Matheus olhando para Leo.
— Não, temos que passar do primeiro ano primeiro. – respondeu Kate rindo.
— Sim, quando chegarem lá vocês vão estar em época de provas. – disse Rufos.
— Esta brincando?! – Gritou Stela.
— Não. – respondeu Rufos rindo.
— Droga, droga, droga. E agora. Nós perdemos muitas aulas. – disse Stela, como faremos as provas.
— Relaxem, eles sempre dão uma revisão para quem estava fora em missões. A essas alturas as aulas já acabaram, teremos duas semanas de recuperação enquanto os outros estão fora das salas de aula. Para que possamos aprender tudo que lhes foi ensinado. – disse Samantha.
— UFA! – disseram Kate e Stela juntas.
— Mudando de assunto, onde estão Caio Michel e Pedro Terto? – pergunta Leonardo.
— Estão se recuperando no hospital ainda, passaram por sofrimentos de mais durante a prisão. Foram muito torturados. – disse Jarry.
— Mas porque eles estavam lá? – pergunta Kevin.
— Pedro havia saído em missão com outro aluno, a questão e que eles não voltaram, Caio era o melhor amigo do outro que desapareceu e fugiu de Daneva em busca dele. Pelo jeito só achou o Terto prisioneiro. – Explicou Rufos.
— Qual era a missão dele? – perguntou Leonardo.
— Capturar um dos Luminas. – disse Jarry.
— Espere, o que alguém como Pedro Terto estava fazendo numa missão de captura? – pergunta Vini.
— Não sei. – disse Rufos.
— Mas é você quem coordena as missões em Daneva. – disse Sam.
— Eu sei, mas eu não escalei ele para esta missão. – disse ele em sua defesa.
— Então como ele foi parar lá? – Pergunta Kevin.
— Deve ter saído sozinho, ele me pediu para ir, mas claro que não deixei. – disse Rufos.
— Bom chega de papo. – disse Lara – Devemos desembarcar logo de manhã, vocês deviam dormir. – Disse Lara.
Todos foram para suas cabines, mas dormi não estava nada fácil, principalmente para Leo, Kate, Kevin e Stela que dormiram por dois dias.
Leo decidiu sair da cabine e ir para o convés. Subiu no mastro e lá se sentou olhando para o céu cheio de estrelas.
— O que vai acontecer agora? – perguntou a si mesmo. — Vou entrar em um treinamento, longe dos meus amigos, em algum lugar do mundo, ainda mais longe dos meus pais.
Quando Leo acordou com o sol na cara, se levantou e conseguiu ver no baixo do vale a escola que era sem duvida nenhuma a mais perfeita da vida dele, Daneva.
— A você esta ai garoto! – gritou Lara. – Estavam todos te procurando. Acharam que você tinha fugido.
O vento ou redor de Leo se intensificou e ele desceu do mastro voando.
— Eu nunca fujo. – diz ele olhando nos olhos dela.
O navio ancorou nas costas da colina, eles teriam que subir por ela toda.
— Kate, você lembra se eu trouxe a minha vassoura? – perguntou Leonardo, pois parecia que ele estava fora a mil anos e não lembrava mais o que havia trago.
— Sim. – respondeu ela tirando a própria da mochila que cresceu sozinha.
Leo tirou sua vassoura da mochila.
— Nos vemos em Daneva, eu é que não vou subir isto a pé. – ele sorriu e decolou, seguido pelos outros alunos, os Captores ficaram parados lá olhando eles subirem.
Pousarão no pátio de entrada de Daneva.
— Vocês demoraram. – disse Lara atrás deles.
— Teletransporte. – disse Leonardo.
— Ora, ora, ora, vejam quem esta de volta, finalmente. – disse Davi Rodrigues da torre quatro. A torre dos apaixonados de sangue quente. – Vocês demoraram um bom bocado nesta missão.
— Você? – sussurrou Matheus, tão baixo que até ele duvidou que alguém tivesse ouvido algo.
— Ela não era bem o imaginado. – disse Vini. – Como estão as coisas por aqui?
— Como sempre. Nada de emocionante. – respondeu Davi, atrás dele vinha uma garota de cabelos loiros no meio das costas, belos olhos castanhos, sua pele branca dava um belo destaque em seus lábios vermelhos.
— Olá, que bom que voltaram. – disse Larissa. – Os diretores querem falar com vocês.
— Ótimo. Obrigada. – disse Samantha, passando por ela batendo os pés.
Todos passaram por eles rumo ao castelo.
— Vocês, levem suas coisas para seus quartos e nos encontre em frente a sala dos diretores em no máximo 30 minutos. – disse Jarry.
Corremos para a torre. nos separarmos de Everton e Thales logo de inicio, a torre sete era a ultima do lado esquerdo do castelo, Caio e Pedro, foram conosco por um pedaço mas depois seguiram para a esquerda, a torre deles ficava no alto do castelo, e nó seguimos em frente a ponta da direita do castelo.
— Espero que tenha alguém na porta para falar a senha para aquele dragão de pedra idiota. – disse Vini. – não faço ideia de qual seja a senha.
— Vocês ai. – era Mafalda a professora de transformação e coordenadora da torre 1, mas ela mais parecia um fantasma. – a senha é Aquimist.
— Obrigado. – Disse Vini e a imagem de evaporou.
— O que era aquilo? – perguntou Kate.
— Uma mensagem de vapor. – disse Samantha – muito comum por aqui.
Eles já estavam quase chegando, e só haviam se passado 20 minutos.
— ALQUIMIST! – gritou Vini, no começo do corredor, para o dragão.
Eles estavam correndo, passaram pela porta, Vini e Sam dizendo aos outros que se falariam depois que estavam com pressa.
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