Os Potter - Alvo Potter e a Floresta Proibida
2 Capítulo 2
Notas iniciais
01/09/2017.
Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Alvo Severo Potter.
A porta abriu-se de chofre. E apareceu uma bruxa alta de cabelos negros e veste verde-esmeralda. Tinha o rosto muito severo e o primeiro pensamento que eu tive foi que era uma pessoa a quem não se devia aborrecer.
— Alunos do primeiro ano, Diretora Minerva — informou Hagrid. — Obrigada Hagrid. Eu cuido deles daqui em diante.
Ela escancarou a porta. O saguão era tão grande que teria cabido à casa dos Dursley inteira dentro. As paredes de pedra estavam iluminadas com archotes flamejantes como os de Gringotes, o teto era alto demais para se ver, e um a um subiram a imponente escada de mármore em frente que levava aos andares superiores. Eles acompanharam a Professora Minerva pelo piso de lajotas de pedra. Eu ouvi o murmúrio de centenas de vozes que vinham de uma porta à direita, o restante da escola já devia estar reunido. Mas a Professora Minerva levou os alunos da primeira série a uma sala vazia ao lado do saguão. Eles se agruparam lá dentro, um pouco mais apertados do que o normal, olhando, nervosos, para os lados.
— Bem-vindos a Hogwarts — disse a Professora Minerva. — O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem às mesas, vocês serão selecionados por casas. A seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiverem aqui sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão a aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormirão no dormitório da casa e passarão o tempo livre na sala comunal. As quatro casas chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Cada casa tem sua história honrosa e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior número de pontos receberá a Taça da Casa, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa a qual vier a pertencer. A Cerimônia de Seleção vai se realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. — Voltarei quando estivermos prontos para receber vocês — disse a Professora Minerva. — Por favor, aguardem em silêncio. E se retirou da sala.
Scorpius engoliu em seco Olhei à volta, ansioso, e viu que os outros também pareciam apavorados. Ninguém falava muito. Então aconteceu uma coisa que o fez pular bem uns trinta centímetros no ar, várias pessoas atrás dele gritaram.
— Que di... Ele ofegou. E as pessoas à sua volta também. Uns vinte fantasmas passaram pela parede dos fundos. Brancos-pérola e ligeiramente transparentes, eles deslizaram pela sala conversando e entre si, mal vendo os alunos do primeiro ano. Pareciam estar discutindo. O que lembrava um fradinho gorducho ia dizendo:
— Perdoar e esquecer eu ainda digo.
— Meu caro Frei, já não demos a Pirraça todas as chances que ele merecia? É sempre a mesma coisa todos os anos! Ele mancha a nossa reputação e, você sabe, ele nem ao menos é um fantasma. Nossa, o que é que essa garotada está fazendo aqui? Um fantasma, que usava uma gola de rufos engomados e meiões, de repente reparou nos alunos do primeiro ano.
Ninguém respondeu.
— Alunos novos! — disse o frei Gorducho, sorrindo para eles. — Estão esperando para ser selecionados, imagino? Alguns garotos confirmaram com a cabeça, mudos. — Espero ver vocês na Lufa-Lufa! — falou o frei. — A minha casa antiga, sabe? — Vamos andando agora — disse uma voz enérgica. — A Cerimônia de Seleção vai começar.
A Professora Minerva voltara e um a um os fantasmas saíram voando pela parede oposta. — Agora façam fila e me sigam. Sentindo-me pouco à vontade como se minhas virado chumbo, eu entrei na fila atrás de um garoto de cabelos meio grisalhos e na frente de Scorpius, e todos saíram da sala, tornaram a atravessar o saguão e as portas duplas que levavam ao Grande Salão. Eu jamais imaginaria um lugar tão diferente e esplêndido era iluminado por milhares de velas que flutuavam no ar sobre quatro mesas compridas, onde os demais estudantes já se encontravam sentados. As mesas estavam postas com pratos e taças douradas. No outro extremo do salão havia mais uma mesa comprida em que se sentavam os professores. A Professora Minerva levou os alunos de primeiro ano até ali, de modo que eles pararam enfileirados diante dos outros, tendo os professores às suas costas. As centenas de rostos que os contemplavam pareciam lanternas fracas à luz trêmula das velas. Misturados aqui e ali aos estudantes, os fantasmas brilhavam como prata envolta em névoa. Principalmente para evitar os olhares fixos neles, olhei para cima e vi um teto aveludado e negro salpicado de estrelas.
Ouvi Rose cochichar pra mim e para Scorpius. — É enfeitiçado para parecer o céu lá fora, lembra Alvo? Mamãe nos disse, e também esta em Hogwarts, uma história.
Era difícil acreditar que havia um teto ali, mas Rose sempre esta certa, isso é uma irritante verdade. Baixei depressa os olhos quando a Professora Minerva silenciosamente colocou um banquinho de quatro pernas diante dos alunos do primeiro ano. Em cima do banquinho ela pôs um chapéu pontudo de bruxo. O chapéu era remendado esfiapado e sujíssimo. Reparando que todos no salão agora olhavam para o chapéu, eu olhei também, e pensei, esse chapéu ia invadir meus pensamentos, minhas lembranças. Por alguns segundos fez-se um silêncio total. Então o chapéu se mexeu. Um rasgo junto à aba se abriu como uma boca e o chapéu começou a cantar:
Ah, você podem me achar pouco atraente, Mas não me julguem só pela aparência Engulo a mim mesmo se puderem encontrar Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui. Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos, Suas cartolas altas de cetim brilhoso Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts. E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu. Não há nada escondido em sua cabeça Que o Chapéu Seletor não consiga ver, Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer Em que casa de Hogwarts deverão ficar Quem sabe sua morada é a Grifinória, Casa onde habitam os corações indômitos. Ousadia e sangue-frio e nobreza Destacam os alunos da Grifinória dos demais, Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar, Onde seus moradores são justos e leais Pacientes, sinceros, sem medo da dor, Ou será a velha e sábia Corvinal A casa dos que têm a mente sempre alerta, Onde os homens de grande espírito e saber Sempre encontrarão companheiros seus iguais, Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa E ali estejam seus verdadeiros amigos, Homens de astúcia que usam quaisquer meios Para atingir os fins que antes colimaram. Vamos, me experimentem! Não devem temer! Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos ! Porque sou único, sou um Chapéu Pensador! O salão inteiro prorrompeu em aplausos quando o chapéu acabou de cantar. Ele fez uma reverência para cada uma das quatro mesas e em seguida ficou muito quieto outra vez.
A Professora Minerva então se adiantou segurando um longo rolo de pergaminho. — Quando eu chamar seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção. André Albrick! Um garoto moreno de cabelo castanho-claros num rabo de cavalo saiu do aglomerado de alunos e se sentou no banco, a Professora Minerva colocou em sua cabeça, poucos minutos depois, a voz do Chapéu Seletor, nossa, a voz do chapéu, é meio estranho dizer isso né? Bem, voltando, a voz do Chapéu Seletor anunciou. — LUFA-LUFA! A mesa à deu vivas e bateu palmas quando André foi se sentar à mesa da Lufa-Lufa. Vi o fantasma do fradinho Gorducho acenar alegremente para ele. — Alvo Severo Potter! – Ao meu nome ser anunciado para toda uma escola, eu senti vontade de derreter ali mesmo, porque todos começaram a cochichar, mas os cochichos de toda uma escola fazia parecer uma gritaria, eu sai depressa do aglomerado de alunos e sentei no banquinho, a Professora Minerva colocou o chapéu em mim, porque meu nome começa com ‘’ A ‘’? Por que senhor?! — Hum... Curioso... Curioso, eu vejo a astúcia, mas não a inteligência, eu vejo a lealdade mas não a verdade, eu vejo a coragem, sim, igual ao seu pai, corajoso, leal, astuto, lento, burro... — Ahn, com licença – Eu interrompi em meus pensamentos. – Você me chamou de lento e burro?
– Sim... Por que?
– Cara, eu não pedi criticas, se é que pode chamar você de cara, você nem olhos tem ! — Que petulante ! — Me põe logo numa casa, antes que eu tire você da minha cabeça e te chute pra fora desse castelo.
Uma risada ecoou na minha cabeça.
– GRIFINORIA! – O Chapéu Seletor anunciou para toda a escola, e quando ele foi retirado de minha cabeça, corri para a mesa da Grifinoria no meio de um aglomerado de aplausos e gritos vindos da mesa da Grifinoria.
– Ingrid Blank — CORVINAL! Desta vez foi a segunda mesa à esquerda que aplaudiu, vários alunos da Corvinal se levantaram para apertar a mão de Ingrid quando a menina se reuniu a eles. Mavis Lumier foi para a Corvinal também, Violetta Ryller, para Grifinoria, que se sentou do meu lado. Mila Bulstrode se tornou uma Sonserina. — Olívia Finch-Fletchlev! — LUFA-LUFA! Às vezes, reparei, o chapéu anunciava logo o nome da casa, mas outras levava um tempo para se decidir.
— Rose Weasley! Rose saiu quase correndo até o banquinho e enfiou o chapéu, ansiosa. — GRIFINÓRIA! — anunciou o chapéu. Eu acompanhei Rose correndo em minha direção e pelo visto Scorpius também porque ele estava com uma cara meio triste enquanto observava Rose indo para longe dele, tive pena dele, mas tive que tirar isso da cabeça Scorpius se adiantou, caminhando depressa, quando chamaram seu nome, ele ficou lá pelo menos uns dois minutos com todos o olhando com desprezo, para anima-lo, Rose e eu acenamos para ele, e ele sorriu para nós agradecido, nós dois acenamos com a cabeça, toda a escola nos observou chocados, menos meus primos, Thiago pareceu um pouco, quando o Chapéu Seletor anunciou. Ele parecia um pouco chateado mas logo pareceu ficar numa boa — SONSERINA! Ele se dirigiu a mesa da Sonserina, muitos dos alunos nem olharam na cara dele, mas uma garota e um garoto de cabelos pretos o cumprimentaram e o receberam bem, e eu fiquei feliz por isso. Faltava pouca gente agora. Moon..., Nott..., Parkinson..., Clarence e Clarisse Brown, três Patil, Lucas Finnigan...., depois Johnsson, Jessica Hunter, Andrew Thomas ... E então, finalmente... Agora ele via bem a Mesa Principal. Na extremidade mais próxima sentava-se Rúbeo Hagrid, cujo olhar encontrou o seu e lhe fez um sinal de aprovação. Eu retribui o seu sorriso. E ali, no centro da Mesa Principal, em um cadeirão dourado, a Diretora Minerva McGonagall, vi o Professor Neville também que me estendeu uma taça de prata que parecia estar cheia de uísque de fogo, eu não bebo mas sei reconhecer. E agora só faltavam três pessoas para serem selecionadas. Greta Louis virou uma Corvinal, minha prima Dominique veio para Grifinoria, e então chegou a vez de Penny. Ela sem timidez alguma, se sentou no banquinho, o chapéu mal tocou em sua cabeça quando o chapéu anunciou. — Lufa-lufa! Senti um leve aperto no meu peito quando ela se dirigiu a mesa da Lufa-lufa, mas então prestei atenção a mesa dos professores Diretora Minerva tinha começado a falar, tinha um rosto severo, mas sua voz foi receptiva e um pouco confortante — Sejam bem-vindos! — disse. — Sejam bem-vindos para um novo ano em Hogwarts! Agora, por favor, aproveitem o banquete — Mamãe disse que ela é a melhor professora de toda a Hogwarts — Rose disse para mim. – Sabia? Ela ainda vai lecionar Transfiguração, ela cismou que quer estar perto para ver nosso desenvolvimento. Os pratos diante de mim agora estavam cheios de comida, eu nunca vira tantas coisas que gostava de comer em uma mesa só: rosbife, galinha assada, costeletas de porco e de carneiro, pudim de carne, ervilhas, cenouras, molho, ketchup e, por alguma estranha razão, docinhos de hortelã. Eu não passava fome, mas mesmo assim, era como se eu tivesse em uma competição de comer cachorro-quente, estava tudo cheio, eu enchi o prato com um pouco de cada coisa exceto os docinhos e comecei a comer. Estava tudo uma delícia. Rose me olhava com raiva. — Coma direito! – Ela berrou pra mim, e percebi que estava comendo de boca aberta. Fechei a boca e comecei a mastigar direito e rezando para que Penny não tivesse visto isso, mas quando olhei pra ela, ela deu uma risadinha e voltou a comer, droga... — Isto está com uma cara ótima — disse o fantasma de gola de rufos observando, tristemente eu cortar o bife. — O senhor não pode...? — Não como há quase quatrocentos anos — explicou o fantasma. — Não preciso, é claro, mas a pessoa sente falta, é meio curioso, essa foi a primeira pergunta que seu pai me fez também. Acho que ainda não me apresentei? Cavalheiro Nicholas de Mimsy-Porpington às suas ordens. Fantasma residente da torre da Grinfinória. — Eu sei quem o senhor é — eu disse para ele. — Meus pais me falaram de você e meu irmão também. — Oh, sim, seu pai, Harry Potter, me lembro como se fosse ontem de quando ele caiu na Grifinoria, um homem corajoso sem dúvida, muito encrenqueiro, ótimo jogador de Quadribol, seu pai era um homem de muitas qualidades eu posso dizer, mas também milhares de defeitos eu afirmo também. — Bem então, novos moradores da Grifinória! Espero que nos ajudem a ganhar o campeonato das casas este ano! Igual seu pai, bem, ele custava muitos pontos, mas de sua maneira, recuperava todos! Eu dei uma olhada na mesa de Sonserina, vi meu amigo Scorpius conversando com os dois garotos que os recebeu carinhosamente no meio de muitas pessoas que nem olhavam na cara dele e viu um fantasma horroroso sentado lá, os olhos vidrados, uma cara muito magra e vestes sujas de sangue prateado. Estava ao lado dos dois garotos que estavam mexendo com Scorpius, fiquei contente de ver, não pareciam muito satisfeitos com a distribuição dos lugares. — Como foi que ele ficou coberto de sangue? — perguntou Clarisse muito interessada. — Nunca perguntei — respondeu Nick Quase Sem Cabeça, educadamente. Eu sorri. Depois que todos comeram tudo o que podiam, as sobras desapareceram dos pratos deixando-os limpinhos como no início. Logo depois surgiram as sobremesas. Tijolos de sorvete de todos os sabores que se possa imaginar, tortas de maçãs, tortinhas de caramelo, bombas de chocolate, roscas fritas com geléia, bolos de frutas com calda de vinho, morangos, gelatinas pudim de arroz... Quando eu me servi das tortinhas de caramelo, Rose começou a falar comigo. — Espero que elas comecem logo, tem tanta coisa para a gente aprender Alvo , estou querendo aprender Feitiços primeiro, não! Transfiguração! Não! Runas Antigas!, ai, tem tanta coisa, e você Alvo? — Sei lá, Defesa contra as Ar... DCAT – Eu abreviei. Eu estava começando a se sentir aquecido e cheio de sono, olhei outra vez para a Mesa Principal. Hagrid tomava um grande gole de sua taça. A Diretora Minerva conversava com o Professor Slughorn. O Professor Neville, conversava com a Professora Sprout. Finalmente, as sobremesas também desapareceram, e a Diretora Minerva ficou de pé mais uma vez. O salão silenciou. — Hum... Só mais umas palavrinhas agora que já comemos e bebemos. Tenho alguns avisos de início de ano letivo para vocês. Os alunos do primeiro ano devem observar que é proibido andar na floresta da propriedade. E alguns dos nossos estudantes fariam bem em se lembrar disso. O olhar severo da Diretora Minerva caiu em direção de Thiago e Fred. — O Sr. Filch o zelador, me pediu para lembrar a todos que não devem fazer mágicas no corredor durante os intervalos das aulas. Os testes de Quadribol serão realizados na segunda semana de aulas. Quem estiver interessado em entrar para o time de sua casa deverá procurar Madame Hooch, estou bastante alegre em dizer, que devido ao fato de que certos alunos terem talento verdadeiro para o Quadribol, os testes também estarão valendo para alunos do primeiro ano. Esqueci de contar, é, eu já sabia que os testes valiam para os primeiranistas, porque ano passado, Thiago tinha se tornado Artilheiro junto com Fred, eles explicaram pra nós que agora por causa de papai, estavam aceitando primeiranistas que tivessem talento. — Psiu! – Eu chamei Thiago. – Thiago Quando ele me percebeu, eu perguntei. — Quais são as vagas que ainda restam no time da Grifinoria? — Apanhador apenas – Ele respondeu. – Vai tentar entrar pro time? — Vou! – Eu sorri e ele me retribuiu junto com Fred. — Boa sorte então. – Eles dois disseram em uníssono e voltaram a conversar. — E agora, antes de irmos para a cama, vamos cantar o hino da escola! — exclamou a Diretora Minerva. Reparei que os sorrisos dos outros professores tinham amarelado. Diretora McGonagall fez um pequeno aceno com a varinha como se estivesse tentando espantar uma mosca na ponta e surgiu no ar uma longa fita dourada, que esvoaçou para o alto das mesas e se enroscou como uma serpente formando palavras. — Cada um escolha sua música preferida — convidou Minerva — E.... E a escola cantou em altos brandos. Hogwarts, Hogwarts, Hogwarts, Hogwarts, Nos ensine algo por favor, Quer sejamos velhos e calvos Quer moços de pernas raladas, Temos às cabeças precisadas De idéias interessantes. Pois estão ocas e cheias de ar, Moscas mortas e fios de cotão. Nos ensine o que vale a pena. Faça o melhor, faremos o resto, Estudaremos até o cérebro se desmanchar. Todos terminaram a música em tempos diferentes. E por fim só restaram Thiago e Fred tentando cantar a letra da música só que sem nenhum sucesso, e num tom muito fúnebre. Diretora Minerva regeu os últimos versos com sua varinha e, quando eles terminaram, foi um dos que aplaudiram mais alto. — Muito bem, agora... – A Diretora Minerva exclamou se levantando – Todos para a cama! — Andando! Os novos alunos de Grifinória seguiram Victoire por entre os grupos que conversavam, saíram do salão principal e subiram a escadaria de mármore. Minhas pernas pareceram chumbo outra vez, mas só porque estava muito cansado e saciado ou que duas vezes Victoire os tivesse conduzido por portais escondidos atrás de painéis corrediços e tapeçarias penduradas. Subiram outras tantas escadas bocejando e arrastando os pés, e eu comecei a me perguntar quanto ainda faltava para chegar quando de repente pararam. Um feixe de bengalas flutuava no ar à frente deles, e quando Victoire avançou um passo em sua direção, começaram a assaltá-lo. — Pirraça — disse Victoire para os alunos do primeiro ano. — Um Poltergeist. — E falou em voz alta — Pirraça, não se atreva Um som alto e grosseiro, como o ar escapando de um balão respondeu. — Eu vou chamar o Barão! Ouviram um estalo e um homenzinho com olhos escuros e maus e a boca escancarada apareceu, flutuando de pernas cruzadas no ar, segurando as bengalas. — Oooooooooh! — disse com uma risada malvada. — Calourinhos! Que divertido! E mergulhou repentinamente contra eles. Todos se abaixaram. — Vá embora, Pirraça, ou vou contar ao barão, e estou falando sério! — ameaçou Victoire Pirraça estirou a língua e desapareceu, largando as bengalas na cabeça de um garoto. Eles o ouviram partir zunindo, fazendo retinir os escudos de metal ao passar. — Vocês tenham cuidado com o Pirraça — recomendou Victoire, quando retomaram a caminhada. — O barão Sangrento é o único que consegue controlá-lo, ele não dá confiança aos monitores. Chegamos. No finzinho do corredor havia um retrato de uma mulher muito gorda vestida de rosa, a Mulher Gorda — Senha? — pediu ela. — Lar de Colchões — disse Victoire e o retrato se inclinou para frente revelando um buraco redondo na parede. Todos passaram pelo buraco. Neville precisou de um calço. E se viram na sala comunal da Grifinória, um aposento redondo cheio de poltronas fofas. Victoire indicou às garotas a porta do seu dormitório e, aos meninos, a porta do deles. No alto de uma escada em caracol era óbvio que estavam em uma das torres encontraram finalmente suas camas, cinco camas com reposteiros de veludo vermelho-escuro. — Boa noite Alvo – Victoire e Rose me desejaram quando eu ia entrando. — Boa noite – desejei de volta. As malas já haviam sido trazidas. Cansado demais, eu coloquei meu pijama e cai com tudo na cama e adormeci quase que instantaneamente.
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