Os Homens Merecem Morrer
8 Amnésia, cocotes e o massacre da masculinidade
Notas iniciais
CAPÍTULO OITO
Amnésia, cocotes e o massacre da masculinidade
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Scorpius abriu os olhos, piscando repetidas vezes.
— Oi — a loira sorriu-lhe, mordendo o lábio inferior, deitada sobre seu peito.
O Malfoy piscou, até processar a situação e se levantar de chofre.
— DOMINIQUE? — Ele berrou, afastando-se o máximo possível. Ela se espreguiçava, os lençóis cobrindo seu corpo. — O que... Como?
— Rose estava errada. Você é ótimo no que faz — Dominique se levantou passando as mãos pelas costas de Scorpius.
— Onde estamos? Que horas são?
— São sete da noite e estamos no meu quarto de hotel provisório. É lindo, não?
— SETE DA NOITE? DE DOMINGO?
— A não ser que o tempo tenha revertido, é. Eu sei, eu sei — A loira embicou os lábios, sorrindo em seguida. — Dormimos muito. Ontem foi tão bom que ficamos exaustos...
— Dominique... Eu não me lembro de nada. O que quer que tenha acontecido...
— Foi culpa da bebida? — Ela adivinhou, arqueando uma das sobrancelhas. — Ou a carência? Eu não me importo — Beijou as costas, passando a mão pelos cabelos loiros do Malfoy. — Mas logo logo você não terá mais desculpas para justificar seus desejos, loirinho.
“Fudeu”, pensou Scorpius, tentando se lembrar de qualquer coisa da noite passada. Mas nada lhe vinha à mente.
(...)
Rose estacionou em frente ao prédio que ficava a 30 minutos de sua casa.
— Melissa colocou esse endereço no diário — Alice falou, mas Rose quase não a ouvia.
— Eu sempre quis vir aqui — Ele lhe dizia, estacionando em frente ao prédio. Voltou-se para Rose. — Dizem que é um lugar mágico.
A ruiva encarava o belo prédio com certa insegurança, embora, durona do jeito que era, tentava não deixar transparecer.
— Eu não sei, Mason — Rose cruzou os braços, suspirando. Mesmo amando o moreno com todas as suas forças, o medo consumia seu peito de uma maneira cruel.
— Rose — Mason a encarava e ela voltou seu olhar para ele. — Você me ama, não ama?
Ela hesitou, antes de concordar com um aceno de cabeça.
— Então vem — Mason abriu a porta do carro, deixando um sorriso em seus lábios para Rose. — Eu não vou te fazer mal algum. Eu te amo.
Ele saiu do carro, e hesitante, Rose o seguiu.
— Rose? — Alice a chamou.
A ruiva piscou, afastando as memórias de 4 anos antes. Estava se sentindo péssima naquele momento.
— Vamos — Rose saiu da picape. Alice fez o mesmo, não questionando mais nada.
Entraram no hotel, que possuía um requinte de 5 estrelas. Não havia mudado muita coisa em 4 anos.
Alice falava com a recepcionista, enquanto Rose observava o ambiente e a movimentação ao redor.
— O Leonard e a Melissa estão no quarto 214 no quinto andar. Falei para a recepcionista que não avisasse os dois, porque vamos fazer uma surpresa aos dois — Ao olhar indagador de Rose, a morena acrescentou. — Sexo triplo.
— 10 pontos para você pela mentira inocente. Vamos.
Entraram no elevador. Assim que este abriu as portas no quarto andar, alguns minutos mais tarde, ambas viram Scorpius Malfoy deixando um dos quartos no final do corredor.
Elas quase tropeçaram saindo correndo do elevador, decidindo silenciosamente e atrapalhadamente irem pelas escadas, antes que o Malfoy às visse e aquilo se tornasse ainda mais embaraçador.
Encontraram a porta de metal que abrigava as escadas, e logo estavam subindo agilmente os lances até o quinto andar.
— Ai socorro! Ai minha gastrite! — Alice resfolegou, logo que chegaram ao andar que desejavam. Estava com a mão no peito. — Pelos saltos da Nicki Minaj em Anaconda! Eu odeio escadas.
Elas quase caíram estateladas no chão, mas prosseguiram cambaleantes, até localizarem o quarto 214.
— Precisamos de um banheiro — Rose viu um para funcionários, e correu com Alice logo atrás.
Ambas adentraram o local, e agilmente se trocaram, enfiando as roupas nas mochilas.
Naquele momento, duas tias da limpeza entraram no local, e as fitaram com surpresa.
— Olá — Rose cumprimentou, desejando que não estivesse com aquela roupa curta e aquela peruca escura. — Estamos trabalhando, amores. Tchau.
— Tchauzinho! — Alice acenou, alegremente, com uma peruca loira cobrindo seus cabelos escuros.
Elas correram até o quarto 214, equilibrando-se muito bem nos saltos altos. Bateram na porta, ajeitando-se e fazendo suas poses antes que a porta fosse aberta. Alguns segundos, e Leonard Finnigan, sem camisa e com uma garrafa de champanhe na mão, abriu a porta. Ao fundo estava Melissa, com a blusa aberta, sentada na cama Box.
— Mas o que... — Ele as olhou de cima a baixo, o queixo caindo.
Ambas estavam de espartilho branco, segurando chicotes.
— Oh, querido... Leonard, certo? — Rose já ia empurrando-o para dentro do quarto, com Alice atrás fechando a porta. A ruiva caprichava no sotaque francês. — Você nos chamou e viemos o mais rápido que pudemos.
Melissa franziu a testa, levantando-se de chofre da cama.
— Leo... Quem são elas?
— Oh, você deve ser outra cocote! — Alice reforçou o sotaque francês, batendo palmas animada. — Oh, adoro uma aventura a três.
Melissa franziu a testa.
— O que é... Cocote?
— Prostitutas de luxo francesas, meu bem — Rose disse, dando uma risada e encarando Alice. — Acho que ela é prostituta local mesmo.
— Para trabalharmos com prostitutas locais cobramos 150 reais a hora, amor. — Alice passou as pelo peito de Leonard. Ele estava tão embasbacado que mal conseguia falar.
— Leonard! Explique isso! Você chamou putas para cá?
— Xinga mas não ofende! Somos cocotes! Co-co-tes! — Enfatizou Rose. — Cocotes da melhor qualidade!
Melisa avançou para Leonard, furiosa. Ele gaguejou:
— E-Eu não chamei elas! Mel! Acredita em mim!
— Ora querido, como não? Você coleciona muitas calcinhas de cocotes e garotas locais! — Rose tirou da bolsa a caixa de madeira e a abriu. Melissa a pegou com brutalidade. Encarou Leonard, que estava branco como cera.
— Você não é virgem, né Leo? — Ela se afastou jogando a caixa contra ele com nojo. — Você coleciona camisinhas usadas! Que nojo!
— Mel!
— Está tudo acabado entre nós!
A ruiva pegou a bolsa dela em um canto do quarto, e escancarou a porta, saindo agilmente. Leonard fez menção de segui-la, mas Rose foi mais rápida: pegou o spray de pimenta e lançou-o na cara dele, enquanto Alice o imobilizava com o chicote no pescoço.
— Calminha, garotão — Alice já não usava mais o sotaque. Rose acabava de trancar a porta. — Agora que nossa festinha vai começar.
Leonard desmaiou debatendo-se com a falta de ar. Rose e Alice se entreolharam, antes de tirarem as perucas e darem um toque de mãos.
Missão quase cumprida.
(...)
Leonard pulou, acordando de supetão. Ao abrir os olhos, viu um piso imundo, com paredes ao redor sujas de sangue. A iluminação era parcial, com apenas uma lâmpada fluorescente funcionando fracamente acima de sua cabeça.
Logo, aquela parca iluminação também se foi, com um fraco estouro.
O Finnigan estava pendurado de cabeça para baixo, uma corda amarrando seus pulsos, e outra seus pés contra um gancho.
Ali parecia muito com um frigorífico.
— Ei! — Ele viu uma figura no fundo da sala. — Você! Me tira daqui!
Mas a sombra simplesmente permaneceu parada.
— Você tem noção de quem eu sou? Me tira daqui!
Então houve o som de uma serra elétrica sendo ligada, e Leonard arregalou os olhos, em pânico, borrando as calças no mesmo instante.
— SOCORRO!
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