Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses

40 O primeiro rompimento dos selos. Transformação.


Notas iniciais
Hey, pessoal!
Gente, tá aqui o primeiro capítulo de OLG com imagem!
Leiam, comentem e digam o que acharam, ok?
Boa leitura e até mais vê.

Os Lendários Guardiões

–Templo dos deuses-

Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 40:

O primeiro rompimento dos selos. Transformação.

Minerva desce as escadas da E.P.M. e vai até a enfermaria, ver como está o estado de Edward. Chegando lá, abre a porta, se deparando com um rastro de sangue pelo chão.

–O que aconteceu aqui?!-ela se apavora, procurando Edward, as roupas da maca bagunçadas. –Edward, Edward!

–Minerva...-chama Edward, num ar fraco, como quem está em apuros, morrendo.

Ela corre ao encontro do garoto, levantando a barra de sua longa saia ornamentada com flores finas. Perseguindo o rastro de sangue, um pouco ralo, Minerva puxa uma cortina e vê Edward deitado no chão, de barriga pra cima, com a mão na janela, pegando sol.

–Garoto, o que veio fazer aqui, sua maca é lá.-ela o segura pelos braços, levantando-o.

Edward anda devagar até a maca, sendo apoiado por Minerva. Ele deita na cama, e ela logo avisa que ele iria tomar banho logo.

–Posso fazer uma pergunta a senhora?

–Claro.-ela senta na maca, olhando para ele.

–A senhora sabe onde o guardião dessa cidade está?-perguntou Edward, procurando respostas.

Minerva dá um sorriso, parecendo lembrar de algo.

–Lembro, de quando tinha 10 anos, há cento e três anos atrás, que conheci meu primeiro guardião. Ele quem construiu a cidade de Gorlan e morreu de causas naturais.-começou Minerva. –Toda cidade tem um guardião, basta procurar.

–Mas onde?

–Pela cidade.-respondeu Minerva. –Eles estão espalhados pelo mundo, um ou dois por cada lugar. Mas por que quer saber sobre eles?

–Nada... Não é nada não.-respondeu Edward, se cobrindo até a cintura. –Li num livro.

Minerva se levantou.

–Bem, sendo assim, vou deixá-lo aqui, até a sua hora de banho.-Minerva se despediu, saindo da cama.

Edward então se levantou, não estava sentindo dor, pois a sua queimadura só doía quando algo a encostasse. Como Edward não tinha andado há algum tempo, ficou fraco, e teve que se arrastar até a janela, para pegar sol. Pegou uma bandana preta e colocou-a na cabeça, a fim de não ser tão reconhecido entre o povo da cidade, principalmente seu pai, que trabalha como ferreiro comunitário, ajudando a fazer armas. Trabalhava no lugar do velho Richester, que infelizmente morreu no último ataque à cidade.

–Só espero achar logo esse guardião.-Edward pulou da janela, aderindo-se à planta, evitando que sua barriga entre em contado com nada dela. –O ruim é que a cidade tá cheia, ainda mais com a onda de sumiços por causa do demônio.-Edward caiu no chão, em pé. –Muita gente tá comprando armas, pra se defender.

Edward foi até algumas casas e as observou. Não podia falar que estava atrás do guardião, até porque ele nunca havia ouvido falar sobre ele. Sua bandana preta havia disfarçado um pouco seus cabelos vermelhos, mas ele estava sem camisa e seu físico não muito forte mostrava sua ferida, que praticamente todos os alunos conheciam.

–Bem... Já vi que isso vai demorar um pouco.-suspirou Edward se esquivando dos olhares de professores e Stwart, além de tentar procurar pelo guardião que ninguém conhecia.



Uma trombeta toca, alertando à Metrópole de que as super navegações enviadas à Lockhaven voltavam da viagem longa. Nigazat Nara voltava com poucos soldados, além de uma enorme culpa, pois não cumpriu a missão e o general Adolph havia se revelado um “traidor” e ficado do lado inimigo. De longe, podia ser visto um extenso corredor de soldados, preparados para fazer uma cerimônia de retorno, pois mesmo perdido, Nigazat foi há uma guerra. Preso em seu navio, havia um tipo de adaga presa com um cristal de quartzo. Este estava preso a uma linha de metal que estava atada a um pêndulo também de quartzo, mergulhado nas águas do mar, que em movimento, não deixavam que os cristais de quartzo se encostarem.

–Até que enfim ele chegou.-falou Tacker que estava recostado em um poste de luz e vendo o navio no horizonte foi para o lado do pai, que estava de pé, com Eclésias e seu filho, Epson. –Já estava queimando nesse sol.

–Se você que tem poderes de lava e fogo queima no sol, imagine eu.-falou Epson, terminando de ler um de seus pergaminhos.

–Cale a boca, seu... Aff!-gritou Tacker, se exaltando. –Vai batalhar ao invés de ficar lendo!

–Silencio, gente.-falou Flamareon, vendo o navio mandar o sinal para a Metrópole, que mandou novamente um sinal informando para o navio desligar os motores e deixar que somente a força do curso os leve até o porto, ou o que restou dele.

Tudo estava correndo bem, até que a navegação principal desliga seus motores e os escravos remam contra o mar, para que não colidam com a estrutura pré-fabricada do porto.

–Vai levar 7 minutos até o navio ancorar no porto.-falou Epson, indo se sentar. –Não quero torrar no sol.

O movimento feito pelos remos dos escravos fazia uma parte do pêndulo chacoalhar, quase tocando com o cristal de quartzo, que ficava há uns 3 centímetros de distância. Passaram-se seis minutos e o mar estava ficando mais calmo, pois cinco das embarcações já haviam parado, então a força da água pressionava a embarcação de Nigazat, que ficava no meio.

–Pronto.-falou Epson.

Epson se levantou, mas o pior aconteceu. Uma explosão muito forte se formou, explodindo a embarcação de Nigazat. Voltando ao tempo, sem ser o Chronnus, poderei afirmar que o plano antecipado de Callisto havia funcionado perfeitamente. A adaga de Callisto tinha o formato de uma faca kunai e no centro do orifício (aquele círculo, que pode-se rodar a kunai com o dedo) havia uma navalha que ficava gastando o fio de metal, que logo acima suportava o cristal de quartzo. Quando a navegação parou, a navalha cortou o fio e fez os cristais se tocarem, produzindo uma energia elétrica tão forte, potencializada com a água, que correu pelo corpo do navio de ferro e metal, que explodiu o reservatório de combustível do navio.

–Meu deus!-falou Eclésias, sendo protegida por Flamareon, que protegia Tacker também. –O que aconteceu?

O capacete de Nigazat rolou até o porto e logo após uma espada girou no céu e caiu na frente dos três.

–Ele morreu?-perguntou-se Tacker, pegando o capacete quente. –Pai, o que acontece?

–Terei que eleger um comandante novo.-ele pegou o capacete. –Eclésias e general Adolph seriam os sucessores, mas já que Adolph resolveu nos trair...

–Quem assume o lugar é Eclésias.-falou Epson, saindo de dentro do chão, passando pela espada e dando um salto, logo ficando de pé. –Ufa! Quase que eu morri.-ele viu a espada no lugar onde estava. –Só espero que nenhum barco saia daqui e exploda no continente de Yan.–Epson pensou, voltando a ler seus pergaminhos.



Haviam se passado algumas horas e Edward já estava cansado de procurar, resolvendo ir visitar seu amigo Carvalho.

O que aconteceu, meu amigo?

–To chateado.-respondeu Edward. –Acredita que to desde de manhãzinha procurando pelo guardião dessa cidade e não achei.

Você tem certeza que já procurou em todo o lugar?

–Sim, mas não achei.-respondeu Edward deitado em cima de um galho. –Conhece algum?

Sim.-respondeu Carvalho. Conheço um de quase 200 anos.

–Sério?!-surpreendeu-se Edward. –Quem é?

Eu.

Edward ficou parado, perplexo, imaginando o tempo que teria ganho se fosse no carvalho antes.

–Pode me ajudar?

Depende, meu caro. Sobre o que?

–É que eu tive uma batalha contra um demônio e ele me fez isso.-Edward mostrou seu ferimento. –Ai, tive uma conversa com Pain e ele me disse que o guardião, que nesse caso é você, pode me ajudar a liberar um selo, para eu melhorar.

Bem... É meio bem fácil, se colaborar... Mas o resultado não é muito agradável.

–Pain disse a mesma coisa.-falou Edward, com um pouco de dor na barriga. –Mas por favor, faço qualquer coisa...

Tem certeza?-perguntou o carvalho, Edward disse “SIM”. Bem, então preciso que fique bem relaxado e entre em mim.

Edward fez o que a planta disse, mas na hora que entrou dentro dela, sua ferida ardeu tanto, que parecia que o ferimento ia abrir e tudo o que tinha em sua barriga iria sair. Dentro do carvalho estava escuro e os olhos de Edward emanavam uma luz verde, que cobriu todo o seu corpo.

–Vamos, agora, preciso que concentre energia na ponta dos dedos e pressione sua barriga com a ponta dos cinco dedos.-um rosto robusto apareceu no escuro. –Logo assim que ficar um tempo, sentirá uma dor além do normal, mas se mantenha e puxe sua mão o mais rápido possível.

–Está bem.

Edward posicionou sua mão direita, enquanto concentrava energia na ponta dos dedos e sua energia se assemelhava há um tipo de ponta fina. Respirou fundo e pressionou essa energia no meio da barriga, que queimou, literalmente, seu machucado, de um jeito que um líquido escorreu do machucado. Edward sentiu algo dentro dele, na barriga, começando a se mover lentamente. Aumentou a energia e então puxou sua mão, sentindo romper algo em seu corpo.

–To sentindo algo estranho...-disse Edward vendo uma luz verde sair de seu corpo e uma onda de dor tomar conta de seus ossos.

Edward gritou de dor, sentindo seu corpo doer e seus ossos arderem, alterando seu tamanho. Sua energia cobria sua pele, que rasgava e dava lugar a uma outra camada de energia. Sentiu algo em suas costas crescer e rasgar sua pele de novo. Sentia o sangre frio escorrer a medida que gritava. Sentiu também algo sair de sua cabeça, na altura do pescoço. Uma dor extrema, que fazia Edward chorar tanto, que naquela hora a morte seria bem vinda. Isso se prosseguiu por longos minutos, até que Edward fecha os olhos e cai dentro do carvalho.



Não sabendo quanto tempo ficou com sono, Edward abre os olhos e enxerga um pouco embaçado, como se uma lente estivesse em seus olhos. Colocou sua mão na barriga e não sentiu nada. Encontrou um bilhete na sua cama que dizia: “Vá tomar banho e, se você estiver melhor, vá até o meu quarto. Beijos, querido. Helleonora Valquíria.”

–Deve ser alguma coisa importante.-falou Edward feliz, sentindo sua voz alterada, mais rouca. Pensando se tratar do fato de ter gritado tanto, naturalmente ficou rouco. –Vou tomar banho.

Ao se levantar, Edward sentiu suas costas pesadas, como se um peso de mais de 10 quilos estivesse pendurado nela. Sentiu um peso em suas pernas, mas naturalmente ignorou. Foi até o banheiro e abriu o chuveiro. Quando entrou de baixo d'água, sentiu uma sensação estranha. Se ensaboou e então pegou a toalha e foi até o espelho, para pentear seus cabelos vermelhos.

–Ai, meu Pain!-Edward se assustou com o que viu, dando alguns passos para trás, de susto.

“Eu lhe avisei que os resultados não seriam bons.”–falou Pain. “Mas assim, ficou mais bonito.”

Edward chorou. Olhando para o espelho, com suas mãos apoiadas na parede, viu no que havia se transformado. Um ser grande, de 1, 70, com detalhes pretos e verde claro. Seus pés, antes com cinco dedos, estavam negros, finos, com apenas três dedos longos. O mesmo aconteceu com sua mão, que havia quatro dedos, também longos. Olhou para trás, sentiu algo pesado. Algo em suas costas havia se alongado e agora arrastava no chão. Era maior que Edward e se dividia em quatro partes, na cor verde, detalhadas em preto, com manchas azuis. Tentava movê-las, até que elas se mechem e formam um manto verde, detalhado em preto, que cobriu seu corpo magro, negro, detalhado em verde e preto.

\"\"

–Pronto.-Edward olhou seu reflexo no espelho, desmaiando em seguida. –Agora sim virei um monstro.


Continua

Notas finais
E aê, gostaram? LOL
To muito feliz pelo capítulo, gente.
EXCLARECIMENTOS: sei que copiei a imagem do alien Friagem, de Ben 10, mas ele é o meu favorito e era simplesmente o que eu queria para ser o resultado do Edward!
Prometo que será o único e último plágio.
Bem... Por favor, deixem reviews.