Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses

14 Um pequeno engano... Uma grande descoberta! Final


Notas iniciais
Um novo capítulo!
Aproveitem, leitores fantásticos!

Os Lendários Guardiões

–Templo dos deuses-

Livro 1: Planta ......................................................................... Capítulo 14:

Um pequeno engano... Uma grande descoberta! Final

Edward estava sentado num descampado da Floresta Orchcraft junto de Caio e Ellira. Seus olhos e cabelos estavam com a coloração normal e meio bagunçados. Estava com a cabeça abaixada e quase chorando. Se segurando apenas pelo fato de Oliver está perto. O vento soprava para o leste, carregando consigo uma forte neblina vinda do mar. Não queria acreditar que Helleonora e os outros estavam presos e o pior de tudo, por Plantmort!

–... E depois Helleonora disse para nós procurarmos alguém da escola que não estivesse capturado...-disse Ellira. –Para tentar entrar na Aldeia e salvar ela e os outros.

–Esse não é o pior problema, ainda!-disse Caio enquanto jogava umas pedras no mar. –Nós precisamos resgatá-los em 14 dias.

–Quatorze dias?!-perguntou Edward enquanto levantava a cabeça, surpreso. –Por quê?

Oliver, ao ouvir isso, parou de limpar seus ferimentos e começou a falar com Edward num tom meio áspero, não estava com raiva de Edward, mas de Plantmort sim.

–Porque Plantmort, SEU mestre, resolveu se casar com ela! Deveria saber disso, já que vocês andam o tempo todo juntos.

–Eu não tenho nada a ver com isso!-disse Edward levantando-se rapidamente do chão e encarando Oliver. –Por mais que eu quisesse, eu nunca saí do castelo. Plantmort nunca havia me dito de nenhuma prisão!

–Hey, pessoal!-disse Caio separando Edward de Oliver, ficando entre os dois. –Nós não vamos resolver nada brigando. Precisamos de um plano o mais rápido possível!

–Isso mesmo!-disse Ellira bocejando. –Se brigarmos, a equipe ficará desunida e não irão colaborar com nada. O Edward não tem culpa, Oliver. Mas também o Oliver não tem culpa, Edward.

–Está bem... Me desculpe, Edward.-disse Oliver estendendo a mão.

–Está bem, cara.-disse Edward apertando a mão de Oliver. –Eu que peço desculpas. É que a Helleonora é uma de minhas melhores amigas e agora eu...

Edward ia continuar falando se as lágrimas não viessem naquele momento. Em sua mente ele via cenas de quando estava perto de Helleonora e se sentia feliz. Ellira também estava chorando. Caio apenas observava e Oliver não tinha expressão em sua face.

–Desculpe-me. Temos que bolar um plano para entrarmos na aldeia sem sermos percebidos.-disse Edward enquanto “produzia” frutas e entregava para Oliver, Caio e Ellira. –Comam! Tem mais vitaminas e nutrientes que o normal.

–Não sabia que produzia plantas.-disse Caio.

–E não produzo.-respondeu Edward sorrindo. –É que eu carrego frutas secas em minha aljava e depois é só nutrílas novamente.

–Tudo muito bom, pessoal.-disse Oliver. –Precisamos fazer um plano rápido, para executá-lo sem pressas. Edward, mesmo sem você ter saído do castelo você conhece a aldeia melhor que nós. Você dirá o que devemos fazer.

–Isso mesmo!-disse Ellira. –Assim temos mais chances de termos sucesso na operação.

–Tudo bem...-disse Edward. –Começaremos por Plantmort: ele é muito forte e é de grande influência para a aldeia. Geralmente obedecem a tudo o que ele pede.-Edward fez uma pausa. –Assim como eu, ele consegue ver tudo o que as árvores veem. O que nos torna inferiores.

–Além de vulneráveis.-disse Ellira. –Isso quer dizer que ele sabe o que estamos fazendo?

–Não muito... Ele somente consegue ver o que as plantas vêem. Diferente de mim, que vejo e ouço. Uma coisa que preciso avisar: ele é muito forte e pode se auto-regenerar. O que dificulta muito a nossa vitória. Mas nós não vamos matá-lo.

–Não responde por mim.-disse Oliver se afastando. –Se a missão for bem sucedida eu posso até poupá-lo, mas se ele batalhar...

–Calma, Oliver. Todos nós estamos chateados com o que está acontecendo, mas não justifica qualquer tipo de fatalidade.

–E, se fizermos alguma coisa grave, quem estará errado será a gente.-disse Edward completando a frase de Caio. –Esse é o território dele. Isolado. Nós quem somos os invasores.

–Tá, tá!-disse Oliver enquanto sentáva-se no chão. –Mas fale do esquema de infiltração na aldeia. O resto nós pensamos depois.

–Está bem. A vila é protegida por elfos muito fortes e ágeis, que não pensariam duas vezes entre te matar e proteger a aldeia. Além disso, a maioria deles controlam as plantas muito melhor que eu. Sem contar que eles podem pedir ajuda a Plantmort e a misão ficará mais difícil.

–Então quer dizer que em todas as opções eles poderiam pedir ajuda à Plantmort?-perguntou Caio. –Isso quer dizer que, de todas as formas, nós batalharemos com ele?

–Parece que sim... Tem outra forma um pouco arriscada, porém com algumas chances de dar certo.-disse Edward como quem teve uma ideia.

–Qual a ideia?-perguntou Ellira pondo fé na ideia. Seu sono parecia ter sumido de repente. –Diz logo!

–É mesmo, Edward!-disse Caio. –Para de suspense!

Edward estava com medo que eles pensassem alguma coisa errada sobre sua ideia, mas resolveu falar. Mesmo tendo medo das respostas:

–Vai parecer loucura, mas e se vocês fossem presos por mim e atacassem de dentro da prisão?

–Tá maluco?!-disse Ellira no mesmo momento em que ouviram. –Edward!... Essa ideia... Pode até ter algumas chances de dar certo, mas eu não vou participar dela.

–Pessoal...-disse Edward enquanto tentava explicar direito para seus amigos. –EU vou prender vocês e darei toda ajuda para que todos saiam de lá vivos.-ele fez uma pausa de alguns segundos. –Além do mais, se por acaso vocês conseguirem entrar na aldeia, como poderão encontrar a prisão em que Helleonora está sem se perder ou se atrasarem. Eu não sei onde ela está. Eu nem sabia que eles tinham uma prisão!

–Por mais que eu tenha achado a missão suicida, suicida, eu tô começando a botar fé nela.-disse Caio andando e ficando ao lado de Edward. –Conte comigo, Chefe!

Edward deu um grande sorriso e ficou mais confiante. Caio era seu amigo e sabia que Edward não faria nada que o prejudicasse.

–Ellira... Qual a sua resposta?

–Eu não vou me arriscar a ficar presa e ser morta numa prisão. Helleonora me desculpe, mas eu não vou.

–Tudo bem, então.-disse Edward. –Oliver, sua vez.

Oliver estava pensando em todos os pós e contras da operação. Sem dúvidas havia uma grande possibilidade de a missão falhar, mas ele queria correr esse risco.

–Eu estou dentro da missão, Sir Edward Elrick.

–Tudo bem, então.-disse Edward enquanto apertava a mão de Caio e Oliver. Foi aí que olhou para Ellira... –Pessoal, a Ellira não pode ficar nessa floresta sozinha.

–Eu posso sim!-disse Ellira um pouco triste. –Vão salvar os outros que eu fico aqui e dou cobertura...

–É isso!-disse Oliver enquanto pegava o pergaminho que continha as instruções de Helleonora. –Se o meu plano der certo, nós não precisamos ser presos e atacar de dentro, mesmo sendo uma ótima escolha.

–Como assim?-perguntou Caio. –O que você tem em mente, Oliver?

–Se esperarmos o casamento de Helleonora e Plantmort podemos atacar quando menos esperarem.-disse Oliver enquanto mostrava as anotações feitas da prisão. –A prisão, em si, é simples e quase não oferece segurança nenhuma. O que intimida os prisioneiros são as raízes que estão por todo o canto.

–É verdade.-afirmou Edward. –O castelo é coberto por raízes, que se movem segundo a vontade de Plantmort.

–Agora, se no dia do casamento todos os alunos da escola atacarem de dentro e nós de fora...

–Confundiremos os guardas e ainda impediremos Helleonora de se casar!-completou Edward feliz. –Cara... Como não pensei nisso?

–Exatamente!-disse Oliver sorrindo. –E nisso tudo, Ellira não ficará sozinha e a gente não correrá o risco de ser pego! Então... Quem vota a favor?

Todos levantaram a mão. Então Oliver começou a planejar o plano de fuga dos alunos e que pontos estratégicos irão usar para atacar. Edward ouvia tudo. Mas, em seu coração, não podia acreditar que Plantmort pôde aprisionar os alunos que estavam fazendo uma simples missão. Falando nos alunos, como será que eles estão?


–Bem mal! Isso sim!-esbravejou um homem forte e com cabelos grandes. –Quem aqui é besta o bastante para acreditar que vamos ser libertos quando essa aí se casar com o chefão?

–Calma, aê! Não fala assim da garota não, rapaz!-disse um homem de cabelos grisalhos, chamado Silas. –Ela não tem culpa de o Plantmort ter escolhido ela como sua esposa.

–É... Mas se ela não tivesse atacado ele a gente não estaria preso aqui.

–Já chega!!!-disse Larienne levantando-se da cama com raiva. –Se vocês não calarem a boca agora... Eu vou aí e calo para vocês!

Assim que Larienne terminou de falar os prisioneiros começarama a gritar, querendo briga. Larienne estava segurando as grades de ferro, olhando fixamente para os homens.

–Você se acha fortinha, não é?-perguntou Silas sarcasticamente. –Eu posso ser velho, mas te coloco no seu lugar, pirralha!

Isso foi o bastante para Larienne ficar com raiva o suficiente para tentar sair daquela cela. Helleonora tentava segurá-la, evitando tocar em suas mãos. Foi quando o pior aconteceu...

–Ahhh!!!...-disse Helleonora enquanto seus poderes eram “sugados” por Ellira. Seus poderes espaciais estavam sendo drenados em pequenas. Quantidade suficiente para fazer Larienne enlouquecer.

O que aconteceu com a garota?

Ela enlouqueceu!

Se ela fizer isso comigo eu mato ela!

A Helleonora desmaiou!

–O que está acontecendo comigo?-disse Larienne colocando a mão sobre a cabeça. Estava ajoelhada no chão. –Que vozes são essas?! Parem de falar!

Helleonora estava caída no chão. Inconsciente. Os guardas, vendo o que estava acontecendo, entraram na cela e tentaram conter Larienne.

Mas uma agora!

Se eu pudesse matava ela. Só ela não, matava todo mundo!

Cada dia é um que se descontrola... Pena que eles não morrem por causa disso.

–Saem de perto de mim!-disse Larienne enquanto esticava os braços para se defender, mas acabou desparando um poderoso raio roxo, que acabou matando dois guardas. –O que tá acontecendo comigo?!

O terceiro guarda, um forte elfo que portava uma clava, tentou golpear Larienne, mas Nataniel, das barras da cela, estava segurando sua camisa.

–Me solte, seu...-disse o guarda girando seu corpo rapidamente e tentando golpear Nataniel. Sorte que a clava ficou presa entre as barras.

Larienne, com o poder telepático de Helleonora todo descontrolado, estava ouvindo os pensamentos de todos naquela sala. Se por acaso Helleonora não fizesse uma barreira mental entre Larienne, todos entrariam em coma, correndo o risco de morte cerebral devido às rajadas psíquicas espelidas da mente frágil de Larienne. Como se não bastasse, Larienne estava, involuntariamente, usando os poderes espaciais de Helleonora praticamente em todas as direções, produzindo alguns estragos.

–Ahh!-disse Helleonora ranjendo os dentes. –Não sabia que meus poderes eram tão fortes assim... Se aguenta Larienne!

–Como?-gritou Larienne tentando ouvir somente a voz de Helleonora e não os pensamentos dos prisioneiros. Minha cabeça doi... Muito...

Eu sei como doi.-disse Heleonora mentalmente. Por isso eu queria que você não me tocasse. Agora fique calma e deixe que eu faça as coisas por aqui.


Enquanto Helleonora tenta ajudar Larienne, Silas entra nos aposentos de Plantmort para avisar sobre o ocorrido.

–My Lord, peço perdão por entrar em seus aposentos, mas temos problemas na prisão dos aldasianos pertencentes à Lockhaven.

–Está bem, Silas.-disse Plantmort enquanto segurava uma grande espada. –Que isso não se repita.

–Perdão, Lord Plantmort.-disse Silas se curvando. –Parece que os poderes de uma prisioneira se descontrolaram e ela está sendo contida por Helleonora, já que nossos guardas não puderam resolver o problema.

–Helleonora... Sempre ajudando os outros...-disse Plantmort correndo até a porta. –A rainha perfeita...


–Isso mesmo!-disse Oliver. –Se você for até a prisão, assim, como quem não quer nada, e avisar a Helleonora, talvez ela te ouça e não fique impaciente querendo sair de lá.-ele fez uma pausa enquanto respirava. –Além do mais, ela gostará de te ver.

–Está bem, então.-disse Edward enquanto pegava um pacote com as sementes que Minerva lhe dera. –Sigam-me.

Um tempo depois...

–Onde a gente está aindo?-perguntou Ellira enquanto tropeçava nas pedras pontiagudas de uma parte isolada da floresta. –Ai! Ui!

–Essa floresta, segundo dizem, é o que restou de um continete submerso.-disse Edward manipulando as sementes. –Pelo que pude saber, a “visão plantífera” de Plantmort varia da proximidade, ou seja, se nós estivermos próximos dele, ele verá a gente. Se estivermos longe, as chances são bem raras.

–E onde é esse longe?-perguntou Caio enquanto, com suas sombras, levitava as pedras para não estragarem as solas de seus sapatos. –Daqui a pouco chegaremos à Lockhaven.

–Já chegamos, caro Caio...-disse Edward em frente uma árvore enquanto segurava as mãos de Ellira. –Peço que segurem as mãos um do outro.

Caio e Oliver se olharam. Pareceram não gostar da ideia. Virando a cara para não se olharem, os dois ficaram de braços cruzados. Edward viu a cena e então prendeu as mãos um do outro com cipós.

–Peço que não reparem a bagunça. Não venho aqui há oito dias.-e entraram na árvore.

Quando saíram dela, estavam em um tipo de caverna feita com madeira e videiras. Todas produzidas apartir das sementes de Minerva. Havia bancos de madeiras, cadeiras, mesas, armários e uma finidade de coisas feitas com madeira.

–Maneiro, cara.-disse Caio sentando-se numa cadeira. –É resistente e tudo. Mandou bem.

–Ai minha Atlanta!-disse Ellira correndo para um canto da enorme caverna. –Uma cama... E um pouco macia! Mandou bem.

–Eu fiz esses moveis com madeira de árvores diferentes.-disse Edward enquanto chamava seus amigos para um canto da caverna coberto por grandes folhas. –Aqui vocês poderão tomar água e tomar banho.

–Nossa, um lago?!-disse Oliver não conseguindo conter a surpresa. Você represou água aqui, neste lugar?

–Sim. Tem um lago que nasce numa montanha e encontra o mar.-disse Edward mostrando uns bambus. –Eu consegui fazer alguns canais subterrâneos e consegui fazer um lago aqui também.-Edward mostrou uma outra sala um pouco menor, que continha algumas árvores que se mexiam sozinhas. –Assim poderei cuidar das minhas plantas e cultivá-las.

–Você pensou em tudo mesmo, hein!-disse Caio enquanto olhava para os lados. –Pensou em alguma coisa para guardar comida?

–Uhum!-disse Edward enquanto pegava uma caixa de madeira que estava no lago. –Aqui tem frutas e alguns vegetais. Tem um pomar na superfície, onde eu colho as frutas.

–Edward, tenho que admitir que você pensou em tudo mesmo.-disse Oliver dando tapinhas no ombro esquerdo de Edward. –Você fez tudo tão bem que a Ellira está até durmindo. E ela dorme tão bonitinho...

–Caramba!-disse Edward colocando a mão na cabeça. –Tenho que ir pessoal!

–Já vai?-perguntou Caio. –Fica mais um pouco.

–Não posso... Tenho que ir para a aldeia e executar a missão.-disse Edward enquanto entrava na árvore. –Pessoal, eu não quero prender vocês, mas vocês podem ficar aqui. É que vocês não podem entrar nas árvores só podem sair daqui quando eu vir.

–Cara, fica tranquilo que aqui tem tudo o que a gente precisa.-disse Oliver. –Só quem vai sentir falta de alguma coisa é Ellira. Ela gosta de pegar sol.

–Acima do lago tem um cipó. Vocês podem puxá-lo e a folha abrirá uma pequena entrada de luz. É pequena, mas é suficiente para entrar ar e luz do sol.

–Falando em ar, como aqui tem ar se não tem entrada nenhuma. –perguntou Caio. –Só aquele buraco no teto que você abriu agora?

–É que dentro do lago tem algas que produzem oxigênio.-disse Edward apressado. –Elas produzem oxigênio apartir da luz do sol, mas tem algumas que nem precisam de luz. Só da água limpinha.-ele fez uma pausa. –Tem mais três camas ali. Podem durmir nelas. Equipe 17, eu tenho que ir. Té outra hora.- e saiu.

–Seu amigo é bem esperto.-disse Oliver enquanto tomava água com uma cuia. –Humm, a água tá geladinha.

–Pois é.-disse Caio enquanto pegava uma fruta. –Eu nunca pensei que ele pudesse fazer isso.


Edward corria pela floresta rapidamente. As vezes ele ia pelas árvores e as vezes preferia correr. Em sua face, a expressão de raiva era facilmente visível.

Não acredito que Plantmort capturou todos os alunos e a inda quer se casar com Helleonora. E olhe com quem: logo a pessoa que eu gosto.

Se passaram quinze minutos e Edward já podia sentir o cheiro da “árvore-principal”. Entrou nela e, mudando de expressão para não estragar o plano, se dirigiu para o castelo. No caminho viu Sophie e sua família, cumprimentou-os e então chegou à porta do castelo. Logo Silas foi buscá lo.

–Devo informá-lo que está muito atrasado para o almoço, caro jovem.-disse Silas enquanto polia seu machado. –Sorte que Plantmort não está presente e...

–Onde ele está?-perguntou Edward enquanto tentava acompanhar os passos de Silas.

–Ele está resolvendo uns problemas pessoais. Vá para seus aposentos que eu logo servirei o seu almoço.

–Está bem, então!-disse Edward correndo para seu quarto.


Chegando lá, Edward foi para o banheiro, onde tomou um delicioso banho quente. Após vestir uma simples blusa vermelha, bermuda de algodão preta e uma bandana de mesma cor, Edward foi em direção à janela, onde, observando o farolda Metrópole, teve uma sensação.

–Estranho... Desde a primeira vez que vim para cá o farol estava tão longe... Mas agora ele está... Deixa pra lá! Deve ser sono.

BUUUUM-fez o barulho de um grande raio lilás que quebrou 8 paredes de rocha sólida e atingiu parte do farol.

–Ah?! O que é isso?!-perguntou Edward, levando um enorme susto. –Será que é Plantmort?

Chegando da janela de seu quarto, Edward pôde ver o buraco produzido pelo misterioso raio. Curioso, ele rapidamente desceu a parede escalando as raízes.

–Nossa! Que estrago.-disse Edward entre os escombros. –O raio veio de lá.-ele começou a correr, absorvendo a madeira das paredes.

–Fique calma, Larienne... Parece que o pior já passou.

Essa voz... Helleonora!–pensou Edward, andando mais devagar.

As vozes se aproximavam cada vez mais e Edward cada vez mais estava mais contente. Foi quando pôde ouvir a voz de Plantmort. Olhando da parede, ele pôde escutar um pouco da conversa.

–Peço desculpas pela minha amiga.-disse Helleonora enquanto olhava para os lados. –Foi sem quer, mas não vai se repetir.

–Não. Não se desculpe...-disse Plantmort enquanto caminhava ao encontro de Helleonora, para acariciá-la. –Eu sei que ela não quis fazer isso. Nós vamos reconstruir tudinho....

–Não me toque!-disse Helleonora enquanto deixava Larienne desmaiada sob os cuidados de um elfo especialista em ferimentos.

–Não faça isso, querida.-disse Plantmort caminhando na direção de Helleonora, que estava perto da parede. –Não irei te fazer mal algu...

–Plantmort...-disse Edward interrompendo o que Plantmort iria fazer. –O que aconteceu aqui?

Helleonora estava imensamente feliz por ver Edward, mas quando ia ao seu encontro para abraçá-lo, ele fez um discreto sinal para que ela ficasse quieta. Se entristeceu um pouco, mas acreditou que Edward sabia o que fazia.

–Uma prisioneira se descontrolou e... Migazaq! Leve Helleonora para a cela dela.

Helleonora, antes de sair, deu um sorriso para Edward e saiu junto do guarda.

–Prisioneiros... Não me disse que tinha uma prisão.-disse Edward sério.

–Oh! Peço desculpas, Edward. Mas achei que não fosse necessário.-disse Plantmort levando Edward para o corredor. –Logo, logo eu te mostrarei a prisão, para que você a conheça. Até lá, vá almoçar.

–Está bem, então.-disse Edward enquanto olhava Helleonora num corredor.

Então é por ali que é a prisão...


Novamente em seu quarto, Edward não quis almoçar coisa nenhuma. Os guerreiros estavam limpando os escombros e reconstruindo as paredes com raízes, para depois, mais tarde, colocarem rocha. Edward estava deitado em sua cama. Em sua mente a imagem de Helleonora sorrindo não saía de sua cabeça. Sem dúvida alguma era amor. Uma coisa que estava pensando também era no que faria após a libertação dos prisioneiros. Ficaria na aldeia onde ele a cada dia fica mais forte, porém sem amigos; ou iria para Lockhaven onde tem suas amizades, faria missões arriscadas, veria seus pais, mas não teria tudo o que tem na aldeia. Sem dúvida, para ele, esta seria uma escolha arriscada, com perdas e ganhos.

–Amanhã eu penso nisso...-disse Edward com sono. –Plantmort capturou meus amigos e vai matá-los... Isso eu não posso perdoar. Não! De jeito algum! Não vejo a hora de encontrar logo a torre e derrotar de vez o guardião e ir embora.

Atrás da porta, com um grande prato de comida, Plantmort estava ouvindo tudo.

–Eu sei, Edward. Eu sei...

Continua

Notas finais
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Se quiserem, podem deixar suas sujestões. Eu ficarei grato!