Os Quatro Bruxos.
9 A Missão Começou.
Notas iniciais
Seguimos até a estação de trem, onde nos encontraríamos com o construtor da ponte e seguiríamos de trem boa parte do caminho até uma estação abandonada em Miami, e depois seguiríamos para o porto oculto de Miami onde pegaríamos um barco até sua vila em uma ilha. — Explicou Vini.
Nós conversamos bastante enquanto o homem não chegava, nos foi explicado também como o governo bruxo agia e funcionava, e por sinal e bem diferente dos mortal.
Tivemos que parar a conversa quando um homem parou bem a nossa frente. Ele era estranho, usava uma calça jeans larga, melhor imensamente larga e suja, uma camisa que talvez algum dia de sua vida devia ter sido branca, mas que agora era amarelada e com imensas manchas escuras.
— Vocês serão os meus guardas? – perguntou ele com uma voz fria e seca.
— Você é o construtor? – pergunta Sam.
— Se ele não é um bruxo como ele sabe que nós existimos? – pergunta Matheus.
— Sou eu mesmo, e sobre os bruxos, eu os conheço por que minha mulher e uma bruxa. – explicou ele, parecendo pouco a vontade.
— Prazer, sou Vinicius Barcelos, esta é Samantha, Stela, Leornardo, Kevin, Kate, Matheus e Thiago. Nós seremos seus guardas pelo tempo preciso. – apresentou-nos Vini.
— Muito bem, Daneva tem os melhores e me mandam um bando de pirralhos. – diz ele, em tom alto e prepotente.
— Nós somos os melhores. – começa Vini. – E esses garotos aqui estão mais do que qualificados para esta missão, mais do que qualificados para cuidar de um velho arrogante. – retruca Vini.
O homem não disse mais nada sobre sermos inadequados.
— Vamos logo então. – disse ele.
Entramos no vagão resignado a nós e sentamos.
Nele havia muita comida, comida o bastante para nós todos comermos a vontade. E quartos separados para cada um de nós também.
— Conte-nos o porque precisa de guardas para construir uma ponte. – diz Samantha.
— A um homem chamado Guler Zaap que é dono de uma rede de barcos que leva e traz pessoas da vila para a outra vila. Veja bem nós não temos governo, então o povo decidiu que a ponte seria melhor para todos, economizaríamos dinheiro no trafego, teríamos como ir e vir sem problemas, e assim nós teríamos a chance de crescer. – explicou ele. – mas Guler não quer isso, segundo ele isso arruinaria os negócios dele e arruinaria nosso vilarejo também.
— É claro que arruinaria os negócios dele, porque ele ficaria sem passageiros nos barcos dele. – diz Matheus.
— E por isso ele esta atrás de mim, o chefe da construção, quem desenhou e planejou a ponte. – completou o homem.
— Para impedi-lo de construir a ponte! – faz sentido. – Sam olhe os cristais.
— Eu não consigo mais ver Vini. – diz ela em resposta.
— Tente, precisamos do máximo de informações possíveis sobre esse cara. – pediu Vini com mais urgência na voz.
— Esse Guler, é um bruxo, mago, alquimista, dominador do céu ou das sombras ou um guerreiro? – pergunto.
— Ele é um mortal. – respondeu o Construtor convicto, ou quase.
— Tem certeza disso senhor? Por que se ele for um bruxo ou algo do tipo esses 6 ai tem que voltar para a escola– avisa Vini.
— Tenho certeza. – diz ele, olhando para os lados de forma pouco normal. Mas somente o Vini reparou, mas também não disse nada.
Seguimos a viagem em silencio, pudemos até dormir um pouco.
Quando Samantha volta já esta escoro.
— Nada. Apenas uma nevoa densa e escura. Mas nada de mais. – disse ela.
— Você vê coisas em seus cristais? – pergunta Stela.
— Antigamente sim, mas agora eu não vejo nada. – diz ela, com um ar desapontada.
— Entendi. – responde Stela.
— Ela vê sim, antigamente ela via com mais facilidade hoje em dia depois de uns acontecimentos ela passou a ter dificuldades. — explicou Vini.
Fomos para nossos compartimentos/quartos, no meu havia uma cama um armário e uma escrivaninha, nada de mais, mas muito confortável.
Me troquei. Assim que deitei na cama senti o quanto esta cama é maravilhosa.
Dormi.
Acordei com Vini batendo na minha porta.
— Leo, ta acordado? – chama ele. – Leo?
— Entra. – digo.
— Desculpe se te acordei, mas queria que você participasse do turno de vigia comigo. – diz ele a mim.
— Por que eu? – pergunto.
— Seria bom, conversar com alguém como você. – diz ele. – se importa?
Levanto e me troco, sigo com ele até a frente do trem onde a uma espécie de mini vagão aberto.
— Por que estamos aqui? – pergunto olhando a Lua. – a noite esta realmente linda, e ali seria um lugar perfeito para uma conversa romântica ou um encontro romântico com alguém que você ame.
— Precisamos ficar de olho em nossas dianteiras, e também Stela e Samantha estão lá atrás. – diz ele.
— Entendo. – digo. – Você parece estar evitando a Samantha, a algum motivo para isso?
Depois que termino a pergunta vejo que não devia ter falado nada.
Nós não somos tão amigo assim, bom eu acho que não somos íntimos a esse ponto, mas as palavras já tinham saído a pergunta e também ele havia me chamado para conversar.
— Na verdade não é bem evitando, é mais não querendo brigar. Sei que ela esta brava porque eu meio que mandei ela olhar os cristais. – disse ele.
— Por que ela esta brava? – pergunto.
— Bom, ela não gosta de receber ordens, ainda mais quando essas vêm de mim. – diz ele. – mas é do meu ser isso, e eu não consegui mudar, para falar a verdade eu sempre tive isso e não é fácil mudar.
— Sei bem como é. – digo. – mas relaxa, não acho que ela esteja brava com você, talvez ela só esteja cansada. Ela tem treinado muito não só pra si, mas nos ajudar também.
— Eu sei, mas eu a conheço, ela esta brava sim. – retrucou ele.
Não disse mais nada, seguimos um longo caminho sem falar nada, então Vini sacou a varinha, o movimento repentino me assustou, mas ele sorriu e eu não vi nada de errado.
— PATROXPECTO! – um leão branco saiu da ponta da varinha dele. Tinha uma intensidade tão grande luz que demorei um pouco para poder olhar de frente para o bicho.
— O que é isso?
— Um defensor de luz. – responde ele a mim . – ele é um feitiço de proteção contra uma criatura monstruosa, mas eu gosto de olhar para ele. Me fortalece.
— Como se conjura ele? – digo.
— Nem pensar, você não vai conseguir, exige muita concentração rápida, e muitas coisas que você... – começou ele.
— Como conjura? – pergunto, interrompendo ele.
— Bom, você vai ter que pensar em algo realmente forte com um impacto grande em sua vida, seja ruim ou bom, algo que você nunca será capaz de esquecer. – explicou Vini.
— Ok! – olhei para a lua e comecei a pensar o que poderia ter sido? Algo ruim? NADA, minha vida foi muito boa, então terá sido algo feliz. Então o brilho da lua me despertou em algo.
— Já sei! – digo a Vini.
— Ótimo, não me diga o que é. – diz ele – agora concentre toda sua força no que você escolheu, agora imagine que esta vivendo isso de novo e diga PROTEXPECTO!
Analisei tudo e fiz como ele disse.
Concentrei e imaginei.
— PATROXPECTO! – nada aconteceu.
Ele não disse nada, pois sabia que não era fácil.
Fiz tudo de novo umas dez vezes quando uma bolinha banca saiu da ponta da minha varinha fiquei animado.
— Calma! Ainda não esta perfeito, isso iria te proteger de no Maximo 1 sugador, o que é irrelevante já que eles geralmente andam em bandos de 100 ou mais. – disse Vini bem calmo.
— Vou juntar com Alqui... – fui interrompido.
— Não, você não vai. – o olho espantado, pela forma como ele falou. – esse é um feitiço puro, quer dizer que você não pode uni-lo a nada.
— Droga! – digo. Olho para a lua novamente me concentrando de forma diferente, todos os meus sentidos estavam naquele ocorrido, eu estava sentindo novamente o vento batendo em meus cabelos molhados.
— PATROXPECTO! – E um cavalo branco saiu relinchando da ponta da minha varinha. Sorri feliz.
Um perfeito cavalo selvagem branco meu tipo predileto de cavalos.
Isso só pode ser um sonho.
— Meus parabéns! – me parabeniza Vini de olhos arregalados. – Você é o primeiro aluno do primeiro ano que executa um desse.
— Obrigado. Ele é lindo. – digo a ele ainda olhando para o cavalo.
Enquanto admirávamos meu cavalo, não falamos nada então ouvimos um estrondo.
O baralho vem do outro lado do trem.
— Stela. – sussurro. E então corro. – Stela! – grito enquanto corro.
O trem estava lotado. Que legal!
Corri empurrando todo mundo para fora do meu caminho. Eu sabia que o Vini estava atrás de mim, mas não fazia ideia de onde.
Avisto minha irmã, Kevin, Thiago e Matheus indo na mesma direção e ao que parece Vini também, pois grita.
— Não! Kate, Matheus e Kevin, vão para a cabine do construtor. Defendê-lo é de vital importância. – Thiago você vem com a gente.
Corremos para a saída que dava no ultimo vagão onde Stela e Samantha lutavam contra criaturas voadoras horrendas.
— Morcegões. – diz Vini baixinho. – a única forma de matá-los e queimando-os.
Vini correu ao lado de Samantha e Thiago e eu corremos junto com Stela.
Havia cinco deles lá no céu, mergulhando e nos atacando.
Eu só estava com minha varinha, e isso não é o suficiente quando você não conhece muitos feitiços.
— INCENDEIO ALQUIMIST! – brandi apontando para a cara de um dos morcegões quando ele mergulhou em um ataque, ele desviou e grunhiu algo que eu não entendi o que era.
De relance vi minha irmã voando em sua vassoura atrás de um morcegão.
Ela lançava feitios nele, mas ele desvia com facilidade.
— Ela pode cuidar dele sozinha, acredite nela. – gritou Samantha a mim.
Deixei, até que ela veio em minha direção e jogou meu arco com a aljava e carregada.
— Obrigado Kate! – gritei para ela.
Ponho à aljava no ombro e conto as flechas rapidamente por cima, 300 flechas mais ou menos.
— Thiago tenho um plano mas vou precisar da sua ajuda. – digo rolando para o lado.
Ele vem mais para perto de mim.
— Stela você também. – digo e ela vem correndo. – é o seguinte quero criar um rede de energia estática. Eles tem as costas cobertas de pelos e pelos grudam em eletricidade estática , com uma alta voltagem eles vão grudar por tempo indeterminado. E depois de estarem presos Stela os queima. – conto a eles. Falar enquanto me defendo não e fácil.
— Ok! – disseram os dois.
— Ótimo, quando eu disser já, você manda a descarga elétrica para as flechas. Ok? – pergunto.
— Ok! – responde ele, dando um giro mortal para trás desviando da garra do bicho.
Corro para frente e estalo os dedos, eles estão preparados para me atacar, 6 bolas de ar aparecem atrás de suas cabeças.
— Stela pode me defender por 1 minuto? – pergunto.
— POSSO! – disse ela correndo para minha frente.
Apanho uma flecha e atiro se prende na bola de ar, que estava lá para isso, faço isso com mais cinco flechas.
— Agora Thi! – digo a Thiago.
Que fixa os olhos nas flechas e elas adquirem uma coloração avermelhada.
Bata palmas fazendo uma rajada de ar passar por nós e empurrar o morcegões para a rede elétrica que estava terminando de se ligar.
— Stela! – grito.
— INCEIDEIO! – Grita ela, lançando chamas nós demônios. Matando todos.
Pelo menos era isso que eu pensava, quando estávamos voltando para dentro um dos morcegões que estava vivo atacou Samantha causando-lhe com um corte profundo no peito.
Vini a pegou no colo apontando a varinha para seu peito.
— Atarus! – disse ele, e bandagens cobriram o ferimento dela.
— Leve-a para dentro da cabine, nós vamos ajudar os outros. – digo a ele e corremos.
Graças a Deus estavam bem. Já haviam eliminado os dois que os atacavam e o construtor estava bem.
— Vamos sair daqui. Sam precisa de ajuda medica! – digo.
A reação da minha irmã foi exagerada talvez, ela empurrou todo mundo e correu para a cabine de Samantha.
— Vinicius, sai da frente! – gritou Kate.
Como ele não saiu ela deu um chute na lateral de seu ombro o jogando para o lado.
Nunca entendi esse potencial todo para chutar que ela tem.
Ela se ajoelhou ao lado de Samantha colocando sua mão sobre a ferida.
Uma luz vez contornada de branco apareceu em suas mãos, ela as apoiou em cima da ferida e luz se intensificou.
— O que você... – começou Vini mas eu o interrompi.
Eu estava de olhos arregalados.
— Olha! – apontei para o peito de Sam.
A atadura havia sumido e a ferida estava se fechando.
— Como você... – começou ele, e então Kevin intrometeu-se.
— Ervas medicinais. Ela invoca as propriedades medicinais na palma de suas mãos, e cura as feridas ou doenças. – explicou ele. – ela descobriu isso quando treinávamos juntos, e ela me cortou com o bastão no braço. E ela colocou a mão sobre a ferida e tudo ficou claro para ela. Ela pode curar as pessoas.
— É verdade, era isso que eu havia falado para vocês, esse é o poder novo. – disse Kate. – Ela esta bem agora. Apliquei um sonífero nela, ela vai dormir por algumas horas.
— Kate, fique aqui com ela, eu tenho que apagar as memórias das pessoas aqui. – disse Vini a ela.
Quando ele saiu Matheus se levantou e disse.
— É começou a missão! – ele estava de olhos excitados.
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