Os Quatro Bruxos.

33 A Briga Está Feia.


NARRATIVA DO ARSA.

Sendo bem sincero, eu não esperava que a guerra chegasse a esse nível, não imaginava que nossos inimigos seriam tão grandiosos assim, pelo que eu estava analisando eu teria muito trabalho, teria que dar o meu melhor e isso estava, de verdade, me assustando um pouco, não por mim, morrer em guerra era honroso, mas isso quando você já havia vivido ao menos um pouco, tínhamos crianças que lutariam aqui ao nosso lado e isso sim me assustava. estava difícil, eu realmente espero que os quatro bruxos consigam deter os lideres, porque assim ficará mais fácil de lutar contra os demais, a coragem dos demais esta se esvaindo, e nós ainda nem tivemos um ataque.

— Arsa no que esta pensando? – perguntou Mafalda que estava ao meu lado na linha de frente junto com as torres um e cinco, tirando a mim de meus devaneios.

—Nos garotos. – digo. – quero dizer são muito novos para estarem nisso tudo.

— Mas são mais fortes que nós! – disse ela sorridente em resposta.

Foi então que o primeiro ataque veio, todos já esperavam, a potência física do ataque foi o bastante para destruir a barreira de proteção que protegia a escola, porem era uma barreira forte mesmo apenas contra feitiços e não contra a força física.

Aquilo que Mafalda dissera ainda estava em minha cabeça, mas eu precisava me concentrar.

— Torre um preparar, para a batalha! – grito.

— Torre cinco. – Gritou Mafalda.

Todos gritaram se preparando e naquele instante uma maré de bruxos, e criaturas apareceu do outro lado da colina, gigantes com novas pedras imensas nas mãos, as anteriores foram usadas para acabar com a barreira.

— Arqueiros! – gritou Nathan, um semideus filho de Apolo. – Fogo!

Uma saraivada de flechas foram disparadas dos arqueiros que eram muitos deles seus meio irmãos, outros eram bruxos, mas todos eram realmente bons, as flechas brilhavam na luz do luar, e quando ficavam nos inimigos muitos caíram destruídos, alguns monstros se transformavam em pó dourado já que era esse o efeito do bronze celestial nos monstros, outros explodiam e isso era efeito das flechas mágicas dos bruxos, outros chegavam ate a se confundir em como morrer devido a ter duas flechas fincadas!

Mas a quantidade abatida não fez nem prejuízo algum a imensa quantidade que ainda vinha, e isso era empolgante e assustador ao mesmo tempo.

Preparei minha varinha e repassei velozmente a imensa lista de feitiços que possuía na cabeça, o sorriso escapou por entre meus lábios.

—Professor, o que são todas essas criaturas? – perguntou um garoto da torre um.

— Monstros meu caro. – respondi. – monstros que precisam ser mortos! Alquimistas da torre um, atacar!

Diversos feitiços foram laçados, bolas de alquimia voaram por todos os lados e mais monstros foram destruídos.

Eu me atirei para o meio dos monstros, meus tchacos estavam a postos junto com minha varinha e comecei a lutar.

— Mitera Rochandus Alquimist! – digo apontando a varinha para frente um enorme meteoro apareceu e se transformou em um enorme meteoro de gelo, que logo em seguida caiu no chão esmagando diversos monstros.

Eu não lutava assim a anos, mas me saia muito bem, afinal já massacrará muitos monstros e não tinha nem um arranhão.

Mafalda e os outros professores se saiam muito bem, os monstros não eram o problema, o problema eram os bruxos e magos, que escolhiam nossos aliados semideuses para enfrentar, porque seria mais fácil liquida-los, porem eles não contavam com o feitiço de proteção que lançamos nos escudos deles, que repelia ao menos 99% dos feitiços e maldições.

O que dificultava aos bruxos matarem a eles.

As batalhas ao meu redor estavam sangrentas e difíceis. E olhando para céu, ao longe eu via algo que me assustava muito.

— Essa não! – eu disse. Mafalda que estava do meu lado olhou para aquilo também. – Não pode ser.

— Tifão! – disse ela assustada.

— Sim. – digo. Mas estreitando os olhos consigo ver que alguém já luta contra ele! – Samantha esta lutando contra ele, junto com Thales e Matheus.

— Aquela menina esta louca? – perguntou Nedeia se unindo a frente de batalha.

— Não. – disse Mafalda. – Ela é realmente a única que poderia ter alguma chance contra o Tifão, já que os Deuses não estão dispostos a ajudar!

— Como assim a única? – perguntou Josan.

— Ela é uma Alquimista dos Cristais. – digo. – Você devia saber disso, Tifão e um monstro de energia, os cristais da Samantha são a única coisa que poderiam suprir a energia de Tifão. Bom eles podem prendê-lo.

Eu realmente acreditava naquilo, eu havia ensinado aquela garota, mas o que ela aprendeu longe de mim foi muito mais do que eu poderia ensinar, foi muito mais do que qualquer um de Daneva poderia ensinar a ela.

— Não podemos nos preocupar com ela agora. – disse Safa. – ela esta lutando para que possamos viver, então devemos lutar para que ela possa ter um lugar para onde voltar!

— Você esta certa! – disse Mafalda. A seriedade voltou aos seus olhos, fazendo tudo explodir com um único raio.

As baixas que estávamos tendo não chegavam nem perto das que eles estavam tendo, claro que isso me preocupava, eram meus alunos morrendo, mais ainda assim não era hora deu me preocupar com isso, teria tempo para lamentar depois.

Continuei a lutar, sim as lutas estavam assustadoras, duelos horrendos ocorriam por todos os lados, jovens alunos meus lutando contra bruxos muito mais experientes, não sei como conseguiam se sair tão bem, aparentemente o medo de morrer somado ao orgulho dos inimigos era a força que os ajudavam e claro a pouca experiência que possuíam.

— Torre um! – Chamei. – Vou deixar o comando com Mafalda, vou mais a frente do campo de batalha!

Eu queria que essa fosse a escolha certa, mas isso não deu muito certo.

O que Mafalda dissera ainda estava em minha mente: Eles são mais poderosos que nós.

Meus alunos eram mais fortes do que eu.

Lutei com muitos monstros até encarar um bruxo, o coitado, eu não usei nem três feitiços e acabei com ele.

Mas o próximo estava ao meu nível, quando eu o vi me assustei, não acreditava que podia ser ele.

— Jonas! – digo assustado.

— Como vai Arsa? – disse o bruxo. Ele fora meu aluno e a muito tempo não sabia de seu paradeiro, ninguém sabia na verdade. – Você parece mais velho caro amigo.

— Um pouco talvez. – respondi. – Mas com certeza estou mais sábio.

— Continua se achando muito não é meu velho? – perguntou ele.

— As vezes isso é bom – digo – e alias eu não me acho eu sou!

— Lamento, mas você é um homem morto. – disse ele.

— Não morrerei em suas mãos, não hoje. – enfrento.

— Ado Fogus Alquimist! – disse ele, diversas plantas voaram para cima de mim se transformando em um dragão incendiado.

Eu sorri esse feitiço jamais me eliminaria.

— Desinten Alquimist! – digo, o dragão de plantas incendiadas dele congelou e no mesmo instante se quebrou. – Esse feitiço é muito útil, porém mais para alguém como Samantha, mas eu sei como usar de uma forma magnífica.

— Você fala muito velho!

Ele usou seus poderes agora de mago das plantas para cima de mim, eu me desviei de todos.

— Eu sou o alquimista de gelo suas plantas não são páreas para mim. – digo, é clichê eu sei, mas foi o que veio a minha cabeça. – Estacs Alquimist!

Ele se desviou das estacas de gelo.

Foi então que eu senti a vida passando por meus olhos e quando uma lança de 3 metros atirada por um seminviso, uma criatura que mais parece um macaco com enormes olhos pretos lacrimejantes escondidos por trás de uma franja, seus pelos são mutáveis fazendo-o se camuflar onde estiver, a lança simplesmente atravessou meu peito não havia nada que nem eu e nem ninguém pudesse fazer, eu ia morrer ali.

Olhei para o céu, Samantha ainda lutava contra Tifão e não estava indo tão bem quanto eu imaginava. É a briga estava feia...