Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses

48 Quando a aventura começa numa floresta!


Notas iniciais
Uhu!!! Gente, mas um capítulo aqui para vocês!
A primeira aventura de Edward e Caio e um dos primeiros seres mágicos da fic.
Leiam e deixem reviews. Por favor!
Os Lendários Guardiões -Templo dos deuses-

Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 48:

Quando a aventura começa numa floresta!

Edward e Caio estavam andando lado a lado por um campo com grama verde. O calor estava suportável por Caio. Eles estavam um tanto sem rumo, vendo a cima dos montes uma nuvem de tempestade.

–Segundo esse mapa aqui, a cidade mais próxima é a aldeia Lancost, que é caracterizada por ter feiras livres. -disse Caio olhando o mapa, que parecia mais com um caderno. –Vamos pra lá, passar a noite?

–Claro!-falou Edward. –To com uma baita fome.

Caio então guarda o mapa na mochila.

–Olha lá. -Caio olhou a sua volta. –O campo termina naquele bosque. O Bosque Lancost!

O Bosque Lancost é na verdade um caminho entre uma floresta de árvores com esporos paralisantes. Era formado por armações de metal que separavam as plantas do caminho, separando a floresta em dois lados. Havia também passagens por entre as armações, para entrar na floresta.

–Não vejo a hora de enfrentar algum monstro!-falou Edward empolgado. –Tudo o que mais quero é ficar forte.

–Falando nisso, Edward. -começou Caio. –Como você aprendeu aquelas magias?

–Ah, eu só olhei em uns pergaminhos na ilha Orchcraft. -respondeu Edward entrando no bosque. –Tem magias boas lá. Depois só treinei. -ele sorri.

–Hey!-alguma coisa chama os dois garotos, que começam a procurar quem estaria falando. –Saiam do meu bosque!

–Quem tá falando isso?-perguntou Caio.

–Aqui... -Edward, vendo através de um cipó. –É um monstrinho...

–Monstro nada!-berrou. –Seus invasores! Sou um duende!

–Uau, um duende... -admirou Caio. –Tudo bem amiguinho?

O duende era baixinho, semelhante a um anãozinho de 30 cm de altura. Tinha a pele clara, uma barba longa, meio sujinha e usava um chapéu azul também sujo, semelhante a um gorro. Usava um tipo de terninho azul e um sapato grande. Tudo isso lhe dava uns 40 cm de altura. Estava com raiva e andava rapidamente, até se colocar na frente de Edward e Caio.

–Vocês não podem passar daqui!-ele berrou, pulando de raiva. –Vão embora!

–Mas porque não podemos passar?-questionou Edward. –O caminho me parece bem seguro e. -ele é interrompido.

–Simplesmente não podem!-o duende parou. –Se não derem meia volta terei de usar a força!

–E o que um bichinho desse tamanho pode fazer?-ironizou Caio olhando para Edward.

–Ah, é?- o duende lançou uma esfera brilhosa, que jogou Caio alguns metros mais longe. –Não vão passar! Já avisei!

–Ai... -Caio se levanta, colocando a mão na cabeça. –Esse duende é fortinho...

–Por que não podemos passar senhor?-Edward se abaixou, ficando um pouco mais alto que o duende. –Sou Edward, e gostaria de chegar até a aldeia Lancost.

–Não é da sua conta!-o duende entrou no mato e saiu com um graveto. –Se não voltarem eu vou bater em vocês!

Caio sorriu.

–Vamos fazer assim: vamos uma luta um contra um e se você vencer a gente vai voltar, mas se você perder deixa a gente passar.

–Não!-o duende começou a pular de raiva. –Vocês não entendem!

–Conseguiu ver, Edward?-perguntou Caio.

–Nada. -Edward retirou a mão de uma árvore. –Não consigo ver nada, só mato.

–Olha aqui, seu anãozinho marrento!-Caio se aproximou do duende, que se armou com o graveto. –Se não me deixar passar eu vou te colocar pendurado nessa armação de ferro até alguém aparecer e te tirar.

–Não, Caio. -interveio Edward, colocando-se na frente do duende. –Ele deve ter um motivo pra não deixar a gente passar.

–Mas... Mas Edward, ele...

–Não, Caio. -Edward o puxa para entrada do bosque. –Vamos embora. Até mais, Sr. duende.

Do lado de fora, no campo novamente, Edward estava parado e Caio estava lhe dando bronca.

–... Ele quem estava lá, com aquele graveto, fazendo a gente perder tempo!-Caio vê Edward indo pra outro lugar. –Hey! Pra onde cê vai?

–Eu estava procurando algum caminho alternativo. -respondeu Edward indo para o mato. –Vem comigo.

Caio olhou para uma placa, perto da entrada.

–Mas aqui tá escrito: “Cuidado: floresta paralisante!”.

Edward não ouviu. O bosque dividia a floresta em duas partes: a da esquerda e a da direita. Edward então entrou na parte da direita e logo Caio o seguiu.

–Se alguma coisa acontecer... -ele correu, andando agora lado a lado do Edward.

Eles andam durante algum tempo, até que veem uma árvore caída e o mesmo duende tentando remover a árvore. Ele então os percebe.

–O que fazem aqui!!!-o duende gritou. –Vão embora!

–Espere, você quer ajuda?-perguntou Edward, correndo até o duende. –Caio, vem cá.

–Não! Não cheguem perto!-o duende então lançou uma magia luminosa em Edward, mas ele controlou as raízes e elas subiram, protegendo-o.

Caio então foi até eles, mas o duende o lançou uma magia meio alaranjada, mas ele fez uma barreira.

–Só queremos ajudar!-Caio grita, com raiva.

–Não quero a sua ajuda!-o duende pulou em Caio, ficando em cima de seu pescoço e puxando suas orelhas, fazendo Caio ir de um lado para o outro, tentando tirar o duende de lá. –Sai de mim!-Caio, nervoso, acaba dando de cara num galho. –Ai, seu!

Foi quando começou a chover.

–NÃO!-o duende pula das costas de Caio e corre para a árvore caída, desesperado. –Não pode chover agora, não pode!

Ele tentava puxar a pedra a todo custo. A chuva caía forte e o solo logo se encharcava, ficando úmido e quase alagado.

–Deixa que eu te ajudo!-Edward correu até o duende, puxando a árvore que era grande e pesada, além de longa.

–Não! Saia daqui!-o duende batia com o graveto nas mãos de Edward.

–Olha aqui, seu anãozinho metido!-Caio envolveu a uma parte da árvore com sua energia, tentando puxá-la também. –Se você não aceitar nossa ajuda, vai ficar aqui a noite toda!

O duende ficou calado, até que aceitou a ajuda dos garotos. Edward tentou puxar a árvore com sua manipulação e Caio com sua energia, mas nada acontecia.

–Tudo bem, mas não toquem no tronco!-ele grita.

–O que tem lá?-perguntou Caio lançando raios de energia no tronco.

–A minha família mora naquela árvore!-disse o duende puxando o tronco. –Hoje pela manhã eu fui buscar cogumelos e um raio atingiu mais uma árvore, que caiu bem na frente da porta, que é a única entrada da minha casa.

–Então sua família tá presa desde quando?-perguntou Edward tentando ver através da árvore. –Arg! Não consigo ver dentro dela.

–O problema não é esse!-gritou o duende preocupado. –Essa floresta é muito úmida por natureza, mas quando chove, ela alaga facilmente, podendo prender minha família.

–Vamos te ajudar. -Edward manteve distância, controlando cipós que prenderam na ponta da árvore, começando a puxar, mas eles logo se rompiam. –Técnica de Planta!-as folhas das árvores se soltaram, ficando paradas no ar. –Corte das Folhas Razors!-as folhas ganharam uma aparência metálica e dispararam na direção do tronco, e fizeram só um corte, no tronco de mais de um metro e meio de largura. –Não tá dando certo...

–Vamos atacar todos juntos. -sugeriu Caio, preparando-se para lançar raios de energia negra. –Vamos lá.

E o duende, Edward e Caio lançaram seus ataques juntos, que causaram um dano básico na árvore, que estava começando a se esfolar. Por causa da chuva forte, o solo estava encharcado, com a água subindo, cobrindo os pés de Edward, que eram mais baixos.

–Tomem cuidado. -falou o duende. –Essa floresta é cheia de esporos paralisantes.

–Pode deixar, eu acho. -disse Caio. –Já to todo molhado mesmo...

–Você não entende!-o duende falou. –Os poros paralisantes se infiltram na pele através da água e quando ela seca, eles começam a fazer efeito!

–Não...-Caio ficou com medo. –E como se combate isso?

–Com água quente ou se lavando em água corrente.- o duende falou, após se cansar de usar sua magia. –Monstro, você não se cansa não?

–Eu não sou um monstro!-falou Edward com sua pele após absorver a madeira da árvore e estar atingindo a árvore com suas estacas. –O bom é que não sou afetado por esporos paralisantes...

Era possível ouvir a família do homem gritando por ajuda, pois a água estava entrando na casa do homem. Edward e Caio não desistiam, até que Caio cai meio exausto.

–Não posso continuar. -ele se apoia na árvore.

–NÃO!-o duende grita para Caio, que então começa a se sentir estranho.

–Caio!-Edward corre até o amigo. –O que aconteceu com ele?

O duende então pega Caio e o puxa para fora longe do tronco, Edward o ajuda.

–Este tronco, essa árvore é cheia de esporos paralisantes. -diz o duende, que tentava lavar os braços de Caio na água que estava na sua cintura. –Não deita, se não você se afoga.

–Ai... Não sinto meus braços. -Caio fala, quase desesperado, sem seus braços se moverem. –Meu corpo...

–Como se cura isso?-perguntou Edward segurando a cabeça de Caio que estava totalmente paralisado, deitado no chão coberto de água. –Tem um antídoto, sei lá?

–Só dentro de casa. -falou o duende, já que Edward estava quase na mesma altura que ele. –A árvore está bem danificada... Acho que em alguns golpes você vai conseguir parti-la ao meio.

Edward então manipula mais cipós que enrolam numa parte do tronco e então os enrola na mão, concentrando sua energia neles, os deixou mais fortes e então começou a puxar. Com a mão esquerda que sobrou, ele manipulava a árvore, tentando fazer suas fibras soltarem mais rápido.

Demorou algum tempo e a floresta estava alagada por completo, de modo que o duende estava em pé, no tronco que media um metro e meio e estava somente com uma parte faltando, que estava submersa. Caio estava apoiado no tronco, deitado nele, somente respirando e mexendo os olhos.

–Vai, você consegue. -incentiva o duende.

–Não consigo mais. -Edward se apoia no tronco. –Isso tá mais difícil do que imaginei.

O duende então mergulha dentro d’água e Edward observa que uma luz se forma dentro da água e então um barulho pôde ser ouvido. Um barulho abafado pela água. Edward então junta os dois braços e então dá um golpe no meio do tronco, que estava todo surrado. Logo a árvore se quebra.

–Pronto!-o duende emerge da água, indo para cima do tronco. –Vamos ver se conseguimos rolar o tronco agora.

–Tá bem...-Edward muito cansado. Os cipós se enrolam no tronco e o duende vai para perto da árvore, empurrando o tronco caído com os pés enquanto se apoiava na árvore erguida. –Aaaahh...-Edward gritava, tentando ganhar forças.

Após muitos minutos, finalmente a madeira rola e eles conseguem achar a porta.

–Aguenta firme, Caio. -Edward apoia Caio nos ombros. –Como vai abrir a porta mesmo com tanta água na frente dela?

–Minha casa tem três andares. -disse o duende tentando calcular a altura. –Aqui, ó. -ele acha a marcação do andar. –Um metro e meio acima do solo tem o segundo andar, que é onde tem os móveis e a cozinha. Minha família e eu nos abrigamos nele quando chove. -ele pega a chave e abre a porta.

A árvore onde se encontrava a casa do duende tinha uns dois metros de diâmetro, tendo aparência arredondada e muito alta. O duende abriu a casa alagada, logo uma taboa saiu da casa e ele subiu nela, remando para dentro. Edward ficou esperando do lado de fora, com Caio.

–Vem, acho que podem entrar. -o duende os chamou. –Se vocês ficarem um pouco encolhidos, podem ficar a vontade.

Edward pediu licença e mergulhou, entrando pela porta de um metro de altura, sendo que a altura da água era de um metro e meio.

–Acho que é muito pequena...-falou Edward. –Me dá o antídoto pro Caio e a gente vai embora.

–Se você quer assim...-o duende subiu até sua casa e voltou com três potes de antídoto. –Acho que essa quantidade é suficiente pro tamanho dele.

Edward deu o antídoto para Caio, que demostrava sinais de melhora rapidamente.

–Que bom, cara. -Edward estava feliz. –Pode se aguentar em pé?

–Acho que sim. -respondeu Caio, ficando de pé. –Olha, parou de chover.

A água então já estava começando a escorrer, diminuindo o volume da água.

–E a noite está chegando...-lembrou Edward, vendo o céu escurecendo. –Sabe dizer se a aldeia Lancost é muito longe?

–Alguns minutos, se andarem rápido. -falou o duende. –Fiquem aqui e vão amanhã... -sugeriu ele. –No segundo andar da minha casa não tem muitos móveis... Dá pra um dormir bem em cada cômodo. Se chegarem de noite em Lancost só irão encontrar o mercado negro e as casas trancadas.

–Mas e sua família?-perguntou Caio. –Não vai reclamar?

–Vão nada...-ele falou, virando-se para dentro. –QUERIDA, PÕE MAIS ÁGUA NA SOPA!-ele gritou.

–Imagino qual deve ser a quantidade de sopa que ele deve comer...-riu Max. –Pequeno desse jeito...

Edward riu.

–Bem, eu durmo em baixo. -falou Edward dando lugar pra Caio, que foi guiado pelo duende na porta estreita, de um metro. Ele se espremeu e passou. O incrível era subir pela abertura de meio metro para o outro cômodo, onde uma escada cavada na própria árvore servia de subida. –Tá brabo ai, Caio?

–Não pra subir...-respondeu ele, passando seus pés. –Edward, tem que ver.- ele começou a rir. –Os móveis são de madeira! Todos trabalhados em madeira, cara.

–E todos feitos por mim!-falou o duende contente. –Não é lá grandes coisas, mas o conforto é garantido.

Caio estava de pernas esticadas, com os pés um pouco erguidos, pois a árvore do lado de fora media dois metros de diâmetro, mas por dentro media uns 1,90m sendo que Caio podia ate ficar sentado, mas preferiu ficar deitado.

–Edward, acho que você cabe aqui em cima também. -falou Caio, medindo o espaço. –Ai em baixo tá molhado e úmido, pode te fazer mal...

–É verdade. -concordou o duende. –Vamos, rapaz. Suba aqui.

Edward então subiu e eles conseguiram ficar deitados, sendo que Edward preferiu ficar com as pernas erguidas, enquanto a esposa do duende enchia um saco com folhas, que serviram de travesseiro. O caldeirão era chaleira, que era esquentada do lado de cima da árvore.

–Ai, aqui tá abafado...-falou Edward, após ficar algum tempo lá dentro.

–Desculpe, mas nossa família é tão pequena que não precisamos de muito oxigênio, só o que a planta nos dá. -pediu o duende. –Mas eu vou fazer um buraco nela, e logo, logo vai melhorar.

–Não precisa senhor. -Edward manipulou, fazendo alguns furos na árvore, que nem reclamou de dor ou nada. –Se quiser, pela manhã eu os fechos.

O duende ficou contente, pois agora tinha um monte de janelinhas. Logo, a esposa do duende lhes serviu uma porção de sopa de cogumelos em uma cuia de coco, partido um pouco acima do meio. Caio reparou a quantidade, mas abriu sua mochila e abriu uma vasilha, que continha uns sete pães. Pegou dois.

–Sorte que não molhou. -ele sorriu, dando um pão para Edward, que comeu com a sopa.

Mas tarde, quando anoiteceu, a família do duende apareceu. A esposa do duende era do mesmo tamanho que ele, com cabelos ruivos e orelhas pontudas. Era meio moreninha e verde. Ela vestia um vestido de folhas e fibra de árvores e tinha nos braços um bebê de 7 cm de altura, que estava enrolado em um paninho vermelho, quentinho, e olhava constantemente para Edward. Tinha outras duas crianças. Todos os duendes de 10 cm, com as roupas iguais as do pai, que tinha tomado banho. Eles então se sentaram nos degraus da escada e conversaram durante uma parte da noite, logo pegaram no sono. Edward dormia de bruços e Caio virara para a esquerda. Todos dormiam perfeitamente dentro de uma árvore, aguardando assim o dia seguinte, para que Edward e Caio continuassem suas aventuras.

Continua

Notas finais
Gostaram? Eu gostei muito de escrevê-los!
Obrigado pela preferência.