Os Mutantes De Fukushima
8 Será?
Notas iniciais
Então, Matsuma quando avista Kanne começa a fazer perguntas sem fim:
–Onde você estava? Esqueceu que tinha trabalho hoje?
–Não estou a fim de falar sobre isso. — Retrucou Kanne.
–Então a nova moda agora é se atrasar 15 (quinze) minutos e dizer que não quer falar sobre o assunto? Continue assim, e vai perder o emprego.
Fechou a cara e foi embora.
Aproximadamente 45 minutos depois quando foi examinar novamente os reatores, reparou que tudo estava correndo perfeitamente bem de 2 (duas) semanas atrás até o presente momento e achou estranho.
–Que bom, um dia comum, sem tanta ação nem perigos que me acercaram nos últimos dias.
Ao fim do turno, voltou normalmente para casa e foi tomar banho, quando de repente, mergulhado na banheira de mármore puro, viu na pequena janelinha do banheiro um vulto.
Terminou logo de tomar banho e se vestiu rapidamente, viu novamente um vulto muito rápido na janelinha, como se alguém estivesse querendo o assustar.
Saiu para a varando e trancou a porta, para se certificar que se algo acontece-se a casa com dados preciosos estaria segura e que também nada além dele que obtinha uma chave que utilizava sua biometria para abrir a porta poderia entrar na casa.
De inicio, andou, andou, andou e andou, mas não viu nada de estranho. Resolveu ir até o jardim que dá de fundos com o banheiro, quando chegou lá percebeu que era somente as folhas de uma SAKURA que ele havia plantado 3 anos atrás balançando com o vento e dando efeito de algo medonho.
Voltou para dentro e dormiu o restante da noite.
Quando acordou as 9:00 para o trabalho, e foi escovar, percebeu sua pia com alguma substância diferente do que ele já havia visto na vida, sendo assim, algo de estranho teria acontecido na noite anterior e ele não pôde perceber do que se tratava mas ficou pensando sobre como coletar alguma amostra da substância para analise sem se contaminar, caso fosse algo contagioso ou perigoso.
Foi na cozinha e pegou um copo parecido com um frasco de laboratorio, pegou luvas descartáveis e começou a mover uma pequena quantidade da substância para o frasco.
Chegando ao trabalho, foi diretamente ao laboratório e pediu para Christ. examinar o que era aquela substância desconhecida e disse que pegaria no final do turno.
Trabalhando normalmente, Kanne avistou algo fora do comum em um dos reatores que estava observando, o nível de intensidade de onda que deveria ser de 1,8 a menos, estava a 4,8, algo muito perigoso e que Kanne tinha que tomar uma decisão rápida, mas, a quanto tempo essa intensidade estava alterada?
Não adiantava o quanto ele ficava pensando, sempre voltava em um período de aproximadamente 2 semanas atrás, quando, indo para casa, ele avistou aquela criatura que mais parecia uma onça.
Tentou abaixar o nível de intensidade, mas, os controles pareciam não funcionar, o único método agora de salvar Tóquio e todas as cidades da região de uma catástrofe nuclear, ela usar uma das roupas protetoras e entrar dentro do propio reator, mas, a roupa iria aguentar tamanha radiação?
Kanne resolveu chamar Matsuma e contou tudo o que descobriu sobre a intensidade do reator, que no caso, era o reator 8.
Matsuma ficou impressionado tamanho problema, resolveu ligar para o diretor da usina que lhe ordenou desativar o reator número 8, não importando o método, pois toda a Tóquio e região estavam em risco.
Foi ai que Kanne teve uma grande idéia:
–Se construirmos um robô, não seria necessário nenhum humano entrar dentro de tal reator, visto que um robô feito de chumbo, seria capaz de realizar a tarefa sem complicações se fosse monitorado e controlado do lado de fora do reator, em uma área segura.
–Boa idéia, mas onde iremos arrumar um robô de chumbo em no máximo 2 horas?
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