Notas iniciais
Wow! Pessoal!
Nossa, gostei desse capítulo. Esse ficou curtinho e é todo do Max!
Espero que vocês gostem também. Valeu!

Os Lendários Guardiões

–Templo dos deuses-

Livro 2: Sombra .........................................................................Capítulo 37:

Um encontro duvidoso!


Max estava olhando para Chronnus, que também olhava para ele. Suas mãos estavam praticamente dormentes, pois sem movimentos, a única coisa que podia fazer era a limitada contração dos punhos, presos e fechados. O medo o estava deixando apreensivo. Foi quando Max pergunta:

–A que devo a honra da sua visita?

–Bem.-começa Chronnus. –Digamos que eu tenho uma proposta e um aviso.-ele anda pelo quarto, se auto-levitando, seus cabelos pairavam no ar. –Qual deles quer primeiro?

–Qualquer um.-respondeu Max, não sabendo o porquê de estar conversando com ele. –Quero o aviso.

Chronnus sorriu.

–Qual a graça?-perguntou Max, tentando se levantar, mas ficava aquecido sentando.

Chronnus então começou a falar e seus olhos brilharam. O quarto todo mudou e então o “cenário” transformou-se na rua, na prisão de Max, como se estivesse voltado no tempo.

–Como vê...-disse Chronnus calmamente, gesticulando de vez em quando com a mão direita. –Sua explosão foi de grande proporção. Tão grande que abriu uma cratera de 5 metros em nosso solo.

–E...?-pediu Max. –Qual o meu aviso?

Eles voltaram ao quarto, Chronnus sério, com raiva.

–Como meio-sangue, príncipe de Versailles, eu, junto com meu pai, Kiren Velasco, lhe condenamos à morte na forca pelo assassinato de 35 pessoas na noite de hoje.

Max ficou chocado.

–Mas-mas não tenho direito a nem um julgamento?!-perguntou ele, tremendo. –Como eu pude ser condenado à força...

–Você matou 35 pessoas, tentou invadir o castelo e ainda atacou dois guardas com abelhas medíocres!-Chronnus se ajoelhou, mas se levitando,chegando perto do rosto de Max. –Além do mais, Maxwell Daniells, você está portando documentos ilegais.-ele levitou a mochila de Max, mostrando 12 identificações falsas. –Zack Malcoy, Taylor Vuiciere, Iam Turcsson, Eduardo da Silva e...

–Já chega!-gritou Max, Chronnus o olhou, sabendo que havia conseguido o que queria, dando um sorriso ambicioso. –Eu já entendi.

–Que bom.-Chronnus amassou as identificações, que envelheceram e viraram pó. -Eram tantos nomes que eu levaria uma eternidade, além dos meus anos de vida...

–Que são quantos?-pergunta Max sarcasticamente. –Para o ser do tempo parece ser muito.

–Digamos que... Minha idade não pode ser marcada pelos mortais...-Chronnus juntou as mãos. –Posso ter a sua idade, ser mais novo, ser mais velho. Como disse, sou o ser do tempo. Somente o Tempo sabe dizer qual a minha idade.

–Para o ser do tempo você é muito novo, não?-perguntou Max, pressionando o bracelete contra o corpo e a parede. Sem sucesso.

–Ora, Maxwell, o tempo muda o tempo todo.-Chronnus transformou-se em Max, para a surpresa do garoto. –Agora, devo dizer que essa é minha forma verdadeira.-ele destransformou-se. –Não envelheço.

Por dentro, Max estava surpreso. Queria cair no choro de emoção, afinal, os seres do tempo e do espaço são um dos seres mais poderosos, abaixo somente dos deuses e titãs. Max sabia da história deles, o que deixava aquela visita ainda mais surpreendente.

–Mas, voltando ao assunto da minha condenação...-Max continua.

–“Não tenho direito a um julgamento?”-Chronnus e Max dizem juntos. Max surpreso.

–A resposta é não.-Chronnus faz cara de desapontado. –Infelizmente nossas leis são duras e você havia feito tudo isso lucidamente, sem nenhuma provocação.-Chornnus mostra as explosões de Max. –Sinto dizer, mas você está com os dias contados.

–E a sua proposta?-Max procura uma saída.

–Ah! Agora lembra dela?-Chronnus, num tom brincalhão. –A proposta é a seguinte: você veio aqui com um objetivo e o destino nos fez nos encontrarmos. Quero que me diga o que veio fazer aqui e quero lhe fazer um convite.

Max pensou um pouco: posso mentir para ele e fugir quando tudo ficar bem, ou posso não aceitar o acordo e tentar me soltar usando o bracelete na hora da minha condenação, na forca. Mas ele é o Ser do tempo, pode me alcançar. Ele é filho do rei, então ele vai proteger o pai e o reino que vai ser dele.

–E o que vai me dar em troca?

–Sua liberdade e, dependendo do que seja o que tem que fazer, uma ajuda.

–Pensei que o ser do tempo saberia de tudo.-disse Max, sarcasticamente.

–É algo trabalhoso, viu!-Chronnus suspira. –O destino é incerto e tudo pode mudar. Fica difícil ver o futuro do futuro. Além do mais, eu não posso interferir muito no tempo.

–Ah!-diz Max. –Tem um tipo de mal que está ameaçando Versailles e o mundo.-fala Max. –Principalmente esse reino.

–Sério?-pergunta Chronnus com os braços cruzados, bocejando. –Será por que esse é o mais poderoso reino que existe? Acha que não sabemos disso?

–O mal que digo não é a força dos homens, e sim de seres superiores a eles.-Max explica, sem vontade. –Não sei direito. Só que eu deveria proteger essa cidade desse mal.

Chronnus cai na risada.

–Você? Me proteger?!-ele para de rir, dando sorrisos. –É patético.

–Quer saber de uma coisa? Boa noite e boa sorte!-Max se vira, deitando no chão frio, virando-se para a parede.

–Vamos, Maxwell. Levanta.-Chronnus, brincando.

–É Max!-diz o garoto, ainda de cara pra parede. –Não vou discutir com alguém que nem idade tem!

–Ah, Max! Levanta!-Chronnus se chateia, levitando bruscamente Max, que ficou dessa vez acordado. –Eu tava brincando. Você sabe me dizer que “mal” é esse?

–Não... Não sei.-diz Max sentindo a corrente ficar mais leve. –Tenho que proteger a cidade no anonimato, dizer somente ao rei e a ninguém mais.

–Ainda bem!-pensa Chronnus.

–Hum... Mas, e com o que você me protegeria?

–Com um bracelete.

–E onde está esse tal “bracelete”...?-perguntou Chronnus.

–Preso comigo.-responde Max, apreensivo.

Chronnus coloca Max no chão e ele cai sentado.

–Serei breve, pois já parei o tempo aqui nesse lugar há alguns minutos e você precisa envelhecer. –Eu te solto, te dou abrigo no castelo, você me dá esse bracelete e está livre do julgamento. Ok?

Max pensou.

–O bracelete não sai...-diz Max. –Ele tá grudado em meu braço...

Chronnus levitou Max, colocando-o de costas para ele.

–Hey! O que cê tá fazendo?-Max, pensando besteira já.

–Calma.-disse Chronnus, tocando na camisa de força que prendia Max. –Estou te soltando.

–Então solta logo que essa posição tá estranha.-ele, impaciente.

–Você demorou 8 meses, 2 duas semanas, 4 dias e 58 minutos pra nascer, agora deu pra ter pressa?-disse Chronnus, olhando a camisa de força envelhecer, virando poeira.

Max se espantou.

–Aqui tá o bracelete...-ele estendeu o braço. –Não sai do meu pulso.

A Joia perdida?!–surpreendeu-se Chronnus.

–Talvez...-Chronnus materializa sua foice, assustando Max que não podia sair, pois Chronnus o estava levitando. –... Cortando ele saia...

–Qualé, vai!-Max tenta sair, mas não conseguia. Se cortar o meu braço ele não vai funcionar!-ele se desespera quando Chronnus aproxima a foice.

–Estou brincando.-Chronnus brincalhão solta Max, que cai no chão, de costas, somente acorrentado. –Já que o bracelete não sai e você veio me proteger, estou aqui pensando: “será que ele é capaz...?”

–De que?-pergunta Max.

–Max, sei quem você é e sei pra quem você supostamente trabalha.-Chronnus gesticula aspas. –Quero lhe oferecer um segundo emprego, acima do primeiro.

–Como assim?

–Você vai continuar trabalhando para o Priorado, mas trabalhará comigo, pra mim também.

–E vou fazer o que?-perguntou Max, indeciso.

–Já que você veio me defender e defender a cidade, quero que venha comigo e fique aqui.-Chronnus estendeu-lhe a mão. –Você conversará com seu avô e lhe dirá que será um guardião, protetor dessa cidade. Protegido pela Igreja e por Versailles. Aceita? Mas fará o que eu mandar...

–O que você me mandaria fazer?

–Nada de mais: só quero que você realize algumas missões que só você, Max Daniells pode realizar.-Chronnus falou num ar confiante, que encorajou Max. –Você foi o garoto que matou uma das filhas do deus Trevor, o deus das sombras. Você, Max Daniells, merece missões melhores do que pegar um coelho, proteger idosos, trabalhar em uma igreja e dormir na casa de dois velhinhos. Merece respeito. Batalhará contra demônios, bestas e feras perigosas.–Chronnus estendeu a mão com vontade. –Então. Isso, só eu poderei lhe dar, mas só se você vir comigo.–Chronnus olhou nos olhos de Max. –E ai, vem?

Max pensou, confiante. A proposta era boa e não parecia ter erros. Max pegou a mão de Chronnus, que o levantou do chão.

–Eu aceito.-disse Max, enquanto suas correntes quebravam e ele era liberto, caminhando com Chronnus, o ser do Tempo. –Aceito sim.


CONTINUA


Notas finais
E aê, gostaram?
Vo tentar fazer mais capítulos curtos como esse.
Obrigado pela atenção, gente. Obrigado pela atenção, pessoal.
Valeu, tchau, tchau.