Os Mendozas, 16 anos depois
315 Capítulo 316 VISITANDO OS AVÓS
316 VISITANDO OS AVÓS
Armando e Betty estão finalmente tomando seu café quando os gêmeos Aninha, Dona Adriana e dona Leia chegam.
A- Que demora!
Levanta para abraçar os filhos junto com Betty.
B- Estávamos preocupados.
DA- Não precisava... sabe que cuidamos bem deles.
B- Não é isso... estava preocupada com vocês... vieram sim, para nós ajudar, mas para passear também!
A- Eu não! Estava preocupado com meus filhos.
Senta no sofá com os três.
DL- Disso eu não tenho duvidas!
B- Não ligue para ele... olha hora, eles precisam almoçar...
DA- Já almoçaram querida... vocês que estão atrasados... ainda no café... acordara agora?
Betty fica roxa de vergonha.
B- Não... acordei cedo e deixei os meninos irem à praia.
DL- Ainda bem... (sentando no sofá) eles estavam me enlouquecendo com essa praia.
A- Eu não gosto disso... poderiam estar aqui em frente... nem sei para a onde meus três filhos estão nesse momento.
B- É claro que você sabe meu amor... estão juntos... você acha mesmo que não sei que eles estão sendo vigiados por segurança.
Armando faz biquinho de inocente.
B- O hotel providencio um carro para os meninos... não me faça de boba.
DA- Ele está certa querida... essa cidade é muito violenta!
B- Todo lugar é dona Adriana e não defenda esse seu filho postiço que ninguém o segura.
Armando sorri para a amada senhora.
Nisso o celular de Betty toca.
B- Oi Ruth... a onde está?
Ruth está na praia com um biquíni bem sexy pegando uma cor.
R- Estou pegando uma cor, mas já estou indo para a casa de meus pais... vocês tem que ir para lá.
B- Agora? Pensei que só nos veríamos á noite!
R- Mamãe quer conhecer a família da neta antes, longe da festa.
B- Mas os meninos não estão aqui ainda.
R- Eu sei, já liguei para o Leandro e eles já devem chegar em breve.
B- Mas... preciso me arrumar... ir ao salão.
R- Querida... você está em um dos melhores hotéis do mundo... aí tem salão.
B- Sim... eu sei, mas que roupa vou... não recebi o convite.
R- Não se preocupa com isso... depois que saímos da casa de mamãe iremos juntas ao salão daí.
B- O Edgar está contigo?
R- Que nada! Aquele branquelo odeia praia. Beijos querida!
B- Beijos. (desliga) Meu amor... vamos até a casa dos pais dela agora.
A- Mas...
Armando se lembra do tamanho da casa.
A- Se já tem gente lá... como eu ainda irei com os meus seis filhos e elas duas?
DL- Não se preocupem comigo... não quero conhecer casa de pobre! Já tenho a minha!
DA- Nem eu... iremos descaçar!
DL- Nada disso... vamos bater perna nesse calçadão... ou como se diz por aqui... estou fora!
Armando sorri com a gíria.
A- Mas mesmo assim... é muita gente naquela casinha... você lembra o que a Ruth disse que meus filhos não caberiam todos na casa.
B- Ela estava brincando meu amor. (risos) Não deve ser tão pequena... dona Terezinha teve quatro filhos.
A- É verdade...
DL- Você não tem ideia do quanto pobre pode acumular filho em um quarto e sala. (sai rindo)
Armando volta a olhar para a mulher preocupado e nisso quem fica é ela... será que esse homem vai aprontar nessa casa?
Nisso os meninos chegam todos vermelho para o desespero dessa mãe.
B- Meu Deus... não passaram filtro sola??
JO/AL- Passamos... mas... ai... (sente ardência nas costas) o sol do Rio é bem mais forte do que de Cartagena!
B- Mas é claro... vamos ao banheiro que quero cuidar disso!
JO- O que? Mamãe não temos idade para tomar banho com a senhora.
B- Pouco me importa isso agora... vamos os dois para o banho... Jesus... parecem um camarão.
Betty empurra os filhos para o quarto sob os olhares do marido.
A- E vocês passaram filtro nos meus outros filhos?
DA- Nem vou responder isso! (sai)
A- Deixa-me ver se estão vermelhos...
Armando procura cada pedacinho dos filhos para ver se acham vermelhidão.
No quarto dos meninos Jorge já tomou banho e está enrolado em uma toalha enquanto Betty passa hidratante... o menino reclama da ardência.
JO- Aii mãe.
B- Meu filho... perdoe-me, mas se não passa vai ser pior... porque não usaram o filtro?
JO- Usamos... usamos... mamãe as primas nos deixaram passar filtro nas costas dela. (animado)
B- Que bom, não é mesmo. (risos)
Nisso Alex chega também enrolado na toalha.
AL- A senhora não tem noção como aquelas meninas são gos... (se liga) são bonitas mamãe!
B- Eu sei... elas usaram biquínis em Cartagena.
JO- Aquilo não era biquíni... tinha que ver o que ela usava hoje e o pior.
JO/AL- Camila também!
AL- Deste tamaninho. (fazendo gesto com as mãos)
B- Não contem para o seu pai!
JO- Claro que não! Não somos mais remunerados para vigiar a cumpridora!
B- E ela se comportou na praia?
AL- Não sei mamãe.... a senhora acha mesmo que ficaria olhando para Mila com tanta mulher naquele lugar?
AL/JO- Nem pensar!!
Betty não se aguenta e tem que ri passando hidratante agora em Alex que também reclama.
Edgar está na cozinha da casa de seu sogro quando escuta um barulho no quartinho.
Deixa explicar melhor como é esse quartinho... nos fundos da casa existe uma varanda gradeada... e mais nos fundos existe um quartinho cercado por muros e esse quarto existe apenas uma porta e uma janela... ele é pequeno, mas cabe normalmente uma cama de solteiro com um armário e uma tv velha... ao lado desse quartinho fica um tanque daqueles bem antigo de cimento e uma maquina de lavar, com ainda outras duas pias mais modernas... ou seja, a casa é moderna e antiga ao mesmo tempo.
Como dizia, Edgar ouve barulho vir no quartinho e vai até lá e encontra Leandro varrendo.
E- O que faz aqui?
L- Limpando papai.
E- Isso eu estou vendo, mas para que ou por que faz isso?
L- Por que quero deixar limpo papai. Papai... o senhor dormiu aqui ontem?
E- E do que isso te importa meu filho? O que está aprontando Leandro!
L- Papai... eu nunca apronto nada... pode responder?
E- Dormir no meu quarto... mas se quer saber se estive com sua mãe ai ontem?
L- Sim... quero!
E- Sim, estivemos!
Leandro começa a tirar os lençóis e colcha deixando seu pai mais preocupado.
E- O que está fazendo garoto? Para com isso!
L- Não posso papai tenho que arrumar o quarto!
E- Leandro. (segura o filho) Não faça isso... eu já troquei os lençóis... meu filho... não vai trazer sua noiva para esse quarto... é perigoso!
L- Eu não disse que quero trazer papai.
E- Então porque está arrumando tudo isso?
Leandro não responde e sai, voltando logo em seguida dom um botão de rosa vermelha e coloca na cama já arrumada por ele.
E- Não vai me responder? Agora é assim? Faz o que quer?
L- Pelo contrario papai... eu não faço o que quero... eu tento fazer o que posso... agora vamos sair daqui antes que mamãe chegue da praia e nos pegue aqui. (empurrando o pai para fora do quarto)
E- Ela já chegou... deve está no quarto... e se ela resolve entrar aqui hoje? Não pensou nessa possibilidade?
L- Ai entra a sua vez!
E- A minha vez? Então pretende me colocar nessa loucura? (já sem paciência)
L- Não... papai... mantenha a mamãe longe desse quarto... é só isso que peço!
E- Pois se tentei a minha vida inteira!
L- O quarto de vocês tem ar condicionado agora... fiquem lá.
E- Não pretende dormir com a Camila ai, não é?
L- Papai não posso falar da minha intimidade.
E- Eu concordo que tenha que preservar a sua intimidade, mas ela está invadindo a minha.
R- Do que falam? (secando os cabelos)
E- Nada querida... (sorri sem graça)
R- Não vou para ai agora Edgar... esqueceu que Betty e os filhos estão chegando.
E- Jamais passou pela minha cabeça. (mais ainda)
R- Como foi à praia meu filho, sua noiva se comportou ou teve crise de ciúmes como foi da outra vez?
L- Ela sempre se comporta mamãe!
R- Sei...
L- Vou espera-los no portão! (sai)
R- O que houve Edgar? Por que ele está com aquela cara de desespero? O que ela aprontou dessa vez?
E- Já combinamos...
R- A Catarina me disse que a sua nora ataca o nosso filho... ataca!
E- Ela exagera... vamos entrar...
Edgar leva a esposa para dentro da casa que dona Terezinha faz um café especial para esperar a família Mendoza.
Na porta do hotel, todos se reúnem no salão esperando por Olavo que não demora.
B- Meu amor... vamos aparecer lá de limusine... que vergonha.
A- Oras... tem vergonha do dinheiro que tem?
JO- É mico papai.
A- Betty, eu tenho seis filhos... qual carro que caberiam todos?
Nisso Olavo chega.
O- Boa tarde!
B- Olavo tem algum carro que possamos ir.
O- A limusine está preparada.
B- Que não seja ela.
Olavo não entende.
A- Betty está com vergonha de ser rica.
B- Não quero chegar ao subúrbio a essa hora de limusine... é extravagante.
O- Bem... tem... um Fremont... atrás ficariam as três cadeirinhas e os meninos nos bancos de trás... mas estariam um pouco desconfortáveis.
Al- Preferimos a pagar esse mico.
A- E vai demorar?
O- Não... só vou pedir para tirarem as cadeirinhas e colocarem no meu carro.
B- Aiii não é o seu carro... não quero fazer isso.
O- Não se preocupem... o hotel tem muitos carros e posso muito bem ir de limusine para casa... tirar uma onda. (sorri)
A- Tem certeza que não vai te trazer problemas?
O- Claro que não... se quiser ir para a porta do hotel, é bem rápido! (sai)
Leandro está no portão da casa dos avós quando Camila chega com as primas com shortinho e uma blusinha e usando chinelos.
L- O Rio mudou minha noiva. (sorrindo)
C- Já estava com saudades. (agarra e o beija)
K- Novidade isso prima!
Ana- Vamos entrar?
C- Não... papai me ligou pedindo que esperasse ele chegar... quer entrar com todos os filhos. (risos)
LU- Uma grande entrada.
C- Acho que sim! (risos)
K- Te esperamos lá dentro.
Todas entram deixando o casal do lado de fora abraçadinhos.
Camila beija seu noivo com carinho.
L- Meu amor... quero que não se preocupe... está tudo arrumado.
C- Não estou preocupada meu amor... sei que já arrumou tudo... não vejo a hora de ir para lá.
L- Mas não será agora e sim à noite... na festa.
C- Eu sei, não sou louca de me enfiar com você no quartinho com papai dentro dessa casa.
L- Que bom!
Camila percebe que seu noivo está ainda mais nervoso e sorri mais uma vez vitoriosa... nisso o pai encosta o carro.
L- O senhor sabia o endereço, meu sogro?
A- Claro que não! Nem sabia que esse lugar existia... o gps me trouxe.
Armando olha para a filha e a roupa que veste.
A- Mas que roupas são essas?
C- Papai. (o beija) Eu não poderia circular por ai com aquelas roupas... essas são melhores para o bairro.
A- Humm
Betty beija e abraça.
B- Já estava com saudades da minha joia preciosa... olha está rosadinha do sol.
C- Que nada... continuo uma cera. (risos)
Nesse momento, Armando olha para a casinha... com uma varandinha... uma porta e uma janela... a casa é pintada de verde... parece que foi recentemente pintada e reformada, mas continua sendo uma casa velha.
“Nossa... essa casa além de micro deve ter uns 100 anos.” – Pensa esse lindo homem.
A- Ainda bem que não trouxe o carrinho... não passaria pela porta. (sem graça)
B- Meu amor se comporte! Se comporte! Se comporte!
A- O que foi Betty?
B- Não brigue com Ruth dentro da casa da mãe dela.
A- É só ela não me provocar! (revirando os olhos)
Nisso Ruth escuta a voz deles e vem recebê-lo.
R- Entra gente... mamãe chegaram!
Armando pega os gêmeos no colo enquanto Betty pega Aninha pela mão.
R- Entrem.
Armando entra pela casa olhando tudo... existe um sofá de dois lugares... um de três lugares uma antiga mesa de madeira de lei com seis lugares... as cadeiras ainda eram originais, estofadas com um veludo vermelho... muito usado anos atrás... uma estante também antiga e uma tv bem moderna... muitas plantas e flores espalhadas pela casa... ele sorri ao ver que está sendo observado por uma linda e pequena senhora com os cabelos brancos e um senhor também bem magrinho.
T- Oi meu filho... sou Terezinha... não da Ruth!
A- Prazer sou Armando Mendoza e essa é minha família. (sorrindo orgulhoso)
T- Essa branca eu já conheço... que saudades. (abraça forte Camila)
C- Essa é minha mãe vó.
Betty também recebe um abraço.
B- Esses são... Jorge Enrique, Alex, Ana Maria e no colo do pai é Armandinho e Fernandinho.
CH- Que família bonita... meu nome é Francisco, mas todos me chamam de Chiquinho.
T- Sentem!
As primas abraçam Betty e Armando fazendo uma festa.
Armando e Betty sentam no sofá de três lugares junto com Ruth.
Nisso chega Edgar.
E- Espalhem-se crianças.
Os meninos e Aninha logo acham a onde sentar.
T- Meu filho... que bebes lindos... pode colocar no chão... está limpo.
Armando coloca os gêmeos no chão.
R- Viu Armando, coube.
Ruth ri enquanto ele fica sem graça.
T- Então vocês são os pais dessa menina maravilhosa.
B- Espero que ela não tenha dado trabalho.
T- Nenhum... ajudou-me a lavar a louça... essa menina é de ouro... vocês com tantos filhos souberam cuidar, dar educação... eu não fui feliz com duas de minha filhas.
Ruth logo fecha a cara.
T- Ruth sempre me deu trabalho com namorados.... tem um gênio... ciumenta... meu Deus!
Armando olha para ela vitorioso... não precisa falar mal dela a mãe faz.
T- E a Catarina... não se entende com o marido.
R- Mamãe... não vai ficar falando mal de nós agora, não é?
T- Não no momento... mas vamos para a área que fiz um cafezinho para vocês tomarem.
B- Não precisava.
T- Eu sei... pensei em servir aqui na mesa da sala que é mais chique. (sorri) Mas minha branca aqui sente muito calor.... ela sofreu tadinha com o calor aqui do Rio, Ruth teve que comprar um ar para ela.
C- Não precisava vovozinha... eu estava bem.
R- Estava nada... achei que essa menina ia derreter nesse calor. (risos)
CH- Vamos para a área.
Armando volta a pegar os gêmeos e todos vão para a área... a área é basicamente uma mesa grande também com cadeiras de ferros daquelas antigas e desconfortáveis... Betty ve que em cima da mesa tem uma linda tolha de mesa protegida por um enorme plástico e sorri isso a faz se lembrar de casa tanto que olha para Armando que devolve o sorriso... a mesa toda arrumadinha, com varias comidinhas e bolos é a cara de dona Julia.
CH- Ela fez tudo, não me deixou comprar nada!
T- Sentem-se.
A onde não tem cadeiras, tem bancos enormes que são ocupados pelos jovens... Armando novamente deixa os gêmeos no chão.
T- São os bebes mais lindos que já vi na vida... olha Chiquinho parecem que saíram de capas de revista.
A- São idênticos a Betty... todos os meus filhos parecem com ela.
Terezinha olha cada filho e percebem que essa mãe não deixou nada para frente... todos os filhos são a cara do pai.
T- Sim... (sorrindo para Betty que devolve o sorriso)
Eles começam a comer felizes... Armando fica encantado com as coisas que estão à mesa... Betty observa a louça e vê que não é as louças simples que a filha descreveu.
R- Estão estranhando a louça?
B- Que isso... (sem graça)
R- Essas são um presente de Camila... ela mandou algum tempo.
Armando sorri orgulhoso da filha que é beijada por Terezinha.
T- Ela é uma menina de ouro... uma joia.
L- Uma joia preciosa vovó!
Betty sorri.
Armando volta a observar tudo e vê o pequeno quarto aos fundos.
E- Está olhando para ele.
A- Ele o que?
E- O quartinho. (ao ouvido dele)
Armando observa a distancia da casa e se sua filha fosse arrastada para lá ela gritaria e ninguém ouviria e a criatura dos infernos poderia abusar de sua filha o quanto quisesse.
B- Meu amor... meu amor...
A- Oi? (sua mente retorna a mesa)
B- Dona Terezinha está falando com você.
A- Perdão... o que dizia?
Mas esse pai não quer saber de mais nada... apenas do que houve naquele quarto quando a filha esteve aqui e afinal, o que teria lá dentro?
FOTO DE RUTH NA PRAIA

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