Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses
47 Quando a amizade começa!
Notas iniciais
Bem, por enquanto é só. Boa leitura.
Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 46:
Quando a amizade começa!
Chronnos estava olhando Helleonora na frente de seus pais sem disfarçar a surpresa de ter visto sua meia-irmã após a batalha que tiveram. Helleonora sabia de uma parte dos planos de Chronnos, mas disfarçava, pois estava muito feliz em rever sua família novamente.
–Por onde esteve, minha filha?-perguntou Ellira, sua mãe.
–Ah, mãe... Estive em um lugar legal, num mundo muito maneiro. -Helleonora lembrando-se de seus amigos e de Edward. –Fui pra escola, me apaixonei, fui pra uma ilha, fui presa e...-Kiren lhe interrompe.
–Foi presa?!-ele se surpreende e se revolta. –Quem ousa prender minha adorável filha?! Me diga e mandarei meu exército para destruí-lo.
–Não se preocupa, pai...-Helleonora sorri. –Já passou e fui salva.
–Ah... Mas não sei o que faria com minha filha... -Kiren a abraçou e a deu um beijo na testa. –Você está bem mesmo?
–To sim, pai.
Chronnos então se auto-levitou e disse para os convidados.
–Aproveitem a festa! Logo, logo ela acabará.
E o povo continuou, mantendo distância da Família Real, como manda as regras. Helleonora ficou com os pais até que resolveu ir para seu quarto. Na subida, viu Max parado, tomando um suco e ele a olha e sorri. Helleonora nem dá atenção e sobe para seu quarto.
–Metida!-ele fala baixinho.
Chronnos então o chama e eles seguem até a varanda do castelo, no 3º andar.
–Fale. -disse Max depois de subir com Chronnos.
–Aquela garota que entrou no castelo é minha meia-irmã. -falou Chronnos. –Vi como olhou para ela.
–Não. Não é o que você tá pensando!-Max fica com um pouco de medo, pensando que Chronnos iria fazer alguma coisa com ele. –Eu só quis ser solidário e...
–Fica calmo, Maxwell!
–É Max!-lembrou Max. –Mas o que quer que eu faça?
–Você é um rapaz muito bom e tem boa aparência. -Chronnos o olha. –Quero que você se aproxime de Helleonora. Quero que vocês se tornem praticamente íntimos.
Max não estava entendendo.
–O que uma garota linda como Helleonora vai querer com alguém como eu?-perguntou Max irônico. –Muito mal ela olhou pra mim quando subiu.
–É. -concordou Chronnos. –É verdade. Você não é grande coisa mesmo...
–NÃO PRECISAVA CONCORDAR!-disse Max com raiva. –Mas tá bem, vou tentar.
–Ótimo!-Chronnos materializa sua foice. –Como ser do tempo, preciso viajar em diversos lugares, para enfim, fazer meu trabalho. -Chronnos se levita, preparando pra ir.
–Hey! Um momento.
–O que foi?-Chronnos, com desprezo.
–Do que sua irmã gosta?
–Aff! Ela é estranha ao ponto de gostar de coisas simples... -falou Chronnos preparando para voar. –Seja humilde e ela vai gostar de você. Ah! Ela tem a estranha mania de todas as noites e todas as manhãs ir ao lago Cristaline. -e ele abre uma fenda no ar e passa. –Só tome cuidado. Callisto, a escudeira dela pode atrapalhar. Se for ver ela, use alguma coisa de metal na cabeça.
Max então fica na varanda do enorme castelo. Da varanda é possível ver uma boa parte da cidade iluminada. Ele se vira e observa uma porta de vidro e entra, saindo em uma parte do castelo onde fica seu quarto.
...
Helleonora então chega a seu quarto, onde tira sua coroa e seu manto real, coisas que não gosta de usar e olha ao seu redor. Seu quarto tinha uns 20 m² e tinha uma coloração dourada e rosa, com um tapete florido que vai da porta até a cama, que é redonda e fica no meio do quarto. Há um tipo de lustre no teto que ilumina o quarto e uma escrivaninha, além de uns móveis para beleza e um banheiro grande, para sua higiene.
–Nada mudou... -ela vai ao banheiro e toma banho.
Após terminar seu banho, Helleonora abre a grande janela de seu quarto e observa a cidade e, a uma boa distância do castelo, observa um grande lago azul, iluminado por luzes que dão uma coloração especial a ele. Ela voa até lá. Não demorou muito e chega ao lago e senta bem próximo a ele, olhando seu reflexo na água.
–Que saudade. -ela bebe sua água. –Ainda têm o mesmo gosto... -ela sorri.
E Helleonora fica admirando o lago, sentada, encolhida, apoiando o braço nos joelhos e sua cabeça sendo apoiada pelos braços.
–Com licença. -falou uma voz atrás dela, logo Helleonora se vira e vê Max, com um buquê de flores azuis. –Atrapalho?
Helleonora voltou a olhar o lago. Max ficou triste, até que ela limpa um pouco as lágrimas e vira para Max, que não tinha esperanças de que ela lhe daria atenção e já estava se preparando para sair.
–Não... -ela fala, para a alegria do garoto.
Max então entrega as flores para ela e senta ao seu lado, mantendo certa distância.
–Por que está triste?-ele pergunta vendo-a de perfil, sua franja vermelha contrastando seu rosto.
–Nada não... -responde Helleonora. –Obrigado pelas flores, são lindas.
–De nada. -responde Max, sem jeito. –É o mínimo que posso fazer.
–Parece que as vi em algum lugar...
–E as viu, eu acho. -falou Max tímido. –São do jardim do castelo...
Helleonora sorri.
–Oba... Fiz você rir. -ele comemora, olhando para Helleonora que ainda olha para o lago.
–Esse lago é bonito, né?-ele olha para o lago de águas cristalinas, parecendo ser prateadas.
Helleonora olha pra Max olhando o lago e então volta a olhar o lago.
–Eu sempre venho ver o lago... Pela manhã ele é lindo, mas ele é mais lindo de noite.
Max concordou.
–Igual a você.
Helleonora olha pra Max, mas não da muita atenção.
–Sabe, eu já vi muitos lagos na minha vida. Mas o mais lindo é esse. -falou Max tocando o lago e molhando a mão. –O mais legal é que ele é levinho. -ele bebeu a água do lago. –E a água é muito gostosa!-ele bebeu mais.
–Antigamente esse lago era apenas um monte de água cercada por terra, onde embora a água fosse limpa e cristalina, nenhuma vida animal vivia nele... -disse Helleonora. –Após o acordo entre titãs e deuses, a deusa Hydrus chorou sobre ele e a primeira vida nasceu.
–Nossa!-Max olhou para o lago. –Não consigo ver peixes... A água tá prateada e não consigo ver nada.
–É por causa da noite... -Helleonora segurou nas mãos de Max, para a surpresa do garoto. –Vem comigo.
Helleonora então levitou Max e voou com ele para acima do lago, que, à medida que subiam, a água ficava mais cristalina, até que eles veem peixes de diversas cores e tamanhos, além de um fundo azulado e verde. O lago era muito lindo e colorido e a água era cristalizada.
–UAU!-Max, a alguns centímetros das águas do lago. –Isso é muito lindo...
–Sabe o que é mais lindo?-perguntou Helleonora. –Entrar dentro dele. -ela sorriu.
–O que?! Não vai me dizer que...
Max e Helleonora estavam de mãos dadas, para que Helleonora pudesse levitar Max. Então Helleonora diz algumas palavras e eles vão descendo, para dentro do lago, que vai repelindo a água, não deixando eles se molharem. Passou-se alguns segundos e Max e Helleonora estavam dentro do lago, próximos ao chão e a água estava a sua volta. Ele estava admirando a beleza do lugar, pois podia ver os peixes bem de pertinho e sem se molhar.
–Olha só. -Max encontra alguma coisa no chão, brilhosa. –O que é isso?-ele se abaixa e põe a mão dentro da água e retira da areia um colar.
–Nossa... Você o achou!-se surpreende Helleonora. –Achou o colar que eu perdi...
Max então segura o colar prateado com um pingente de uma flor e entrega para Helleonora, que o agradece dando um abraço.
–Obrigada...
–Quer que eu o coloque para você?
–Por favor. -ela dá o colar pra ele.
Max então levanta os cabelos de Helleonora e então coloca o colar.
–Vamos sair daqui? –pediu Helleonora.
–Sim. -respondeu Max. Você quem sabe.
...
–Sabe, você é o primeiro a falar comigo e o primeiro que não me trata como uma princesa. -nota Helleonora. –Não me conhecia?
–Sim... Eu te conheço. -fala Max. –É que eu não te vejo como uma princesa... Mas sim como uma pessoa normal.
–Sabe, gostaria que as outras pessoas fizessem como você... -Helleonora olhou para toda a cidade. –Mas ai você não seria original...
–É verdade!-falou Max. –Sabe, vou fazer 15 anos daqui a alguns dias e estando aqui já ganhei meu presente de aniversário.
Helleonora riu.
–A vista aqui é bonita, não é?-perguntou Helleonora.
–Não sabia que dava pra ver toda a cidade do alto do castelo. -Max sorriu, deitando nas telhas do castelo. –Você conhece bons lugares, sabia?
–Sabia. -falou Helleonora, de um jeito convencido, mas inocente. –Descobri esse lugar quando pequena. –Eu subi aqui, mas não conseguia sair... -ela riu. –O castelo, ao contrário dos outros, cerca toda a cidade, pois isso que ele é grande e imponente...
–É verdade... Mas você deve saber disso de cor, não é. Vai ser rainha disso tudo...
–É... -falou Helleonora.
–Não gostou?-perguntou Max. –Não quer ser rainha?
–Não é isso... É que eu não quero ter mais responsabilidades. -respondeu Helleonora triste. –Já não basta ser o ser do espaço, ainda ser rainha.
Max riu.
–Com grandes poderes nascem grandes responsabilidades.
Helleonora olhou para Max, vendo-o deitado no telhado do castelo. O sol já ia nascer.
–Olha lá. -ela apontou para o lago. –Olha a cor dele...
–Uau! O lago tá vermelho prata... -Max e Helleonora se olharam. –Sua cidade é linda...
–Sabe, preciso dormir. -ela se levanta, voando.
–Nos vemos logo?-perguntou Max se levantando, ficando sentado.
–Sim. -respondeu Helleonora após um sorriso sincero. –Ah, a propósito, qual o seu nome?
–É Max. -respondeu o garoto. –Max Daniells.
Helleonora deu um sorriso.
–Não acredito que passamos quase uma noite juntos e sem dizer um nome um ao outro...
–É verdade. -Max.
–Então é isso. -Helleonora, sem jeito. –Preciso ir, tchau!-ela se despede, indo para seu quarto.
Max então olha para o lago, admirando-o, imaginando como seria estando lá, ele e Helleonora. Abraçados um ao outro, até que pega no sono.
Continua
Notas finais
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