Os Montgomery: A Rainha Perdida
14 On the Edge.
Notas iniciais
Vancouver parecia uma grande cidade de gelo, Maya desceu na frente, logo Charlotte e Benjamin desceram seguidos de Peter e Theo. Caesar Westlock esperava ansiosamente por eles, ao avistar os quatro filhos de Robert Montgomery, sentiu os pelos da nuca eriçar.
– Seus pestinhas. – resmungou ele, olhou o relógio e era 4h20 da manhã.
Peter avistou Caesar e bufou.
– Olha só a careca de Caesar reluzindo.
– Ele pode nos ouvir. – Charlotte disse e Peter puxou a irmã para o lado dele.
– Eu não ligo, querida irmã.
Caesar sentia-se intimidade ao lado dos meninos, pois o poder de Robert corria nas veias deles, mas vendo Charlotte de perto, via que ela era o poder puro. Os cabelos finos e castanhos, os olhos acompanhando a mesma cor do cabelo e a pele marfim e lisa. Ela era alta e esbelta.
E o sorriso, ela sorria para os irmãos como uma menina delicada, ele viu que ela tinha total confiança deles e eles a tinham de todas as formas. Ele percebeu que Robert havia criado uma família. Uma família poderosa, pois as quatro crianças era unidas.
– Caesar, que satisfação vê-lo novamente. — Benjamin esticou o braço e Caesar apertou a mão dele.
– Olá Benjamin, Theodore e Peter. – ele disse formalmente – E minha rainha, que prazer finalmente conhece-la.
Charlotte apenas sorriu para Caesar que pediu para os rapazes que o acompanhavam pegar as malas. Estava frio que Charlotte sentiu a ponta do nariz ficar vermelha, pensou em como poderia estar frio na noite em que seu pai morreu.
– Está terrivelmente frio. – ela murmurou para Theo.
– Sente frio, minha rainha? – Caesar virou-se para olhá-la.
Ela se sentiu ridícula ao ver a forma como aquele homem a olhava, queria se esconder dentro da própria roupa ou iria mata-lo caso ele a chamasse de ‘’Minha Rainha’’ novamente.
– Para quem ansiava minha chegada, deveria saber que sou metade humana ainda. – ela rebateu. Caesar riu sem graça.
– Claro. Hibrida.
Entraram no carro, onde havia lugares demais para o gosto de Charlotte, ela estava com sono e com fome. Queria uma cama e um cobertor quente.
– Creio que já sabem que o memorial para o senhor Montgomery está sendo organizado para hoje às 16H00. Estávamos esperando a chegada de vocês para realizar o enterro.
– Obrigado Caesar, foi um dia cheio e agradeço pela condolência, creio que meus irmãos pensem o mesmo. – Peter disse secamente, sem olhar para Caesar, apenas falou o que qualquer um deveria ter dito.
– Espero que o local do acidente esteja intacto, gostaria de ir até lá. – Charlotte disse e virou para olhar o homem careca a sua frente. Caesar percebeu que ela enfatizou a palavra ‘’acidente’’ de proposito e aquilo fez ele se remexer no banco.
– O Novo Conselho está mantendo todos afastados do local, pode ser perigoso, então é melhor não arriscar.
Charlotte levou o dedo ate a boca pensativa.
– Estranho – disse baixo.
– O que? – Caesar perguntou confuso.
– Pensei que eu fosse a Rainha e eu que tomaria as decisões. – Charlotte disse e voltou o olhar para a janela.
– Charlotte, talvez Caesar tenha razão. Não vamos nos arriscar, somos alvos agora também. – Theo disse e apertou levemente a mão dela, como aviso.
Passou poucos minutos e o carro parou enfrente a um prédio grande, de janelas espelhadas com uma cobertura visivelmente luxuosa. Benjamin abriu a porta para sair, logo Charlotte e os outros fizeram o mesmo. Estava frio, o céu estava cinza e por isso não se podia ver os iniciais raios solares.
– Passarei aqui às 14h30 para apanhar vocês ao local do memorial. – Caesar apenas aproximou o rosto da janela para informar.
– Obrigada, Caesar. – Theo disse cordial.
Entraram no prédio com três rapazes trazendo as bagagens, o ar era pesado e havia pessoas demais na recepção. Todos voltaram o olhar para eles, principalmente para Charlotte, que podia ouvir murmúrios de ‘’Como ela é parecida com a mãe’’, ‘’ Ela é real’’.
Uma mulher entregou as chaves para Charlotte, seu olhar não cruzou com o dela e Charlotte se perguntou qual era o problema. Os meninos a esperavam na porta do elevador, em silencio, entraram no elevador.
– Cobertura. – disse o ascensorista.
Benjamin puxou uma nota de 50 e deu ao rapaz que sorriu. Charlotte foi até a janela e a abriu.
– Um quarto-apartamento luxuoso para três pessoas. Eles puxam nosso saco demais. – se sentou no sofá, suspirando forte.
– Não está feliz, rainha? – Peter imitou a voz de Caesar. Charlotte revirou os olhos e levou o dedo indicador até a boca e observou a visão do céu cinzento.
– Só tem 48h que nosso pai morreu, dá pra acreditar? Parece um bilhão de anos. – ela disse. – Não podemos nem nos afundar no luto. Não podemos simplesmente matar todos e voltar pra casa?
Benjamin servia-se de conhaque e riu com desdém.
– Voltaríamos pra casa e continuaríamos nossas vidas familiares de órfãos. Caçando aos redores, bebendo sangue do pessoal da redondeza e lucrando com o negocio da família. – ele deu um gole só e olhou para Charlotte – Boa ideia, irmã.
– Acho que estamos precisando comer alguma coisa, isso sim. – Peter se levantou – Poderíamos ir até o local do crime e merendar algumas pessoas e depois tomar aquele café da manha humano.
Houve um breve silencio de se raciocinar a proposta de Peter.
– Eu topo. – Charlotte disse.
– Por que não? Estou dentro. – Benjamin disse e todos olharam para Theo.
– Quem chegar lá embaixo paga a conta. – e em fração ele chegou a borda da varanda e pulou. Charlotte e Peter sorriram e foram em seguida.
– Crianças. – Benjamin murmurou e pulou.
***
– Caesar, a baba dos Montgomery. – Veronica sorriu ao vê-lo entrando na sala. – Como estão as crianças?
Caesar colocou o casaco e as luvas no armador, puxou uma cadeira e sentou-se.
– Devastados. Sinceramente, será fácil conseguir tomar o poder deles. Claro, a menina é atrevida e altamente chata, mas tem uma grande afinidade com os irmãos.
– Charlotte é imprudente, age por impulso. – Veronica disse de ombros – Ela será a peça mais previsível de tudo, o que levara os irmãos a ruina.
Caesar passou a mão na cabeça, estava completamente inquieto desde que olhara para Charlotte, algo nele dizia que ela não era tão ingênua como Veronica dizia. Quando viu e ouviu a forma como ela andava, falava e agia perto dos irmãos era completamente diferente de como ele esperava que ela fosse.
– Está me ouvindo, Caesar? – Veronica estalou os dedos.
– Onde está Jas? – ele perguntou, mudando o assunto.
– Não sei e não me interessa. Jasmine nem sonha que estamos do lado dele. Ela gosta muito daquele Benjamin Montgomery, não aceitaria ficar contra ele. – Veronica revirou os olhos e jogou o cabelo para trás.
***
– Alguém nos viu? – Charlotte perguntou olhando para os lados. Pulava hiperativa ao lado de Peter que a olhava sem entender.
– Talvez. – Benjamin disse – mas não passamos de jovens de luto em estado de negação e rebeldia.
– Benjamin, você está bem? Por que anda concordando com tudo e sendo positivamente imprudente junto comigo e Charlotte? – Peter disse e Charlotte o empurrou quando ele disse a ultima frase.
– Por que ele verá Jasmine no memorial e creio que nosso Ben esteja apaixonado. – Theo se juntou ao lado de Peter e eles ficaram parados olhando Benjamin.
– A presença de vocês me irrita profundamente. Vamos logo. – Ben disse e saiu em disparada com os outros atrás.
Pararam em um subúrbio, onde havia prostitutas, ladrões e cafetões. Charlotte sentia aquela velha sensação de poder vindo do seu estomago, estava perto do sangue e aquilo era adrenalina pura. Se separaram, porem continuaram próximos, Theo seduziu uma mulher que estava altamente drogada e a levou para o beco.
– O doce gosto da heroína. – disse ele passando o dedo no rosto da mulher e enfiou as presas no pescoço dela.
Benjamin era mais seletivo, preferiu uma sóbria porém já velha demais para continuar naquela vida. Charlotte e Peter, estavam juntos e viram uma mulher apanhando de um cafetão.
– Acho que achamos nosso lanche. – Charlotte disse sorrindo.
Peter puxou o homem e o jogou contra a parede e rapidamente Charlotte o encurralou, mostrando as presas e as cravando nele. Não demorou para que Peter fizesse o mesmo com a mulher, sugaram suas vitimas até a ultima gota.
– Ah, como é delicioso direto da fonte. Creio que pudemos tomar mais, essa aqui estava com um gosto de varias bebidas e cocaína. Acha que estou ligado para uma festa? Eu me sinto insano!
Charlotte riu e Peter a acompanhou.
– Vá atrás de outra, agora irei sozinha a caça meu irmão. – em questão de segundos Peter não estava lá e Charlotte tirou o isqueiro do bolso e jogou nos corpos.
Theo apareceu e a empurrou para o fundo do beco, onde caixas e treco os escondiam quem passasse por ali. Sem dizer uma palavra, ele a beijou. Beijou tão feroz que a fez gemer internamente, as mãos dele passavam pelo corpo dela e ela sentia a adrenalina mais e mais fluindo do corpo, estavam chapados.
– Eu quero você. Agora. – ela disse ofegante. E Theo abaixou as calças dela e as dele, a ergueu e a penetrou com força. Charlotte estava tão excitada e mordeu Theo, o que o fez acelerar o ritmo dentro dela, sentir seu sangue ser sugado por ela era extremamente excitante.
Ele a virou de costas e ela empinou para ele, que mais uma vez a penetrou, estavam completamente loucos e chegaram juntos ao orgasmo. Theo se aproximou do pescoço dela e a mordeu, fazendo ela empinar mais ainda nele, ele desceu a mão pelas costas e deu um tapa na bunda dela e enfiou os dedos no sexo dela.
Enquanto a sugava, a provocava e em pouco tempo, Charlotte explodiu em outro orgasmo. Theo levantou as calças dela e as dele e lambeu os dedos onde estava melado com o gosto dela.
– Você é incrivelmente deliciosa, minha Charlotte.
Charlotte se virou de frente pra ele e disse em seu ouvido.
– Continuaremos mais tarde.
***
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