Notas iniciais
Minha segunda fic ( Minha primeira foi deletada, porque ficou uma droga ) e eu originalmente achei incrivel na minha mente, espero comentários ( Sim, já estou pedindo comentários ), pra ver se continuo, se não, vai acontecer igual a minha primeira...

01/09/2017. Expresso de Hogwarts.

Vagão 21.

Alvo Severo Potter.

Rose foi a primeira a se sentar, suas pernas estavam bambas e eu percebi isso, sentei ao seu lado e perguntei. — Tudo bem? — Sim... Mas... E se eu não cair na Grifinoria? – Ela perguntou em pânico. — Você não acreditou naquilo que o tio Ron disse né? – Eu perguntei irônico – Tio Ron não vai deserdar vocês por cair em uma casa diferente. — O que houve com você? – Ela perguntou. – Você também estava em pânico sobre cair na Sonserina. — Meu pai me esclareceu umas coisas – Eu expliquei. – Isso não me deixa menos nervoso sobre cair em qualquer casa, mas posso dizer que não tenho mais medo de cair na Sonserina, você também não, e eu aposto que você vai cair na Grifinoria, e se não, vai cair na Corvinal. Ela abriu um sorriso tímido, e então me abraçou, e eu retribui. — Obrigada Alvo. – Ela agradeceu com carinho. Quando nos separamos, olhamos em volta, só havia nos dois, isso me fez me sentir, meio vazio, por um momento pensei em sentar em uma cabine com mais gente, puxar papo, fazer amigos, mas não ia fazer isso, não agora. Rose então virou o rosto para as portas de repente, olhei nos olhos dela e segui até o ponto onde ela estava olhando, olhei pro lado, um garoto loiro de vestes pretas passava pelo corredor mas foi impedido por dois garotos grandões que estavam com vestes da Grifinoria, pareciam ser terceiranistas ou quartanistas. — Ei, você é o filho do Malfoy né? – Um dos garotos perguntou com desprezo. — E... Eu, não quero brigar. – Ele disse aos gaguejos. — Sério, porque acho que infelizmente você vai – O mesmo garoto disse cruel. — A sua família é uma vergonha, sabia? – O outro disse, e de alguma forma, a voz dele era ainda mais grave. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Rose já estava na porta apontando sua varinha para os garotos. — Afastem-se dele! – Ela berrou. Os garotos olharam pra ela incrédulos. — Ele é um Malfoy! – Os dois disseram em uníssono. — E dai? – Eu perguntei. — E dai, que a família dele apoiava o Lord das Trevas. — Ele pode não ser igual aos pais dele. – Rose disse – E mesmo assim, não seria motivo para mexer com ele, agora afastem-se dele ou eu vou... — Ou você vai? – Os garotos perguntaram retirando suas varinhas e apontando para Rose. Eu então saquei minha varinha de meu moletom e apontei para eles. — Levicorpus! – berrei, um lampejo prateado jorrou da ponta de minha varinha, passou ao lado da orelha de Rose e acertou um dos garotos, que foi puxado pelo calcanhar pelo que parecia uma corda invisível e ficou de ponta cabeça. Rose se afastou e o outro garoto apontou sua varinha para ela. — Expelliarmus! – Ele berrou, o lampejo vermelho saiu de sua varinha e passou de raspão pela cabeça de Rose, cara, ele tinha uma mira péssima mesmo. — Furunculus! – Rose berrou e um lampejo verde saiu de sua varinha e acertou a cara de um dos garotos, ele cobriu a cara rapidamente com as mãos e saiu gritando pelos corredores. — Liberacorpus! – eu berrei novamente, o corpo do garoto caiu, e ele saiu correndo cambaleando pelo corredor, seguindo o amigo. Scorpius olhou para nós incrédulos, sim, eu sabia o nome dele, se ele era um Malfoy... — Ahn... – Ele gaguejou. – Obr... Obrigado. — De nada... – Rose respondeu sorrindo para ele. – Porque não esta na sua cabine? — Não, é que... – Ele colocou uma das mãos atrás da cabeça. – Eu fui expulso das outras cabines, e estou procurando uma vazia. — Quer sentar aqui então? – Ela perguntou assim que ele terminou. — Sério?! – Ele perguntou. – Obrigado. Rose abriu um sorriso tímido, muito mais tímido que fez quando eu a animei, ainda não estou entendendo nada, vocês a esse momento sim né? Já me disseram ( Thiago Potter ) que sou meio desligado e tal, o garoto loiro entrou na cabine junto com Rose e se sentou a minha frente e Rose se sentou ao meu lado de novo, mas olhava pra nós dois como se estivesse assistindo a uma partida de tênis, sim, eu sei o que é tênis, eu fui criado no estilo meio trouxa, meio bruxo. — Eu sou Rose, Rose Weasley – Rose se apresentou e estendeu a mão para o menino loiro. — Ahn... Eu sou Scor... – Ele dizia com dificuldade. – Scorpius, Malfoy. A mão de Rose quase desabou no ar, ao mesmo tempo que ela ficou pálida, passou pra um vermelho-claro e então voltou a cor normal. E segurou a mão firme no ar e abriu um sorriso. Scorpius estendeu a mão e apertou a mão de Rose, as bochechas dos dois ficaram vermelhas, cara, eles estão com febre. — Eu sou Alvo, Alvo Severo Potter – eu me apresentei e estendi a mão para Scorpius. — Vocês não se incomodam por eu ser... – Ele dizia tímido. – Um Malfoy? — Eu não – E balancei minha mão no ar e ele estendeu a dele e apertou a minha. – E você Rose. Ela não respondeu, alguns minutos se passaram num silencio constrangedor. Scorpius então cortou o silencio perguntando para nós. — Onde aprenderam aqueles feitiços? — Nossos pais nos mostraram – Rose disse olhando para mim, e eu acenei com a cabeça. – Não tínhamos testado até agora porque, sabe, não podemos usar magia fora da escola, mas parece que pegamos o jeito né Alvo? Eu apenas acenei com a cabeça. Jogávamos papo fora e eu notava que quanto mais Rose olhava para Scorpius, mais os olhos dela brilhavam, um brilho muito esquisito, Logo depois, um barulho de uma explosão veio dos corredores e uma fumaça roxa começou a cobrir as portas de nossa cabine e uma voz muito, muito, MUITO irritada invadiu os corredores e provavelmente todo o expresso e tudo num raio de 180km, a voz de nossa prima Victoire. — POTTER! WEASLEY! A fumaça roxa se dispersou quando duas sombras passaram correndo pelos corredores, eu reconheci, os cabelos pretos bagunçados e os cabelos de fogo correndo mais que um Gue-pardo, não se impressionem eu saber demais do mundo dos trouxas, bem acho que vocês sabem de quem eram as cabelereiras, meu irmão Thiago, ou James ( Ele só gosta que as meninas o chamem de James ), e meu primo Fred. E então logo atrás veio cabelos loiros esvoaçantes e o rosto cheio de raiva, correndo na mesma velocidade que Thiago e Fred, minha prima Victoire, já viram aqueles vídeos em que a Leoa esta caçando uma Gazela?, era quase isso mas na versão humana, Scorpius, Rose e eu corremos nos levantamos num pulo, abrimos as portas e acompanhamos a perseguição assim como todo o expresso. A voz de um garoto perguntou. — O que eles fizeram dessa vez? — Explodiram 12 cabines com Bombas de Tinta Roxa. — Incluindo a minha! – Um outro garoto apareceu com o rosto e vestes cobertas por tinta roxa. Todos gargalharam do garoto e ele voltou pra sua cabine, e então Victoire passou pelos corredores e nas mãos dela, agarrados pela gola, estavam Thiago e Fred. — Nós não fizemos nada! – Thiago reclamou balançando as mãos sujas de tinta roxa. – Nem estamos sujos de tinta! — Só estávamos inocentemente correndo por nossas vidas depois que você viu dois garotos muito parecidos com a gente jogando aquelas bolas de tinta nos calouros – Fred explicou. – Pode ter sido o Alvo e a Rose, eles são inteligentes o bastante pra prepararem Poção Polissuco. – Ele disse apontando para nós quando passou. — Sei, então deviam ter corrido inocentemente por suas vidas mais rápido – Victoire disse com doçura. – Agora vamos! – E Victoire os arrastou pelos corredores com todos gargalhando e as meninas dando sorrisinhos, então Thiago e Fred fizeram aquele símbolo de surfistas e colocaram perto dos ouvidos e sussurravam para as meninas. — Me liga! E então eles sumiram nos corredores. Nós colocamos as cabeças pra dentro da cabine novamente e fechamos as portas, nós sentamos novamente em nossos lugares ainda gargalhando usando toda a garganta, mas agora Rose se sentava ao lado de Scorpius, eles dois não pareciam notar. — Esses dois não tomam jeito. – Rose e eu dissemos em uníssono. — Eles sempre foram assim? – Scorpius perguntou. — Desde que nós nos tomamos por gente – Rose explicou. – Não é Alvo? — É... – Eu disse limpando uma lagrima de meu olho esquerdo. Então Scorpius, Rose e eu ficamos jogando conversas fora, compramos alguns doces da mulher do carrinho, depois de uma hora comendo doces, conversando sobre assuntos diversos, a maioria sobre Quadribol que só Scorpius e eu participávamos e Rose ficava emburrada por ficar de fora. — A sua mãe jogou nas Harpias de Holyhead né? – Scorpius perguntou. — É – Eu concordei. — Cara, sua mãe era demais, eu torço pros Ballycastle Bats, mas ainda sim... – Ele explicou. — Valeu – Eu agradeci. — Ei, é melhor a gente ir se arrumar – Rose nos avisou, ela se levantou e eu percebi que ela estava com um punhado de vestes pretas na mão. — Bem, eu já estou com as vestes... – Scorpius apresentou suas vestes com as mãos. – São vocês que tem que se arrumar. — Ok. – Eu me levantei e fui até minha mala e retirei as minha vestes e sai da cabine. Uma voz ecoou pelo trem. — Vamos chegar a Hogwarts dentro de cinco minutos. Por favor, deixem a bagagem no trem, ela será levada para a escola. Meu estomago revirou de nervoso e eu reparei que Rose parecia pálida sob as sardas, Scorpius só parecia um pouco nervoso, cara, acho que ele vai cair na Grifinoria, ele não parece nenhum pouco preocupado. Nós três enchemos os bolsos com o resto dos doces e se reuniram à garotada que apinhava os corredores. O trem foi diminuindo a velocidade e finalmente parou. As pessoas se empurraram para chegar à porta e descer na pequena plataforma escura. Estremeci ao ar frio da noite. Então apareceu uma lâmpada balançando sobre as cabeças dos estudantes e então eu ouvi uma voz conhecida. — Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui! Tudo bem Alvo? O rosto grande e peludo de Rúbeo Hagrid sorria por cima de um mar de cabeças. — Vamos, venham comigo. Mais alguém do primeiro ano? Aos escorregões e tropeços, eles seguiram Hagrid por um caminho de aparência íngreme e estreita. Estava tão escuro em volta que Harry achou que devia haver grandes árvores ali. Ninguém falou muito. A não ser o James e Fred que cochichavam um para o outro e tentavam abafar o riso com as mãos. — Vocês vão ter a primeira visão de Hogwarts em um segundo. — Hagrid gritou por cima do ombro —, logo depois dessa curva. Ouviu-se um ooooh muito alto. O caminho estreito se abrira de repente ate a margem de um grande lago escuro. Encarrapitado no alto de um penhasco na margem oposta, as janelas cintilando no céu estrelado, havia um imenso castelo com muitas torres e torrinhas. — Só quatro em cada barco! — gritou Hagrid, apontando para uma flotilha de barquinhos parados na água junto à margem. Scorpius, Rose e eu seguimos para um barco onde uma menina de cabelos castanho-escuro longos lisos e cacheados nas pontas. — Olá, podemos nos sentar aqui? – Eu perguntei. A menina se virou para nós, ela era morena e tinha olhos castanho-escuros como o cabelo, cara, acho que eu gamei, ela me olhou nos olhos e quase corei, mas fui muito forte, ela acenou com a cabeça e então nós três nos acomodamos... Scorpius e Rose sentados um do lado do outro, Rose estava um pouco vermelha mas Scorpius parecia acomodado e não se importar, eles estavam de frente para mim e... — Qual seu nome? – Eu perguntei. — Penny, Penny Valdez. – Ela se apresentou. – E vocês?. — Alvo, Alvo Potter – Eu me apresentei. — Rose, Rose Weasley. — Scorpius, Scorpius Malfoy — Todos acomodados? — gritou Hagrid, que tinha um barco só para si. — Então... VAMOS! E a flotilha de barquinhos largou toda ao mesmo tempo, deslizando pelo lago que era liso como um vidro. Todos estavam silenciosos, os olhos fixos no grande castelo no alto. — Então, de onde vocês vem? – Bonnie perguntou. Achei um pouco estranho isso, a primeira coisa que falam ao ouvir o nome Potter é falar: ‘’ Você é filho do Menino-que-Sobreviveu ‘’ ou ‘’ Você é filho do Eleito ‘’, alguns falam antes de eu me apresentar porque já me conhecem antes mesmo de terem me visto. — Nasci em Londres – Rose disse preocupada e de vez em quando olhava de esguelha para Scorpius, Rose é muito esquisita. — Wiltshire, no sudoeste da Inglaterra – Scorpius falou decidido e Rose olhou para baixo. — Londres – Eu dei de ombros. — Eu vim de Salvador, fica no Brasil – Ela disse olhando para cima. Os olhos dela estavam brilhando igual as estrelas enquanto ela olhava para elas, não era o brilho esquisito da Rose, mas um brilho que me fez corar até a espinha, acho que Rose percebeu isso porque deu um sorriso de canto, e Scorpius parecia muito desligado. A construção se agigantava à medida que se aproximavam do penhasco em que estava situado. — Abaixem as cabeças! — berrou Hagrid quando os primeiros barcos chegaram ao penhasco, todos abaixaram as cabeças e os barquinhos atravessaram uma cortina de hera que ocultava uma larga abertura na face do penhasco. Foram impelidos por um túnel escuro, que parecia levá-los para debaixo do castelo, até uma espécie de cais subterrâneo, onde desembarcaram subindo em pedras e seixos. Então eles subiram por uma passagem aberta na rocha, acompanhando a lanterna de Hagrid e desembocaram finalmente em um gramado fofinho e úmido à sombra do castelo. Galgaram uma escada de pedra e se aglomeraram em torno da enorme porta de carvalho. — Estão todos aqui? Ótimo! Hagrid ergueu um punho gigantesco e bateu três vezes na porta do castelo.

Notas finais
Sim, para aqueles que tb são fanáticos por PJO ( Como eu tb sou ), eu posso ter puxado o nome Valdez de Leo Valdez, mas não, ela não é filha de meio-sangüe.

O bom de ter personagens que não tiveram um humor detalhado nos livros é que a gente pode criar o humor deles, eu fiz o Alvo desligado, como já viram.