Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses
36 Presságio
Notas iniciais
Caramba! Bati meu recorde de criar um capítulo em 2 horas... ^^
Pessoal, obrigado pelos reviews e pela atenção.
O cap não tem taaaaantas novidades, só algumas. Aproveitem e deixem reviews no final, Ok?
Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 35:
Presságio
Eu estava próximo a um arco, com abóbodas onde havia, logo acima, a estátua do rei Kiren Velasco, de braços cruzados e segurando um sabre. A estátua em si era de bronze, olhos de brilhantes e o sabre era de ouro, com um grande rubi na ponta. Eu, o incrível Max, estava paradão feito um idiota olhando para a estátua.
–Patético!-disse, voltando a minha busca para o castelo. –Achei...
Após andar longos períodos e pegar caronas com carroças desconhecidas, eu cheguei ao castelo de Versailles, que, sem perda de dúvidas, estava na minha frente o tempo todo. O enorme castelo, feito provavelmente com pedras de mármore, tinha uma imponente coloração avermelhada, iluminado por uma luz verde, de fundo. O castelo se localizava no meio da cidade, mas podia ser visto de qualquer ponto dela, como um tipo de ilusão. Para se ter ideia, na cidade Noveuspring, a única coisa que podia ser visto de qualquer ponto alto da cidade era a cruz Catedral, que tinha o dobro do meu tamanho.
–Hey! Você!-gritou um guarda me olhando. –Pare!
–Eu?!-perguntei, olhando-me de cima a baixo, pensando estar sujo ou com papel higiênico grudado em alguma parte do meu corpo.
–Sim.-ele se dirigiu a mim. O que eu acho mais engraçado é que, a cidade, por causa dos turistas e sua fama de abrigar os seres do espaço-tempo, estava cheia e o guarda gritou pra mim e ninguém se quer me olhou. –Você não é daqui. Identifique-se!
NÃO!–pensei, mas me apresentei da seguinte forma: Max Oliveira, 15 anos. Noveuspring City.
–Hum...-disse o guarda, me olhando com um ar sarcástico. –Deixe-me ver seus documentos.
Ferrou! Não tinha, necessariamente, um documento que me chamasse de Max Oliveira. Tinha sim, o de Max Daniells, mas não podia falar que me enganei de nome. Olhei para um lado qualquer e agachei pegando a minha mochila. O guarda pegou a lança e a pressionou, pensando que eu ia atacar ele.
–Aqui está.-disse, entregando a minha identificação, enquanto liberava duas abelhas energizadas para voarem.
Quando o guarda pegou a minha identidade, as abelhas explodiram e o guarda se protegeu com o punho e lança. Eu protegi o guarda e rapidamente puxei a minha identidade.
–Me largue, seu...-disse ele, ignorante.
–Desculpe...-me fingi de assustado, olhando para os lados. –O que foi isso?
–Deve ter sido algum imprevisto.-ele respondeu, se ajeitando. Você está bem?
–Sim. Um pouco assustado. Vim encontrar meus pais e me perdi...
–Você quer ajuda?-ele perguntou.
–Não, não.-respondi, sorrindo discretamente. –Eles iam para o castelo, tentar ver o rei.-eu comecei a rir. –Eles pensam que vão conseguir.
O guarda riu comigo, se descontraindo.
–Eles até podem conseguir.-o guarda apontou para o castelo. –O rei Kiren está numa reunião que acabará daqui a alguns minutos e ele faz questão de ir a pé, até o castelo, claro, protegido por guardas.
–Nossa!-eu fingi estar surpreso, mas afinal isso é uma oportunidade de falar com ele. –Se importa se eu for lá ver? Não quero perder isso.
–Não, não.-ele disse. –Cuidado e boa sorte.
Eu me despedi dele e sai correndo até o castelo, na parte de trás dele, onde uma multidão estava lá. Eu pedia licença a todos, enquanto pegava a minha identidade e protegia mais o meu braço com bracelete. Por sorte, ele estava saindo quando cheguei e usava um tipo de vestimenta real, com uma grande capa vermelha que os rei usam.
O rei Kiren Velasco era forte, aparência jovial, porém não demostrava ser do tipo brigão. Tinha um sorriso verdadeiro no rosto e acenava a todos, enquanto pisava num local protegido, com um tapete vermelho no chão. Estava acompanhado de alguns guardas e, ao fundo, estava um garoto vestido com uma armadura justa, bastante clara e sem capacete. Tinha a pele clara e incríveis cabelos brancos, aparentemente brilhantes que flutuavam no ar, a medida que ele andava pelo tapete.
–“Uhuuuuu!!!”-gritavam de admiração as garotas quando o viram. Gritavam mesmo, estendendo as mãos quando o viram. Ele andava parecendo flutuar e um ar frio pairava. Ele olhava lentamente para os lados, seriamente. Não falava com ninguém, nem dava atenção às garotas.
O rei já estava indo deixando o garoto para trás. Segundo as garotas que gritavam, ele se chamava Chronnus.Foi quando ele passou por mim, que estava um pouco na frente e olhou nos meus olhos. Senti, por um momento, um arrepio e um medo extremo. Seus olhos eram penetrantes e sua íris era fina, seus olhos tinham um brilho profundo. Ele volta-se para a frente e ouve-se um estalo de dedos. Logo, ele já aparece na porta do castelo, subindo as escadas.
–COMO ELE FEZ ISSO?!-me surpreendi de ficar pasmo, bobo, olhando para o nada, com boca meio aberta. Rapidamente voltei a si e corri até o castelo, mas os guardas me barraram.
–Por favor.-insisti, mostrando minha identificação. –Preciso falar com o rei, é urgente.
–Aham!-debochou um guarda. –Todo mundo diz isso.
–Mas eu digo a verdade. Venho de Noveuspring e...-ele me interrompe.
–Saia daqui que tenho mais o que fazer!-ele me empurra, quase que eu caio, rolando a escada.
–Você vai se arrepender por isso!-disse, saindo de lá.
Dei a volta no castelo e então liberei uma grande quantidade de abelhas possível. Elas foram até os guardas e enquanto eles tentavam se proteger, corri até a porta do castelo usando a velocidade do besouro tigre. Quando estava para cruzar a porta, levei uma grande descarga elétrica e cai no chão.
–Ai, que recepção...-disse, caído, enquanto ficava parado, vendo tudo girar.
Tá, eu mereci, mas não precisava ser um choque dos grandes, pô. Uma barreira invisível era o suficiente. O guarda me pegou no chão, pelos braços e então me arrastou até a escada. Foi aí que ele viu, de relance, meu bracelete dar uma bisbilhotada pela manga da blusa.
–O que é isso?!-perguntou o guarda.
–Não te interessa!-disse para um dos “quatro” guardas que estavam girando ao meu redor. Tentando levantar, dei um impulso, três passos e cai no chão, apoiando-me com os braços.
Foi quando o chão, cerca de 30 centímetros dele, começou a ficar meio vermelho e explodiu, jogando uma parte dele para meu rosto e para o guarda. Outra parte do chão também explodiu. Eu estava zonzo, dolorido, enquanto, onde eu apoiava com os braços explodia.
–Pare!-disse um guarda esticando sua lança para mim, que, me protegendo dela, a toquei, que explodiu também. Na mesma hora. Eu estava com medo, pois a explosão era forte o bastante para me levantar um metro do chão.
Geralmente as explosões variam de acordo com a quantidade de energia que eu coloco no objeto, mas naquela noite não. As explosões tinham uma força enorme que eu não podia controlar. A rua já estava ficando toda esburacada e eu cada vez mais estava ficando zonzo, fraco. Foi quando senti algo enrolando em meu punho esquerdo e um tipo de coleira em meu pescoço. Senti minhas pernas levantarem e estava apoiado somente com o braço esquerdo, que estava acumulando mais energia.
–Saiam... Daqui...-disse fraco, baixinho, para as pessoas que estavam a minha volta, até que eu caio fraco, sentindo meu corpo quente, enquanto um impacto me jogava para o alto.
Acordei preso, com as mãos amarradas, fechadas, pelo que senti. Olhei para o meu redor e vi só um quarto escuro, iluminado apenas pela luz mortiça da lua.
–Pronto.-falei comigo. –Estou preso. Trancado em um lugar sem portas e frio.
Tentei me levantar. Consegui. Mas não tinha saída. O que me prendia parecia ser um couro grosso, amarrado por algo pesado, que me forçava a cair para trás. Olhando bem, estava preso por grossas correntes que tinham um alcance por todo o cômodo. Sentei, escorregando pela parede até que ouvi passos.
–É por aqui.-ouvi um guarda abrindo uma porta na parede, que estava escondida numa escuridão.
–Quem é você?-perguntei, olhando para a luz da porta e um homem entrar nela. Estava vestindo uma roupa justa e um chapéu longo. Ele fechou a porta.
–Somos da guarda real.-respondeu ele num tom sério, voz grossa. Você é quem: Max Oliveira ou Max Daniells...?–ele jogou minha identificação.
–Tanto faz. Os dois são Max.-respondi.
–Então está bem.-ele disse, abrindo a porta. –Uma pessoa quer falar com você.
“Ai, não. Meu avô tá aqui...”, pensei, mas meus pensamentos se calaram a medida que ele entrou onde eu estava, olhando-me abaixado no chão, com os braços presos para trás. Sua roupa iluminou o quarto todo e o cara que estava lá saiu, nos deixando sós.
–Olá, Max Daniells.-ele disse calmamente, cruzando os braços enquanto seu corpo flutuava no ar.
O ar estava frio, e eu estava com medo. Até que engoli a seco e olhei para seus olhos. Respirei fundo o ar que ardeu meu nariz de tão frio e disse:
–Olá, Chronnus.–respondi. Olhando-o também nos olhos.
CONTINUA
Notas finais
Deixem reviews.
Fale com o autor