Os Quatro Bruxos.

10 Chegamos em Marimani


O fato de Kate ter um pode de cura e surpreendente, em alguma das semanas passadas Mafalda havia dito que:

“As torres 1, 5 e 7 escondem poderes incríveis, extraordinários e vocês vão aprendendo sobre eles com o tempo.” Agora eu sei que de alguma forma ela sabia que Kate descobriria esse poder.

“Vocês possuem poderes incríveis dentro de cada um. Possuem poderes inigualáveis.

Uma grande surpresa esta por vir e poderá salvar a todos vocês um dia, acreditem nisso.

— Que grande surpresa? – pergunta Kate.

— Delfos diz que você é quem ira descobrir essa surpresa, se você acreditar em si mesma, no seu amor, na sua força e claro se der o máximo de si nos treinos e treinar muito. Você tem potencial para se transformar em uma pessoa incrível. – disse Mafalda.”

Kate nos contou que naquela mesma noite descobriu o poder, enquanto treinava com Kevin.

— Isto é incrível, obrigada Kate, obrigada por ter me salvado. – agradeceu Samantha depois de ter acordado e ouvido toda a história do poder de cura de minha irmã.

Não nos atrevemos a dormir todo mundo ao mesmo tempo, com receio de um novo ataque.

— Vamos nos dividir em dois turnos de 5horas cada um. – começou Vini. – nós somos 7 agora. – contou ele eliminando Sam do plano de vigia, pois ela ainda tinha que se recupera da perda drástica de sangue. – como somos 7 faremos um turno de 3 e um de quatro e nas duas horas que nos restam vamos ficar juntos no salão de refeição.

O primeiro turno ficou designado para Thiago, Matheus e eu.

— Não podemos nos separar, um só de nós não daria conta de um morcegão, mesmo você Leo! – disse Matheus.

Esse é um dos motivos pelo qual eu não queria fazer parte desse turno, Matheus fala de mais e sem pensar nas coisas que diz as vezes, isso é irritante porque ele é muito pessimista.

— É verdade, é melhor ficarmos juntos, embora eu ache que você sozinho daria conta dos morcegões. – disse Thiago.

— Ok! Temos que montar uma estratégia de vigia, um ponto em que possamos ver todo o trem. – digo.

Nós nos olhamos, só havia um lugar possível.

— Em cima do trem! – dissemos juntos.

Subir no teto foi fácil o difícil era ficar parado lá.

Ficamos sentados um de costas para o outro vendo as coisas que passavam por nós.

— Onde você estava quando começou o ataque? – perguntou Matheus.

— Na frente do trem com o Vini de guarda. – respondi. – então ouvimos o barulho e corremos para ajudá-las.

— A ta. – disse ele. – por que ele te chamou para a guarda?

— Porque ele queria conversar. – respondo ficando bravo com o interrogatório.

— Sobre? – pergunta ele.

— Vai perguntar para ele! – digo em tom alto e me levanto e sigo para frente para ficar só. — O problema é que se ficarmos aqui não vemos o que acontece lá dentro.

— Tem os outros lá dentro, sei que Vini não vai dormir e nem sair de perto da Samantha e nem do construtor. — disse Thiago.

Sentei na ponta do trem, olhando as árvores que deixávamos para trás.

— Ele esta preocupado com o que aconteceu. – diz Thiago para Matheus. – qualquer um pode ver exceto você é claro. Ele tem medo de não conseguir vencer os obstáculos que estão aparecendo, por mais que só tenhamos ganhado a luta porque ele foi inteligente e bom o bastante para nos liderar, mas ele não vê isso. – explica Thiago a ele.

— Mas se ele não tivesse lá, Sam e Vini teriam cuidado da situação eles estavam montando um esquema de bomba incendiaria. Foi o que o Vini disse, quando perguntei o que havia acontecido. – disse Matheus.

— Puf, o Vini e a Sam são ótimos, mas fala serio se fossemos esperar por sua bomba estaríamos todos sendo curados pela Kate agora. – disse Thiago em minha defesa.

Eles não sabiam que eu estava ouvindo o que para mim estava bom.

Para falar a verdade esta e uma das vantagens de ser o alquimista do Ar, posso fazer as vibrações de suas palavras virem ate mim e as entender.

Não entendo como Thiago conseguia me entender tão facilmente como ele entende.

— Devo ir falar com ele? – pergunta Matheus.

— Não, espere que ele volte, ele precisa colocar uns pensamentos em ordem. Ele precisa de fato ver que ele é o melhor entre nós 6. – disse Thiago.

Ta legal talvez eu não seja um verme inútil como eu acho que sou, talvez eu tenha mesmo salvado todo mundo, mas ainda assim não vejo como isso pode trazer algum orgulho aos meus pais.

Eles nem devem saber que eu estou em missão, já que não mandei carta alguma para eles avisando, então se eu morresse seria um choque para eles, muito provavelmente.

— É Leo, eu acho que temos um probleminha aqui. – diz Thiago um pouco mais alto do estavam falando.

— Que criaturas são essas? – pergunta Matheus.

Três criaturas voadoras, com um bico enorme no lugar da boca estavam vindo em nosso encontro, enquanto muitas outras estavam mais atrás.

— O que são essas coisas? – Perguntou Matheus.

— Não sei. – digo.

— Eu também não. – diz Thiago.

— E agora? – pergunta Matheus.

— Vamos correr! – gritou Thiago.

Eu sabia que correr não ia adiantar de nada, nunca que uma corrida a pé é mais rápida que um voo.

Fora que uma hora o trem ia acabar e correr não ia adiantar de nada.

— Matheus, barreira de proteção de madeira. Agora! – grito para ele.

— Proteges Alquimist! – grita ele.

E uma barreira enorme feita de madeira apareceu entre nós e os sugadores, o nome veio na minha cabeça como num passe de magica.

— Eles são sugadores! – grito.

— Suga o que? – pergunta Matheus.

— Sugadores, não faço ideia do que eles sugam, mas Vini disse que não são criaturas muito amigáveis. — explico.

— Conhece algum feitiço? – pergunta Thiago.

— Sim, mas não tenho pratica com ele e não sei se ela saíra direito. – digo.

— Então lance ele mesmo. – diz Matheus. – Melhor tentar do que do que ficar aqui e sofrer seja lá o que esses caras fazem.

— Eles sugam magia! Olhe! – diz Thiago.

Eles estavam sugando toda a mágica da barreira deixando ela com madeira pura.

— Leo. Se você vai fazer algo, faça logo! – berrou Matheus.

— Patroxpecto! – gritei e o cavalo irrompeu de minha varinha no mesmo instante em que os sugadores quebraram a parede de madeira e isso foi formidável, porque eu não esperava que isso acontecesse.

O cavalo relinchou e avançou na direção dos sugadores, explodindo em luz que fez todos os sugadores sumirem.

Vini chegou quando meu cavalo já estava composto novamente.

— O que houve, porque seu animago esta aqui? – perguntou ele.

— Fomos atacados por sugadores. – digo.

— O que? Vocês estão bem? – perguntou ele.

— Sim. Leo nós salvou. – respondeu Matheus.

— Você aprendeu mesmo o feitiço em? – diz Vini, com a boca cheia.

— Parece que sim. – respondo. — Vamos para baixo.

Chegamos à cabine do compartimento do Construtor.

— Porque o Matheus está com esse cara assustadora? – pergunta Kate assim que entramos na cabine.

— Eles foram atacados por sugadores. Mas o seu irmão os salvou. – contou Vini.

Conversamos por duas horas na cabine depois os outros assumiram o turno.

Nós fomos dormir e os outros assumiram a guarda.

Quando acordamos no dia seguinte foi com o barulho do trem parando.

— Chegamos? – perguntou Kevin.

— Sim, nós chegamos ao porto de Los Ageles. – disse o construtor.

— Vamos de barco agora? – perguntou Thiago a mim.

— Espero que sim, adoro andar de barco, principalmente no mar. – digo em resposta.

Subimos em um navio grande com capacidade para muita gente, ele era branco e imenso com uma águia negra na ponta do navio.

O caminho foi de paz e tranqüilidade, Stela nos deu uma mãozinha fazendo o navio “andar” mais rápido. Com essa ajudinha ganhamos um tempo para nadar. Eu fui o primeiro a pular na água. O mar é bom de mais.

— Muito bem, você já podem voltar para dentro do navio temos um caminho longo ainda a seguir. – gritou o Construtor.

— Clodoaldo, deixe os garotos eles merecem um tempo de paz. – disse o comandante.

Mas o construtor estava certo, tínhamos que ir.

Subi no navio e fui direto para minha cabine tomar banho e recolocar minha roupa.

O Navio estava pronto para sair, todos os outros já estavam abordo.

— Içar ancora! – gritou o comandante.

O navio tomou rumo de volta.

— Muito bem, daqui nos vamos direto para a ilha de Marimani. – disse Vini olhando o mapa.

— Sim, mas o porto de lá fica em um lado florestal, então teremos que seguir o resto da viagem a pé. – diz Clodoaldo.

— Viajar, a pé? – pergunta Kevin. – A cara fala serio.

— Algum problema Kevin? – pergunto.

— Eu não gosto de andar a pé. – diz ele.

Todos nós rimos, foi a primeira vez desde que saímos de Daneva.

Nunca havia estado em uma ilha, ela era simplesmente maravilhosa.

Suas árvores eram tão verdes, sua terra marrom, tudo natural como se deve ser.

Mas ainda assim nada comparado com as florestas e bosques de Daneva.

Seguimos por uma trilha floresta adentro incrível como a floresta era fechada e aberta ao mesmo tempo. Dava para ver uma cidade lá na frente, mas ainda estava longe para se distinguir por exato.

— Fiquem atentos, por ser uma floresta fechada, alguém pode estar facilmente escondido só a espera para nos atacar. – disse Sam.

Todos nos sacamos as varinhas e ficamos atentos.

A viagem foi tranquila, agora eu já podia ver de a cidade perfeitamente. Era pequena, mas maravilhosa.

— Bem vindos a Vila de Marimani! – disse Clodoaldo.