Cláudio era eletricista. Tinha esposa e um filho pequeno. Marido e mulher ganhavam o suficiente para sustentar a casa, mas nem sempre podiam se dar luxos. Mesmo assim eram felizes. O filho estudava e a comida na mesa não faltava.

Numa quinta-feira, a esposa recebeu uma ligação de sua irmã, que morava do outro lado da cidade. Ela convidou a família para passar o fim de semana em sua casa. A esposa prontamente aceitou, no entanto Cláudio teria que trabalhar e não poderia ir.

Chegado o sábado, a esposa e o filho arrumaram as coisas e saíram. Cláudio foi trabalhar.

No fim do dia, o eletricista chegou a casa, tomou um banho, comeu alguma coisa e saiu. Era dia de culto.

A caminho para a igreja, Cláudio resolveu cortar caminho por uma ruazinha pouco movimentada, mas que levaria menos tempo para chegar ao destino.

De repente, um homem estranho o abordou. Apontou um revolver. Cláudio, assustado, levantou as mãos.

— Ei, cara, vai passando tudo que tiver ai. Anda, anda!

Cláudio engoliu em seco.

— Não dá.

— Por que não dá, cara? Para de graça, passa tudo que tiver. Vai, mano, vai!

— É que... Eu não tenho nada comigo.

— Como nada?

— Nada. Be-bem, tenho essa bíblia aqui... E... E o dono do ouro e da prata...

— Dono de quê? Ouro e prata? — O homem sorriu. — Beleza, cadê?

— Eu... Estava indo pra casa dele agora. Quer vir comigo?

O ladrão torceu o nariz e coçou a barba com o revolver.

— Bem... Simbora! Partiu!

Cláudio levou o meliante até a igreja. Semanas depois, esse meliante foi visto simples e bem arrumado indo para o batismo com a família de Cláudio.

Notas finais
Obrigada!