Os Mutantes De Fukushima
7 O Desfiladeiro
Notas iniciais
Quando o sol ainda estava com preguiça de raiar, Kanne chegou na Usina Nuclear, e foi atrás dos grandes mistérios que havia descoberto. Chegando no local da “casa” que ele havia avistado e tirado vários fotos, decidiu passar por um caminho diferente, para correr menos riscos de o “Monstro” desconhecido o perceber.
Mas, o que realmente aconteceu, foi que Kanne deu um passo em falso e caiu em uma armadilha que havia sido feita talvez por algum nativo do local do qual não se tinha conhecimento, caindo na armadilha, Kanne caiu em um enorme desfiladeiro, cheio de cavernas, todas com o mesmo tamanho, e o pior, sem luz.
A única fonte de luz do local era o buraco por onde Kanne havia caído, olhou no seu iPhone mas estava sem sinal. Olhou a quantidade de bateria e também não estava muito boa.
Como o lugar por onde ele havia caído era muito íngreme para se subir, decidiu procurar sinal de celular dentro do desfiladeiro, por que em algum lugar tinha que ter pelo menos um piquesinho de sinal.
Saiu andando em direção á Usina Nuclear, mas, encontrou os restos de um corpo humano no chão, o engraçado, é que não estava fedendo, nem se decompondo, estava somente morto e faltando alguns pedaços, o que conclui que a vítima acabara de ser morta.
Kanne não se assustou e continuou andando, quando de repente, escutou um grande barulho que vinha de uma caverna logo á frente. Chegou perto e viu um vulto enorme parecido com um hipopótamo de pé.
Olhou no iPhone novamente em busca de sinal, mas nada ainda. Quanto mais chegava perto da Usina, mais as coisas ficavam críticas. Começou a andar devagarinho, prezervando fôlego e sua saúde sem água potável por perto.
Saiu andando novamente em rumo á Usina, quando ouviu um “Krofz”, olhou para o chão, não enxergando muito bem, viu algumas tiras brancas no chão e pegou para dar uma olhada, mas, não eram tiras comuns brancas, se tratava somente ossadas de pessoas que tinham caído na mesma armadilha.
Kanne ouviu passos lentos, vindo dos fundos, e se deitou. Como estava de roupa preta e o local era escuro, se fosse uma pessoa, seria um problema encontrá-lo. De acordo com sua estratégia, ele conseguiria ver o que estava fazendo todo aquele estrago, e por incrível que pareça, ele conseguiu.
Parecia uma pessoa normal com maus pensamentos e uma mente perturbada. Mas, aquilo era muito além de um ser humano. Curiosamente, enquanto olhava para aquela criatura, viu, ao longe, uma fenda de escape, que levaria ele de volta para o local da praia.
Esquivou-se o máximo que pôde da criatura, e chegou á fenda, e começou a subir, a criatura conseguiu escutar os passos de Kanne dentro da fenda e começou a correr para alcançá-lo.
Kanne viu a criatura o perseguindo e começou a correr o mais rápido que podia, então, olhou novamente no iPhone se já havia sinal, e agora, ele tinha somente um pique de sinal.
Quando conseguiu sair da fenda, tinha que se livrar da criatura, que ainda estava o perseguindo, então entrou atrás de um arbusto de amoras e ficou bem quieto, e pelo jeito, a criatura não tinha um faro especial e nem visão de calor, o que mais uma vez indicaria de que é uma mutação da forma humana.
Então se lembrou de que a “Criatura Invisível” falou de falhas nos reatores e que existia uma sociedade de pessoas que sofreram mutações.
Quando a criatura voltou para a caverna, Kanne saiu do arbusto e foi fazer seu turno na Usina, ao qual já estava 15 minutos atrasado.
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