Notas iniciais
Fala aê, gente! Esse é o capítulo de número 10!!! ^^ o/ e como dez é um número especial para mim, eu fiz um capítulo meio especial. Narrado praticamente por um outro personagem que não é o Edward, nem Helleonora, Nataniel e muito menos a Ellira. Descobriram? Então basta começar a leitura.
Boa leitura e depois digam se gostaram. Ok?
Té mais. ^^

Os Lendários Guardiões

–Templo dos deuses-

Livro 1: Planta …......................................................................... Capítulo 10

Nem tudo o que reluz...

–Narração de Maxwell Daniells-

Primeiramente eu estou muito emocionado em ter um capítulo só meu e não aquele trechinho mixuruca do capítulo 8. A propósito, acho que não fui muito bem narrado no capítulo 8. Deixe que eu me apresente:

Meu nome é Maxwell Daniells, tenho 14 anos de idade. Sou mais bonito e mais forte que o Edward também. Não adianta questionar. Eu sou um garoto de pele não muito clara mas também não muito morena. Mas sou simpático. As garotas me acham uma gracinha. No capítulo 8, onde eu fiz a minha primeira participação especial e, a pedido das fãs, eu ganhei um destaque nesse capítulo também, o autor disse que meus cabelos são loiros. Na verdade eles são negros, apenas com umas mechas loiras. Meus olhinhos são castanhos e sensuais.

Eu uso uma roupa bastante confortável: jaqueta azul de algodão, uma bermuda preta até o joelho feita de linho e uma blusa preta de mangas longas. Eu uso também uma bota de algodão e sola de couro. Os meus poderes são de produzir e manipular insetos, além de poder fazer as coisas explodirem. Como eu disse, eu sou demais e muito mais forte que 0 Edward. Até parece que é Naruto: o protagonista é tão fraco que até um coadjuvante é mais forte que ele. Mesmo que dentro dele haja um dos seres mais fortes do universo! Mas é como Lord Plantmort disse: “... a beleza e o poder são diferentes para cada um...” Mas vamos começar logo este capítulo antes que meu contrato expire.

Após uma bela noite de sono em um telhado de igreja, eu acordei com muita fome. Tanta fome que eu comeria até um boi inteiro e roeria os ossos! Como sempre, eu fui num hortifrúti que fica aqui perto e peguei emprestado algumas frutas com minha teia super forte. Como o autor que me ama tanto disse antes, aranha não é inseto e eu não tenho poderes de aranha. Minhas teias são de bicho-da-seda. Como eu disse no capítulo 8, eu não roubo nada. Pois, quando eu tenho dinheiro, eu vou lá e pago. Igual a dois dias atrás, quando eu paguei todos os estragos que eu fiz sem querer na lojinha de melancias do moço. Onde eu arrumei dinheiro? Peguei emprestado pra depois pagar.

Agora, cá estou eu em cima do telhado da Catedral de Noveuspring comendo minha frutas deliciosas: melancias, bananas, abacaxis, pêras e muitos pêssegos. O clima aqui é muito bom porque não chove muito mas também não faz aquele calor dos infernos. Falando em nisso, vocês devem estar se perguntando por que eu só fico em telhados de igrejas, não é? Eu vou explicar: acontece que o povo aqui é bastante religioso e dificilmente eles fazem alguma coisa de ruim ou imoral para as igrejas. Semana passada uns bandidos queriam fugir da polícia, aí eles entraram na igreja e se fingiram de fiés. A polícia não quis entrar para prendê-los então eu tive que entrar. Dei uma surra neles e depois pedi perdão. O padre me perdoou e ainda me deu um crucifixo! Ficando nas igrejas eu fico um pouco salvo, a não ser quando algum pervertido vem para lutar. Falando em lutar, irei contar para vocês a história de quando eu ganhei meus poderes de insetos. Tudo começou quando eu tinha oito aninhos de idade...

~Flashback de Maxwell (on)~

Eu já disse. Não me chama de Maxwell! Me chame de Max, ou Daniells!

~Flashback de Max Daniells (on)~

Assim está melhor. Como vocês perceberam, eu sou muito exigente. É que eu odeio o nome Maxwell. Mas isso é papo para outra hora. Vamos para o capítulo...

Quando eu era pequenininho eu era atentado que nem um capetinha. Eu andava na rua puxando a saia de todo mundo, quebrava vidros de casas, lojas e gostava de fazer tudo o que eu não podia.

–Volta aqui, seu muleque do sub-mundo!-diziam as pessoas correndo atrás de mim com diversas armas na mão.

Esta era a frase que eu mais ouvia na vida: “Volta aqui, seu muleque do sub-mundo!” Eu fui saber o que era o sub-mundo quando me mudei para Neveuspring, há mais ou menos uns dois anos. O sub-mundo é um dos piores lugares para se mandar uma pessoa. Dizem que lá é terrível e assustador. Tem gente que diz que lá é quente, mas aí eu não sei. Os nomes variam muito de lugar para lugar. Por exemplo, em Noveuspring eles chamam de inferno.

Mas voltando ao passado...

Quando eu tinha oito anos de idade eu já sabia da existência de meus poderes de fazer as coisas explodirem. Isso revolucionou a minha vida. Eu podia explodir tudo o que eu tocava mesmo não querendo. Por algum tempo eu tive problemas sérios com isso pois, sempre que eu pegava alguma comida, ela explodia. Era difícil de comer, se vestir, tocar os outros... Enfim, é como se eu tivesse o “Toque de Midas”. Eu não sei quem é esse cara. Tá no script então eu tenho que falar. Foi quando eu conheci um padre... Calma! Espera aê, não tem nada a ver com pedofilia não, meu! Esse padre era meu avô. Ele virou padre depois que a minha avó traiu ele com um carinha de 19 anos. A minha avó era foguenta pra caramba e adorava algum cara pintoso que aparecia. Ela dizia que uma parte da anatomia de meu avô era fraquinha e nem fazia o serviço direito. Mas vamos ao que interessa.

Na Igreja que eu morei com meu avô eu aprendi a controlar os meus poderes. Descobri que onde eu vivia não era uma Igreja. Era na verdade um esconderijo para uma reunião secreta que ocorria entre pessoas que tinham poderes. Eu perguntava ao meu avô o que ele e os homens faziam em suas reuniões secretas que nem minha família sabia. Mas ele sempre respondia:

–Um dia não muito distante você aprenderá, meu jovem.-isso era o que ele falava. –Cada coisa tem seu tempo.

–Mas vô, eu não vou contar para ninguém.-implorava eu.

Não adiantava que ele não contava. Mas eu era curioso e sempre achava um jeito de saber o que era. Em um daqueles dias de reunião secreta, eu fui investigar o que meu avô fazia. Cheguei na fechadura da porta e vi que estava trancada. Como eu não tinha a chave, peguei uma pedrinha e envolvi ela com minha “energia explosiva”. A pedrinha explodiu e abriu a porta. Infelizmente, quando a pedrinha explodiu, fez um barulho meio alto, mas eu acho que ninguém ouviu. Eu comecei a procurar alguma coisa suspeita. Procurei, procurei até que achei uma caixinha dourada. Estava coberta com um pano preto, parecia que estava sendo preparada para a reunião de meu avô. Foi quando eu ouvi barulhos vindos do corredor. Parecia que estava vindo alguém. Eu logo me abaixei e me escondi embaixo da mesa do escritório da Igreja...

–O que está acontecendo aqui?!-disse meu avô acompanhado de uns homens que usavam um manto preto, de modo que eu só podia ver seus rostos. –Quem abriu a porta?!

–Ezequiel! Será que levaram a Pedra?-perguntou um homem que usava uma máscara de ferro. –Se descobrirem seu poder... O mundo está... Não consigo nem pensar.

Poder...., pensava eu olhando para a caixa quadrada de madeira dourada em minhas mãos. Com isso aqui eu terei poder...

–Seja quem for...-disse meu avô. –Seja quem for ainda está na Igreja. As janelas estão fechadas.

Foi quando eu abri a caixa. Nela havia um pequeno bracelete de tamanho médio em formato de aranha. Este parecia ser feito de puro ouro e, ao contrário de uma aranha comum, tinha apenas dois pares de “patas”. Eu o peguei e apenas coloquei ao lado de meu pulso. Só para ver o que aconteceria se ficasse em meu braço, mas o bracelete abriu e grudou em meu braço direito. O brilho produzido pelo contato foi muito forte. Foi aí que meu avô descobriu que eu estava escondido... E com o bracelete.

–O bracelete de Hephestos! Ezequiel, temos que impedí-lo!-esbravejou o homem da máscara de ferro.

Esse homem podia manipular os metais, mas não podia manipular o bracelete. Eu estava apavorado e tentei fugir o mais rápido que podia pulando a janela, mas quando estava para fugir uma energia estranha me envolveu, me paralisando no ar. O bracelete começou a brilhar novamente e o brilho repeliu a magia do homem, me fazendo cair de uma altura de 30 metos. Se não fosse pelo bracelete, que me deu asas, eu estaria morto, no meio do mar.

–Flashback de Max Daniells (off)-

E foi isso que aconteceu. Na verdade os meus poderes vem do bracelete, que por sua vez não sai do meu braço. Os meus poderes são maneiros, porém desperta a cobiça de muitos. Não pelos poderes, mas sim pelo bracelete que quase custou a minha vida. Mas isso é papo para outro capítulo. Isso se esse der ibope e eu tiver outro, né?

Voltando ao presente... Eu já terminei minha saborosa e nutritiva refeição matinal e agora irei fazer a minha ronda diária na cidade. Corri pelo telhado da Catedral e dei um salto enorme que me fez chegar do outro lado e pular num outro telhado. Só que este não era um telhado resistente e eu acabei caindo dentro da casa.

–Ai! Que dor...-gritei me levantando do chão e passando a mão nas costas. –Onde eu estou?

–Você acabou de invadir a minha propriedade.-disse uma voz desconhecida. Parecia ser uma voz feminina. –Não deixarei isso passar.

Quando olhei a minha volta, estava tudo escuro. Eu estava em uma pequena claridade causada pela quebra do telhado e não conseguia saber o que estava acontecendo ao meu redor. Eu não escutava mais a voz ao meu redor e também não conseguia enxergar nada. Nem mesmo com a ajuda do bracelete de Hephestos. Aventurando-se a olhar dentro da escuridão, eu só podia ver pequenos vultos correndo ao meu redor e mais nada. Eu então pressionei o meu bracelete, que brilhou. Ao brilhar, um espírito verde, semelhante ao de um gafanhoto me envolveu e então eu dei um salto enorme para tentar sair do local onde estava. Quando estava a poucos centímetros para subir no telhado, rapidamente uma mão escamosa segurou meus pés e me jogou contra o chão.

–Que merda!-gritei ao bater com meu rosto no chão. –Agora meu rosto tá sangrando! Quem está aí?

Ninguém respondeu. Agora não era mais possível ver os vultos no local. Se bem que, antes de ser jogado no chão, eu segurei no telhado, que quebrou novamente, aumentando a claridade e a visibilidade no local. Eu me abaixei cuidadosamente no chão e peguei um pedaço grande de madeira. Envolvi ela com minha “energia explosiva”. O que fez ela brilhar, mesmo que por poucos segundos.

–Quem está aí?-perguntei tremendo de medo. –Eu tenho uma bomba nas mãos e sei como usar, hein.

Foi quando fui atingido por um chute nas costas. Eu não o aguardava, mas fui prevenido e dei um salto para a frente, aproveitando o impulso do chute. Isso tudo foi preciso para entrar na escuridão. O que me tornou super vulnerável. Eu não enxergo no escuro e, mesmo com a ajuda do bracelete, eu enxergaria uma quantidade limitada de movimentos. Além de tudo, eu só poderia ver tudo em preto e branco, ou vermelho e azul.

–Isso já está começando a me encher a paciencia!-me abaixei e peguei um monte de intulhos que estava no chão. Eu os envolvi com minha energia e os joguei para cima. –Agora sim a visão está melhor.

Com a explosão, diversos buracos abriram no telhado. Isso foi ótimo para mim. Agora, com a claridade, pude ver que alguém estava correndo entre os corredores da casa.

–Hey! Parado!-gritei, morrendo de medo.

Eu queria fugir, mas a curiosidade era grande. Metade de mim queria ver o que era “aquilo”. Outra parte de mim queria ir embora e continuar a minha vidinha nada normal.

–Ai! Será que eu vou ou não vou?-perguntei-me. –Eu vou!-disse entusiasmado correndo para o corredor.

Pressionei o bracelete novamente e o espírito de um besouro me envolveu. Era o besouro-rinoceronte, um dos besouros mais fortes do mundo. (Eu não sei de onde eu sei isso. Tá no script então tenho que dizer). Com força para batalhar sem muito esforço, eu corri pelo corredor escuro. Já não era tão escuro assim por causa dos vitrais que se encontravam nas paredes. Sem dúvida nenhuma onde eu estava era algum tipo de local frequentado por muitos.

Isso dá medo!, pensava eu tremendo de medo.

Cada passo que eu dava, ouvia mais três se aproximando. Olhava para trás e ninguém estava lá. A princípio eu queria por tudo a baixo, mas a estrutura no local era muito gasta e qualquer tipo de tremor abalaria a estrutura e desmoronaria tudo, podendo machucar alguém.

–Quem está aí?! Apareça, covarde!-disse eu parado no meio do corredor. A cada 1, 5 metros que eu andava, uma porta era visível na escuridão. O que me dava mais medo. –Seja o que for... Saia.

Rapidamente eu ouvi um barulho vindo do fim do corredor que dava para onde eu estava antes. A criatura estava sendo visível à meia luz e parecia ser uma mulher. Seus cabelos eram grandes e pareciam ser pretos, porém na luz mortiça do corredor eram vermelhos. O cheiro de podre no corredor dizia que a criatura vivia alí há muito tempo e se alimentava de alguma coisa morta.

–O que quer, jovem aventureiro?-disse a criatura chegando mais perto. Sua voz era muito feminina e transmitia sensualidade. –Veio aqui para me fazer uma vi-si-ti-nha?...

Iluminei o corredor com a minha “energia explosiva”, caso ela tentasse me matar, eu pude ver que ela era uma mulher alta, pele clara, seios fartos que estavam praticamente expostos no belo vestido vermelho que usava. Este vestido mostrava o contorno de seu corpo escultural e o ser transpirava sensualidade. A mulher estava caminhando sensualmente mostrando as pernas e me deixava maluco. Eu tentava evitar a atração, mas ela era muito bela. A energia do corredor estava começando a chegar ao limite. Era a minha decisão escolher entre colocar tudo a baixo com uma explosão ou retirar a energia e me tornar refém da sensualidade da bela mulher. Retirei a energia.

–Afaste-se!-disse eu agora olhando a mulher vindo em minha direção calmamente. –Eu não quero te machucar. Saia!

Jogando diversas abelhas explosivas, eu tive um pouco de tempo para mantê-la longe. O corredor terminava onde eu estava e eu não tinha como fugir. Eu respirei fundo e dei socos na parede. Sem sucesso. O bracelete me dava a força, mas a minha pele era fraca quando batida no concreto da parede. Quando eu voltei a olhar a mulher, ela já estava perto de mim.

–O que é isso, Maxwell....-disse ela num jeito delicado e sensual. Eu não gostava que me chamassem de Maxwell, mas do jeito que ela falou, eu gostei muito. –Está com medo de mim?

Ela acariciou o meu peitoral e estava beijando meu pescoço. Diversas vezes passava suas mãos sobre mim. Eu já estava em suas mãos. O bracelete “desativara” a força do besouro e agora estava inativo, apenas aguardando minhas vontades. Meu corpo estava excitado. Eu estava tentando me controlar, mas aí ela me abraçou e, quando sentí seus seios em minhas mãos eu não resisti. Foi quando ela colocou a mão sobre a minha nuca e começou a me beijar.

Ainda me beijando, a mulher me levou para um quarto qualquer do local. Os corredores eram longos, mas os quartos eram maiores ainda. Passamos por uma porta. Ela estava praticamente sem roupa. Eu estava vestido e somente a beijava. Nada mais. Quando entramos no quarto, o cheio de coisa podre me desconcentrou e, quando olhei fixamente para algumas coisas que estavam no chão, pude ver que eram ossos. E pelo contorno e pelo tamanho, diria que eram ossos humanos!

–O que é isso?-disse totalmente assustado enquanto me afastava dela. –O que você é?

–Eu? Sou o amor da sua vida. Sou o teu prazer... Agora, vem cá e me faça ser sua.-disse ela me abraçando e me beijando.

Foi quando senti, em meu corpo, ela dando algumas mordidinhas de leve, o que me deixava bastante excitado. Eu começei a beijá-la, parecia estar hipnotizdo ou coisa do tipo. Ela rasgou a minha jaqueta e minha camisa, e me mordia e me arranhava com prazer. Foi quando ela me deitou no que parecia ser um sarcófago...

–Narração do autor-

Enquanto isso... Na Aldeia Orchcraft, Edward Elrick continuava seu treinamento com Lord Palntmort. Nosso herói teve um treinamento pesado durante todo um dia e agora, a noite, estava treinando a dobra de plantas da Floresta.

–Isso!-disse Palntmort vendo Edward manipular uma raíz. –Mas uns treinamentos e você estará apto a entrar no próximo treino.

–Como assim? Tem mais treino?-disse Edward. –Não é só isso não?

Edward estava com outra roupa. Usava uma bermuda preta um pouco a baixo do joelho, uma blusa sem “mangas” de cor vermelha e um casaco vinho. É que naquela noite fazia frio.

–Jovem Edward, um guerreiro de verdade procura uma maneira de treinar até quando está dormindo.-disse Plantmort sorrindo. –Você está aprendendo a arte de dobrar plantas. Os aldasianos chamam de manipulação de árvores. -ele fez uma pausa. Você, quando dominar essa técnica, treinará mais avançado. Lutará contra meus melhores guerreiros na floresta e aí descobriremos se você está progredindo no treino.

–Então quer dizer que eu ficarei ainda mais forte?!-perguntou Edward manipulando diversas raízes com vontade.

–Sabe, Edward. Daqui a algum tempo, terá um torneio do Coliseu de Lockhaven.-disse Plantmort meio triste. –E eu gostaria muito que pelo menos um guerreiro da aldeia participasse.

–É mesmo?! Eu tô muito ancioso para representar Lockhaven-disse Edward já imaginando-se batalhando.

–Jovem Edward, nós da aldeia Orchcraft queríamos muito que você nos representasse no torneio.

–Eu?!-surpreendeu-se Edward. –Mas por quê?

–Como você sabe, para muitos, nós, domadores de plantas, estamos extintos.-disse Plantmort enquanto pegava uma raíz do chão e começava a comer. –Mas, eles acreditam que você seja o único sobrevivente. Agora, imagine se algum de nós chegasse lá de repente e começasse a batalhar. Eles iriam investigar de onde um de nossos guerreiros surgiu até chegar a fonte. Além do mais, você é o único forte o bastante para batalhar em nosso nome.

Edward vira-se para Plantmort e pára de dobrar a madeira. Vendo que Plantmort estava comendo uma raíz, Edward também pegou uma raíz e começou a comer. O gosto era horrível.

–Assim, por que o senhor não batalha em nome da aldeia?

Plantmort hesitou por um instante.

–Veja minha aparência. Não posso aparecer assim. Além do mais, a aldeia precisa de mim.

–Senhor Plantmort, durante muito tempo, uma aldasiana chamada Minerva me disse que eu sou o único da minha espécie.-disse Edward com um pouco de raiva de Minerva. –Mas agora eu vivo em uma aldeia cheia de pessoas como eu. Como vocês se manteram vivos?

Plantmort não sabia como responder. Foi quando ele pegou dois insetos com uma raíz, sem matá-los.

–Edward, olhe bem para estes insetos. É uma mariposa e esta aqui é uma libélula. Ambas voam, respiram, acasalam, acordam, dormem e se alimentam todos os dias.

–Sim.-disse Edward forçando a vista, tentando visualizá-las à luz mortiça. –Mas o que tem a ver isso?

–Ora. Tudo!-disse Plantmort. –Elas fazem praticamente as mesmas coisas, mas são bem diferentes entre si. Há cem anos atrás, na luta que tivemos contra os aldasianos, todos morreram e somente eu sobrevivi. As pessoas da aldeia são elfos. São de seus costumes interagir com a natureza. Alguns deles dobram plantas assim como você. Outros não. Eu e você somos os únicos. Como dizem lá fora, somos os Puros da aldeia. Agora, vamos treinar e depois você me dá a sua resposta sobre a minha proposta. Ok?

–Ok!-disse Edward pensativo.

–Narração de Max Daniells-

Eu e a mulher super atraente estávamos dentro do quarto durante um bom tempo. Ela era ótima e me fazia parecer estar flutuando. Ela sussurrava em meus ouvidos e me deixava louco. Durante um bom momento, eu só pensava naquilo. Agora eu estava prestando atenção era nos ossos que estavam lá. O ruim é que, quando eu me dedicava a interpretar o que havia acontecido naquele local, ela me beijava mais e mais. Até que ela fez um corte em meus lábios.

–Seus sangue é tão bom...-disse ela lambendo o corte em meu rosto e o feito em meus lábios.

–Você também é.-disse para ela, beijando-a mais.

Foi quando ela mordeu fortemente minhas costas, a menos de dez centímetros de meu pescoço. A dor foi grande e o machucado ardia muito.

–Por que você fez isso?-disse enquanto colocava a mão no meu machucado, que sangrava muito. –Responde!

Ela levantou do sarcófago e ficou olhando para baixo de minha cintura. Quando direcionei seu olhar, fiquei muito corado e fui logo vestindo a calça.

–Você é tão bom.... Nenhum deles foi igual a você.

–Nenhum DELES? Teve mais?-perguntei surpreso. –Você tá brincando, não tá?

Enquanto eu estava me arrumando, ela estava sentada. Quando percebi que tinha perdido um objeto de valor, acendi uma madeira com a minha energia. Quando olhei para as paredes, a imagem era de se arrepiar!

As paredes estavam manchadas de sangue e havia diversas marcas de mãos feitas de sangue nas mesmas. Como se alguém estivesse resistido a uma batalha. Além de marcas de sangue, era possível ver diversos pedaços de carne e orgãos no chão. Além dos ossos, haviam roupas e diversos objetos lá. Quando olhei para um outro canto do quarto, em cima de uma cama de casal, estava um corpo humano, dislacerado na região do abdômen entrando em decomposição.

–Q-Quem é você?-pergutei tendo náuseas. –Me diz! Quem é você?

Ela se levanta. Estava nua e com seus cabelos jogados para o lado. Foi quando, de repente, um par de asas semelhante as de morcego abrem em suas coisas. Seus cabelos ganham vida e se transformam e serpentes.

–V-Você é um... Demônio?!-disse com bastante medo. Não sabia se olhava para ela ou para o corpo.

–Como você adivinhou?-disse ela numa jesto sensual. –Foi tão óbvio assim?

–Não acredito que a minha primeira vez foi com... Com... Com um demônio!!!

Num salto, ela aparece em minha frente.

–Primeira vez? Nem parece... Parecia que você fazia aquilo há séculos... Que tal esquecermos isso e continuarmos a nossa aventura? Você é tão bom...

Eu, se não soubesse antes, continuaria com ela. Foi quando eu me lembrei de uma história sobre um prostíbulo na cidade de Neveuspring. Conta a história de um prostíbulo que funcionava ao lado de uma Igreja. Num dia de missa, uma meretriz, que havia acabado de ser estuprada por um cliente, decidiu que não seria mais refém de sua carne e foi pedir perdão ao padre. Este, vendo a mulher toda machucada e semi nua, negou o perdão e a pôs para fora. Esta, antes de sair, amaldiçoou o padre dizendo que, em sua velhice, iria vagar nas ruas em busca de perdão e a única coisa que poderia perdoá-lo seria uma prostituta. No dia seguinte o mesmo padre estava no confessionário quando a mesma prostituta chega. O padre, vendo a beleza da jovem mulher agora limpa e bem vestida, acabou caindo em tentação junto com ela. Como punição divina, ela e o padre foram condenados a viver neste mundo por toda a eternidade, sendo feridos pela unção do que um dia foi testemunha de seus pecados. Conclusão: a prostituta, desconsolada, deixou sua fé e espirito morrerem. Com ordens do diabo, um demônio sombrio tomou conta de seu corpo, mente e espírito, como promessa de uma vida melhor. Para se vigar daquele que a condenou, devorou vivo o padre. Para pagar o pacto que fizera, a mulher se destransformava em demônio e voltava a sua forma original e seduzia os homens da cidade, devorando-os depois. Sozinha, devorou todos do prostíbulo e fez dalí sua morada. Não podia ir muito longe pois, de acordo com a sua maldição, teria que ser ferida pela unção da Catedral de Noveuspring.

–Você é a prostituta!-exclamei enquanto pressionava meu bracelete e era envolvido pelo espírito de uma formiga.

–Sou sim, querido... E agora, você sabe o que acontece...-disse ela pulando com suas garras em minha direção.

Eu esquivei da mulher e comecei a correr nos corredores. Por causa do bracelete, eu podia me aderir às diversas superfícies, subindo nas paredes. Mas não era muito rápido. Foi quando encostei nas paredes do corredor e este começou a explodir. O demônio atravessou as paredes que estavam caindo e me agarrou. Suas unhas penetravam em minha carne, fazendo-as sangras. Foi quando ela deu uma mordida em minhas costas.

–Argh!!!-eu gritei, me contorcendo de dor. Ela sugava meu sangue e, a medida que acontecia isso, eu ficava mais fraco e ela mais forte.

Eu então cobri o corredor de teias. Estas pararam a besta que me jogou no chão. Eu estava zonzo, vendo tudo dobrado. Pressionando o bracelete de Hephestos mais uma vez, o espírito do besouro rinoceronte me envolveu e eu fui lutar com ela. A minha força era grande, mas a dela era muito mais. Além de me bater e arranhar, ela me mordia e tocava em meu corpo, como se estivesse apenas brincando comigo. Quando ela ia me dar um soco que com certeza ia me jogar longe, eu dei um grande salto para trás, segurando seus braços escamosos e a jogando contra a parede. A parede quebrou e ela caiu em um outro cômodo do prostíbulo. Eu imediatamente fui envolvido pelo espirito de um gafanhoto e deu um salto para fora. Estava eu em cima do telhado, em contato com a luz do sol.

O mais incrível era que, quando eu entrei sem querer no prostíbulo, era de manhã, o sol estava nascendo no leste e agora estava quase se pondo no oeste. Certamente eu passei muito tempo com ela naquele quarto.

–Pelo menos aqui do lado de fora eu estou salvo...

De repente um pedaço de parede foi jogado em cima de mim. Eu fui parar perto da Catedral e estava dolorido. A minha sorte é que eu estava protegido pelo meu “exoesqueleto”. Com a forço do besouro, eu arremessei novamente o pedaço de parede contra a mulher. Mas desta vez estava com um presentinho: energia explosiva.

–O que é aquilo?!!!-gritavam os moradores vendo a mulher se desviar do bloco de concreto que caiu em cima do prostíbulo e explodiu. Devido às más condições do local, todo o prostíbulo veio a baixo.

–Não fiquem aqui!-gritei tentando alertar o povo que estava paradão olhando. –Vão para suas casas e abram as portas e janelas!

Isso mesmo. É que a mulher parecia estar queimando no sol e, como não podia ficar muito longe da Catedral, tinha que se abrigar em algum lugar. A mulher voava em minha direção. Eu então joguei minhas teias nelas, mas nada aconteceu. A minha sorte é que ela não tinha poderes. Somente uma força incrível e asas.

–Maxwell, volta pra mim... Lembre-se do que fizemos hoje.

–Não me faça lembrar!

Ela então me segurou com suas garras e as cobras de sua cabeça me morderam com força. Do alto, ela me arremessou. Eu não sabia que inseto resistia a impactos tão grandes assim, mas aí eu fechei meus olhos e decidi deixar o bracelete escolher.

–Mamãe, olha!-ouvi os gritos de uma garotinha. –Borboleta, mamãe! Borboleta!

Borboleta?!

Quando abri os olhos, eu estava voando com dois belos, digo, com dois pares de asas rosas e azuis de borboleta. Era frustante e iria acabar com a minha popularidade com as garotas e eu seria zuado pelos meninos a vida inteira. Mas pelo menos estaria vivo. A mulher voou em minha direção e me jogou contra a parede da Catedral, mas eu estava conseguindo me manter em pé. Foi quando eu a cobri com a minha energia explosiva.

–Eu não sou afetada por isso, meu amor.-disse ela limpando a minha energia que não surgiu efeito. –Você é melhor na cama, sabia?

Foi quando um cardeal que havia aparecido para ver o que estava acontecendo, gritou:

–A água benta!

Na mesma hora eu olhei para o lado. Parecia que eu e a mulher estávamos pensando na mesma coisa. Só que eu estava a mais de vinte metros da fonte e ela voando era mais rápida que eu. Ela, com o dedo indicador, fez um sinal sensual dizendo “não”. Mas eu disse “sim”.

Ela mergulhou dos céus e veio para cima de mim. Eu pressionei meu bracelete e o espírito de um inseto que nunca vi me envolveu. O que me deu uma velocidade super rápida. Quando estava para encostrar na fonte, ela me alcançou e me jogou para a frente. Eu bati com tudo na fonte, que quebrou e a água foi derramada. Mas minha cabeça estava toda molhava e eu havia bebido um pouco também.

–Vem cá, meu amor!-disse pensando num plano. –Eu sou todo seu...

O demônio alado veio em minha direção, como se a parte mulher dele estivesse comandando. Ela parou no chão e veioandando em minha direção. Meu corpo estava dolorido e com vários machucados. Quando ela chegou perto, eu dei um beijo nela, já que ela havia se destransformado. Meu beijo, cheio de água benta, queimou ela por dentro.

–Ahhhhhh!!!-gritava ela sentindo seu corpo queimar.

Eu peguei a terra molhada com água benta e abraçei a mulher, cobrindo-a com minha energia. Houve uma forte explosão onde eu também fui queimado.

Acabou..., pensava eu. Será que acabou?

Se passaram alguns minutos e eu estava parado, olhando fixamente para um ponto do chão marcado por cinzas. Estava feliz com minha vitória, mas também estava triste por causa da pobre mulher possuída pela força malígna. Eu estava me sentindo culpado pelos meus atos naquele dia.

O povo, vendo o que eu fiz, correu ao meu encontro. Por um momento estavam receosos. Mas, quando eu os olhei com um largo sorriso, eles me pegaram no colo e me jogaram para cima, festejando. Como presente, eu ganhei roupas novas e todas as minhas dívidas estavam pagas naquele dia. Isso era bom. O povo daquela cidade não me viu mais como aquele moleque travesso que roubava coisa e depois entregava. Me viam agora como um herói já adolescente, caminhando para a maturidade. Eu ficava imaginando como a minha família devia estar orgulhosa se me vissem agora. Mas isso é passado.

Um dia depois, mesmo com tudo aquilo que estava acontecendo: garotas vindo me abraçar, presentes caros, comida farta, e tudo mais, eu estava me sentindo bastante culpado e não sabia como me perdoar. Foi quando pude ouvir as badaladas do sino da grande Catedral de Noveuspring. Dei um grande sorriso para o céu agora escurecendo e desci o grande telhado. Por um momento eu parecia a prostituta, pois não saia de perto da Igreja. Num pulo fantástico, eu caí em pé no chão já seco. A fonte de água benta estava sendo reconstruída. Me unindo junto com a multidão, eu e centenas de pessoas iriam agradecer o que acontecera no dia anterior. Eu, em especial, estava indo lá para tentar recuperar a unção que em um único dia, perdi.

Chegando no confessionário eu me sentei num banquinho e então o padre sentou-se no outro. Eu estava com calor pois, tinha que usar roupas de manga cumprida para esconder o bracelete.

–Perdão, padre.-disse com a cabeça abaixada. –Pois eu pequei.

O padre deu um sorriso discreto. Parecia irônico. Levantou a grade da cabine e então me olhou por completo.

–Eu te perdoo.-disse ele. –Estou feliz pelo que fez... Meu neto...

Continua...

Notas finais
E aí, pessoal, gostaram?
Que tal deixarem reviews?
Obrigado! ^^
Ass: Max Daniells