Os Montgomery: A Rainha Perdida
10 Kings and Queen - Part 2.
Notas iniciais
''Eu estava em cima de outra guerra, outra jóia na coroa
Eu era o medo do homem''
Lost It All — Black Veil Brides.
Benjamin apresentou Charlotte para os convidados, eram tantos que ela não conseguia gravar os nomes, não conseguia pensar direito. Todos olhavam a herdeira do trono dos condenados, o cheiro de sangue nas taças de alguns convidados a deixava tonta.
Charlotte saiu do grupo de conversa que estava Benjamin, Jasmine, Veronica e um casal que ela não lembrava o nome. Foi andando pelo salão, tentando encontrar Theo ou Peter.
– Minha Rainha. — Klaus disse se aproximando de Charlotte, a mesma se virou para ver de onde vinha a voz. — Não fomos apresentados ainda, sou Lorde Klaus, líder do clã italiano.
– Charlotte Morello Montgomery. — Charlotte disse e tentou sair da frente dele.
– Você é muito bonita.
Charlotte deu uma risadinha debochada e saiu pelo salão atrás de Theo.
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Canadá.
Robert estava sentada na mesa de reuniões com os xerifes dos continentes, ele sentia sua cabeça latejando cada vez que ouvia a voz deles. Edward Phillips, xerife do continente norte-americano e central tentava amenizar a confusão que estava.
Todos questionavam a volta de Charlotte, sua ascensão como Rainha e vampira, quem iria treina-la e quem estava por trás da sujeira dos sequestros humanos.
– Robert, você tem que deixar alguém treinar Charlotte. Não é porque ela sumiu por mil anos que a tradição de se tornar uma rainha vai não irá ser feita. — Joana Lopez, xerife do continente sul americano disse para Robert.
– Eu vou treina-la, Joana. — Robert disse dando de ombros.
– Você não pode, você é o pai biológico e vampiro. Você sabe que tem que ser treinado por outro mestre, para que o treinamento seja adequado e sem sentimentalismo. Ela nasceu para ser Rainha de toda a especie, igual a você, ela tem que ser treinada como você foi. — Gabriela Grenne, xerife do continente da Oceania, disse e depois olhou para Flavio.
– Vamos tirar um intervalo, senhora e senhores, colocar as ideias no lugar. — Edward disse e olhou para Joana.
– Sim, eu estou morrendo de fome. Você vem Gabriela? — ela disse e se levantou.
Gabriela foi atras de Joana, deixando os rapazes na sala. Robert passou a mão no cabelo e saiu, indo para a varanda da cobertura. Edward o seguiu.
– Eu não posso deixar ela nas mãos de ninguém, Edward. — Robert disse, contraindo o maxilar. — Ela não é como nós, ela não vai ter uma ascensão, ela já nasceu assim.
Edward pôs a mão no ombro de Robert.
– Se eu pudesse treinar sua garotinha, eu a treinaria com todo amor do mundo, assim como o treinei. Eu sou seu treinador, Robert e vi a dor nos seus olhos quando perdeu a sua mulher e sua filha. Mas você sabe que eles não vão me querer como treinador dela, sabem que eu sou o seu treinador e sabem que eu não iria ser um mestre certo.
Robert ouvia aquilo e a imagem de Charlotte caçando tão violentamente na mata, a forma como ela rasgava os bichos, ela nunca seria treinada por ninguém.
– Eu sei. Não posso escolher assim, é minha filha, não uma mercadoria. Não posso entrega-la assim, não como meus pais fizeram comigo. — Robert olhou para Edward — Eu tive sorte de ter você como Mestre, pois naquele tempo todos eram confiáveis.
Depois de uma hora, todos os seis voltaram para a sala de reunião. Todos sentados até que Gabriela disse
– Decidiu quem ira ser o tutor de sua filha, Vossa Majestade. — ela enfatizou desdenhosa o ''vossa majestade''.
– Não, não posso lhe dá uma resposta agora, Gabriela. — Robert disse.
– Você tem uma semana para decidir quem será o treinador de Charlotte, Robert. — Gabriela rebateu.
Robert bateu forte na mesa e levantou. Todo seu poder emanava, todos da sala, querendo ou não se encolheram e abaixaram a cabeça. Robert emanava seu poder quando estava com raiva, todos sentiam o poder do Rei dos Condenados.
– Eu sou seu Rei — gritou ele para Gabriela e empurrou-a na parede, segurando o pescoço — eu não lhe devo nada e não tenho que ser subordinado a você. Fui claro?
Gabriela estava perdendo o ar e Robert a soltou e virou-se para os demais e saiu.
*********
Charlotte estava pegando outra taça de vinho, não havia achado Theo e nem Peter, estava bêbada para ouvir as lamurias de Benjamin, Veronica e Jasmine. Ela estava dançando com os convidados, de taça na mão.
– Parece que a futura Rainha gosta de se divertir. — Klaus disse pegando a taça de vinho dela e lhe entregando uma cheia. Charlotte pegou e revirou os olhos, tediosa com a presença dele.
Peter havia dito que Klaus estava preso na Itália como uma prisão e que tentaria destruir Robert, mas não era algo para se preocupar, porém Charlotte preferiu ignorar.
– Vejo que seus irmãos falaram de mim. — ele disse.
– Klaus, você é muito gato, de verdade. Se não fosse por você ser um cara problemático, eu já sei da sua historia, eu ate te daria bola. — ela disse e entregou o vinho. — Obrigada pela bebida.
Charlotte saiu do salão de festas e foi pro jardim, precisava de ar, sua cabeça estava rodando. Chegando aonde sempre ficava, lá estava Theo, bebendo uma taça de champagne e olhando pra lua.
– Boa noite, milorde. Posso me unir a você? — Charlotte disse e sentou ao lado. — Não importa, ja sentei.
Theo olhou pra ela e riu.
– Você está bebada no seu primeiro baile?
Charlotte deu uma risadinha.
– Obvio que não.
Houve um silencio e ela pegou um botão de rosa que ainda não havia aberto para se tornar uma linda rosa. Theo observou o que ela fazia, Charlotte cobriu o botão com as mãos e silenciosamente ofereceu a rosa para a mãe.
Ao abrir a mão, a rosa estava perfeita e aberta, e então ela pôs de volta no lugar onde antes era apenas um botão.
– Rosas não florescem no inverno. — Theo disse.
– Vamos voltar pro baile? — Charlotte disse.
– Claro.
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