Os Lendários Guardiões:Templo Dos Deuses
11 O Priorado de Arceus
Notas iniciais
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Olá, moçada bonita! Para a alegria de todos, mais um capítulo narrado por Max Daniells
MAX: E aê, pessoal! Obrigado a todos vocês. Se não fosse por vocês esse capítulo iria ser narrado pelo meu rival: Edward Elrick.
Senhoras e senhores eu lhes dou... Um novo capítulo!
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Aproveitem e tenham uma boa leitura!
Os Lendários Guardiões
–Templo dos deuses-
Livro 1: Planta …......................................................................... Capítulo 11:
O Priorado de Arceus!!
Eu estava parado, olhando fixamente para os olhos de meu avô. Ele parecia não está com raiva de mim ou coisa do tipo. Eu não acreditava que ele estava em Neveuspring!
–O que quer, vovô. -falei num tom sarcasticamente sarcástico.
–Eu? Não quero nada. -disse meu avô calmamente. –Mas você quer.
–O que está dizendo?-perguntei enquanto olhava para os lados. Analisando o lugar onde estava.
–Ora, não se faça de bobo.-disse meu avô com raiva. –Nem mesmo o homem mais pecaminoso cairia desonraria o próprio corpo com um demônio. Você tem sorte que conseguiu vencê-la. Imagine se a sua descendência tivesse traços escuros. Se o sangue de um demônio corressem no corpo de seus filhos!
–Me desculpe. Eu estou aqui para pedir perdão.
Foi quando ele apertou um tipo de botão que estava na parte de dentro do confessionário. Então a cabine onde estávamos começou a descer, como um tipo de elevador. Eu estava surpreso e devo admitir que estava com um pouco de medo. Meu avô estava calmo e sempre olhava para frente, sem dizer nada. Quando o elevador desceu e parou, uma porta sanfona de metal se abriu e eu desci.
Embaixo da Catedral havia algum tipo de andar secreto, onde diversas pessoas com roupas de monge estavam trabalhando. Alguns faziam espadas, outros moldavam armaduras e alguns faziam armas diversas.
–O mundo não é mais como antigamente, jovem Maxwell. -disse meu avô enquanto descia lentamente os três degraus de uma escadinha. –O nosso mundo está vivendo o caus.
–É Max..... Deixa pra lá. O que é que eu tenho a ver com isso?-perguntei olhando tudo a minha volta.
–Você é bastante corajoso para falar comigo desse jeito. -disse meu avô enquanto se dirigia para uma parede que tiha umas imagens. –Nós, meu jovem, formamos uma fraternidade secreta que protege o mundo contra as forças das trevas.
–Pensei que a Igreja não gostasse de reuniões secretas.-disse olhando para a pintura. –Mas o que eu tenho a ver com isso tudo, hein?
–Tudo. Nós estivemos vendo como você usa a Jóia de Hephestos. Você a domina muito bem. -disse meu avô me mostrando a figura do bracelete em um livro. –Há muito tempo atrás, quando a Terra era jovem, houve realmente um guerreiro chamado Myogazak Hephestus. Era um esplêndido mago que conseguiu derrotar as trevas e os deuses lendários, aprisionando-os em dimensões alternativas cujas passagens são portais. Antes de morrer, para que não fosse esquecido pelos seus bem feitos, aprisionou seus poderes em um bracelete. Ele o forjou no mais puro ouro e moldou, dando o formato da criatura que mais lhe fascinara.
–Uma aranha...-respondi olhando para o meu bracelete.
–Isso mesmo. -disse meu avô escondendo o bracelete com a manga de minha camisa. –Hephestus deixou bem claro que, aquele que portasse o bracelete e descobrisse seu poder, seriam o guardião de um dos mais pesados fardos da história.
–Eu entendi a lenda. Mas se ele já aprisionou as trevas, então o mundo está salvo, não está?-disse tentando entender melhor.
–Hephestus aprisionou os sete deuses em dimensões alternativas, cujos os portais estão praticamente escondidos.-meu avô sentou-se e então continuou a falar. –Muitos desses portais são objetos, pessoas e tumbas. Não se sabe ao certo.
–Pessoas?!-eu me surpreendi agora. –Ele aprisionou deuses em pessoas?
–Não ao certo. -disse meu avô pensando. –Ele aprisionou apenas os espíritos destes deuses. Há sete deles: um deus da água, um deus da planta, um deus do fogo, uma deusa do ar, um deus da luz, um deus das sombras e o outro do tempo. De todos os deuses aprisionados, apenas três deles ainda estão soltos: o deus da luz, sombra, e o deus da água.
Eu estava começando a gostar desta história toda de deuses, poderes e entre outras coisas. Só não queria me envolver mais.
–Tá. Digamos que eu saiba tudo sobre isso. -disse olhando para meu avô. –Por que eu estou ouvindo toda essa baboseira?
–Porque nós queremos que você entre para a fraternidade.
Isso me fez cai para trás. Eu sempre quis me envolver nessas coisas, saber de segredos e tudo mais. Senti-me muito importante, pois, eu não precisei ficar me humilhando igual eu ficava antes, somente para participar de uma reunião. Agora era meu próprio avô quem estava me chamando.
–E então, meu jovem. -perguntou meu avô. –Qual a sua resposta?
–Eu quero... Mas o que eu tenho que fazer?
–Você, junto com todos nós, precisa manter o equilíbrio entre luz e trevas. A princípio, você estará em uma classe inferior, onde você passará por testes e observações.
–E o que eu ganho com isso?-perguntei imaginando qual seria a resposta: nada!
Meu avô então pegou meu braço direito e então disse:
–Você possui um objeto raro, de enorme poder. Ainda quer mais?
Meu avô estava certo. Eu só estava pensando no lucro. Eu, provavelmente, iria viajar por muitos lugares e conhecer pessoas novas. E não ficaria aqui, nessa pequena cidade.
–Certo. Eu aceito a sua proposta. -disse eu estendendo a mão para o meu avô, que a apertou. –Quando eu começo?
Meu avô então deu um longo sorriso e me levou até outra sala reservada. No caminho, pude ver diversos homens barbudos fazendo espadas, escudos e algumas armas que eu nunca ouvira falar.
–Vô, poderia-me falar sobre o que é isso aqui? O senhor trabalha para quê?
–Nós somos o Priorado de Arceus. Uma força secreta, protegida e sustentada pela Igreja onde tentamos equilibrar o mundo das trevas e o mundo da luz. -disse meu avô abrindo uma porta. Eu entrei. –Aqui é o vestiário e é aonde você irá se trocar.
–Oque?!!!-disse enquanto me imaginava de batina igual a todos neste local. –Estas roupas estão novas e...
–Se vista com essas roupas aqui. -disse meu avô me mostrando um armário onde tinha umas roupas meio que legais. –Pode escolher qualquer peça de roupa pertencente a essa etiqueta. -estava escrita “IN-4M”. –Quero que me encontre daqui a cinco minutos. Cuidado para não misturar tudo.
Quando meu avô se retirou, eu peguei umas peças de roupas escuras e corri para um banheiro que estava no local. Eu aproveitei e tomei um banho rápido, onde eu dei uma polida no bracelete. Em poucos minutos, já estava arrumado.
Saindo d0 vestiário, eu estava vestindo uma camisa preta e vermelha, onde tinha uns detalhes meio pretos. Por cima, tinha uma jaqueta maneirinha de cor preta com um capuz imbutido que tinha diversos bolsos na parte de dentro. O tecido era preparado para que a água não penetrasse no tecido e deixe-o molhado. A minha calça era meio que apertada, porém flexivel. As minhas botas é que são maneiras: são de couro fino, revestidas de pano. São leves e sua sola é aderente. O “cano” da bota vem até o joelho e é todo revestido com tiras de metal.
Meu avô estava me esperando do lado de fora do vestuário, próximo de um grande armário que continha diversos objetos de ferro.
–Vejo que consegue se arrumar sem seus pais. -disse meu avô sorrindo. –Agora, vamos ao que interessa. Eu tenho uma missão para você. É fácil e rápida, eu acho.
–Ok, velho. Tudo bem. Pode mandar.
Meu avô não gostava que eu falasse nenhum tipo de gíria com ele depois que virou padre. Mas naquele dia ele estava de bom humor e não me deu nenhuma bronca. Como sempre dava.
–Primeiro você escolherá que tipo de arma você irá usar. -ele pegou algumas armas. –Essa daqui é uma bolsa para iniciantes como você. -ele me entregou um tipo de bolsa que se carrega de lado, mas até que estava leve. –Nela tem tudo o que você pode precisar.
Quando eu abri a bolsa, somente havia um mapa grande, vidros de água benta, cordas, algumas facas e, o mais importante na minha opinião, uma estaca que aparentava ser de prata. Era maneira: O “cabo” dela lembrava um braço e no final, havia uma pequena mão que segurava a estaca. Era uma das coisas mais lindas que eu já vi. Meu avô então me deu um chapéu preto e um grande casaco, semelhante a um sobre-tudo. Era tudo o que eu precisava. Uma roupa quente para um calor dos infernos. É que lá em baixo era quente pra dedéu.
–Só isso?-perguntei olhando para a minha mochila praticamente vazia. –Aqui tem um monte de armas, me dá uma aê.
–Calma, jovem gafanhoto. -disse meu avô. Deve ser porque eu sempre usava as habilidades do gafanhoto mais do que qualquer outra coisa. –Eu te darei uma arma sim.
Passaram-se algum tempo e eu já havia rcebido a minha arma e estava pronto para a minha primeira missão como um novato no Priorado de Arceus. Meu avô havia me explicado....
–Flashback de Max (on)-
–Então, estou pronto. Qual a minha primeira missão?-perguntei ancioso.
–Você deve ir para o Bosque de Alkzar, onde se encontra uma velha. -disse meu avô fazendo uma cara estranha, quando mencionou a velha. –Ela é uma curandeira. Ela deve te dar o Olho de Vulcon, um olho mesmo. Traga-o em segurança e depois veremos o que iremos fazer depois.
–Certo! O Bosque de Alkzar é aqui do lado, eu já estive nele uma vez. -respondi imaginando o tamanho do bosque. –O senhor quer que eu conclua a missão em quanto tempo?
–O mais rápido possível, mas lembre: a paciencia é uma virtude. -disse meu avô, como sempre. –O nome da curandeira é Anastácia. Agora vá!
–Flashback de Max (off)-
Eu já estava dentro do bosque e parecia estar no rumo certo. Meu mapa tinha as informações semi-completas do local e tinha alguns avisos importantes sobre diversas coisas. O meu mapa era um atlas grande, de capa de couro, cujo tamanho não passava de 30 cm x 40 cm e, quando suas folhas eram abertas, media quase um metro. Era dividido em quatro partes dobráveis: uma que continha informações do norte, outra do sul, leste e, por fim, oeste. Suas ilustrações eram claras e nítidas para um mapa velho e tudo que estava escrito parecia ainda existir.
–Bem... Falta pouco... -disse antes de ser surpreendido por um bando de morcegos com calda de escorpião. –Que isso?!!! É luta que querem?-me envolvi com o espirito de um louva-a-deus. –Então é só vir!
Sobre o poder de um louva-a-deus, meus braços foram convertidos em lâminas e agora estavam dobrados ao contrário, como na forma dos braços de um louva-a-deus normal. Os morcegos vieram em bando e eu estava sendo ferroado por diversos deles e a dor era insuportável. Então eu me destransformei e deu um “mortal” para trás. Segurando a grama, eu a joguei na direção dos morcegos que, com o barulho da explosão, começaram a fugir.
–Eles não vão parar de vir atrás de mim não?-perguntei enquanto subia em uma árvore e energisava algumas folhas. –Segurem essa!
Uma pequena explosão se formou e alguns dos morcegos acabaram fugindo. Para despistá-los, eu me multipliquei e segui em três direções diferentes. É que eu só consigo produzir três clones perfeitos.
O Bosque Alkzar era formado basicamente por árvores e pedras. Há boatos de que há cavernas e alguns lagos, mas o bosque é longo e muito extenso, e eu nunca me aventurei a ir explorá-lo. Os morcegos haviam se dividido e estavam atrás de mim, o que era muito ruim. Foi aí que eu me lembrei da minha arma!
–Tomara que funcione. -disse enquanto tirava um pequeno cilindro fino de 15 centímetros da minha mochila. Pressionando um tipo de mecanismo, o cilindro cresceu e virou bastão de 1, 80 metros! –Que irado!!!-me surpreendi tanto, que até me desconcentrei e os clones sumiram do nada.
Eu agora estava confiante. Quando eu treinava com meu avô, eu tinha um bom domínio de bastõs ainda mais pesados que este, de cerca de meio quilo. Se eu lutava muito bem com bastões maiores e mais pesados, com este será moleza. E foi. Eu acertava os morcegos de modo que eles batiam em outros, fazendo com que perdessem o ritmo de batalha. Em cada um que eu acertava cerca de três vezes, alguns fugiam. Então a batalha estava fácil de ganhar.
Eu venci quase todos os morcegos, e então eu tomei o meu rumo à casa da tal Anastácia. Eu andei durante um bom tempo, até que vi uma casinha jeitosa de madeira, pedras e palha.
–Até que enfim eu cheguei. -tornei a correr entre as árvores. –Anastácia, aqui vou eu para a minha primeira missão.
Bati á porta e pude perceber que ela já estava entreaberta e então eu entrei na casa.
–Olá!-disse enquanto ouvia o barulho da porta atrás de mim rangendo até se fechar. –Tem alguém aí?
A casa da Anastácia, vendo de fora, tinha mais ou menos uns quatro metros. Vendo de dentro, tinha diversos cômodos e era muito grande. Tudo era iluminado por velas e nas paredes haviam ossos e bonecos feitos de madeira e palha. Um deles lembrava meu avô: tinha uma cabeça enorme, com os olhos esbugalhados e com um corpinho pequeno de dar dó.
–Essa velha deve ser engraçada.-disse olhando para os bonequinhos, enquanto tentava prender a risada. –Tem cada figura aqui que se parece com pessoas... normais... Hey! Isso é voodoo!
–Isso mesmo, meu jovem.-disse uma velhinha decrépta e com o pé na cova.
–Creio em Deus pai! O que é isso?!-disse levando um horrível susto, derrubando uns potes que ela tinha. Sorte estarem vazios. –Quem é você?!
–Eu sou Anastácia, a rezadeira.-disse a velha. –Posso saber quem é você?
–Eu sou Max, senhora. Max Daniells.-disse olhando para a senhora que estava em pé.
Eu pensava que a curandeira de que meu avô falou fosse uma daquelas mulheres altas e de enorme beleza. Mas Anástácia era o contrário: era uma velha horrenda, com queixo virado para cima, olhos esbugalhados, cabelos embaraçados, ossos fininhos e somente com um único dente na boca. Parecia um ET. Além do mais, sua aparencia era muito alta, tinha menos de 1 metro de altura.
–O que veio fazer aqui?-perguntou Anastácia subindo num banquinho para poder mexer em seu caldeirão. –Espero que não seja um viajante perdido querendo saber o caminho para a cidade.
–Ao contrário.-respondi. –Venho em nome de meu avô, Ezequiel, o padre, para pegar o olho de... de... Um momento, senhora.-peguei um caderno que estava em minha mochila e então tirei o nome do que eu precisava. –O olho de Vulcon. Preciso levá-lo para a... a...
Foi aí que eu lembrei de uma coisa que meu avô me falara.
–Flashback de Max (on)-
–Lembre-se, Maxwell: o Priorado de Arceus é uma sociedade secreta e você faz parte dela.-disse meu avô enquanto me levava de “elevador” até o confessionário. –Não deixe ninguém sabe de nossa existencia e nem da existencia de seu bracelete.
–Fica tranquilo, veio!-disse enquanto abria a portinha de madeira envernizada. –Pode ficar tranquilo.
–Flashback de Max (off)-
Meu avô devia ter um motivo para não querer que ninguém saiba, então eu respondi calmamente para a velha.
–Desculpe, me engasguei. Preciso levá-lo para meu avô.
–O olho de Vulcon é uma pedra muito rara para ficar nas mãos de uma criança.-disse Anastácia. –Peça para outro vir, você eu não dou.
–Por favor, dona Anastácia... Eu te peço.-juntei as mãos. –Me dê o olho de Vulcon...
–Só si ocê fazê arguma coisa pra mim.-disse ela provando um caldo brabo que tava no caldeirão. –Cê faiz?
Eu pensei um pouco, pensei, pensei até que eu cheguei a uma conclusão: a velha não tinha nem um metro de altura, então as tarefas não dever ser tão difíceis.
–Eu topo, mas você terá que me dar o olho de Vulcon assim que eu acabar.-disse.
–Tá bem!-disse a velha dando um pulo do banquinho.
Não muito longe dalí, Anastácia e eu estávamos numa cachoeira alta e cheia de rochas que pareciam rolar com a força da água. Quando as águas da cachoeira batia nas pedras produzia um chiado esquisito e medonho.
–A sua tarefa é a seguinte.-disse Anastácia com uma dentadura. –Eu perdi minha pequena Lua no bosque e ela sempre fica aqui. Só que minhas perninas são pequenas e eu não consigo correr atrás dela. Sua tarefa é pegar a minha Lua e trazer a minha bicha pra eu, uai!
–Então tá... Se é assim...-respondi meio desanimado. –Poderia me dizer onde ela est...
–Oia ela lá!!!-interrompeu a velha apontando para o outro lado da cachoeira. –Oia ela lá! Lua aqui eu!!!
Olhando bem para as folhagens eu conseguia ver alguma coisa se movendo por ali. Foi quando saiu de lá um coelho-cervo. Isso mesmo. Na verdade é uma lebre que tem pequenos chifres que nem os veados e cervos. Eu afastei a velha que estava eufórica pela lebre e então eu pressionei meu bracelete do Hephestus e então fui envolvido pelo espírito de um gafanhoto. Dei um salto que me fez cair em algumas pedras que estavam ali e então eu dei um salto pequeno para chegar perto da lebre.
–Vem cá, Lua. Vem, branquinha.-disse eu como quem chama cachorro. –Eu não vou te fazer mal, Luazinha. Sai daí.
Foi aí que eu começei a ouvir um barulho como se fosse produzido por um gigante correndo. Parei e acionei meu bastão. Então, das árvores saiu um monstro com os membros pretos e o resto do corpo branco. Seu rosto lembrava o focinho de um cachorro e tinha as pernas traseiras curtas, mas seus braços eram fortes.
–Esse monstro... Vai devorar a Lua!-disse enquanto corria para o encontro de Lua. –Vem cá, Luazinha, vem cá, vem!
O monstro então começou a correr atrás de mim, que estava correndo atrás de Lua. A lebre era rápida pra dedéu e eu estava quase sendo alcançado pelo mosntro que também era rápido. Mesmo tendo patas curtas.
–Eu só não batalho com esse monstro por causa da Lua.-disse enquanto guardava o bastão. –Vem cá, coelhinha, vem.-tentei jogar algumas teias no monstro, mas ele era muito forte e corria em zigue-zague. –Sai daqui!!!
Eu já estava sem paciência, mas não queria lutar e acabar perdendo tempo com aquele monstro. Se bem que, se eu o derrotasse, eu ia acabar fazendo um favor para Anastácia. Mas atrasaria a missão. O monstro corria feito louco em minha direção. Ele babava e babava em tudo quanto era canto ao qual ele percorria vindo em minha direção. Anastácia ficava me olhando subir o grande morro, ao lado da cachoeira. Ela já era pequena vendo de perto, vendo de longe ela era minúscula... A lebre estava correndo a uma velocidade incrível e eu também. O bom é que ela corria em linha reta e eu estava com o espírito do besouro-tigre, que pode correr a uma velocidade de 9 km/h. Eu só não estava morto pelo monstro que corria atrás de mim por causa de minhas teias. Eu estava atrasando ainda mais o animal.
Tudo ia muito certo, até o pequeno e dócil coelho-cervo, mais conhecida como Lua, correr em direção às águas turbulentas da cachoeira. Nós corremos muito, até que acabamos chegando num tipo de queda d'água de mais de 50 metros de altura! O bom é que a Lua estava cansada e estava em cima das pedras. O terreno parecia plano, a não ser pela leve inclinação do terreno, produzido pela correnteza. A cachoeira era bastante funda, de modo que não dava para ver o fundo das águas. O que dava medo era a cor muito escura que reinava no fundo da cachoeira, embora suas águas fossem praticamente límpidas e cristalinas. A Lua estava parada. Havia pulado em cima de uma grande pedra e eu estava um pouco longe do monstro preto e branco, que estava parado bebendo água da cachoeira.
Lua... Sai daí..., pensei com medo do monstro atacar a pequena e indefesa Lua.
Pressionando o bracelete mais uma vez, eu fui envolvido pelo espírito de um gafanhoto e, num salto, cheguei até uma pedra que estava bem próxima da pequena Lua. Eu estava com um pouco de medo, porque eu estava no meio da parte mais funda da cachoeira e estava tudo escuro. Como se eu estivesse num abismo de milhões de metro de profundidade coberto por água. Como a luz não chegava no fundo, eu estava com bastante medo de haver alguma criatura lá em baixo. Eu me abaixei e então chamei por Lua.
–Vem cá, neguinha. Vem. –disse enquanto me debruçava na pedra, olhando de relance para a escuridão no fundo do lago.
Quando eu disse “neguinha”, o monstro que estava bebendo água pareceu ter ouvido e se preparou para pular em minha direção.
–Não!!! –gritei ao ver o monstro dando um implulso violento e pulando em minha direção.
Quando ele caiu na água, uma grande quantidade de água caiu em cima de mim e da Lua. Sorte que a Lua estava segura em cima de uma pedra e conseguiu se salvar. O ruim era o monstro, que estava se debatendo na água, quase se afogando.
–Ai, meu Deus...-disse enquanto via o monsto parecendo pedir socorro. –O que eu faço?
Eu estava me sentindo mal vendo o monstro se debater na água e não sabia o que fazer. Por uns instantes eu queria ter a coragem de pegar a Lua e deixar ele morrer afogado. Mas essa decisão somente o meu lado mau tomaria. No momento somente meu lado bom e sentimental estavam tomando posse do meu corpo.
–Tomara que eu não me arrependa...-–disse enquanto jogava muitas teias em cima de Lua, que agora estava comendo algumas folhagens numa árvore. –3, 2, 1...-pulei nas geladas águas da cachoeira.
O Monstro estava ainda vivo, mas seus movimentos estavam lentos. Na água, mesmo sem ¼ de seu peso, ele era bastante pesado. Se eu fizesse muito esforço, perderia mais fôlego do que eu estou perdendo agora. Minha salvação é... O bracelete de Hephestus.
Não me desaponta, por favor. –pensei enquanto pressionava o bracelete e era envolvido pelo espírito de um gafanhoto. Gafanhoto de novo?! Esses gafanhotos são surpreendentes. Só espero que esse bracelete saiba me ajudar.
Eu estava cheio de medo de, quando respirar, meus pulmões encherem-se de água e eu morresse naquela escuridão medonha. Mas quando eu respirei o impossível aconteceu: havia um tipo de bolha de ar envolta da minha boca e do meu nariz. Eu podia respirar e falar também.
Eu estava tentando manter o monstro com a cabeça para fora d’água para ele poder respirar. Eu não podia levá-lo até a margem por dois motivos: 1º é que o monstro havia pulado bem no meio do enorme lago formado pela cachoeira, a muitos metros da margem; 2º a água estava muito gelada e eu parecia estar paralizado, quase congelando.
–Arg... Tá difícil de segurar você... –disse eu enquanto tentava puxar 0 monstro. –Já sei!
Nadando para baixo, eu não conseguia ver muita coisa, mas as minhas energias explosivas iluminavam um pouco. Como eu só conseguia explodir coisas realmente sólidas, eu teria que estar segurando alguma coisa. Peguei o meu bastão e então o coloquei na boca, para que minhas duas mãos estivessem livres. Ele começou a brilhar. Puxando a minha teia de bicho-da-seda eu enrolei a cintura do monstro e então eu a joguei numa árvore. O monstro ficou um pouco preso. Assim, eu não era arrastado pela correnteza.
–Tomara que dê certo agora... –disse enquanto cobri totalmente a minha teia com minha energia. –Tomara que funcione...
A energia seguiu a árvore pela minha teia e explodiu. O monstro e eu não fomos atingidos por causa da água gelada, que rediziu o dano. Agora, a árvore estava solto e vindo em nossa direção atrávés da teia. Quando ela chegou na água, não ficou muito longe da gente, pois estava ligada ao monstro. Este estava vivo e parecia saber o que eu estava fazendo, por isso não se movimentava fortemente na água. Quando viu a árvore presa entre as pedras, foi até ela e ali ficou. Eu nadei até lá também.
–Pronto! Até que esse lago não é tão perigoso quanto eu pensava. –disse enquanto olhava a lebre ainda presa entre as teias. –Eu preciso saber como chegar até a margem para levar a Lua até a casa da Anastácia... Espera aê! –eu comecei a rir de repente.
Eu então nadei até a margem rapidamente e então puxei a árvore com minha teia. Foi quando o monstro começou a nadar normalmente.
–Você saber... Nadar?!!! –fiquei vermelho de raiva. –Mas tudo bem... O importante é que você tá vivo... –eu peguei a lebre que estava presa da teia. –Vamos lá, Lua!
Nós descemos o grande morro, acompanhando as águas da cachoeira. Demoramos cerca de quinze minutos até a margem. O monstro então começou a me seguir. Quando a Anastácia me viu, veio ao nosso encontro com as mãos para trás.
–Caramba! Onde estavam? –perguntou Anastácia olhando para a lebre em minhas mãos. –Mas vejo que conseguiu realizar a tarefa... Por favor, me dê a Lua.
–Está bem. –respondi enquanto dava passagem para o monstro. –Lua, aí está sua dona.
–Muito bem, meu jovem. –respondeu Anastácia animada. –Como conseguiu saber quem era a Lua?
–Fácil! Eu estive percebendo que a lebre estava fugindo de mim e não respondia quando eu a chamava. Já o “monstro” estava correndo atrás de mim, não para me atacar. Mas sim porque eu estava chamando-o, enquanto corria atrás da lebre. Acho que ele queria era brincar.
–Você é um jovem sábio. Isso mostra que não devemos nos guiar pela aparência... Merece isto. –a velha estendeu a mão e nela estava uma bolinha vermelha. –Aqui está o Olho de Vulcon.
Eu fiquei bastante feliz por ter conseguido realizar a maior parte da minha primeira missão. Então eu a agradeci e me despedi de todos. Deixei a lebre solta na natureza e Lua com a Anastácia.
–Cuidado!-gritou Anastácia me olhando de longe. –O caminho de um aventureiro é longo!!!
Agora estou praticamente no final do Bosque de Alkzar e já podia ver a cruz da Catedral de Noveuspring. Chegando lá, entreguei o olho de Vulcon ao meu avô.
–Parabéns, meu neto. –disse meu avô enquanto guardava a pedra numa pequena caixa. –Você completou a missão em menos de um ciclo. Meus parabéns mesmo!
–Obrigado, senhor Ezequiel. –respondi me sentindo o tal. –Tem alguma outra missão para mim?
–Não, não.-respndeu meu avô enquanto se dirigia ao confessionário. –Para as pessoas novatas, como você, nós só damos uma missão por dia. Amanhã tem mais.
Então eu saí da Catedral de Noveuspring feliz. Feliz por ter feito a minha primeira missão e feliz por ter revisto meu avô. Ele é a única pessoa da família que eu tenho contato nesses dois anos que eu vim para Noveuspring. Já faz mais de três anos que não vejo meus pais e eu quase não tenho lembranças deles. Pelo que me lembro, eles moram num lugar tranquilo, onde mora a família real. Quem sabe, num futuro não muito distante, eu vou visitar meus pais. Se eu me lembro bem... Ele moram numa cidade chamada Versailles.
Continua
Notas finais
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Obrigado por lerem o capítulo, pessoal! Que tal deixarem reviews?!
MAX: É! Deixem reviews. ^^
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