Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses

13 Um pequeno engano! Uma grande descoberta! Part. 01


Notas iniciais
Olá! Aí está um novo capítulo.
Desfrutem e no final... Deixem seus reviews!
Boa leitura!

Os Lendários Guardiões

–Templo dos deuses-

Livro 1: Planta ......................................................................... Capítulo 13:

Um pequeno engano... Uma grande descoberta! Part. I

A floresta estava calma naquela manhã. Os pássaros cantavam e alguns animais se dirigiam até a “árvore principal” para beber seu néctar delicioso. Edward estava usando roupas da aldeia, adaptadas ao seu corpo e sugestões, já que é um convidado da pessoa mais importante daquela floresta. Ele usava uma calça preta meio justa. Usava uma camisa preta de mangas compridas e uma jaqueta de algodão por cima da camisa. Todas essas roupas estavam justas ao seu corpo. Por cima da jaqueta, um colete também preto o aquecida, devido ao clima daquela região ser frio. Seus cabelos estavam vermelhos, meio longos, mas cortados até a altura da nuca. Seus olhos estavam verdes e sua pele, por falta de sol, estava meio clara, mas ela sempre foi assim. Suas botas eram longas e feitas de couro e com o cano feito com tiras de ferro.

Edward Elrick estava em mais um longo dia de treinamento com Lord Plantmort. Os quinze dias que se passaram foram totalmente aproveitados e cheios de ação e aprendizado. Edward gostava de estar naquele lugar onde se sentira tranquilo e entre sua família, porém tinha saudades de seus pais e sua casa.

Em três dias, praticamente a maioria dos alunos que estavam em missão foram capturados e presos nas prisões da cidade que nem ele sabia onde era. Nesses quinze dias de treinamento e estudo, Edward havia amadurecido bastante, tanto no lado mental quando no lado físico. Plantmort ajudava Edward em muitas coisas. Tais como treinamento de localização, treinamento de orientação, treinamento de resistência e em lutas corpo a corpo. Silas o ajudara também. Juntos, Edward aprendeu a usar seu arco e flechas.

Agora, Edward estava no final de seu treinamento sobre reconhecimento das plantas com Plantmort. Sua manipulação de planta havia evoluído consideravelmente e estava apenas aperfeiçoando o que sabia.

–... Estas plantas são chamadas de Raíz de Mandrágura.-disse Plantmort. –Esta planta sempre sonhou em ser um humano, porém nunca conseguiu realizar esse desejo. Mas nós a usamos para absorver as doenças de nossos habitantes.

–Mas ela sente dores e tudo mais?-perguntou Edward enquanto estava junto de uma árvore grande.

–Sim.-respondeu Plantmort. –Para que ela cure as pessoas, é necessário que alguém a coloque em uma cuia e a coloque em baixo da cama do enfermo. Toda a manhã deve ser banhada com leite fresco junto com sete gotas de sangue humano.

–Legal... Mas tem uma coisa que me preocupa...-disse Edward olhando para o céu, riscado pelos galhos das árvores.

–O que é Edward?-perguntou Plantmort levantando-se do chão da floresta. –Serão saudades dos aldasianos?

–Não sei... É que eu estou com saudades dos meus amigos.-respondeu Edward meio tristonho. –Tem um bom tempo que não os vejo. Além do mais, nós treinamos pela floresta toda e não vimos ninguém da escola. Ou eles já encontraram a torre, ou aconteceu alguma coisa com eles.

–Ora, meu jovem... Vejo que seu coração ainda não esqueceu os aldasianos.-disse Plantmort. –Mas se eu puder ajudá-lo, eu não insultarei os aldasianos. Tentarei esquecer o que eles fizeram.

–Isso ajuda bastante.-respondeu Edward. ­­–Obrigado.

–Caro Edward, vamos embora?-disse Plantmort após olhar para trás e ter visto três silhuetas humanas. –Precisamos ir para casa.

–Lord Plantmort, se o senhor quiser, o senhor pode ir para a aldeia que depois eu vou.-disse Edward querendo ficar um pouco sozinho. –Eu te prometo que chego antes da hora do almoço.

–Mas Edward... Por favor, Edward.-disse Plantmort olhando de vez em quando para trás. –Vamos embora e depois voltamos.

Edward queria ficar na Floresta, mas não queria despertar a ira de Plantmort. Quando estavam se retirando, Edward pode ouvir o que uma planta disse:

Cuidado! Abaixe-se, rápido!

No mesmo momento que ouviu isso, Edward se jogou no chão e dezenas de estacas atravessaram o corpo de Plantmort. Surpreso, Edward olhou para trás e só viu árvores.

–Está bem, Plantmort?

–Estou sim.-respondeu Plantmort ainda em pé, se regenerando. –O que foi isso? Parece que fui atingido por... Água!

–Água?!-disse Edward enquanto colocava a palma das mãos numa árvore próxima. –Será que é alguém de lá da escola?

A princípio, não viu nada. Apenas sombras.

Cuidado!–disse uma planta qualquer. –Vem dos lados!

Dito e feito! Muitas estacas de água vinham do nada e acertaram Plantmort, que estava procurando o que seria. Edward deu um longo salto e conseguiu defender-se.

–Plantmort, isso é algum treinamento?-perguntou Edward enquanto manipulava seu arco e suas flechas, já que estes eram feitos de madeira.

–Não que eu saiba! E o pior é que eu não sei de onde está vindo!-disse Plantmort. –Vamos para a aldeia! Vem!

Edward armou seu arco.

–Eu não vou.

–Não faça brincadeiras, Edward.-disse Plantmort enquanto se regenerava, mas uma parte da ferida estava congelada. –Temos que ir e buscar ajuda.

–Eu não vou, mestre Plantmort.-disse Edward olhando para os lados. –Imagine que isso é um treinamento. Não vou decepcioná-lo!

–Está bem. Mas deixe que eu te ajude a vencer...

–Não preciso. Obrigado por se importar comigo.-disse Edward enquanto manipulava umas videiras e as usava como escudo. –Eu, como herdeiro de um antigo clã, devo proteger meu território contra os invasores. Você me ensinou quase tudo o que sei. Agora é minha vez de botar tudo em prática.

–Está bem.-disse Lord Plantmort. –Tome cuidado e qualquer coisa não exite em me chamar.

Edward nem falou nada. Apenas viu Plantmort ir em direção à árvore e sumir na mata. Agora era Edward e o misterioso ser que o atacara de surpresa, ao qual não podiam enxergá-lo. Mesmo com seus milhares de olhos.

–Quem está aí?-gritou Edward em cima de uma árvore, tentando ter uma visão mais ampla. –Apareça!

Foi quando seis adagas vieram em sua direção. Edward deu um salto para trás e se segurou num galho. Quando olhou as adagas, elas estavam meio avermelhadas, como se alguma coisa estivesse ficando em chamas...

BUUUUMMM!!!...-fez a enorme explosão produzida pelas seis adagas.

Edward estava para cair, mas se aderiu a uma árvore. Não foi muito atingido, pois havia se coberto com um musgo pegajoso e molhado, pois acabara de chover. Edward não sabia de onde os ataques estavam vindo. Tentava saber a direção, mas era muito rápida a velocidade dos ataques. Além do mais, Edward estava um pouco cansado dos treinamentos que tivera.

–Lembre-se do treinamento de rastreação... Já sei!-disse Edward baixinho.

Edward ficou num canto da floresta. Seus olhos estavam fechados, mas seus sentidos estavam ativados. Passaram-se uns segundos até que ouviu uns gritos:

Cuidado! Vem da direita!

No mesmo instante Edward abriu os olhos, desviou da adaga e concentrou seu “senso de localização” à sua direita. Viu que havia alguém lá. Acima das árvores, ele tentou localizar quem era, pulando de galho em galho.

–É você!-disse ele pulando em cima do “espião”. Na verdade ele não pulou em cima dele. Apenas caiu bem próximo, mas foi surpreendido por um chute.

–Me deixe em paz!-disse um garoto de cabelos castanhos arrepiados. –Eu não quero lutar.

–Não dê... As costas... Pra mim!-disse Edward manipulando algumas vinhas, enrolando as mãos e pernas do garoto. –Como ousas me bater?

–Me solte... Seu...-disse o garoto se debatendo.

Edward estava parado, esperando que o pequeno corte em seu queixo, provocado pela bota de ferro do garoto, se regenerasse. Seus olhos estavam verdes, mas seus cabelos não. Vendo o garoto preso nas videiras, se contorcendo, lhe veio na memória o treinamento da roseira feito por Minerva...

–Quem é você?-perguntou Edward chegando um pouco mais perto do garoto.

–Não te interessa!-disse o garoto tentando se soltar. –Me solte!

Foi quando, de algum lugar da roupa do garoto, pequenos cubos coloridos começaram a cair, produzindo um forte estouro, ao qual desconcentrou Edward, enfraquecendo a resistência das videiras. O garoto, com muito esforço, conseguiu se soltar e rapidamente começou a lutar com Edward. O garoto dava socos e chutes em sequência, fazendo com que Edward ficasse impossibilitado de se defender. Os olhos de Edward ficaram mais verdes, junto com o cabelo. Imediatamente as raízes começaram a se locomoverem sozinhas.

–O que é isso?!-disse o garoto vendo as raízes virem em sua direção rapidamente. –Como ele fez isso?!

–Você é bem rápido...-disse Edward enquanto sua pele, “blindada” com uma camada de madeira, estava começando a se descascar. –Você é um espião?

Bem... Para termos noção da cena, imaginemos que as plantas da floresta estejam agindo como se fossem as areias do Gaara, do deserto. Pareciam estarem agindo involuntariamente, mas havia alguma coisa ali que as estava controlando. O garoto estava conseguindo desviar perfeitamente das videiras que vinham ferozmente ao seu encontro. De modo que, se ele por acaso errasse um movimento, poderia ser fatal.

–A única coisa... Que posso lhe dizer...-disse o garoto enquanto cortava algumas raízes com suas adagas. –É que não te devo satisfação!

Isso bastou para que Edward entrasse no meio das videiras e desse um horrível “soco amadeirado” no meio do rosto de Oliver. Seus punhos estavam 6x maiores, devido a aglomeração de madeira e raízes que envolvera para golpeá-lo. O garoto cambaleou alguns metros, mas logo se colocou em pé.

–Eu já disse!-disse o garoto segurando duas adagas, uma em cada mão, e vindo ao encontro de Edward, para a luta.

Tentava golpear Edward com suas adagas, que cresceram e estavam paracendo espadas, de um metro. Edward conseguia desviar dos golpes, mas na maioria das vezes usava suas plantas para atacar. O garoto era persistente e quase sempre conseguia acertar Edward, que logo se regenerava.

–Eu não quero lutar com você!-falou o garoto enquanto tentava dar socos em Edward. –Eu só quero salvar meus... Amigos!

Foi quando ele deu um salto e, rapidamente deu um giro, acertando Edward no rosto. Este caiu e ficou meio zonzo, mas consciente.

–Se eu quisesse bater em você, eu já teria batido.-disse o garoto e começou a correr rapidamente.

Edward estava sentado no chão. Seu corpo estava cansado e o garoto estava exausto demais para continuar batalhando. A Floresta Orchcraft era grande e, em certos pontos, era cercada pelo mar. Parecia uma grande ilha. Com as copas das árvores altas e cheias de galhos que se entrelaçavam, parecendo um enorme cobertor de folhas, a luz do sol não chegava muito ao chão, fazendo com que muitas plantas morrecem. Isso só não acontecia por causa dos fluxos de energia que cobria a floresta. Edward não conseguia ficar muito tempo sem contato com o sol. Na verdade, ele até conseguia, mas se sentia fraco e exausto. Como uma planta. Já que possui as características de uma.

–Eu tenho que alcançá-lo!-disse Edward após absorver alguns nutrientes da terra. –Agora ficou pessoal.-seus cabelos começaram a ficar verdes. Sua disposição melhorou e ele começou a correr.


O garoto corria entre as árvores da Floresta Orchcraft feito um louco. Em sua cabeça ele tentara descobrir um caminho certo, seguindo os padrões do plano.


–Flashback de Oliver (on)-

–Tem certeza de que é aqui?-perguntou Ellira enquanto manipulava a água da roupa de Caio, fazendo-a secar mais rápido.

–É aqui mesmo.-disse Caio sentando-se no chão. –Oliver, tá olhando o que?

–Ãh? Ah! Nada, não.-respondeu Oliver enquanto olhava a todos, sentados no chão. –O que vocês estão fazendo?

–Estamos esperando a Helleonora aparecer.-respondeu Caio, enquanto Ellira admirava o mar.

Minutos depois, uma voz conhecida chama.

Caio? É você?

–É ela!-disse Caio, enquanto produzia novamente a sala escura. –Falem com ela pelo pensamento. Ok?

–Ok!-disseram Oliver e Ellira ao mesmo tempo.

Helleonora. Eu trouxe Ellira e Oliver até aqui.

Helleonora. Amiga... Onde você tá?-perguntou Ellira.

Oliver não falou nada. Apenas pegou um pergaminho e uma pena.

–Que bom falar com vocês, gente.-disse Helleonora em projeção astral. –Olá pessoal!

–Pode dizer onde podemos encontrar você e o pessoal da escola?-perguntou Oliver, após se surpreender com o que vira. –Que bom que está viva.

–Tudo bem. Então vou explicar: eu e o resto do pessoal da escola estamos presos numa aldeia. Orchcraft é o nome dela. Eu não sei como chegar até a aldeia, pois não sei onde é o portal. Mas sei que, se vocês chegarem até aqui, talvez encontrem a saída juntos.

–Mas você disse que sabe a localização da aldeia.-disse Caio enquanto observava os raios de sol em cima da proteção.

–Eu realmente disse isso sim. Mas nenhum de vocês pode entrar em árvores. Ou podem?

–Eu não posso... Mas o Edward podia...-disse Ellira abaixando a cabeça. –Então, qual a outra opção?

–Segundo eu soube. Tem uns caras que saem para caçar e treinar na floresta e utilizam um portal.-disse Helleonora ficando um pouco mais nítida. –Se vocês conseguirem capturar um desses homens, talvez eles te ajudem.

–Com licença.-disse Oliver. –Caio, poderia deixar um raiozinho de sol entrar aqui?

Caio fez uma pequena abertura e isso fez com que a claridade entrasse no cubo. Oliver pegou seu pergaminho e começou a escrever.

–Já que vão escrever, eu preciso ir logo ao assunto.-disse Helleonora enquanto olhava para Oliver. –A entrada é uma árvore. Se não me engano, é aquela árvore docinha. Se lembram?

–Humm, como poderia esquecer...-disse Ellira com água na boca. –Mas pode dizer.

–Ótimo!-disse “Leonnora”. –O ruim é que vocês precisam entrar na árvore. E só o pessoal da aqui e o Edward podem fazer isso.


–Flashback de Oliver (off)-

–Ótimo! Acho que já despistei aquele garoto.-disse Oliver enquanto se sentava numa pedra. –Agora eu só preciso aguardar o sinal...

Oliver é interrompido por um chute no rosto.

–Por que você atacou a mim e ao meu mestre?-disse Edward enquanto colocava a mão numa árvore e absorvia a madeira. –Você tem sorte que eu não estou de mau humor hoje.

Com o rosto sangrando, Oliver se levanta e pega suas adagas. Quando ia dar um salto, umas videiras agarram seu pé e o puxam para baixo, fazendo-o cair feiamente no chão.

–Eu só estava fazendo o meu trabalho.-disse Oliver enquanto tentava se levantar. –Me deixe em paz.


Enquanto isso, Caio e Ellira correm até a árvore misteriosa.

–Tem certeza de que é aqui?-perguntou Caio enquanto marcava o território com marcas nas árvores. –Eu não estou sentindo cheiro nenhum.

–Não. Eu não tô seguindo o cheio.-disse Ellira enquanto olhava para o chão. –Foi aqui que a gente batalhou contra os caras. Lembra?

–Entendi... Nós caminhamos numa direção só.-disse Caio enquanto segurava a mão direta de Ellira. Ela ficou meio corada. –Pisa onde eu piso. Para não cair.

Caio então criou um tipo de pista de sombras que sumia quando eles passavam. Assim, não demorariam a subir os relevos do local.

–Espere!-disse Caio parando de repente.

–O que foi?

–Eu vi... Eu Vi!!!-disse Caio quase chorando.

–Viu o que?-disse Ellira curiosa.

–A libélula de ouro do Edward.-disse Caio enquanto olhava para um lado da floresta. –Me segue.

–Mas a missão...

–A líbélula de ouro seguia o Edward para onde ele ia.-disse Caio enquanto corria com Ellira numa plataforma de sombras a uma altura de dois metros do chão. –Se ela está na floresta, significa que o Edward também está e pode nos ajudar.

–Entendi... Mas não se desconcentra não, hein.


Oliver ainda estava no chão, mas em pé. Edward estava com seus braços cobertos por uma camada de madeira. Oliver estava segurando suas adagas, esperando o movimento de Edward. Este deu um salto da direção de Oliver, girando no ar e o atingindo com o calcanhar. Oliver o bloqueou com as adagas. Ainda no ar, Edward deu outro giro e o atingiu com um soco rápido. Este acertou Oliver, mas não o machucou muito.

–Você luta bem.-disse Oliver vindo na direção de Edward. –Mas não como eu!

Oliver deu um salto e, ainda no ar, deu um chute forte em Edward, que se defendeu com os braços. Foi quando sentiu uma forte fisgada em seu artebraço. Virou-se para ver. Era uma adaga e que estava para explodir.

–Não!-disse Edward jogando a adaga para o alto, mas estava muito próxima e explodiu ainda no ar. Sorte que era um gás sonífero que produziu uma grande curtina de fumaça.

–Pronto... Fique alguns segundos nesse fumaça e você dormirá feito um anjo...

–Anjo?-disse Edward no meio da fumaça. –Por que ser um anjo se o inferno é aqui?

Da fumaça que era dizimada pelo vento produzido pelas árvores, Edward saiu rapidamente e deu um chute em Oliver.

–Como... Como não durmiu?-disse Oliver se levantando do chão com a mão na barriga. –Aquilo lá tinha anestésico suficiente para derrubar um ogro em 10 segundos!

–Simples...-diversas raízes saíram do chão e prenderam Oliver numa árvore. –Eu não sou afetado pelos efeitos das plantas.-a árvore começou a ficar mole e então começou a cobrir a pele de Oliver, mas sem se misturar com seu DNA ou mesmo com as células da pele.

–Me tira daqui... Minha cabeça... Tá doendo...

–Calma, vai acabar logo, logo.-disse Edward levantando seu braço e a camada de madeira começa a virar um tipo de espada. Embora fosse de madeira, ela era afiada.

Quando Edward estava para degolar Oliver e matá-lo de vez. Edward pôde ouvir o zumbido produzido pela vribração das asas da libélula. Por um momento ele recuou, mas quando definitivamente ia dar o golpe uma grande parede de sombras o impediu de fazer contato com o garoto, de olhos fechados.

Cuidado!–disse uma voz, vinda da árvore em que Oliver estava preso.

Dando um salto mortal para trás, Edward pôde desviar das inúmeras estacas de água líquida jogadas por Ellira, que caiu no chão e, cortando a árvore com a água, salvou Oliver.

–Por que vocês vieram? O plano...

–Shiii.-disse Ellira com uma voz doce e suave enquanto estava lavando os ferimentos de Oliver. –Fica quietinho...

Caio estava à frente de Ellira e Oliver. Parecia não estar reconhecendo Edward por causa da pele de madeira, mas alguma coisa dizia que era mesmo seu amigo.

–Caio? Ellira?-disse Edward enquanto a “armadura de madeira” despedaçava e mostrava seus olhos verdes e seus cabelos vermelhos. –Por onde andaram, gente?

Caio, Edward e Ellira começaram a se abraçar. Edward estava chorando, mas era de emoção. Abraçava seus amigos com tanta força e entusiasmo que parecia até que era sua família.

–Como você tá, Edward?-disse perguntou Caio enquanto passava a mão em seu cabelo, bagunçando-o. –Seus olhos, estão verdes!

–É. Eu sei.-disse Edward sorrindo. –Ficou maneiro?

–Edward...-Ellira deu um forte abraço. –Que saudade.

Oliver não acreditara que havia batalhado com Edward. Logo a pessoa que ele queria conhecer pelo fato de falarem tanto dele queria matá-lo. Além do mais, Oliver só estava fazendo o trabalho dele de acordo com o plano: distrair o inimigo para que Caio e Ellira pudessem chegar até a árvore e executar a operação.

–Edward, você tá maior, tá mais musculoso e mais bonito também.-disse Ellira enquanto admirava os olhos de Edward.

–Edward, acho que já nos conhecemos.-disse Oliver se levantando e estendendo a mão. –Sou Oliver. Peço desculpas pelo insidente.

–Eh... O Oliver foi colocado no seu lugar pelo professor Éric...-disse Caio enquanto olhava para Edward, meio sem graça.

–Eu quem peço desculpas pelos ferimentos e chutes.-disse Edward enquanto apertava a mão de Oliver. –Eu só estava protegendo meu território e...

–Território?-perguntou Caio. –Isso quer dizer que...

–Eu descobri uma aldeia inteira com os meus descendentes!-disse Edward enquanto olhava em volta. –Eu pensei que vocês já haviam encontrado a torre e ido embora.... Espera aê. Cadê os outros? Cadê Helleonora?

Fim da parte 1...

Notas finais
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