Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses
41 Capítulo 41
Notas iniciais
Segundo, quero agradecer aos grandes leitores que contribuem para o desenvolvimento dessa fic.
Obrigado a todos! Boa leitura.
Os Lendários Guardiões
-Templo dos deuses-
Livro 2: Sombra ......................................................................... Capítulo 41:
Como um desconhecido!
Edward estava ainda desmaiado no chão, com uma toalha nas mãos e um pente caído ao seu lado. Ele acorda aos poucos e a luz entra em seus olhos, que buscam logo suas mãos. Ele se assusta, afinal, pensara se tratar de um sonho.
–Não pode ser... -Edward chorou, seus olhos fechados, com a mão fina e seus quatro dedos no rosto. –Como isso pôde acontecer comigo?!
–Edward, você tá ai?-perguntou Ellira, adentrando na enfermaria com Áquary. –Aparece.
–Essa não!-falou Edward levantando-se rápido do chão e se abrigando dentro do box. –A Ellira não pode me ver assim!
Edward liga o chuveiro novamente.
–Um momento, Ellira!-gritou ele. –Tô tomando banho!
–Nossa! Sua voz tá diferente... -falou Áquary surpreso. –Tá mais, tipo, grossa e parecendo que você tá triste, mas tá melhor. -ele riu. –Nem parece que é você!
Ellira riu.
–Sai logo daí, porque a Helleonora teve aqui há muito tempo e você estava dormindo, ela não quis te acordar e agora tá querendo te ver. -falou Ellira, pegando o bilhete de Helleonora. –Seus pais estiveram aqui também, mas eles foram embora logo. Você tava dormindo.
Edward ouvia tudo do box. A água caía em cima dele e ele procurava uma maneira de sair dali. Não tinha muito controle sobre seu “manto”, que nascia em suas costas formando algo que ele não sabia para que fossem. Sua pele era lisa, mas, por dentro, tinha uma textura de planta, folhas, mas precisamente. Edward estava maior, o que dificultava um possível disfarce. O que mais lhe dava nervoso ao ver sua transformação era é ele parecia ter duas antenas azuis e verdes, que se escondiam embaixo da sua capa.
–Já vou, Ellira. -falou Edward, enquanto tentava olhar por debaixo da porta, os pés de Ellira e as botas de Áquary, que estava sentado na cama dele. –Vai indo lá na Helleonora que depois eu vou.
–Tudo bem então. -eles saíram.
Edward sai do banheiro e então vai para sua maca, onde procura alguma coisa em sua cama. Quando enxerga o cordão de unicórnio e o coloca no pescoço, Natanael entra no quarto com Oliver, abrindo a porta sem trancas e observa que um monstro estava no quarto de Edward.
–O-Oi... Natanael... -cumprimentou Edward sem jeito. –Oi, Oliver. -ele estava parado, como quem havia levado um susto, encarando sem jeito os dois garotos.
–Demônio!-falou Natanael puxando sua espada. –Oliver, fica atrás.
–A onde está o Edward?!-perguntou Oliver puxando duas adagas. –Responde!
–Calminha aê, gente. -Edward dava passos para trás, devagar, mexendo as mãos em sentido de não. –Eu não sou quem vocês pensam que sou.
–Ah, é?-ironizou Natanael andando para frente, sua espada em punho. –Você vai pagar, demônio maldito!
Natanael correu até Edward e desferiu um golpe com a espada, que Edward desviou por pouco, caindo no chão em seguida. Natanael então girou os braços e tentou golpear Edward com um chute, que o acertou na coxa, mas ele revidou com um empurrão, indo para a janela, mas Oliver atirou uma adaga que pegou em seu manto ou capa e esta explodiu, mas o corpo de Edward estava encharcado e neutralizou o ataque.
–Essa não, preciso fugir. -falou Edward pegando um criado-mudo e lançando no caminho de seus dois amigos. –Desculpem, pessoal. -ele pegou o lençol e tacou na direção de Oliver, que tentou desviar, atingindo Natanael.
A s enfermarias tinham muitos quartos individuais que se separavam por um grande corredor. Cada quarto tinha um total de oito metros e uma porta, banheiro e uma janela. Edward deu um salto por entre a porta, sentindo seu corpo pesado e caindo no chão em seguida, mas conseguiu sair da enfermaria.
–Lá vai ele!-gritou Natanael saindo da porta, vendo Edward correr pelo corredor com poucas pessoas, que ficavam assustadas ao vê-lo. –Segurem ele!-ele gritou.
Oliver pegou duas adagas e correu atrás dele também. Edward corria com seus três dedos do pé, o que não lhe dava uma agilidade e seu equilíbrio dependia muito. Correu até as escadas, derrubando pessoas e alguns amigos. Quando estava para chegar até um corredor menos movimentado, uma adaga atingiu a parede, liberando um gás gelado, que imobilizou Edward.
–Só vou perguntar uma vez. -começou Oliver que havia chegado ao corredor, logo atrás veio Natanael e em seguida alguns alunos curiosos. –Onde está o Edward?
Edward ficou meio confuso. Não podia se mexer muito, pois sua pele havia armazenado muita água, que congelou.
–Oliver, não tá me reconhecendo?-perguntou ele, tentando se levantar. –Sou eu, seu amigo, Edward.
–Ele está tentando te confundir, Oliver. -falou Natanael apontando sua grande espada para Edward, abaixado no chão. –Nosso amigo não é assim.
Mal Natanael terminou de falar, uma faxineira passou com um carrinho de faxina cheiro de sujeira e poeira. Vendo o monstro abaixado, grande e com uma cara anormal, se assustou, deixando o carrinho cair, liberando poeira.
–Olha aqui!-Natanael pegou o monstro pelo pescoço, levantando-o pelo manto. –Você tem cinco segundo pra dizer onde está nosso amigo, se não você vai se arrepender de ter entrado aqui!
–Vocês não entendem...-começou Edward. –Eu sou o A-A-A-...-a poeira entrou em seu nariz –ATCHIM!
Foi ai que, com o espirro fonte, o manto de Edward se abriu, abrindo quatro grandes membranas verdes, detalhadas em preto. Isso bastou para Natanael se assustar e deixar Edward cair, que correu arrastando suas membranas no chão, até que elas se juntaram e ele correu normalmente.
–Essa não...-falou Edward, vendo de relance que estava no andar das aulas de combate. –Esse pessoal é tudo fortão... Se me dão um soco pro alto hoje, só caio no chão amanhã!
Edward correu até o banheiro do fundo do corredor e se escondeu lá, já que não queria lutar e não tinha mais lugar pra sair. Entrou num box e colocou suas patas, digo, pernas para cima, ficando encolhido. Logo depois ouve-se um estrondo de portas abrindo e conversas. Estava lá dentro Natanael e Oliver, além de uns caras usando o banheiro.
Preciso sair daqui o mais rápido possível. -falou Edward, ouvindo os passos de seus amigos, que chegavam até o seu box.
Colocando a mão na parede, Edward viu que nela se aderia. Então ele se levantou e começou a grudar na parede, andando nela. Tentava controlar sua capa verde, porque ela era maior que seu corpo e, se ela abrisse, não teria como se defender no alto. Andou um pouco, até que ficou de cabeça para baixo e viu que sua capa estava se soltando.
–Onde está o Edward? -perguntou Helleonora, impaciente, enquanto ajeitava seu cabelo e olhava pelo corredor vazio. –Eu queria passar o dia com ele, já que hoje pra gente não tem aula, mas ele insiste em se atrasar!
–Calma, ô! -falou Áquary sentado no beliche de cima. –Ele deve ter seus motivos, afinal o cara tava doente.
–É, Helleonora. -falou Ellira, indo até a amiga. –Eu e o Áquary fomos lá e depois o Natanael e o Oliver foram lá ver ele também.
–Devem estar conversando besteira!-falou Larienne rindo. –Homens...
Helleonora ficou com raiva.
–Quer saber, eu vou lá no Edward e trazer ele pra cá antes que a namoradinha dele resolva terminar...-falou Fléreri saindo do quarto, indo até a enfermaria, mas escutando um barulho no andar de cima. –Epa! O que é isso?
–Andem... Saiam da frente!-falou Edward correndo, após selar a porta do banheiro, feita de madeira. –Preciso encontrar a Minerva.
Todo mundo começou a gritar e, de tanto Natanael gritar “–DEMÔNIO! DEMÔNIO!” muito s acabaram acreditando e ficando com medo de enfrenta-lo.
–Tenho que sair daqui rápido. -disse Edward olhando para os lados, tentando achar uma planta. –Antes que algum valentão venha.
Edward pula da escada e se adere na parede áspera do colégio. Cai no chão e começa a correr na direção de seu quarto, quando pisa em algo escuro e fica parado.
–Um monstro!-surpreendeu-se Caio, parando Edward com sua sombra. –Não vai machucar ninguém!
Nesse momento chegam uns alunos, amigos de Edward. Oliver, Natanael, Ellira, Fléreri, Áquary, Ícaro e Mary estavam vindo à direção de Caio.
–Caio, não sou o que pensa...-Edward só falava, sem se mexer. –Me deixa sair.
–Não deixe escapar!-gritou Natanael pegando sua espada. –Me responde cadê o Ed!
Stwart e Minerva chegaram e levaram um susto com o que viram.
–Meu deus! O que é isso?!-perguntou Minerva assustada.
–Gente, não chega perto.- falou Ellira. –Pode ser perigoso.
–Pessoal, eu sou o Edward!-gritou Edward, meio triste, mas com raiva. –Eu conheço cada um de vocês!
–E daí?!-falou Áquary.
–Você pode ter pegado o Edward e absorvido as lembranças dele. -falou Larienne.
Edward Se chacoalhou um pouco e deu um pulo, saindo do poder de Caio, mas foi aprisionado por uma cúpula de água feita por Áquary e modelada por Ellira.
–Se você é o Edward. -começou Mary. –Prova!
Edward pensou um pouco. Como estava dentro da água, sua voz mudou um pouco, mas respirava normalmente, enquanto se corpo absorvia uma parte da água.
–Sou Edward Isaac Saint’ Clair.
–Isso até eu sei sobre ele!-falou Ellira.
–Ellira, você namora com ele. –Edward apontou pra Oliver, sua visão embaçada, por estar numa cúpula de agua.
–Todo mundo sabe. -falou Oliver, abraçado de Ellira.
–Diga algo que só o Edward sabe. -aconselhou Caio.
–Ai... Caio, você namora a Mary. -começou Edward apontando pra cada um. –Natanael, você só usa a armadura pra pegar garotas. Fléreri e Áquary são irmãos, e quase me mataram na Ilha Orchcraft. Ellira, quando tinha dez anos de idade fugiu lá pra casa e ficou com medo do salgueiro que tem no meu quintal. -Edward, pra encerrar. –Você fez uma cúpula de água de rio e não conseguia sair dele até que começou a gritar de medo do escuro. -Edward notou que a cúpula ia desmanchando. –E Caio, todos os dias você sobe numa árvore e lê seu livro vermelho e no meio dele tem um desenho da Mary.
–Como você sabe disso?-perguntou Caio.
–Posso ver através das árvores, Caio, líder da equipe 17.
Caio abaixou as mãos.
–É o Edward.
–Nossa... O que aconteceu com você?-perguntou Ellira, vendo que o manto de Edward havia caído e as quatro partes que o dividia estava sobre o chão.
–Eu apenas fui até o guardião da cidade e pedi pra ele me ajudar com o ferimento de magia. -Edward colocou a mão na barriga, meio áspera. –Só que fiquei assim.
–Você tá maneiro!-falou Ícaro olhando os detalhes pretos e verdes de Edward. –Consegue voltar ao normal?
–Não...-respondeu Edward controlando sua membrana e formando seu manto. –Se pudesse havia voltado para não causar tantos problemas.
–Desculpa aê, cara. -Oliver estendeu a mão. –É que tá acontecendo cada coisa por aqui que to confuso.
Edward a apertou e desculpou todo mundo. Minerva e Stwart não estavam acreditando no que Edward havia se tornado. Muitos dos amigos de Edward ficaram ali durante algum tempo, até que Stwart mandou todos irem para seus quartos e avisado que queria falar com Edward mais tarde. Agora, só Caio, Oliver, Natanael e Ellira estavam com Edward, até que Helleonora sai do quarto, para o temor de Edward e os outros.
–Por que estavam demorando tanto?-perguntou Helleonora, olhando seus amigos todos juntos, fazendo um tipo de parede, protegendo alguém. –O que tem aí?
–Não é nada. -respondeu Ellira, indo até a amiga.
–Não mintam pra mim... Eu to procurando o Edward...-falou Helleonora tentando ver o que eles escondiam. –Pessoal, deixem-me ver...
Helleonora então entrou no meio dos amigos, levando um susto ao ver um monstro abaixado, com vergonha.
–Helleonora...-falou Edward, baixinho, de maneira ingênua, enquanto levantava-se e ia até a garota, que estava com medo do que via. –Sou eu, o Edward.
–Não... -falou Helleonora com medo, dando passos para trás, vendo Edward de pé, com a mão em sua direção. –Você não é o Edward!
Helleonora correu na direção de seu quarto e Edward foi na direção de Helleonora.
–Helleonora, sou eu.-Edward correu até ela. –Eu posso provar e...
–Vai embora, seu monstro!-as mãos de Helleonora se envolveram em energia escura, roxa, e ela disparou um raio em Edward, na direção de sua barriga, que o fez subir e ser lançado para longe, caindo arrastado no chão e perto de seus amigos.
–Helleonora!-gritou Ellira, correndo para a amiga, virando-se para Edward. –Cuidem Dele, eu vou falar com ela.
Todos ficaram tristes, Oliver e Caio levantaram Edward, que estava chorando, indo para seu quarto. Edward Não sabia o que fazer.
–Calma Edward. -falou Caio, jogando água no manto de Edward, na direção da barriga, que estava meio machucado, mas se curando. –Ela tá confusa, não fez por mal.
–Não, Caio...-Edward chorou. –Me deixa em paz!
Edward foi até a janela e de lá pulou, caindo no meio da rua, assustando alguns moradores enquanto ia para o lago da cidade, para pensar um pouco próximo a jaqueira que ajudou na sua primeira missão.
Caio queria ir junto, mas Oliver o parou.
–Deixa ele...-falou Oliver. –Ele tem que ficar um pouco sozinho.
Em seu quarto, Helleonora e Ellira estavam sentadas, Helleonora chorando. Sophie estava na cama de cima, Vëlloci no chão, até que alguém abre a porta.
–É ele?!-perguntou Sophie. –Ah, não é não. Oi Callisto.
–Oi, So. -cumprimentou Callisto. –Nossa, o que aconteceu aqui?-ela viu Helleonora chorando.
–O Edward. -falou Ellira. –Ele mudou e forma e ficou meio diferente... Helleonora o atacou e agora “estamos” aqui.
–Eh... Se não se importam. -Callisto olhou para Sophie e Ellira, além de Vëlloci. –Poderia falar com ela sós?
Elas saíram.
–Conte-me o que aconteceu...
Helleonora desabafou com Callisto enquanto sua amiga a consolava. Elas conversaram por horas até que Callisto finalmente fala 0 que queria.
–Sei bem como é isso. -falou Callisto. –Mas por acaso você sabe o motivo de eu estar aqui, nesse mundo?
–Não. -respondeu Helleonora. –Qual?
–Bem... Já que estamos aqui. -começou Callisto. –Preciso te contar uma coisa.
–É sobre o que?-perguntou Helleonora.
–É sobre seus pais, Helleonora. –Mas precisamente sobre Chronnus.
Continua
Notas finais
Até o próximo, gente!
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