Os Mutantes De Fukushima
6 O Grupo!
Notas iniciais
Então Kanne estava ali, olhando fixamente para aquela “criatura” que fica invisível e fazendo perguntas.
–Então, diga logo, você é um espião?
–Não, eu não sou um espião, minha missão é parar esta fábrica de horrores.
–Como assim “Fábrica de Horrores”?
–Algum de seus reatores está com imperfeições, mandando uma radiação muito alta para o MAR. Causando um grande distúrbio nas criaturas marinhas para a NÓS!
–O que é “NÓS”?
–NÓS, é como chamamos o nosso grupo de “pessoas especiais”, cada um tem uma habilidade diferente.
–Então, não é só você que é esquisito aqui por perto?
–Não, há várias outras vítimas, e seu colega Fujish será a próxima. Olha... Não garanto que ele sobreviva as ações “Pré-Trans” que é causada quando estamos nos tornando especiais.
–Onde fica essa organização “NÓS”?
–Não posso falar assim. Melhor eu ir indo. Foi bom falar com alguém que não se assustou quando descobriu o meu poder.
–Vou te ver novamente por aqui?
–Digamos que há possibilidade, mas você vai precisar da “lata estranha” para isso. E minha missão ainda não acabou.
Então a criatura fugiu do local, correndo o mais rápido que podia, depois de alguns instantes, Kanne só o viu desaparecer na neblina da noite.
Kanne, com sua monstruosa habilidade investigativa, ficou pensando por um tempo em que direção aquela criatura havia ido. Pensou que se ele foi reto para os fundos da Usina, provavelmente haveria algo ali que Kanne e nem Matsuma tivessem conhecimento, mas como já era tarde da noite, e estava tudo um breu, ele decidiu investigar no dia seguinte.
Assim que chegou no trabalho e bateu o ponto, correu desesperadamente para os fundos. De início não viu nada de estranho, mas, quanto mais andava para o fundo, mais coisas estranhas ele via, então, chegou um certo momento (cerca de 2 metros para o muro) que ele viu algo como um gato, porém muito mais feio, e ligeiro. Puff... Pulou o muro, do outro lado, lá longe, avistou uma construção estranha no meio da praia, que se estendia até aproximadamente 50 metros mar adentro.
Foi andando pela praia e observando as conchinhas até chegar na construção que havia avistado, como estava mais perto, pôde ver que o material usado para fabricação daquela espécie de abrigo, era aço escovado cor bronze, com janelas redondas (to tipo das janelas de navio), e uma porta em cima que se parecia muito com uma escotilha de Submarino.
Avistou também ao lado da janela do lado direito, uma pequena escada, que facilitaria a entrada de pessoas ou “criaturas” naquela construção. Subiu as escadas e tentou girar a escotilha, quando de repente, escutou um estalo vindo de dentro da construção. Apressou-se e desceu rapidamente, se escondeu dentro de um arbusto que encontrou perto á praia onde estava.
Ficou olhando atentamente a escotilha se abrir, quando de repente, algo verde começou a sair daquela construção, então ele pegou seu iPhone e começou a tirar algumas fotos silenciosamente.
Quando a criatura voltou para dentro da construção, Kanne correu de volta para a Usina e começou a fazer seu trabalho, pois, todos já estavam preocupados e perguntando onde Kanne havia ido.
Chegando em seu escritório, ainda estava paranóico com a situação que havia presenciado...
–Quem ou o que era aquela criatura? Porque ela vive em áreas isoladas? Porque não procurou um tratamento? Será que é ela que é chefe do “NÓS”? O que eram aqueles chifres na cabeça que pareciam ser feitos de cera transparente? O que a criatura come? Será um Canibal?
E várias outras perguntas aleatórias vieram em sua mente, quando percebeu e caiu em si novamente, estava para fazer uma cagada, ele estava ligando os desativadores de núcleos, o que descarregaria toda a energia da Usina e ainda causaria um Blackout em todo o país.
Anoite, quando seu turno extra havia acabado, ele decidiu pegar uma lanterna e ir novamente à aquele local. Mas, com a diferença de que agora a criatura estava de fora, totalmente visível, e não parecia estar preocupada em entrar. Kanne então tirou mais algumas fotos para montar um álbum e no outro dia mostrar a Matsuma.
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