Notas iniciais
Um novo capitulo fresquinho na cara do freguês!11!1

– Isso é um erro, Charlotte. Vamos ter que ir até o Canadá para ver o local do acidente e você simplesmente não pode ter o Klaus no porão daqui de casa. Eles vão julgar você e nem treinada você foi. – Benjamin dizia andando de um lado para o outro, ela estava cansada daquela ladainha toda. – Você vai ser coroada rainha, a volta da rainha perdida, acha que ter um dos lordes de Flavio sendo torturado por você vai ser bom para o seu reinado? Pense nas finanças, nas pessoas que seguem o legado Montgomery há séculos.

Charlotte estava em pé de frente para a janela, aguardava Ines chegar, ouvindo todo o discurso de bons modos de Benjamin. Ela estava calma, iria para o Canadá com eles e deixaria Klaus preso sim, era pra isso que havia chamado Ines.

– Você está me ouvindo... – Benjamin disse em um suspiro.

Charlotte se virou e serviu um pouco de conhaque.

– Infelizmente, eu estou. – ela respondeu e bebeu um gole em seguida e fez Ben revirar os olhos pra ela.

Benjamim se calou por ora, observando Charlotte beber o conhaque vendo o jardim pela janela. Sentiu um leve arrepio quando viu que ela estava brincando com o dedo dentro do copo mexendo e quando viu, o liquido caramelo havia virado sangue, ela levou o copo até a boca e bebeu.

Ele percebeu que talvez estivesse subestimando a irmã e que as ameaças que fizera a Klaus pouco tempo eram pra valer. Ela poderia ser um perigo para todos, tinha que ser treinada, tinha que ter alguém de confiança ao lado dela antes que Caesar decidisse isso, antes que alguém que não sabia do poder fatal que ela tinha.

– Sinto falta da chuva. – ela disse melancólica. – Está tão quente.

Sua voz parecia distante para Benjamim.

– Aposto que pode fazer chover. – Peter apareceu tirando o copo da mão de Charlotte e vendo que estava sujo de sangue.

– Seria um gasto de poder desnecessário pra um momento como esse, irmão. – ela disse sorrindo irônica e sentando-se ao lado de Benjamim. – Onde está Theo?

– Falando com Caesar. Digo que as coisas que nos esperam no Canadá não são boas. – ele ergueu o copo para uma saudação e depois suspirou.

Ana entrou na sala tímida.

– A Sra. Morello esta aqui, senhorita Charlotte. – disse ela olhando para Peter e Benjamin assustada.

– Tudo bem, Ana, pode a mandar vir até aqui. Obrigada. – Charlotte sorriu para a mulher que saiu em seguida.

Ines apareceu majestosa na sala, fazendo Peter se engasgar com a bebida, Charlotte levantou e deu um abraço na sua avó.

– Fico feliz em vê-la, minha querida. Você parece bem forte, está linda. – Ines disse passando a mão no cabelo de Charlotte que sorria.

– Eu queria que tivesse vindo para o Baile de Estação.

– Algumas tradições precisam ser mantidas. – Ines olhou para os meninos – Soube o que aconteceu no Canadá, eu sinto muito.

Os três se mantiveram calados, ela estava sendo a primeira pessoa que estava dando condolências sobre a morte Robert. Benjamin agradeceu apenas com um gesto coma cabeça.

– Vai querer tomar alguma coisa? – Benjamin ofereceu.

– Um chá. Porque fui chamada aqui, Charlotte? – Ines olhou para ela, seria.

– Vamos ter que ir para o Canadá e a casa não pode ficar sem alguém. – Charlotte estava hesitante – Eu capturei Klaus, ele está preso lá no porão. Com um feitiço.

Ela ficou hesitante se falava sobre o feitiço localizador, mas preferiu não comentar e sentiu que os meninos também pensaram sobre isso. Ines percebeu que havia algo por trás porém não comento. Theo chegou e pareceu surpreso com a presença de Ines.

– Sra. Morello – disse educadamente lhe cumprimentando.

– Theodore. – ela respondeu e virou-se para Charlotte – Você quer que eu fique com Klaus? É isso?

Charlotte olhou para Peter e voltou para Ines.

– Sim e se precisar, mata-lo.

– Eu não posso fazer isso. – ela disse depois de um momento calada.

Charlotte deu uma risada nervosa.

– O que?

Ines olhou pra ela.

– Eu sei o que você pretende, você não pode fazer vingança, uma pessoa como você...

– Uma pessoa como eu o que? – Charlotte se alterou e os meninos se puseram ao seu lado. – Não posso o que? Eu perdi minha família. Minha mãe, meu pai. Se você não sente nada, eu sinto. Sua filha foi morta por uma injustiça e agora meu pai...

– Eles virão atrás de você, Charlotte. – Ines disse dando um passo para atrás e a menina sorriu.

– Mal posso esperar por isso, vovó. – ela cuspiu as palavras e não precisou ela dizer mais nada para que Ines saísse de lá.

O clima ficou tenso, Theo segurou Charlotte pelo ombro, tentando acalma-la e beijou o alto da sua cabeça entre os cabelos, viu o corpo dela relaxar.

– Ela está do lado deles. – Benjamim disse e todos olharam pra ele. – Ela tremeu quando você disse que pegou Klaus, ainda bem que não mencionou o feitiço localizador.

– Estamos por conta própria. – Theo disse – Iremos amanha para o Canadá. Melhor resolver o caso Klaus.

Charlotte olhou para o chão e não sabia o que iria fazer.

********

Canadá.

Em um quarto escuro em um prédio isolado da cidade, estava o refugio.

– Mestre, os irmãos Montgomery estão chegando amanhã na cidade. – a moça disse baixo.

– Que ótimo, irão velar o resto do pai. A rainha Charlotte virá? – o homem perguntou.

– Sim, Mestre. Ela e os rapazes.

– Provavelmente irão demorar na cidade, eles terão que realizar o baile de coroação para os novos xerifes e para Charlotte. – o homem pensou alto – Pode ir, obrigado por avisar.

Quando a garota saiu, o telefone tocou e o homem atendeu.

– Veronica, muito bom ouvir uma voz conhecida. – ele disse sorrindo.

– Eles estão com Klaus. A nova rainha é perigosa. — Veronica disse do outro lado.

– Eu mal posso esperar para vê-la.

– Tenha cuidado, as coisas podem sair do curso, vamos com calma.

­– Claro, claro. Continue fazendo seu trabalho, até mais.

O homem andou pelo quarto e parou diante do espelho e viu a cicatriz no rosto. Passou o dedo e lembrou dos cortes feito por Robert Montgomery.

– Os filhos sempre pagam pelos erros do pai, jovem Charlotte.

*****

– Olha só, Sr. Montgomery Esquisitinho. – Klaus estava sentado com a cabeça encostada a parede quando viu Theo.

– Você não vai dizer nada mesmo não é? – Theo disse colocando as mãos no bolso.

Klaus apenas retribuiu uma risadinha.

– Nunca gostei de você, Theodore Montgomery e sua irmã, então... – ele percebeu a reação de Theo — Olha só... Parece que a família não é tão moralista assim, temos um caso incestuoso aqui.

– Cala a boca. – Theo deu um passo a frente.

– Não... Vocês já foderam? – Klaus riu novamente. – Olha, aqui entre nós, pode me contar... Ela é gostosa na cama tanto quanto é andando? Por que eu fiquei com muito tesão nela, se ela transa com um irmão, acho que eu teria chance de da uma trepadinha com ela né?

Theo estava no limite e não ligou pro feitiço, puxou Klaus pela camisa e empurrou contra a parede.

– Cala a boca seu filho da puta. – deu um soco nele que Klaus caiu e Theo continuou chutando e chutando. Quando Klaus levantou para ir pra cima de Theo, Peter apareceu por trás arrancando a cabeça de Klaus.

– Peter...

– Você e Charlotte? – ele disse engasgado.

– Aconteceu.

Peter apenas virou-se e saiu, deixando Theo com os restos de Klaus no chão.

Notas finais
Huuum, negocio ta esquentando.... pra quem acompanha, agradeço e espero que esteja gostando. beijãao