Os Homens Merecem Morrer
7 Baratas, quebra de privacidade e o dilema da virgindade
Notas iniciais
CAPÍTULO SETE
Baratas, quebra de privacidade e o dilema da virgindade
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O que uma paixão avassaladora é capaz de fazer com uma garota inocente? O que uma idealização de amor infinito pode causar?
Rose conhecia bem os riscos do amor.
Enquanto dirigia agilmente pelas avenidas tumultuadas, refletia seriamente sobre o seu passado e o que a levara até ali.
— A Mel não sabe o que está fazendo, deixando Dominique e Roxanne cuidarem de algo assim — A ruiva apertou o volante, furiosa.
Alice suspirou.
— E o que vamos fazer?
— Vamos impedir — Rose decidiu. — Vamos descobrir quem é o cara, e acabarmos com esse circo.
— Sabe que não é fácil né? Ela tem 17 anos! Não podemos lacrar a vagina dela ou colocar um cinto de castidade. Aqui é Brasil. País da pizza — Alice meneou a cabeça negativamente.
— Olha, lacrar a vagina e colocar cinto de castidade não são más ideias, mas tenho algo melhor — Rose virou o volante, determinada. — Vamos fazer algo melhor. Um plano digno da RW.
(...)
— Onde estão Dominique, Rox e a Mel? — o pai de Rose a questionou logo que ela saiu da picape apenas com Alice.
— A deixamos perto do shopping. Eu estava a fim de comer a lasanha da mamãe.
— Vocês tiveram sorte de não demorarem muito — Hugo se aproximou, e Rony colocou a mão sobre o ombro do filho. — Mamãe acabou de colocar a comida na mesa.
Rose e Alice seguiram até as mesas nos jardins. Os Potter haviam chegado, finalmente.
— Rose! Como você cresceu! — tio Harry brincou, abraçando a ruiva. — Daqui a pouco vai estar passando de mim!
— Tio, eu já tenho 22 anos e não cresço mais — Rose riu, meneando a cabeça negativamente.
— Eu sei. Mas tem a graça de dizer isso. Ao menos ainda tenho Lily para falar isso por muitos e muitos anos.
Tia Gina se aproximava com Lilian no colo e sua inseparável boneca da Elsa.
— É bom te ver, Rose querida. Soube que anda trabalhando bastante.
— É. Quase não tenho tempo para respirar — Rose forçou um sorriso.
Viu de relance o Malfoy atravessar os jardins rapidamente, e lhe sorrir de maneira cínica. Rose vira a cara instantaneamente.
(...)
A tarde se foi dando lugar à noite. Rose se trancou no quarto com Alice, ambas audaciosamente lendo o diário de Melissa.
— Ela deixar a mochila aqui foi um prêmio — a ruiva dizia, folheando agilmente fotos menos importantes até chegar ao nome de um garoto desconhecido. — Aqui! Leonard Finnigan!
— Filho de Simas Finnigan? O advogado? — Alice foi conferir. Havia uma foto de Melissa com um rapaz de cabelos castanhos e um sorriso maroto. — Os Finnigan eram amigos dos meus pais, mas eles se mudaram e perderam contato com a gente.
— Vamos atrás dele — Rose colocou a foto de volta ao diário. — Se ele realmente merece a Mel e se ela não está sendo idiota.
— E se ele a merecer?
— O deixamos em paz — Rose olhou pela janela do seu quarto, vendo um Hyunday i.30 estacionar na guia da casa. Logo, Dominique e Rose desceram do carro. — Tenho que colocar o diário de volta na mochila da Mel. Distraia elas, Alice.
— Tá bom.
As duas saíram correndo do quarto e passaram pelas escadas como raios. Chegaram no hall de entrada e a porta se abriu, mas Alice fez a primeira coisa que pensou: a empurrou de volta lançando-se contra ela. Rose correu para a sala, puxou a mochila do sofá e enfiou o diário no bolso em que estava anteriormente.
— Alice! O que você está fazendo? — Rox havia entrado na casa, aborrecida pela porta ter batido na sua cara.
Rose se aproximou delas, um tanto ofegante.
— Não sabíamos que eram vocês — A ruiva deu de ombros. — Seus pais já foram, assim como todos os outros. Vai que era um ladrão?
— Haha — Dominique empurrou-as, abrindo caminho. — Você não estragou nosso passeio como pretendia, priminha.
— Nossa, fico comovida por isso — Rose ironizou, fingindo que ia vomitar quando a loira não estava vendo.
— Só viemos pegar a mochila da Mel — Rox empurrou os óculos que escorregavam pela ponte do nariz. — Você foi bem ridícula hoje, Rosalie.
— Oh, ela falou meu nome e não o apelido — a outra ruiva debochou, encarando Alice e retornando o olhar para a prima. — E o que você vai fazer, Roxanne? Me estapear? Quebrar minhas unhas? Ou vai puxar meu cabelo?
Ambas se encararam até Dominique passar por elas.
— Sem brigas — A loira se voltou para Rose, com o mesmo ar de superioridade. — Você não mudou nada. Continua achando que só porque não deu certo com você não vai dar certo com mais ninguém. Pobrezinha. Talvez o antigo bofe que você tinha não gostava do modo como você abria as pernas.
Rose cerrou os punhos, mas Alice bateu a porta logo que notou que a ruiva avançaria para cima da prima.
— Calma, Rose — Alice largou-se no sofá. — Vamos ver se o Leonard é o cara que elas pensam...
— AHHHHHHHHHH!
Era Hugo descendo as escadas correndo como um maluco e gritando como uma menininha.
— ROSE!
— O QUE FOI INFERNO? — A ruiva se desesperou, e Hugo ofegou, derrapando na frente dela.
— TEM BARATAS NO SEU GUARDA-ROUPA, ROSE! — Hugo continuava berrando, em choque.
Rose fez uma careta, em seguida cerrando os punhos e semicerrando os olhos.
— Você tava mexendo no meu guarda-roupa?
— Fui procurar folhas de papel sulfite e grampeador pro meu trabalho da escola — Justificou-se Hugo, rapidamente. Em seguida virou o rosto para o lado, emburrado. — Mas não sabia que você guardava baratas lá...
— Seu projeto de mamífero! Eu não guardo baratas! — Então Rose percebeu o que acontecera. — MALFOY!
E saiu correndo escada acima, furiosa.
Mas ao escancarar a porta do quarto dele, notou que o desprezível loiro não estava lá.
(...)
Na manhã seguinte, Rose esvaziou seu guarda-roupa e jogou SBP nas “coisas” que rastejavam de um lado a outro agilmente, ou paravam com as anteninhas tremendo... Estremeceu, fechando as portas com tudo e colocando um banquinho na frente e uma vassoura entre as trancas das portas. Ainda tinha certo “medinho” de baratas. Afinal, tinha que se temer algo que resistia à uma bomba nuclear!
Scorpius não apareceu durante a manhã nem durante a tarde. Hermione e Rony pareciam mais felizes que o normal e Hugo e Rose concluíram que “algo” acontecera noite passada — algo capaz de fazer filhos.
Alice chegou às seis da tarde na casa da amiga ruiva, trajando roupas escuras e tendo uma mochila “cor de burro quando foge” ao lado do corpo.
— Invadi a casa dos Finnigan — Ela revelou com orgulho logo que chegaram ao quarto de Rose. A ruiva franziu o cenho, mas Alice acrescentou rápido. — Não havia ninguém em casa. Os Finnigan vivem para o trabalho e jantares de negócios super entediantes e demorados.
— Encontrou algo? — Rose já tirava uma mochila preta de debaixo da cama, e colocava cordas e spray de pimenta lá.
— Encontrei isso — Alice abriu sua bolsa e retirou de lá uma caixa de madeira. — Veja você mesma.
A fechadura da caixa estava rompida. Ela abriu a tampa e fez uma careta de nojo, largando a caixa como se fosse uma barata voadora.
— Camisinhas usadas e calcinhas — Rose fitou Alice. — Melissa disse em uma parte do diário que Leonard era virgem! Eu sabia!
— Homens virgens? Depois dos 15? É mais provável os planetas explodirem e o nosso se chocar contra o sol de forma violenta. — Alice meneou a cabeça negativamente. — Esse daí é pior do que pensávamos...
— Vamos encontrar a Mel antes que seja tarde — Rose colocou a mochila nas costas e subiu a touca do moletom preto, cobrindo os cabelos ruivos.
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