Os Opostos Se Atraem
38 37º - Dando a volta por cima.
Notas iniciais
Finalmente minha vida está voltando ao normal, e posso começar a postar novamente.
Agradeço muito a quem desejou melhoras a minha vó, e a quem não abandonou esse meu bb, e peço mil desculpas por tudo. Farei o possível e o impossível para postar toda semana.
hmmmmmmmm... Aa, quem viu amanheceeeeeeeer? Gostaraam? *--*
Beijoos, e ENJOY.
Era claro que quem visse Jassy com aquela pose altiva e sorriso no rosto ficaria com enormes dúvidas. Principalmente por quase não verem-na sorrindo. Mas John sabia que aquele sorriso era falso, e possivelmente, totalmente perigoso.
— Oi... — respondeu ele, hesitante. — Queria conversar com você. — Assim que ela saíra correndo da escola, ele fora atrás. Mas então, pensando melhor, deixou-a ir, porque sabia que ela não o ouviria e que um tempo seria bom.
— Não tenho absolutamente nada para conversar com você. Só estava te esperando pra avisar que... Acabou. — O coração de cada um, dentro do peito de seus respectivos donos, falhara. Uma batida dolorosa. Mas Jasmine estava ali não para sentir dor, mas sim para mostrar que era forte o suficiente para viver sem ele, apesar de amá-lo.
Virou-se de costas e entrou na escola.
John, vendo-a partir, sem olhar pra trás com uma pose altiva, costas eretas, e parecendo feliz, ficou sem chão. Sabia que ela gostava dele, mas aquilo estava deixando-o confuso.
Seu coração estava em frangalhos, e principalmente, por saber que eles estavam separados por quem ele era. Mas ele não colocaria, outra vez, aquelas ideias absurdas de ser quem está longe para permanecer perto.
Até porque, não ficaria bem longe de Jasmine.
A dor que estava sentido — de nunca mais poder segurá-la com força pela cintura, sentir aquele gosto exótico que era a mistura dos dois na boca, aqueles olhos brilhantes em sua direção, os sorrisos, os momentos e principalmente... O "eu te amo" tão espontâneo e lindo, saindo dos lábios dela — estava o tomando, deixando um grande vazio, um grande buraco negro em seu peito.
E só ela, só Jasmine Salmerón, poderia completá-lo com ninguém nunca pôde, ou poderia no universo.
…
O dia foi se arrastando e Brian não sabia o que fazer. Não tivera coragem de ver o vídeo, e muito menos de mostrar a Jasmine, dizendo que tudo o que ocorreu não foi por culpa do garoto e que era pra ela ir logo atrás dele.
Mas como poderia? Como? Iria entregar de bandeja e confetes a garota que amava para o “rival”?
Sabia que o certo era esse, mas a vida era feita de escolhas e algumas nem sempre eram as certas, muito menos a que não faria bem a si próprio.
Com confusão na mente, ele suspirou e enterrou a cabeça entre as mãos decidindo que iria falar com Jasmine no final do dia. É. Mas não tudo. Falaria apenas para ouvi-lo. Tentaria. Caso ela não o ouvisse, ninguém poderia dizer que ele não fizera nada.
…
Jasmine estava exausta. A ressaca ainda dominava seu corpo, mas a rockeira mantinha sua fachada impermeável. Ninguém veria, mesmo que soubessem ou imaginassem o que ela estava sentindo.
Sua mãe ficara preocupada e logo foi perguntar a John o que foi que acontecera. E ele explicou. Pediu para que tentasse conversar com a filha e a persuadisse a ouvi-lo. Ela prometeu fazer o máximo que pudesse. Queria ver a filha bem, queria vê-la sorrindo e tudo o que pudesse fazer, faria.
Todos aqueles anos longe da garota, ela estava tentando compensá-los. Jasmine, com certa dificuldade, estava aceitando a aproximação da mãe.
Tinha medo de se ferir de novo em relação a ela, mas daria a chance.
Então, quando sua mãe fora perguntar o que havia acontecido, ela contou. E disse que estava muito mal.
— Você gosta muito dele, não é mesmo? — perguntou
— Eu disse que o amava.
— E você ama?
Hesitante, Jasmine confirmou.
Após pensar por um momento, sua mãe olhou-a e sorriu. Tocou seu rosto e disse:
— Jassy, amar é incondicional e irrevogavelmente a única forma de viver. O amor de um homem e uma mulher é forte e não se abala assim tão facilmente. Eu vi como esse menino te olhava... tão terno e protetor. Como se fosse te salvar de qualquer coisa que pudesse acontecer, apesar de ele saber que você não é uma menina que precise de super heróis. — Jassy bufou. E piscou. E de novo. Absorvia lenta e cuidadosamente as palavras da mãe. — De acordo com o que você falou, e da minha época de escola, já pensou na possibilidade de haver um GRANDE engano em toda essa historia?
Não. Ela não havia pensado. Na verdade, tudo o que pensou era que ele estava agindo com sua verdadeira natureza: o garanhão da escola.
Mas não pensara que a líder era uma vagabunda por natureza... E... Argh, que ele realmente poderia ter mudado por ela. Balançou a cabeça e tirou aquela ideia ridícula da mente. Quando olhou em volta percebeu que estava sozinha e o tempo havia passado.
Era claro que ele faria o que quisesse na primeira oportunidade que tivesse.
Forçando-se a pensar em outras coisas, ela levantou e foi ouvir Muse em volumes estridentes.
…
No final do dia, Brian estava sentado na calçada da esquina da casa de Jasmine. Havia decidido de vez que iria tentar convencê-la, mas que não mostraria o vídeo.
Não iria entregar de bandeja a garota que amava assim. Mas não ficaria com peso nas costas por não ter tentado.
Sentado ali, sorriu com a possibilidade de tê-la de volta nos braços. Onde achava que era o lugar dela. Os lábios dele nos dela, os corpos grudados outra vez sem ninguém para atrapalhar.
Decidido, foi até a pasta onde os vídeos do celular ficavam armazenados para excluir a prova que colocaria tudo a perder. Mas sua curiosidade — e alguma coisa a mais que não soube definir— o impediram de excluir o vídeo sem antes vê-lo.
Aquilo mudou tudo.
Brian não viu que havia filmado a garota no momento em que a mesma flagara o momento.
A expressão dela era uma mistura de dor, incredulidade e traição. Ver aquilo doera infinitamente em seu íntimo. Ela estava sofrendo. E muito. E ele amava-a demais para se aproveitar ou ignorar aquilo. Ficar com ela, sabendo que ela sofria e amava a outro.
Amava-a demais para negar à rockeira a felicidade, mesmo que isso implicasse que esta não fosse causada por ele.
Com o coração consternado de dor, decidiu mostrar o vídeo e convencê-la a ser feliz. Se ele não conseguisse... Bem... Aí não era mais com ele.
…
Na porta de Jassy, o rockeiro respirou fundo, tocou a campainha e esperou alguns segundos até a empregada vir atender a porta. Logo ele entrou e esperou — ansioso — pela garota.
Assim que a viu descendo as escadas o mundo parou. Ela estava com uma expressão infeliz que lhe causou dor, mas mesmo assim, sempre aquela alegria de vê-la, de ver aquela beleza estonteante lhe atingiu como se fosse a primeira vez que a via.
Tentando se concentrar em pensar no propósito que fora até ali, desviou o olhar da bela garota e sua dor. Levantou-se e deu um abraço apertado e reconfortante em Jasmine.
Sentiu a garota suspirar em seu abraço e outra onde de dor lhe nocauteou com mais força.
Afastou-se e a olhou.
— Como está?
Ela desviou os olhos: — Bem...
Depois de um suspiro, o ambiente ficou silencioso por um longo e tortuoso minuto.
— Jassy... Poderíamos conversar em outro lugar?
— Claro. Vamos ao meu quarto.
Ao chegarem lá, Jassy sentou no pufe roxo e ergueu sua sobrancelha direita, incitando-o a começar o que quer que o tenha levado até ali. Ao ver a ação da garota, o canto esquerdo de sua boca se ergueu. Mesmo sofrendo, a petulância da garota continuava ali, intacta.
Soltou então tudo de uma vez, sem enrolações, andando de um lado pro outro.
Jassy seguia-o com o olhar.
— Vim aqui para contar uma cena que eu vi ontem... Ia me aproveitar da situação, por que, admito, eu ainda amo você. — Quando a rockeira escancarou a boca, incrédula, ele a interrompeu — Não fale, por favor.— suspirou, e continuou — Decidi que iria me aproveitar e contar meia verdade. Eu estava de olho em John desde o momento em que o vi. Alguma coisa no meu coração me disse pra ficar de olho. Acreditei que fosse o destino querendo nos ver juntos de novo, e até poucos minutos, acreditava piamente nisso. — bufou vendo a contradição de tudo. — Mas pelo que parece, é justamente o contrário. Parece que sou o cupido de vocês. — O olhar que dera a ela era triste e irônico, o que fez a menina juntar as sobrancelhas delineadas, confusa.
“Quando a líder se aproximara de Viatte no corredor, peguei meu celular e filmei, achando que ele faria merda... E, bem... Ele não fez. Até a poucos segundos, eu iria falar com você, mas não lhe diria tudo... Bem... A verdade é que ela o atacou.”
Jasmine piscou algumas vezes. Um vinco na sua testa havia se formado.
— O que fez você mudar de ideia? — Eleparou, e virou-se de frente à ela.
— A expressão de dor nos seus olhos.
Por longos segundos, ou o que pareceram minutos, os dois se encararam.
— Mostre.
Suspirando, ele deu-lhe o celular e esperou que ela visse — com uma expressão de puro ódio, raiva e dor — três vezes o vídeo, analisando cada detalhe.
Por fim, ela ergueu os olhos pra ele.
— E então, Jasmine, o que você vai fazer?
Notas finais
Que linda a coragem do Brian, não é mesmo?
Quero todo mundo reviwzando, hein! Beijoos
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